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Viana do Castelo

Telenovela brasileira será gravada em Viana

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"A Herdeira", da TVI foi gravada na cidade. Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a criação da comissão fílmica VianaFilm para “dar resposta ao número crescente de pedidos para produções audiovisuais” na capital do Alto Minho.

“Viana do Castelo tem sido ao longo dos anos, com particular intensidade nos últimos tempos, muito procurada para produções audiovisuais. A próxima será uma telenovela da rede Globo, baseada no romance Arroz de Palma”, afirmou o presidente da câmara ao executivo municipal durante a apresentação da proposta de criação daquela estrutura.

No final da reunião camarária, em declarações aos jornalistas, José Maria Costa adiantou que “a rodagem da nova novela brasileira em Viana do Castelo vai começar este ano, para ser emitida em 2019 para uma audiência de 70 milhões de telespectadores do Brasil, sendo que será depois retransmitida em 30 países”.

“A parte inicial da telenovela é passada em Viana do Castelo. O romance tem como protagonistas um casal de Viana do Castelo que emigra para o Brasil. Ela é natural de Vila Franca do Lima e ele da ribeira de Viana do Castelo”, especificou.

O autarca socialista disse ter reunido com a produção da nova telenovela, em março passado, quando se deslocou ao Brasil para assinar um de geminação com a Prefeitura do Rio de Janeiro.

De acordo com o sítio na internet da Porto Editora, hoje consultado pela Lusa, o livro Arroz de Palma, do dramaturgo e ex-diplomata de Francisco Azevedo, “tornou-se num sucesso de vendas, no Brasil, sem nenhum marketing”.

Além da telenovela da rede Globo, José Maria Costa disse ainda que estarem “na calha” a produção de um filme de um cineasta português e uma série televisiva, de três episódios, na área cultural.

À nova estrutura, designada VianaFilm, “serão afetos meios logísticos e recursos humanos já existentes na autarquia, para afirmar Viana do Castelo como espaço cénico de exceção e para que o concelho conste dos roteiros ‘film friendly’, tornando-se um destino privilegiado de filmagens e produções fotográficas, com capacidade para atrair projetos cinematográficos e audiovisuais, tanto numa escala nacional como internacional”.

Segundo aquela proposta, a VianaFilm “vai oferecer, além de um clima favorável, diversidade de cenários, paisagem natural e cultural, acessibilidades e oferta hoteleira, diversas vantagens como a isenção de pagamento das taxas de ocupação do espaço público municipal, agilização dos procedimentos de emissão de licenças, autorizações e apoio logístico por parte dos serviços municipais, entre outras”.

A criação da comissão, ‘film commission’ em inglês, tinha sido anunciada pelo autarca socialista, em setembro de 2017. Nesse ano, foi rodado na cidade o filme/documentário “Sentidos da Vida” do realizador Miguel Gonçalves Mendes.

No ano anterior, 2016, o navio museu Gil Eannes serviu de cenário à rodagem da longa-metragem “9 Dedos” que, em agosto passado, venceu o prémio de melhor realizador do Festival Internacional de Locarno, na Suíça.

Em 2015, o realizador Miguel Gomes filmou, em Viana do Castelo, uma das trilogias de “As Mil e uma Noites” que retrata a crise que afetou o país, pegando no exemplo do encerramento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Já em 2009, o antigo navio hospital já tinha acolhido a rodagem do filme “O Cônsul de Bordéus”, baseado na vida de Aristides de Sousa Mendes e realizado por Francisco Manso e João Corrêa.

Um ano antes, a embarcação foi também o cenário principal da longa-metragem “O Assalto ao Santa Maria”, da produtora Take 2000, com realização de Francisco Manso e argumento de Vicente Alves do Ó e João Nunes.

O filme “retrata o histórico assalto ao paquete Santa Maria, uma original operação de denúncia dos regimes ditatoriais de Portugal e Espanha perpetrada em 1961 por 24 exilados políticos dos dois países, liderados pelos capitães Henrique Galvão e Jorge Sotomayor, com o apoio expresso do general Humberto Delgado.

Foram ainda filmadas no concelho as novelas “Os Lobos” e, recentemente, a telenovela da TVI “A Herdeira”, tendo ainda sido registados os documentários “O Alto do Minho” e “A Herança”.

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Viana do Castelo

Proprietário de bar agredido por três homens no centro histórico de Viana

Agressão

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Foto: DR / Arquivo

Um empresário do sector da restauração foi agredido hoje, em Viana de Castelo, com uma réplica de uma arma de fogo na cabeça, tendo recebido tratamento hospitalar e os agressores, pai e dois filhos, foram constituídos arguidos, disse fonte policial.

Em declarações à agência Lusa, o comandante da PSP de Viana do Castelo, Rui Conde, explicou que o caso ocorreu cerca das 18:00 na Praça da Erva, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, na sequência de um desentendimento que terá tido origem na falta de espaço que a esplanada do bar explorado pela vítima deixou naquela área da cidade.

“Tudo terá acontecido porque a viatura de um dos alegados agressores tocou numa mesa da esplanada”, segundo Rui Conde, referindo que, após uma primeira troca de palavras, o agressor acompanhado de dois filhos regressou ao bar tendo a vitima sido agredida de costas, com três coronhadas na cabeça, alegadamente causadas pelo punho da réplica de uma arma.

Na sequência de diligências feitas por agentes que se deslocaram ao local, a PSP identificou os alegados agressores que possuem um quiosque a poucos metros de distância onde aconteceu o incidente.

Nesse estabelecimento um dos agressores entregou a réplica da arma e “uma faca que não terá sido utilizada na agressão” ao homem de 44 anos, de acordo com a mesma fonte.

Rui Conde explicou que os três homens não foram detidos porque “nem a vítima, que ficou sem reação, nem as testemunhas no local, que foram apanhadas de surpresa pela situação, conseguiram identificar o autor das agressões que obrigaram a tratamento hospitalar”.

O proprietário do bar, um dos mais frequentados no centro histórico de Viana de Castelo, teve de ser suturado devido à profundidade dos golpes na cabeça.

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Viana do Castelo

BE questiona sobre descargas poluentes em monumento natural em Viana do Castelo

Poluição

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre “sucessivas descargas poluentes” na Ribeira de Anha, na freguesia Vila Nova de Anha, classificada como monumento natural pela Câmara de Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, hoje enviada à Lusa, a deputada Maria Manuel Rola pretende saber “se o Governo tem conhecimento das recorrentes descargas para a ribeira”, denunciadas pela população que diz que “os peixes têm morrido e que a ribeira não tem vida”.

“A própria Junta de Freguesia de Vila Nova de Anha admite ser um problema antigo e grave”, refere a deputada do BE que recorda que que aquela ribeira, “classificada como monumento natural pelo município de Viana do Castelo, conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos”.

“Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho”, sublinha a deputada.

Na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática, Maria Manuel Rola, adianta que “este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou”.

“Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana”, reforça.

Para o BE trata-se de “uma situação inadmissível que dura há demasiado tempo e parece estar sem fim à vista”.

“As populações estão, e com razão, cada vez mais indignadas com a frequência e magnitude destes atentados ambientais, sem que pareça haver uma ação eficaz das autoridades, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN) e das autarquias, principalmente da Câmara de Viana do Castelo, concelho do troço do rio onde se têm verificado estas descargas, sem atuação eficaz para que estes atentados ambientais não se repitam e consequentemente sem que os autores sejam devidamente responsabilizados”, lê-se no documento.

A deputada do BE quer saber os resultados das inspeções feitas na ribeira e que medidas vai o Governo adotar para solucionar o problema.

Contactado pela Lusa, o vereador do Ambiente da Câmara de Viana do Castelo, Ricardo Carvalhido, disse que o município “encetou e tem em curso todas as diligências ao seu alcance para identificação dos emissários, nomeadamente ações de fiscalização e ensaios físico-químicos, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Águas do Alto Minho(AdAM).

Ricardo Carvalhido admitiu que a autarquia “tem sido confrontada, nos últimos meses, com episódios de descargas de efluentes de origem desconhecida, mas com características poluentes, em duas das suas ribeiras mais importantes – a de Anha, em Vila Nova de Anha e a de São Vicente, na Meadela”.

“Estas ribeiras são elementos biofísicos fundamentais e são estruturantes da zona húmida das Caldeiras de D. Prior (onde se desenvolve o Parque Ecológico Urbano), e do Monumento Natural da Ribeira de Anha, áreas que compõem a Rede Municipal de Ciência nas dimensões da conservação da natureza e da promoção da educação e literacia”, enfatizou, referindo “a importância nevrálgica destas ribeiras para as várias agendas de desenvolvimento em curso”.

Questionada pela Lusa, a empresa Águas do Norte informou que “as descargas verificadas na ribeira de Anha, não foram provocadas por qualquer infraestrutura que esteja a ser gerida pela concessionária do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento do Norte de Portugal”.

“Após a avaliação técnica efetuada no local, foi comprovado que as ocorrências em causa foram provocadas por descargas clandestinas, pelo que a Águas do Norte é completamente alheia à mesma”, reforça a empresa.

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Viana do Castelo

Senhora da Agonia, de Viana, representada em folhas miniatura dos CTT

Tradição

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Foto: CTT

Os CTT vão apresentar na quinta-feira um conjunto de peças filatélicas e um livro que homenageiam algumas Festas e Romarias em Portugal, com uma tradição milenar, informou hoje a empresa. No livro, estão retratados os Gigantones e Cabeçudos na Praça da República, em Viana do Castelo, nas Festas da Senhora da Agonia.

Nesse dia, os CTT lançam também um livro dedicado ao mesmo tema, “Festas e Romarias”, da autoria de Paulo Mendes Pinto, refere a empresa em comunicado, lembrando que incluídos no livro estão os quatro selos e a folha miniatura de seis selos desta emissão.

Os selos retratam as Festas de Santo António, um baile popular num dos bairros típicos de Lisboa; as Festas de São João Batista, os festejos na zona da Ribeira, no Porto; as Festas de São Pedro, a tradicional procissão marítima, no Montijo; e a Festa dos Tabuleiros / Festa do Espírito Santo com o desfile na Praça da República, em Tomar.

Fonte: CTT

A folha miniatura contempla, para além das festas de Viana, a procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima, uma imagem da Senhora do Almortão em dia de romaria, uma imagem noturna da celebração das Festas de Nossa Senhora dos Remédios, uma imagem do andor da Mãe Soberana / Senhora da Piedade em dia de romaria, em Loulé, o Círio e Romaria de Nossa Senhora do Cabo.

A edição é bilingue, com tradução de José Manuel Godinho, sendo o ‘design’ do livro da responsabilidade de Folk Design e a tiragem é limitada a 4.000 exemplares.

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