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TAP lança ponte aérea do Porto para Madrid e cancela London City

Em 2020

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Foto: O MINHO / Arquivo

A TAP vai lançar uma nova ponte aérea para Madrid a partir do Porto (e também de Lisboa) em 2020, e cancelar a operação em London City, de acordo com um comunicado hoje divulgado.

A companhia aérea justificou a opção, no caso do Porto, com as perspetivas positivas para esta cidade e que permitem alterações nas rotas. “Entre 2017 e 2018, a TAP registou um aumento de 20% em número de passageiros, ultrapassando pela primeira vez a marca dos dois milhões. As perspetivas são igualmente positivas para este ano de 2019, considerando que, entre janeiro e julho, a TAP está já a crescer 11%”, lê-se no mesmo comunicado.

Estes “números de sucesso” permitem à TAP “implementar ajustes na rede do Porto, com o objetivo de redirecionar a capacidade para mercados onde a competitividade da companhia seja maior”.

Assim, a empresa irá redirecionar “a capacidade dos voos Porto-Barcelona e Porto-Lyon, suspendendo a operação nesses mercados, que conta com ampla oferta da concorrência, para construir a novíssima ponte aérea entre Porto e Madrid, que contará com seis frequências diárias, mais que o dobro da oferta atual”.

Estas mudanças irão ainda permitir o aumento das ligações entre o Porto e o Funchal “com mais um voo diário, a meio do dia, operado no novo Airbus A321neo Long Range e fazer a operação diária do Porto-Newark (EWR) e a quarta frequência semanal Porto-São Paulo”.

A ponte aérea do Porto para Lisboa irá ainda ganhar “mais uma frequência diária em relação ao verão de 2019”, de acordo com a TAP.

Na capital, “a capacidade dedicada a Estugarda, Colónia e Basileia, será redirecionada para outros mercados. Será criada uma nova ponte aérea ligando Lisboa a Madrid”, lê-se na mesma nota.

Além disso, a companhia aérea “lançará uma nova rota para Santiago de Compostela, e reforça outras ligações a Espanha, acrescentando voos diários entre Lisboa e as cidades de Barcelona (seis para sete diários), Bilbau, Valência e Málaga, todos de dois para três diários, e Sevilha (de três para quatro voos diários). Também Casablanca, a maior cidade de Marrocos, contará com mais uma frequência diária à saída de Lisboa, melhorando assim a conectividade com a rede intercontinental da TAP”, segundo o comunicado.

A companhia aérea planeia também reforçar os voos para Telavive, de um para dois diários, e passa “a voar para Moscovo com A321LR, permitindo corresponder às exigências de conforto dos passageiros que voam para aquele destino”, informou a empresa.

A TAP revelou ainda que irá suspender a operação no aeroporto de London City, “devido às incertezas de procura por parte dos clientes, associada ao ‘brexit’, e pelos resultados abaixo do esperado nesse mesmo mercado”.

As alterações para 2020 implicam o reforço da aposta nos EUA. “Duplicam as frequências diárias entre Lisboa-Nova Iorque (JFK), além do voo Lisboa-Newark (EWR) e do Porto-Newark (EWR), que passa a ser diário. Miami receberá dez voos por semana, em vez dos atuais sete. Também as novas rotas de Washington D.C. e Chicago passarão a contar com voos diários”, informou a companhia aérea.

No Brasil, a TAP irá usar o novo A321LR e contará com cinco voos semanais para Natal e Belém, em cada um dos destinos, face aos três atuais.

“Nos últimos dois anos, a TAP registou um crescimento assinalável do número de lugares oferecidos na sua rede. Em 2018, a companhia disponibilizou mais 12% de lugares e, em 2019, a capacidade oferecida já aumentou 9,3%. Em 2020, o enfoque será consolidar e crescer nas apostas que estão a ser mais bem-sucedidas”, explicou a TAP.

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ATP acolhe maior edição de sempre do principal congresso têxtil do mundo

Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), com sede em Vila Nova de Famalicão, é anfitriã de evento que tem lugar no Porto

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Foto: DR / Arquivo

Mais de 360 delegados de cerca de 30 países debatem de domingo a terça-feira, no Porto, o impacto da digitalização e da sustentabilidade na indústria têxtil, na edição de 2019 do maior congresso do setor do mundo.

Em declarações à agência Lusa, o diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), anfitriã do evento, destacou que este será, “provavelmente, o maior congresso de sempre da International Textile Manufacturers Federation (ITMF)”.

“Estamos muito entusiasmados, até pela adesão que temos até ao momento: Já batemos todos os recordes deste congresso – que se realiza desde 1904 – em termos do número de inscritos”, afirmou Paulo Vaz.

Sob o tema geral “Digitalização e Sustentabilidade: O seu Impacto na Indústria Têxtil Global”, a conferência será aberta oficialmente pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e pelos presidentes da ATP e da ITMF, respetivamente Mário Jorge Machado e Kihak Sung, na manhã de segunda-feira.

Seguir-se-á uma intervenção de fundo a cargo do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, que abordará as grandes tendências geopolíticas e geoeconómicas que afetarão o negócio global da indústria têxtil.

O programa de trabalhos do congresso prolonga-se por três dias, incluindo no seu programa social a passagem pelas cidades de Famalicão, Matosinhos e Guimarães, destacadas como “polos relevantes e diversificados da indústria têxtil e vestuário nacional”.

Com sede em Zurique, na Suíça, a ITMF realiza as suas reuniões magnas desde 1904, tendo o Porto já recebido a “ITMF Convention” em 1969 e em 1993.

A realização no Porto da edição de 2019 significa o regresso das convenções da federação à Europa, depois de diversos anos noutros continentes, no que a ATP interpreta como a demonstração da “dinâmica e importância que a indústria têxtil e vestuário portuguesa ganhou no negócio global do setor”.

À Lusa, o diretor-geral da ATP destacou que, entre 2012 e 2019, a associação “conseguiu trazer para Portugal os três maiores congressos internacionais relacionados com o setor”: o “IAF – International Apparel Federation” em 2012, o da Euratex em 2017, e agora o “ITMF Convention”.

O objetivo, sustentou, é “aumentar a visibilidade e reputação do ‘made in Portugal’ à escala global”, num contexto em que o país, “sem constar entre os maiores produtores, é indiscutivelmente reconhecido como uma das indústrias mais qualificadas, inovadoras e tecnologicamente avançadas que existem no mundo e um ‘case study’ [caso de estudo] de sucesso internacional na recuperação, reinvenção e reposicionamento de uma indústria tradicional num país desenvolvido, que o resto do mundo quer imitar”.

Anualmente, a indústria têxtil e vestuário portuguesa exporta mais de 5,3 mil milhões de euros, ou seja, cerca de 10% das mercadorias que Portugal vende ao exterior, assegurando um saldo líquido superior a mil milhões de euros anuais na balança comercial do país, destaca a ATP.

O setor é responsável por 138 mil postos de trabalho diretos, especialmente concentrados no litoral Norte do país, que, “numa lógica de ‘cluster’ articulado, sinérgico e dinâmico, constitui hoje a maior e melhor região têxtil da Europa”, acrescenta a associação.

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Produzia canábis em casa para vender no centro de Montalegre

Operação da GNR

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Foto: GNR

O Comando Territorial de Vila Real, através do Núcleo de Investigação Criminal de Chaves, hoje, dia 14 de outubro, deteve um homem de 42 anos, por tráfico de estupefacientes, no concelho de Montalegre.

No âmbito de uma investigação por tráfico de estupefacientes que durava há cerca de um ano, os militares apuraram que o suspeito produzia a droga e vendia-a no centro da vila.

No seguimento das diligências policiais, foram realizadas quatro buscas domiciliárias, que culminaram na apreensão de diverso material, destacando-se 63 plantas de canábis; três estufas para cultivo de plantas de canábis e material relacionado com o cultivo de estupefacientes.

O detido será presente na terça-feira, dia 15 de outubro, no Tribunal de Montalegre, para aplicação de medidas de coação.

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Empresário produz Alvarinho no planalto mirandês de Mogadouro

Experiência

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Foto: Diário de Trás os Montes (Direitos Reservados)

Um empresário de Mogadouro está decido em apostar na produção de vinhos de qualidade superior no Planalto Mirandês, estando a desenvolver uma levedura natural específica para o efeito, e quer chegar às 500 mil garrafas por ano.

Cristiano Pires não duvida do potencial vinícola do território do Planalto Mirandês e plantou ou reconverteu, nos últimos oito anos, cerca de 42 hectares de vinha, na sua esmagadora maioria situadas na periferia da vila transmontana de Mogadouro, no distrito de Bragança.

“Nós acreditamos no potencial do ‘terroir’ do Planalto Mirandês devido ao seu microclima. Com a ajuda de dois experientes enólogos, procedemos à escolha das castas e acreditamos que esta terra tem um grande potencial para fazer vinho de qualidade. Estamos a conseguir bons vinhos que já são premiados e exportados”, disse à Lusa o jovem produtor vitivinícola.

Aos 30 anos de idade, Cristiano Pires quer triunfar no mercado nacional e internacional dos vinhos e, para isso, começou a sua preparação em laboratório para conseguir as matérias-primas essenciais ao desenvolvimento de vinho de qualidade, com as características específicas das uvas produzidas em vinhas de altitude.

“Eu acredito que não é um risco apostar na produção de vinho no Planalto Mirandês e por isso vou continuar o meu trabalho”, afirmou com convicção do jovem produtor.

Se Cristiano Pires cuida da vinha e da vindima, a enóloga residente Rute Gonçalves trabalha em laboratório no sentido de apurar uma levedura específica para os vinhos produzidos no ‘terroir’ desta região ou preparação de vinho Alvarinho.

“E vontade não falta, a confiança é notória”, garantem à Lusa os envolvidos no projeto vitivinícola.

A enóloga Rute Gonçalves refere que iniciou uma investigação dedicada à biodiversidade das leveduras existentes na microflora neste território do Planalto Mirandês para a produção dos vinhos Terras de Mogadouro, tendo em vista a obtenção de néctares com características únicas e diferenciados das outras regiões vitivinícolas.

Rute Gonçalves adianta que é importante estudar todos os elementos existente na vinha que vão desde a videira ao processo de fermentação.

“No caso deste estudo, as leveduras foram retiradas do mosto, para assim verificar as suas principais características, para não haver surpresas no produto final, percebendo assim os aromas, a sua resistência ao álcool, ou se vão contribuir para uma boa complexidade ou textura do vinho”, concretizou a técnica.

A enóloga está convencida que utilizando leveduras naturais, próprias da cada vinha e durante o processo de vinificação será possível “conseguir um vinho com o seu próprio ADN”, vincou.

No que toca as outras experiências, esta empresa agrícola está apostada em produzir vinho da casta Alvarinho, por considerem que há condições climáticas e terrenos com características para esta aposta.

“Esta experiência de produzirmos vinho de castas Alvarinho tem dado bons resultados até ao momento, apesar de não ser uma tradição na nossa região. Uma das grandes características da região vinícola de Trás-os-Montes é grande diversidade de micro climas. Dada a altitude do Planalto, este vinho poderá ter uma expressividade única”, explicou a enóloga.

Rute Gonçalves garante que as amplitudes térmicas e a altitude, conferem ao Alvarinho produzido neste território aromas frescos e frutados.

“Vinificamos Alvarinho, pela primeira vez, este ano, o vinho ainda está em processo de fermentação. Contudo, pelo que vamos observando, estamos bastante satisfeitos com os resultados”, afincou.

O investimento de Cristiano Pires, nos últimos oito anos, está situado nos dois milhões de euros e vai desde as vinhas à adega, para uma produção anual de 80 mil garrafas de vinho tinto e 20 de vinho branco. Porém a ideia “é crescer”.

“O nosso objeto é daqui a três anos chegar a uma produção de cerca de 500 mil garrafas por ano”, prevê o produtor.

Para os próximos anos está prevista a plantação de mais 30 hectares de vinha nesta exploração situada acima dos 500 metros de altitude.

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