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Desporto

Tamila Holub diz “goodbye” América e “konnichiwa” Tóquio

Adeus/Olá

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

A multi medalhada nadadora Tamila Holub não vai regressar aos Estados Unidos despendendo o seu foco e concentração na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A atleta do SC Braga faz uma pausa na formação académica para melhorar tempos e conseguir estar na melhor forma aquando das provas olímpicas.


Muito focada, competitiva e trabalhadora. São as três características que a nadadora bracarense aponta como factores para o sucesso. Por isso, o principal objectivo está traçado: “melhorar as marcas pessoais. Em 1500 metros, posso melhorar substancialmente”. Um dos segredos na preparação está na mistura dos ensinamentos que trouxe de dois anos nos Estados Unidos com a resiliência de ser português.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Nascida na Ucrânia, Tamila vem para Portugal com três anos. “A situação não era estável, economicamente, como não é ainda hoje, e os meus pais decidiram que era o mais correto vir para um país melhor. Sem familiares por cá, foi por intermédio de um amigo que escolheram Portugal e “calhou bem”.

O regresso ao país Natal acontece de quatro em quatro anos, de férias: “evolução não tenho visto nenhuma, pelo contrário”.

Primeira prova nacional: Ponte de Lima

A natação surgiu na vida de Holub porque tinha muitos problemas respiratórios e “os meus pais acharam que era a melhor opção. Comecei com seis anos nas piscinas de Maximinos e o treinador de lá mandou para a Rodovia. Como os meus pais eram altos, eu dava um salto e já ficava no meio da piscina, ele tinha muita atenção para comigo, viu que eu dava para alguma coisa e mandava as crianças que podiam competir para a Rodovia”.

A pré-competição começou entre os 8 aos 10 anos. A primeira prova foi em Ponte de Lima mas Tamila não se lembra bem da competição em si: “lembro-me de me terem dado o equipamento do SC Braga, que era todo lindo, e eu cheguei a casa, toda vaidosa, a mostrar o novo equipamento”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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Quando foi convocada pela primeira vez para uma selecção nacional, em pré-júnior, tinha 13 anos. “Eu nadava muito mal”, reconhece hoje. “O bom dos estágios é que há vários treinadores com técnicas e ideias diferentes, eu dava cinco braçadas e alguém me parava para dar indicações. Lembro-me de ter sido um estágio muito duro, de andar sempre dorida mas foi aí que comecei a aprender a gostar”.

Primeira prova internacional: Polónia

Foi depois da primeira prova internacional na Polónia, em 2013, onde ficou em primeiro e segundo que lhe caiu a ficha: “percebi que queria ir a todas as competições internacionais que pudesse, em 400 e 800 metros”.
A escolha de distâncias mais longas encaixa no perfil da natação do SC Braga. “Não temos uma escola muito especializada de sprinters. Calhou porque tinha a capacidade de aguentar treinos longos sem me queixar muito. Nunca gostei de nadar estilos porque tinha mariposa e eu nem quero ouvir falar em mariposa. Gosto de crawl e posso fazer três horas de treino neste estilo”.

Tamila é a confirmação que atleta de alta competição não tem vida pessoal, “é inexistente para quem leva a natação a sério”. E em termos de estudos as coisas também não são fáceis. “Até ao nono ano basta estar atento nas aulas e estudar um pouco, acabei com cincos’s. Já no 10º, 11º, 12º, onde é preciso estudar em casa, e nós no Braga temos treinos tardios a acabar às 22h00, chegamos a casa, jantamos e não vamos fazer os trabalhos de casa e aí custa muito”.

Estados Unidos

Para preparar os jogos olímpicos de 2016 tomou a decisão de parar os estudos. Era ano de exames nacionais, tinha uma média boa mas “sabia que olímpicos são de quatro em quatro anos e exames nacionais há todos os anos. Prometi a mesma que ia dar o máximo, felizmente correu bem”.

A opção de ir para os Estados Unidos surgiu depois dos Jogos Olímpicos e houve um factor a pesar na decisão: “em Portugal não querem saber de desporto a não ser futebol, e estou a falar dos dirigentes e dos media, houve quem viesse de provas de alto nível e nada… as pessoas esquecem-se que a este nível um oitavo lugar é extraordinário e isso acontece por falta de conhecimento da modalidade, sobretudo. A federação tem um canal que transmite as provas em directo e as pessoas nem sabem”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

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A fundista teve cinco propostas de universidades americanas, Alabama, Nevada, New Jersey, Louisville, North Carolina acabando por ser esta a escolhida: “foi a única que me deu todos os contactos, podia falar com todos os atletas por skype. Uma coisa é haver treinadores a dizer que a sua universidade é a melhor, outra é falar com os atletas e esta tinha muitos internacionais. Por outro lado, era a que tinha melhor classificação a nível nacional e a nível universitário igual”.

Tamila ia treinar junto da terceira melhor fundista dos Estados Unidos e, assim, “eu tinha alguém que puxasse por mim. A experiência foi muito positiva: aprendi a fazer ginásio, finalmente, a fazer dry land, fora de água, tecnicamente têm um trabalho incrível que nós nem temos a noção que existe”.

Outras das particularidades prende-se com um “enorme” espírito de equipa, a existência de muitas actividades e “é mais fácil conciliar com os estudos do que em Portugal”.

Goodbye América

No entanto, havia situações que começaram a não estar em consonância com os objectivos de Tamila Holub. “Estava melhor em piscina curta, mas não estava a melhor os meus tempos em piscina longa. Eles treinam em piscinas de 25 metros mas depois as provas são em piscinas de 50 metros tal como nos jogos. Apesar de estar a melhorar em piscina curta não me interessava muito”.

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Por outro lado, sentia que “estavam interessados em mim mais para ajudar as outras raparigas a evoluir porque era a mais forte do que me fazerem evoluir a mim” mas trouxe uma aprendizagem: “eles conseguiram mostrar-me que uma fundista pode fazer treino em velocidade, desde que queira e tenha força de vontade”.

Com mais dois anos de bolsa, a bracarense vai ficar por cá este ano e depois vai decidir que caminho quer tomar: “as equivalências não são muitas. Quero seguir Medicina e acho que consigo fazer isso em Portugal”.

‘Konnichiwa’ Tóquio

A preparação para os próximos jogos olímpicos, em Tóquio, já começou, “estou à espera de melhores resultados porque a primeira vez foi mais de participação”, e os objectivos traçados: “top 16 seria muito positivo. Só tenho mínimo para os 1500 mas sinto que consigo ter mínimos nos 800 metros”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO

Quatro vezes campeã nacional (200, 400, 800 e 1500 metros), Tamila conta a odisseia da participação nestes campeonatos que decorreram na Madeira. “Foi direta da Coreia do Sul onde se realizaram os Mundiais para a Madeira e na primeira prova de 200 metros não estava a sentir muito bem. Por isso foi a vitória mais inesperada de todas”.

Na preparação para os jogos nipónicos irã verter alguns ensinamentos americanos, sobretudo, trabalho fora de água.

“Estou a trabalhar com o meu treinador para ver se conseguimos implementar algumas destas ideias nos mais novos”.

Luís Cameira

O treinador é Luís Cameira, uma referência na modalidade e de extrema importância na carreira da fundista. “Não teria alcançado vários dos feitos se ele não me tivesse dado confiança, tirado dúvidas. Está sempre a lembrar-me dos meus feitos que eu tenho tendência a esquecer”.

Um das maiores frustrações da carreira aconteceu nas vésperas dos jogos europeus da juventude em Minsk, corria o ano de 2015. Tamila era a favorita em todas as provas onde ia participar. “Fui participar numa prova pequenina em Madrid, para ver o estado de forma e tive uma apendicite. Estava inscrita nos rankings em primeiro e em segundo e por causa disso não fui! Foi frustrante. Mas não podemos pensar no que correu mal senão não saímos do sítio, temos que olhar para a frente”.

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E o futuro é já ali e, por isso, há marcas a melhorar: “em 1500 metros posso fazer substancialmente melhor”. Com 16:20 a ideia é fazer abaixo dos 16:15 actual recorde nacional. “Bater o recorde? Querendo tudo é possível!”.

Nos 800 metros “é mais complicado mas tenho que ir atrás do recorde nacional que está próximos dos mínimos A”. Porque como diz um provérbio japonês: ‘Com pequenas batidas uma grande árvore é derrubada’.

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Futebol

César Peixoto recupera da covid e reintegra treinos do Moreirense

I Liga

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Foto: DR

O treinador César Peixoto e o adjunto João Correia estão recuperados da infeção pelo novo coronavírus, que provoca a covid-19, e reintegraram hoje os treinos do Moreirense, da I Liga de futebol.

Os dois testes com resultados positivos foram revelados em 18 de novembro, duas semanas depois de os minhotos terem sido assolados por um surto de covid-19, que originou 30 casos e suspendeu a atividade do clube entre 03 e 12 novembro.

César Peixoto e João Correia estiveram isolados durante 10 dias e menos de uma semana em contacto direto com o plantel, tendo regressado esta manhã aos treinos, que decorrem na recém-criada academia do emblema da vila de Moreira de Cónegos.

O sucessor de Ricardo Soares foi oficializado em 10 de novembro e viu adiada a estreia no comando técnico dos vimaranenses devido ao novo coronavírus, falhando o triunfo diante do Merelinense (1-0), no domingo, da terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Ex-defesa internacional português, César Peixoto vai efetuar o primeiro jogo como treinador no escalão principal, após ter orientado o Varzim em 2018/19 e acumulado passagens na época passada por Académica e Desportivo de Chaves, ambos da II Liga.

O Moreirense, no 11.º posto, com oito pontos e um jogo em atraso, visita o Sporting, líder isolado, com 19, num jogo da oitava jornada da I Liga, no sábado, às 20:30, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, com arbitragem de Vítor Ferreira, da associação de Braga.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,4 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 4.209 em Portugal.

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Futebol

Vitória SC tenta igualar FC Porto, Famalicão de olho no quinto lugar

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC procura hoje, na visita a Tondela, igualar provisoriamente o FC Porto no quarto lugar da I Liga portuguesa de futebol, enquanto o Famalicão tentará subir ao quinto posto, na abertura da oitava jornada.

Os vitorianos, que vêm de um apuramento sofrido na terceira eliminatória da Taça de Portugal, ao vencerem o Arouca no desempate por grandes penalidades, ocupam o oitavo lugar da I Liga, com 10 pontos, sendo que no último jogo para o campeonato foram goleados em casa pelo líder Sporting (4-0).

Em caso de triunfo sobre o Tondela (20:30), 12.º colocado, com oito pontos, a formação comandada por João Henriques iguala, provisoriamente, os 13 pontos do FC Porto, que está no quarto lugar e que no sábado visita o Santa Clara.

A ronda que marca o regresso da principal competição nacional, após o interregno para jogos das seleções e da Taça de Portugal, abre em Paços de Ferreira, a partir das 19:00, onde o Famalicão, nono classificado, com nove pontos, tenta atingir o quinto lugar isolado, em caso de triunfo.

Depois de terem eliminado o Oriental na ‘prova rainha’, os famalicenses vão jogar num reduto no qual perderam na época passada, perante um Paços de Ferreira que há pouco menos de um mês surpreendeu o campeão nacional, FC Porto.

Tal como o Tondela, os ‘castores’ somam oito pontos e, tendo ainda um jogo em atraso, frente ao Moreirense, a ser realizado em 01 de dezembro, não deixarão de ambicionar a subida aos lugares europeus.

O Sporting entra em ação no sábado, ao receber o Moreirense, horas depois do jogo do FC Porto no reduto do Santa Clara, enquanto o SC Braga, segundo colocado, em igualdade com o Benfica, recebe o Farense no domingo e os ‘encarnados’ fecham a ronda na segunda-feira, no estádio do Marítimo.

Programa da oitava jornada:

– Sexta-feira, 27 nov:

Paços de Ferreira – Famalicão, 19:00

Tondela – Vitória SC, 20:30

– Sábado, 28 nov:

Santa Clara – FC Porto, 17:00 locais (18:00, horas de Lisboa)

Sporting – Moreirense, 20:30

– Domingo, 29 nov:

Portimonense – Nacional, 15:00

Gil Vicente – Rio Ave, 15:00

Boavista – Belenenses SAD, 17:30

SC Braga – Farense, 20:00

– Segunda-feira, 30 nov:

Marítimo – Benfica, 19:00

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Futebol

Portugal continua a fugir à Rússia no sexto lugar do ‘ranking’ da UEFA

Competições europeias de futebol

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Foto: DR

Portugal voltou a fugir à Rússia e a reforçar o sexto lugar do ‘ranking’ da UEFA, após somar uma vitória e dois empates na quarta jornada da fase de grupos das competições europeias de futebol.

Após o 2-0 do FC Porto em Marselha, na quarta-feira, para a Liga dos Campeões, o Benfica (2-2 na casa do Rangers) e o Sporting de Braga (3-3 na receção ao Leicester) adicionaram hoje duas igualdades, na Liga Europa.

No total, as formações lusas somam sete vitórias, três empates e duas derrotas na fase de grupos, um registo muito superior ao dos russos, que, após quatro jornadas, ainda não conseguiram uma mísera vitória – oito derrotas e oito empates.

Para não variar, a quarta ronda foi negativa para os russos, com o Lokomotiv Moscovo (0-0 no reduto do Atlético Madrid) a somar o único ponto na ‘Champions’, já que Krasnodar (1-2 na receção ao Sevilha) e Zenit (1-3 na casa da Lazio) perderam.

Hoje, ao 16.º jogo na fase de grupos, o CSKA Moscovo jogou quase toda a segunda parte em superioridade numérica, mas não conseguiu melhor do que um ‘nulo’ na receção ao Feyenoord.

Com duas rondas por disputar na fase de grupos, o FC Porto está a um ponto dos ‘oitavos’ da ‘Champions’ e o Benfica e o Sporting de Braga a um triunfo dos 16 avos de final da Liga Europa, sendo que até perdendo todos os jogos devem seguir em frente.

O cenário dos russos é bem diferente, com Krasnodar e Zenit já ‘fora dos ‘oitavos’ e o Lokomotiv quase a seguir o mesmo caminho, com todos ainda na corrida à ‘descida’ à Liga Europa, prova da qual deve ser afastado o CSKA.

Em termos práticos, Portugal somou mais 0,8 pontos na ronda 4, passando de 43,549 para 44,349, enquanto os russos só acrescentaram 0,333, para um total de 37,882, começando a ficar com o sétimo posto em risco, já que a Holanda totaliza 35,800.

Os pontos que as equipas lusas somam (dois por vitória e um por empate) são divididos por cinco (0,4 por vitória e 0,2 por empate), enquanto os russos têm de dividir os seus por seis (0,333 por triunfo e 0,166 por igualdade).

Em 2021/22, Portugal já sabe que terá duas entradas diretas na ‘Champions’, mais uma na terceira pré-eliminatória, uma na Liga Europa e duas nas pré-eliminatórias da nova competição, a Liga Conferência Europa.

O campeão e o ‘vice’ da I Liga 2020/21 seguem para a fase de grupos da ‘Champions’ e o terceiro para a terceira pré-eliminatória, o vencedor da Taça de Portugal ruma à Liga Europa e o quarto e o quinto vão para a nova prova, entrando na terceira e segunda pré-eliminatórias, respetivamente.

Mantendo o sexto lugar no final da presente temporada, Portugal garante que este cenário se repetirá em 2022/23.

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