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Tamila Holub diz que adiamento dos Jogos Olímpicos defende saúde e performance

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

A nadadora olímpica portuguesa Tamila Holub disse hoje à agência Lusa que o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 por causa da pandemia de covid-19 foi a decisão mais acertada para salvaguardar a saúde e performance dos atletas.

“É muito triste para os atletas e para o público também, são os Jogos Olímpicos e toda a gente quer estar lá, muitas pessoas já tinham bilhetes, mas foi a decisão mais certa, temos que ser realistas não só pela saúde, mas também pela performance”, afirmou a atleta do Sporting de Braga que iria competir no Japão nos 1.500 metros livres.

Segundo Tamila Holub, que completa 21 anos em maio, se os Jogos Olímpicos não fossem adiados, a qualidade da performance estaria em causa, pelo menos no caso dos nadadores, já que é uma modalidade que requer um treino diário e intensivo.

“Não entro numa piscina há 12 dias, o que é totalmente ridículo [para uma nadadora de alta competição], a minha capacidade aeróbica também se ressente, não é fácil manter a forma assim. Eu já estive nuns Jogos Olímpicos [Rio2016] e, agora, não queria ir só competir, queria algo mais e, desta forma, não iria conseguir representar da melhor forma Portugal”, explica.

Apesar de ter recebido a notícia com tristeza, por outro lado, nota, acaba-se a incerteza de não saber se a competição iria ou não para a frente.

“Agora já tenho uma noção do que fazer. A minha agenda vai ter que ser reformulada, tinha estágios que vão ter que ser adiados, mas é a vida de um atleta, quando escolhi esta vida já sabia que ia ser assim”, conta, apontando para junho de 2021 como a melhor altura para os Jogos Olímpicos se realizarem.

Os campeonatos europeus da modalidade foram adiados de maio para agosto, em Budapeste (Hungria), e Tamila acredita que vão realizar-se por crer que nessa altura a pandemia estará controlada.

Estudante universitária ‘congelada’ para se dedicar exclusivamente ao desporto, Tamila Holub diz que, também por aí, “dói bastante”. “Se soubesse que isto ia acontecer, mas não dá para saber”, lamentou.

A nadadora disse esperar que a bolsa que recebe por ser uma atleta olímpica não esteja em causa, porque tal “seria bastante triste”.

Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia de covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal, há 33 mortos e 2362 infetados confirmados. Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

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Desporto

FPF cria fundo de 4,7 milhões para apoio ao futebol não-profissional

Covid-19

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Foto: Divulgação / FPF (Arquivo)

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou hoje a criação de um fundo de apoio ao futebol e futsal não-profissionais no valor de 4,7 milhões de euros (ME), para ajudar a minimizar os efeitos da pandemia de covid-19.

“A direção da FPF decidiu criar um fundo de apoio às associações e aos clubes de futebol e futsal das competições nacionais não-profissionais de seniores masculinos e femininos, no valor de 4,7 ME”, refere a FPF em comunicado, após reunião, “por teleconferência, com as associações distritais e regionais”.

A FPF anunciou hoje o cancelamento dos campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20, já depois de ter sido também decretado, em 27 de março, o final dos campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação.

Este fundo de apoio soma-se “à linha de crédito de um milhão de euros que a FPF abriu em 19 de março, também destinada aos clubes não profissionais de futebol e de futsal”, sendo que “as regras de acesso ao fundo serão conhecidas em breve”.

“O objetivo da iniciativa é garantir que os clubes cumprem com os compromissos estabelecidos para esta época com jogadores e treinadores”, salientou a FPF, acrescentando que vai igualmente “reforçar a sua participação no Fundo de Garantia Salarial” e manterá com o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol e a Associação Nacional de Treinadores de Futebol monitorização permanente da situação dos jogadores que competem nas provas nacionais não-profissionais seniores e dos treinadores que exercem atividade nestas competições”.

O presidente da FPF, Fernando Gomes, considerou que a FPF tem o “dever e obrigação estatutárias de ajudar” associações e clubes.

“Fazemo-lo com a clara consciência de que não resolveremos todos os problemas que enfrentamos, mas também dando um claro sinal de que esta é uma batalha que travaremos em conjunto e de que é urgente cumprir os compromissos com treinadores e jogadores”, afirmou Fernando Gomes.

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, referiu que “a decisão do cancelamento da competição era inevitável”, perante o problema de saúde pública que o mundo está a enfrentar, sublinhando que a situação financeira de vários clubes “é muito grave” e que “a prioridade devem ser os jogadores, as equipas técnicas e os funcionários”.

Da mesma forma, o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), José Pereira, referiu que o fundo criado pela FPF “salvaguarda alguns clubes, que terão mais dificuldades em cumprir as suas obrigações” e, por conseguinte, “também todos os seus funcionários, incluindo treinadores”.

Os campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20 foram hoje cancelados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), devido à pandemia de covid-19, sendo que o organismo anunciou “dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

As competições profissionais, I Liga e II Liga, continuam suspensas, após 24 das 34 jornadas, bem como a Taça de Portugal, que tem Benfica e FC Porto como finalistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia. O continente europeu é, neste momento, o mais atingido, com mais de 750 mil infetados e mais de 58 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 380 mortes (mais 35 do que na véspera) e 13.141 casos de infeções confirmadas (mais 699), segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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SC Braga mantém-se mais uma época como campeão no futebol feminino

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O SC Braga acaba a época 2019/20 do futebol feminino ainda como detentor do título conquistado na época anterior, face à decisão da FPF de dar por concluídas as provas nacionais “não-profissionais”.

Face à conquista da Supertaça, o Benfica é o único clube vitorioso nesta época, mas perde mais do que ganha, pois estava bem posicionado para poder arrebatar as restantes três competições.

As três provas ficam sem vencedor, depois de a FPF ter hoje decidido “dar por concluídas as provas nacionais não-profissionais” sob a sua égide, devido à pandemia da covid-19, que tinha, numa primeira fase, suspenso as competições.

A FPF avançou ainda que anunciará posteriormente os representantes de Portugal na ‘Champions’.

No que respeita à principal competição nacional, a luta era a dois, entre Benfica e Sporting, que seguiam igualados com 42 pontos, depois, de, na última ronda disputada, a 15.ª de 22, as ‘leoas’ terem batido as ‘águias’ por 3-2, em 23 de fevereiro, graças a um tento sobre o final, de Diana Silva.

As ‘encarnadas’ perderam o estatuto de 100% vitoriosas, mas ainda lideravam a Liga feminina, graças à vantagem no confronto direto, pois, na primeira mão, em 19 de outubro de 2019, bateram as ‘verde e brancas’ por 3-0, em pleno Estádio da Luz.

O Benfica, em clara vantagem também na diferença total de golos (101-4 contra 69-10), não tinha, ainda assim, margem de manobra nas últimas sete rondas, num campeonato que deveria finalizar em 23 de maio com um Benfica-SC Braga.

As ‘arsenalistas’ permanecerão, assim, como detentoras do troféu, sendo que em campo, e a oito pontos de Benfica e Sporting, estavam praticamente sem hipóteses de o revalidar, sobretudo porque não pontuaram nos três jogos contra as rivais lisboetas.

No que respeita às restantes competições que estavam em andamento, a luta previa-se também a dois, mas entre benfiquistas e bracarenses, que, em 21 de março, na Covilhã, deveriam ter disputado a final da primeira edição da Taça da Liga feminina.

As duas formações apuraram-se para a final ao ficarem nos dois primeiros lugares de um quadrangular, a três jornadas, que também incluiu Sporting e Futebol Benfica.

Na Taça de Portugal, Benfica e SC Braga, que tinha afastado o Sporting (3-0 em Alcochete), também estavam na ‘rota’ da final.

As duas formações eram claras favoritas nas meias-finais, as comandadas de Luís Andrade face ao ‘secundário’ Famalicão e as bracarenses, de Miguel Santos, frente ao Estoril Praia, quarto da Liga. A ronda, a duas mãos, seria em 26 de abril e 10 de maio.

O primeiro troféu da época, que acaba por ser o único entregue, também foi decidido entre Benfica e SC Braga, com as lisboetas a imporem-se por 1-0, em 08 de setembro, em Tondela, graças a um golo da espanhola Pauleta.

Na Europa, a covid-19 parou a ‘Champions’, nos quartos de final, que teriam sido em 25 de março e 01 de abril, com os embates Lyon-Bayern Munique, Atlético Madrid-FC Barcelona, Arsenal-Paris SG e Glasgow-Wolfburgo. O Lyon procura o ‘penta’.

Quanto ao futsal, o Benfica liderava, com o pleno de cinco vitórias em cinco jogos, a fase de apuramento de campeão do nacional, com mais três pontos do que o Santa Luzia e cinco face ao Sporting, que já goleara em casa por 7-1.

Na Taça de Portugal, a ‘final four’ deveria ter-se jogado em 14 e 15 de março, em Matosinhos, com o Benfica a defrontar o Santa Luzia e o Desportivo de Chaves o Arneiros, nas ‘meias’.

A abrir a temporada, na Supertaça, em 28 de setembro de 2019, em Ponte de Sôr, o Benfica impôs-se à Novasemente por 2-1 no desempate por grandes penalidades, depois de uma igualdade a quatro golos no final do prolongamento.

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Vizela convicto que estará na II Liga

Covid-19

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Foto: Vizela FC / Facebook

O Vizela está convicto que vai subir à II Liga de futebol depois de a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ter cancelado o Campeonato de Portugal, devido à pandemia de covid-19, disse hoje à Lusa o presidente da SAD.

A equipa vizelense ocupa o primeiro lugar da série A, com 60 pontos, mais oito do que o segundo classificado, o Fafe, e é a equipa com melhor pontuação de entre as quatro séries do Campeonato de Portugal.

Por esse motivo, e dado que a FPF informou que, em breve, comunicará “os dois clubes que acedem à II Liga”, Diogo Godinho entende que o Vizela terá forçosamente de ser uma das duas equipas a subir.

“Não havendo mais jogos, como interpreto do comunicado, é impensável que o Vizela não suba. É uma decisão que nos deixa contentes. Estamos satisfeitos, é uma primeira vitória, um primeiro passo, falta agora FPF anunciar que o Vizela sobe”, disse o responsável.

Diogo Godinho, que admitiu que o comunicado federativo “é um alento muito grande” tendo em conta também o investidor chinês que comprou a SAD há dois anos e meio, referiu que “os jogadores, que são todos profissionais, estavam a treinar em casa, mas agora já podem tirar o ‘pé do acelerador'”.

O dirigente defende que a FPF tem agora outro problema mais preocupante nas mãos, que são os salários dos jogadores, tendo revelado à Lusa que hoje mesmo anunciou aos jogadores que, depois de pago o mês de março, o plantel iria entrar em ‘lay-off’.

Também o treinador Álvaro Pacheco entende que o Vizela terá que ser uma das equipas a subir de divisão.

“Não era isto que queríamos, mas tínhamos a certeza que íamos estar no ‘play-off’ [de acesso à II Liga] e conseguir o nosso objetivo. Acontecendo isto, e não havendo mais jogos, como interpreto do comunicado, não há nada que possa levar a FPF a não incluir o Vizela nesse lote: é a que tem mais pontos [das quatro séries], melhor ‘score’ e esteve em primeiro desde o início”, disse à Lusa.

Para o técnico, dessa forma seria feita “justiça por linhas tortas” não só por esta época, mas pelo percurso das últimas temporadas.

“O Vizela é um clube muito sólido e cumpridor. Tem um projeto e, depois de se cimentar na II Liga, acredito que vai querer apostar na subida à I, é esse a visão do nosso investidor e dos nossos administradores”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infeções confirmadas, dos quais 196 já recuperaram.

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