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Teatro da Didascália estreia “Paisagem Efémera” no dia 23 em Famalicão

Joane

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O Teatro da Didascália estreia, dia 23, o projeto “Paisagem Efémera”, um ‘espetáculo-percurso’ de 2,5 quilómetros, com duas horas de duração, durante o qual o público é convidado a descobrir a paisagem e a ‘memória’ de Joane, Famalicão.


“Estamos a trabalhar a partir de um contexto muito local, neste caso sobre a paisagem natural e rural de Joane, mas aproveitamos elementos específicos desta paisagem para debater temas tão globais”, como por exemplo, “as alterações climáticas”, afirmou à Lusa o diretor artístico do projeto.

O nome “Paisagem Efémera” tem a ver com o facto de, “de alguma forma, encararmos a paisagem como uma coisa estanque, que está ali para sempre, mas a verdade é que pode, eventualmente, extinguir-se ou sofrer mutações”, disse Bruno Martins, apontando o caso do degelo da Antártida.

Durante o percurso, o público é convidado “a deambular por entre discursos que ora falam de especificidades da geografia do território, ora das transformações de ordem social e económica que afetam a comunidade”.

“Paisagem Efémera – natural e rural” conta com direção artística de Bruno Martins, tendo como criadores e intérpretes António Júlio, Margarida Gonçalves e Rui Souza. O projeto integra ainda dois formatos de partilha virtual de processos e conhecimento que contribuíram para o processo criativo: Conversas ao Pé da Porta e o ‘podcast’ Áudio Derivas.

Margarida Gonçalves desenvolveu “um projeto relacionado com uma paisagem central de Joane, que é um baldio. Ela reflete sobre esta resiliência das plantas, sobre a forma como ocupam os espaços e como elas, depois de nós desaparecermos, persistem e ficarão a ocupar os espaços que deixaremos devolutos”.

Bruno Martins explica que “foi importante para o trabalho desta criadora, as ervas que cresceram nas ruas durante a pandemia, durante a quarentena, em que estivemos em casa”, “a quantidade de ervas e ervinhas que cresceram por todos os lados, porque as pessoas e os carros não passavam por lá”.

Um outro criador, António Júlio, abordará o rio Pele, “um rio que é praticamente impercetível em Joane, apesar de ser muito importante, por exemplo, para a indústria local – deu até o nome a uma fábrica muito conhecida de Famalicão”.

Nas palavras de Bruno Martins, é “um rio importante porque fornece precisamente a água para a ETAR da referida fábrica, atravessa e divide a vila, mas ao mesmo tempo é quase invisível e impossível aceder-lhe”.

“De alguma forma, queremos fazer emergir este rio, dar-lhe visibilidade e falar da forma como o tratamos”, sublinhou.

Este percurso “vive de memórias, que vamos revisitar e transpor, através do que denominamos de paisagem sonora, que evidencia alguns aspetos e memórias muito particulares da vila, como, por exemplo, uma antiga feira que foi deslocada do centro para fora. As pessoas poderão de forma sonora ‘revisitar’ essa feira”, disse.

De acordo com Bruno Martins, haverá ainda tempo para um trabalho sobre procissões desaparecidas, que será desenvolvido pelo músico Rui Souza.

“Rui Souza irá trabalhar na igreja de Joane, num órgão de tubos, explorando cantos de procissões que, entretanto, se extinguiram. Será um trabalho sonoro, entre a música experimental e o ressoar daquele órgão de tubos”, explicou.

Por sua vez, Bruno Martins desenvolveu um trabalho mais “discursivo”.

“É uma espécie de prólogo do percurso e é no formato de apresentação de candidatura a presidência de junta de freguesia. Aproveito esse discurso para falar/evidenciar questões importantes do ponto de vista social e urbanístico da vila. São o resultado de uma série de entrevistas a moradores da freguesia sobre o que gostariam para a vila. Será um discurso mais ou menos absurdo e irónico sobre a proposta deste candidato à presidência de junta”, sustentou.

No fundo, acrescentou, “o público fará este percurso de paisagem em paisagem, espaço em espaço, e vai-se deparando com estas visões e interpretações deste território por diferentes artistas”.

No final desta viagem, por entre casas, ruas, baldios, rio e igreja, pretende-se que o público reflita sobre a sensação de fragilidade e efemeridade do planeta, evidenciada pela situação pandémica que vivemos.

O Teatro da Didascália criou um grupo de boleias no Facebook para facilitar a deslocação dos seus espectadores para Joane, que podem oferecer ou procurar transporte de forma segura e ambientalmente consciente. Para aderir ao grupo de boleias, basta seguir o seguinte link: www.facebook.com/groups/boleiasteatrodadidascalia/.

O espetáculo estará em cena entre 23 e 25 de outubro, às 21:00. O ponto de partida do percurso é na Cindinha Bulk Store (Av. Pedro Hispano 83-3, 4770-277 Joane, junto à Igreja de Joane).

As reservas podem ser efetuadas através do ‘e-mail’ [email protected] ou do número 924 305 850.

O preço é de quatro euros, por pessoa.

A lotação do espetáculo é de 30 pessoas por récita, estando salvaguardadas todas as medidas preventivas relativamente à covid-19.

A companhia aconselha o público a levar água, roupa quente e calçado confortável.

As referências mais antigas à freguesia de Joane, em Vila Nova de Famalicão, datam do ano de 1065, ainda antes do período da formação da nacionalidade.

A história desta vila, que pulsava em livros e páginas de jornais antigos, gerou um impulso criativo para ampliar “o que sempre esteve à vista de todos” e criar esta dramaturgia para o espaço público.

A apresentação do espetáculo esteve agendada para maio, mas, devido à pandemia de covid-19, foi adiada para este mês.

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Guimarães

Exposição revisita 15 anos de arte no Palácio Vila Flor em Guimarães

Cultura

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Foto: DR / Arquivo

O Palácio Vila Flor, em Guimarães, inaugura na sexta-feira uma mostra coletiva de obras de todos os artistas que ali expuseram nos últimos 15 anos, anunciaram hoje os serviços culturais do município.

Em comunicado, A Oficina, responsável pela gestão dos equipamentos culturais de Guimarães, sublinha que a exposição será “uma oportunidade rara” para “percecionar transversalmente aquilo que foi a dinâmica e singularidade programática” do Palácio Vila Flor, no contexto das artes plásticas e visuais.

Denominada “Palácio”, a mostra, distribuída por cerca de 850 metros quadrados e dois pisos, poderá ser visitada até 06 de março de 2021.

Alexandre Estrela, Adelina Lopes, André Cepeda, André Príncipe, António Júlio Duarte, António Olaio, Arlindo Silva, Daniel Blaufuks, Gabriela Albergaria, Gabriel Abrantes, Fernando Calhau, Fernando Brito, Hugo Canoilas, João Queiroz, José Almeida Pereira e José Loureiro são alguns dos artistas representados.

Há ainda para ver trabalhos de Manuel Caeiro, Paulo Mendes, Patrícia Almeida, Pedro Cabral Santo, Pedro Portugal, Pedro Sousa Vieira, Pedro Tudela, Sonoscopia, O Bergado, Salão Olímpico com Carla Filipe, Isabel Ribeiro, Renato Ferrão e Eduardo Matos.

A mostra contará também com obras saídas do Guimarães – Arte Contemporânea 2011 e do Laboratório das Artes – 10 Anos.

A exposição reúne, assim, obras da coleção d’A Oficina e obras mais antigas e recentes selecionadas pelos artistas.

Nos dias 19 de dezembro e 27 de fevereiro, haverá visitas orientadas à exposição, com duração aproximada de uma hora e limitadas a um máximo de sete participantes.

Disponíveis pelo valor de dois euros, as visitas decorrerão mediante inscrição prévia.

O Palácio Vila Flor é o espaço expositivo do Centro Cultural Vila Flor.

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Guimarães

Foram de ‘scooter’ roubar maços de tabaco em Guimarães mas foram apanhados

Furto em estabelecimento comercial

em

Foto: GNR

Dois homens, de 16 e 30 anos, foram detidos, na madrugada desta segunda-feira, em flagrante a assaltar um estabelecimento comercial, em Selho São Jorge, no concelho Guimarães, anunciou hoje a GNR.

Em comunicado, o Comando Territorial de Braga da GNR refere que, no seguimento de uma denúncia por furto, os militares encontraram no local os suspeitos na posse do material furtado, designadamente 42 maços de tabaco e 170 euros em numerário, entre outros objetos.

Os bens furtados foram apreendidos e serão restituídos ao proprietário.

Foi ainda apreendido um ciclomotor utilizado no furto.

Os dois detidos serão presentes hoje ao Tribunal Judicial de Guimarães.

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Guimarães

Novo ajuntamento esta madrugada em protesto pelas Festas Nicolinas em Guimarães

PSP identificou dezenas de jovens

em

Foto: Redes sociais

A PSP identificou dezenas de jovens que, pelas 05:00 desta segunda-feira, protestaram no centro de Guimarães pela realização das Festas Nicolinas. Esta situação acontece depois de, no domingo, ter-se registado ajuntamento, disperso pelas autoridades, no arranque daquelas tradicionais festividades.

Em declarações à Antena 1, o porta-voz da PSP, Nuno Bugalho Carocha, explica que, esta madrugada, “no centro da cidade de Guimarães, algumas dezenas de pessoa vieram com cartazes e alguns instrumentos fazer ruído para a rua em defesa da realização das Festas Nicolinas naquela cidade”.

“A nossa parte a postura foi obviamente de fazer cessar aquele incómodo para toda a população o mais depressa possível”, acrescenta o responsável.

PSP evitou “intervenção pela força” para dispersar aglomerado Nicolino em Guimarães

Ontem, perto de uma centena de pessoas juntou-se durante a manhã no centro histórico de Guimarães para dar mote ao início das Festas Nicolinas. Dezenas de pessoas tocaram bombos, como manda a tradição, enquanto outros conviveram para assinalar o início das mais tradicionais festas do berço do país.

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