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Braga

Suspense no resgate do estacionamento em Braga

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Foto: DR

Mais um impasse que pode demorar meia dúzia de anos ou mesmo uma década se houver recursos para o Tribunal Central Administrativo. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga despachou, sexta-feira passada, favoravelmente, o pedido de suspensão da eficácia da decisão da Câmara local de resgatar a concessão à empresa ESSE – do empresário António Salvador – do estacionamento à superfície em Braga.


A decisão chegou na manhã desta terça-feira à Câmara tendo o seu presidente, Ricardo Rio, resolvido adiar a aplicação da medida, nomeadamente, a colocação de panos e avisos escritos nos parcómetros das 27 ruas, as do alargamento que a Câmara aprovou em 2013, no tempo do ex-presidente Mesquita Machado. Onde o municípe deixaria de pagar parcómetro.

O Município vai, de seguida, opor-se ào despacho, argumentando que a providência cautelar “é extemporânea”, ou seja, entrou fora de prazo, já que a decisão de resgate, – o ato administrativo em causa – é de fevereiro de 2016, tendo, logo de seguida, sido enviada à ESSE. Assim, Ricardo Rio vai argumentar, através do advogado Barbosa e Silva, que o prazo para reclamar da decisão terminou em fevereiro de 2017.

Deve, ainda, invocar que o resgate “é de manifesto interesse publico”, dado que a concessionária incumpriu o contrato ao longo dos últimos cinco anos, causando grande descontentamento na população da cidade. Haverá, depois, um julgamento da providência que pode ser ou não aceite definitivamente, como sucedeu recentemente com a providência posta contra o hipermercado Continente na rua 25 de abril.

A anteceder a providência, a ESSE entregou uma ação principal, cujo teor se desconhece, com mais de 700 páginas, o qual, quer a providência seja ou não aceite, ditará a decisão final.

Em outubro de 2013, quando tomou posse para o primeiro mandato como Presidente, Rio anulou a decisão de alargamento da concessão a mais 27 ruas o que originou uma ação da ESSE naquele Tribunal – que ainda corre e está parada há dois anos – com um pedido de indemnização de 66 milhões.

ESSE CRITICA

Em comunicado publicado no seu site oficial, a ESSE diz que a decisão de reconversão do contrato traz “um manifesto prejuízo do interesse público”.

“Com esta decisão, a Câmara está a abdicar de 51,5% das receitas brutas provenientes da gestão pela ESSE do estacionamento, que só em 2018 corresponde, em termos de projeção, a mais de um milhão de euros de receitas para o erário público”.

E pergunta: “Será esta, efetivamente, a melhor decisão do Município? A ESSE sempre se mostrou disponível para colaborar e contribuir para a alteração da política de mobilidade urbana, se necessário, não tendo recebido qualquer feedback por parte do Município, nesse sentido. Será esta, efetivamente, a melhor atitude do Município?”.

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Braga

Braga: Onda solidária para ajudar o Tomás já angariou 200 mil euros

Solidariedade

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A onda solidária que se gerou ao longo desta semana para ajudar o pequeno Tomás a conseguir pagar tratamentos no estrangeiro contra uma forma de cancro agressiva já angariou 200 mil euros, anunciou há pouco a família.

O pequeno Tomás, de 7 anos, precisa de ajuda financeira para conseguir fazer um tratamento a um cancro no estrangeiro. Para esse efeito, foi criada uma conta solidária para ajudar os pais, residentes no concelho de Braga.

Os pais explicam que, no passado dia 20 de setembro de 2019, o Tomás foi diagnosticado com um neuroblastoma, um cancro agressivo e invasivo. Passados alguns dias, a 01 de outubro, foi-lhe ainda diagnosticada uma amplificação de MYCN, a forma “mais terrível, agressiva e invasiva de cancro” dentro do neuroblastoma.

Após vários tratamentos em Portugal, tudo parecia estar bem encaminhado para a recuperação do menino, mas, na passada semana, caiu “uma bomba” na vida daquela família, ao perceberem que o mesmo cancro tinha voltado.

“O atordoamento, a dor esmagadora fizeram parte deste dia. Tínhamos passado por tantas provações, o Tomás já sofreu tanto com tantos tratamentos e afinal os tratamentos em Portugal revelaram-se ineficazes porque o cancro voltou”, desabafam os pais, que decidiram “não desistir”.

“Afinal, sempre fomos voluntários em mil e um projetos solidários, sempre fomos aqueles que ajudavam e não pediam ajuda”, indicam os pais, acrescentando que foram sempre recusando ajuda ao longo do último ano.

No entanto, a situação alterou-se, e agora o objetivo da família é conseguir levar o Tomás a Barcelona e aos Estados Unidos da América para fazer tratamentos que têm “um custo avultadíssimo”.

Os pais revelam que o pequeno Tomás já passou por oito ciclos de quimioterapia, uma cirurgia altamente invasiva, um autotransplante que o confinou num quarto durante mês e meio, vários ciclos de radioterapia e três ciclos de imunoterapia

“Ainda assim recuperava sempre e sorria. É um lutador e merece que lutemos por ele”, escrevem os pais.

“Assim, por muito difícil que seja para nós, estamos a pedir a ajuda que cada um puder e quiser dar para que possamos ir com o Tomás para Barcelona e Estados Unidos fazer os tratamentos orientados em concordância com a equipa clínica que acompanha o Tomás no IPO do Porto e que podem salvá-lo para dar seguimento aos seus sonhos de ser jogador de futebol e de aprender artes marciais para ensinar a mana Constança”, acrescentam.

Os donativos podem ser feitos através do IBAN PT50 0007 0000 0051 0803 9412 3.

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Braga

Trincão leiloa camisola para ajudar pequeno Tomás

Solidariedade

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O futebolista vianense Francisco Trincão disponibilizou uma camisola sua com as cores do Barcelona para angariar dinheiro para ajudar a família do pequeno Tomás, de Braga, a concretizar a ida a clínicas especializadas em Espanha e nos Estados Unidos da América para combater um cancro agressivo.

O leilão está a ser feito através do Instagram e o preço base de licitação é de 150 euros por uma camisola blaugrana autografada pelo craque formado no SC Braga.

O pequeno Tomás, de 7 anos, precisa de ajuda financeira para conseguir fazer um tratamento a um cancro no estrangeiro. Para esse efeito, foi criada uma conta solidária para ajudar os pais, residentes no concelho de Braga.

Os pais explicam que, no passado dia 20 de setembro de 2019, o Tomás foi diagnosticado com um neuroblastoma, um cancro agressivo e invasivo. Passados alguns dias, a 01 de outubro, foi-lhe ainda diagnosticada uma amplificação de MYCN, a forma “mais terrível, agressiva e invasiva de cancro” dentro do neuroblastoma.

Após vários tratamentos em Portugal, tudo parecia estar bem encaminhado para a recuperação do menino, mas, na passada semana, caiu “uma bomba” na vida daquela família, ao perceberem que o mesmo cancro tinha voltado. Agora, resta a esperança de tratamentos em Barcelos e nos Estados Unidos da América, para que o Tomás possa voltar a sorrir.

Os donativos podem ser feitos através do IBAN PT50 0007 0000 0051 0803 9412 3.

 

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Braga

Mulher oferece habitação gratuita a idosos que foram despejados em Vieira do Minho

Solidariedade

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Foto: DR

Uma boa notícia. Uma mulher da Póvoa de Lanhoso, chamada Alice, sensibilizada pela situação de despejo de um casal de idosos residente em Vieira do Minho, ofereceu uma casa para que estes habitem gratuitamente enquanto necessitarem.

A O MINHO, o presidente da Junta de Guilhofrei, freguesia onde residia o casal até esta tarde, depois de terem sido alvo de despejo, indica que a mulher viu o direto feito pela rádio Ondas da Cabreira, esta manhã, e ficou sensibilizada com a sitiuação.

“A senhora ligou para a sede da Junta e disponibilizou-se para oferecer estadia gratuita numa moradia que pertence a um filho, localizada na freguesia de Taíde, em Póvoa de Lanhoso, enquanto o casal necessitasse”, adiantou o autarca.

Família despejada de casa onde vivia há 27 anos em Vieira do Minho

Todavia, a ‘boa nova’ ainda não foi comunicada aos idosos, que vão passar esta noite em casa de uma filha, no concelho de Barcelos.

“Ainda não falei com a família sobre esta oferta, foi mesmo agora ao fim da tarde e ainda não tive oportunidade, mas a oferta é boa porque permite que fiquem lá o tempo que for necessário sem qualquer custo”, explica.

Apesar da oferta, que José Fernando Castro classifica como “uma boa opção”, está convicto de que o casal prefere continuar a morar em Guilhofrei, terra onde vivem há várias décadas e onde se “sentem bem”.

“Claro que eles queriam ficar em Guilhofrei, mas de qualquer forma, nós Junta e a ação social da Câmara, vamos tentar arranjar aqui alguma casa para eles ficarem”, assegura.

“Em principio, hoje ou amanhã, a família vai ver uma casa que está à venda e saber se o proprietário consegue arrendar com opção de compra, de forma a que a família possa contrair um empréstimo para a adquirir”, explica.

Caso tal não seja possível, a autarquia está a tentar encontrar outras habitações na freguesia onde a família possa habitar, apesar de não descartarem a oferta da senhora Alice, da mudança para a Póvoa de Lanhoso.

Recorde-se que esta família foi hoje despejada da habitação onde residiam há 27 anos após deliberação do tribunal de Braga. Apesar de terem adquirido a casa pelo valor de 80 contos, em 1994, a compra da mesma não foi comunicada às entidades administrativas, pelo que agora, os herdeiros da antiga proprietária, falecida em 2001, querem usufruir do espaço.

O despejo desta tarde acabou por causar bastante comoção por entre os habitantes daquela freguesia, levando a que o próprio pároco, padre Alcino Xavier da Silva, desse a cara ao manifesto, apelando aos herdeiros que deixem a família regressar “ao que é deles de direito”.

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