Seguir o O MINHO

Região

Teletrabalho: Realidade que já influencia os arquitetos

Arquitetura

em

Foto: DR / Arquivo

A atual pandemia por conta do covid-19, para além de mudanças em dezenas de setores, trouxe motivos para adaptações na rotina profissional das pessoas, e também nas arquiteturas e decorações. De uma hora para outra, as pessoas foram obrigadas a adaptar o espaço residencial para o teletrabalho.


Em Portugal, mais de um milhão de pessoas estiveram em teletrabalho no 2.º trimestre, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). E cerca de 15 mil trabalhadores da administração pública estiveram nesta situação. No entanto, de acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), 54% dos inquiridos disseram que estão satisfeitos com a situação, mas apenas 37% manifestaram satisfação em relação ao equilíbrio entre o trabalho à distância e a vida pessoal.

Por existir a peculiaridade da quarentena, muitas pessoas foram obrigadas a partilhar estes espaços com outras pessoas dentro de casa, e muitas vezes adaptados com pressa.

“Um home office deve ser um espaço minimalista e confortável tanto no que respeita o mobiliário como às condições de luminosidade (natural e artificial) e ruído. Para contrariar as normais distrações de uma ambiente “familiar” e tradicionalmente associado ao descanso, é necessário definir o limite entre o espaço de trabalho e o espaço de convívio em família”, disse André Malheiro, proprietário da Am-Arqstudio, a O MINHO.

Profissionais em teletrabalho sentiram que a pandemia afetou mais as suas vidas

As dicas são muitas. André Malheiro diz que a secretária/mesa deve ser ampla e desimpedida, dependendo do tipo de trabalho deve ter espaço para o portátil e eventualmente um segundo ecrã. Deve ter profundidade suficiente (aprox. 1m) para garantir o adequado afastamento do(s) ecrã(s) ao utilizador.

Não havendo disponibilidade para adquirir uma mesa a opção mais lógica será a mesa de refeições, no entanto, vale optar por uma mesa independente de outras actividades tradicionais sempre que possível. No caso de compra de uma nova mesa, optar por uma com sistema de altura regulável.

A cadeira deverá ser o mais próximo de uma cadeira de escritório, tendo a vantagem de regular a altura para uma posição de trabalho mais confortável. Nos casos em que não exista uma cadeira de escritório disponível opte pela que lhe garante maior conforto e postura correcta pelo maior número de horas. À medida que vai utilizando a cadeira pode fazer “upgrades” à cadeira adicionando almofadas tanto no assento como na zona de apoio da lombar.

“O Décor deve permitir que o “trabalhador” retire os olhos do ecrã e possa descansar sem no entanto potenciar a procrastinação. Para isso o ideal será reduzir a decoração a elementos essenciais como um tapete para o chão (não só permitirá ter um apoio para os pés mais quente e confortável como evitará o desgaste mais rápido do pavimento), vaso e planta, livros ou outros documentos regularmente utilizados, candeeiro de secretária regulável com uma luz confortável e um bloco de notas”, explica André Malheiro.

Funcionalidade x aconchego de um lar

Embora exista um crescente número de pessoas a trabalhar a partir de casa, os espaços nas habitações não aumentaram. Para quem não tenha um escritório ou quarto extra, um espaço óbvio onde colocar o novo local de trabalho é a sala de estar, uma vez que geralmente é o espaço da casa com maior área. Claro que tudo dependerá do número de pessoas a trabalhar a partir de casa.

“Os dois aspectos mais importantes são a posição face às janelas e o fundo que irá aparecer na reunião com videochamada. Para isso é importante não ter janelas nas costas do “trabalhador” de modo a evitar reflexos que levem ao cansaço e esforço excessivo da visão, e garantir que a parede ou móvel mais próximo não estão demasiado longe de modo a evitar que outros interfiram nas nossas reuniões”, diz André.

Covid-19: Mais de um milhão de pessoas em teletrabalho no 2.º trimestre

Garantir que o espaço de trabalho é organizado é um princípio fundamental para que o aconchego da casa ou apartamento não se perca. Ter um espaço constante sem necessidade de arrumar “as coisas de trabalho” porque está na hora de jantar é outro dos factores que poderão influenciar a percepção de conforto.

“Claro que não se espera que o ambiente de trabalho em casa tenha a mesma rigidez de alguns locais de trabalho. Por isso, os tapetes e as plantas são alguns dos elementos que mais podem contribuir para a convivência do local de trabalho no conforto de uma casa ou apartamento”.

Muitas vezes, um casal acaba por partilhar um mesmo ambiente para home office. E nestes casos, existe o desafio de um não atrapalhar o outro. Também existem alternativas para estas situações.

“Pela nossa experiência o mais difícil são as horas de reunião em que se torna impossível para duas pessoas estarem simultaneamente a participar em duas reuniões distintas. Neste caso, dependendo do espaço disponível, uma das pessoas terá de se posicionar noutro compartimento da casa”, explica André.

“O ideal é ter uma alternativa ao local normal de trabalho. Caso não exista um espaço alternativo, headphones com anulador de ruído e painéis acústicos de separação entre espaços de trabalho (ex. em cortiça) são ótimas opções que permitiram a redução da transmissão de som”.

Apesar da pandemia, preços de imóveis mantiveram-se na globalidade dos casos em Braga

Influência na arquitetura

A necessidade também já está a influenciar a arquitetura. Escritórios sempre foram incluídos em projectos, mas agora são ainda mais importantes.

“Sem dúvida. Em novos projetos, ou em reabilitações, pergunto sempre aos meus clientes se não querem um espaço distinto para escritório. Seja no imediato ou a longo prazo cada vez mais haverão dias a trabalhar em casa, e ter um espaço compartimentado para esse fim diminui as distrações e permite fazer reuniões/chamadas sem perturbar (ou ser perturbado) por ninguém”, recorda André Malheiro.

“Os projetos de arquitetura tem que estar constantemente a ser adaptados às novas necessidades, mas acima de tudo às particularidades de cada cliente”.

Neste momento não só é importante educar a sociedade para a necessidade de um escritório ou espaço polivalente que possa servir como tal, como também é necessário redefinir o que é um escritório. O espaço e tempo dedicado a este compartimento em nada tem a ver com as necessidades atuais (até 2019).


Artigo oferecido por SIMINHO

Anúncio

Alto Minho

Centenas de novos casos no Alto Minho. Ponte de Lima (+117) e Viana (+100) continuam a ‘galopar’

Boletim da ULSAM

Foto: Facebook / DR

Há 2.680 casos ativos no Alto Minho, mais 343 do que há dois dias, segundo o boletim da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM), atualizado às 19:00 de sexta-feira.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 10.103 casos, mais 662 nos últimos dois dias.

Contam-se ainda 7.248 recuperados, mais 217 em relação a segunda-feira.

Há a lamentar mais quatro óbitos, dois em Viana (total de 49), um em Caminha (23) e outro em Valença (7). No total, já morreram 175 pessoas desde o início da pandemia.

Viana do Castelo tem agora 789 casos ativos (+ 100 do que há dois dias), Ponte de Lima 512 (+ 117), Caminha 275 (+ 39), Arcos de Valdevez 322 246 (+ 76), Ponte da Barca 196 (+ 28), Valença 124 (+ 6), Melgaço 119 (+ 30), Monção 112 (+ 27), Paredes de Coura 80 (+ 13) e Cerveira 151 (+ 5).

Recorde-se que o distrito de Viana do Castelo é considerado pela ARS-Norte o “mais crítico neste momento” na região Norte.

Continuar a ler

Região

Confinamento: Em Viana, “tudo calmo”. Em Braga, “nem por isso”

Confinamento

Foto: Pedro Manuel Magalhães / RUM - Rádio Universitária do Minho

O primeiro dia de confinamento trouxe mais ações de fiscalização e sensibilização por parte das forças de segurança em todo o país, e os distritos de Braga e de Viana do Castelo não foram exceção. Por se tratar de um dia de semana, com aulas letivas, trabalhos e outras situações previstas na lei como exceções ao dever de recolhimento domiciliário, ainda se viu muita gente pelas ruas, mas algumas foram mandadas para casa.

Em Viana, “tudo calmo”, disse fonte do Comando Distrital da PSP. “Situações normais de circulação na rua, idas para o trabalho, levar os filhos à escola, idas ao supermercado, tudo exceções que estão previstas na lei”, disse a fonte, isto no que diz respeito à cidade. A única situação menos ‘normal’ terá sido o desaparecimento de uma senhora que foi encontrada a 12 quilómetros de casa. Durante o percurso, não terá encontrado polícia, e foi encontrada por uma sobrinha já na área de atuação da GNR.

De resto, tanto na capital do Alto Minho como nos restantes concelhos daquele distrito, a população “foi cumprindo” o recolher decretado pelo Governo, não existindo grandes aglomerados visíveis.

Já na cidade de Braga, e tirando o facto de se ver muita gente na rua em dia de confinamento, não houve nada de grave no que diz respeito ao registo no âmbito de incumprimentos. À semelhança do que sucedeu em Viana, as pessoas abordadas pela PSP tinham motivo para circular na rua, e quem não tinha era mandado para casa, como sucedeu durante a manhã, em plena Praça da República. As equipas motorizadas de prevenção e reação imediata dispersaram os ajuntamentos, na sua maioria compostos por idosos, sensibilizando para as regras em vigor e para o facto de terem de estar em casa. As recomendações da polícia foram acatadas de imediato.

O único caso que terá motivado uma ação das forças de segurança sucedeu em Prado, na área territorial da GNR do distrito de Braga, conforme noticiou O MINHO. Um homem recusava-se a usar máscara depois de ter sido avisado por militares da GNR. Acabou por ser manietado em pleno centro daquela freguesia do concelho de Vila Verde, sendo depois detido, com o momento a ser filmado por populares.

 

De resto, o trânsito não reduziu significativamente nem nas zonas urbanas de Viana, nem de Braga, onde, esta manhã, se sentia que era mais um dia normal de semana no Nó de Ìnfias, em São Vicente, local problemático do tráfego rodoviário na capital do Minho.

Recorde-se que Portugal continental entrou hoje, às 00:00, num novo confinamento geral, devido ao agravamento da pandemia de covid-19, com os portugueses sujeitos ao dever de recolhimento domiciliário, mas mantendo as escolas com o ensino presencial.

No âmbito da modificação do estado de emergência no país, o Governo determinou na quarta-feira um conjunto de medidas extraordinárias que vão vigorar até às 23:59 de 30 de janeiro para “limitar a propagação da pandemia e proteger a saúde pública” e que estão previstas no decreto que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinou hoje.

Marcelo admite que este novo confinamento dure até março

O dever geral de recolhimento domiciliário, em que “a regra é ficar em casa”, prevê deslocações autorizadas para comprar bens e serviços essenciais, desempenho de atividades profissionais, frequência de estabelecimentos escolares, prática de atividade física e desportiva ao ar livre ou participação no âmbito da campanha eleitoral ou da eleição do Presidente da República.

Continuar a ler

Braga

Concelho de Braga com 1.897 casos ativos, 165 mortos e 10.851 recuperados

Covid-19

O concelho de Braga mantém a tendência de subida de novos casos de covid-19, com mais 358 infeções confirmadas nas últimas 48 horas.

Casos ativos são atualmente 1.897, mais 118 do que os registados na quarta-feira.

Estes números foram apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde e atualizados às 17:30 desta sexta-feira.

Desde o início da pandemia foram registados 12.913 casos no concelho.

O número de óbitos subiu para os 165, mais dois em dois dias.

Há ainda um total de 10.851 recuperados, mais 238 desde quarta.

Há 1.603 pessoas em vigilância ativa.

Continuar a ler

Populares