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Braga

Suspeitos de violação em Espanha querem ser transferidos para a cadeia de Braga

Os outros dois já regressaram a casa

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Um dos suspeitos escoltado pela Guarda Civil. Foto: El Comercio

Os dois suspeitos de violação de duas jovens espanholas querem ser transferidos para a cadeia de Braga, um dia após terem ficado já em prisão preventiva, na Penitenciária das Astúrias, alegando que, tal como os dois libertados, moram no distrito de Braga, mais concretamente, segundo a CMTV, em Famalicão.

Alberto C. e Diogo M. continuam a clamar inocência e receando os meses que até ao início do julgamento fiquem a cerca de 500 quilómetros (uma média de mil quilómetros para casa lado, entre Braga e Oviedo) de distância para as visitas dos seus familiares, ao mesmo tempo que solicitaram a libertação provisória, à cautela, através do seu advogado, Germán Ramón Inclán, requerem eventual transferência para a Cadeia Regional de Braga.

Mas tudo indica que tal não será possível, uma vez que só nos casos de presos condenados e já com a pena transitada em julgado (isto é, sem qualquer possibilidade de mais recurso) entre os países europeus está agilizado esse mecanismo legal recíproco, além de que com as limitações da pandemia covid-19, teriam sempre que fazer uma quarentena na Cadeia de Vale do Sousa, em Paços de Ferreira, mas à partida estará fora de hipótese.

Dois suspeitos libertados já estão em casa

Os dois suspeitos libertados provisoriamente, João e Renato, também de Famalicão, chegaram ao princípio da noite a casa, depois de uma maratona processual vivida ao longo de todo dia de segunda-feira, após um primeiro interrogatório na tarde de domingo, que se seguiu às suas detenções, no Hotel Albor, situado na Rua Pedro Duro, da zona de El Carmen, no centro da cidade de Gijón, no Principado das Astúrias, precisamente no mesmo quarto de onde terão sido cometidas as violações, que as vítimas reiteram e os suspeitos desmentem.

Os quatro jovens tinham andado nos últimos dias a passear por uma série de regiões espanholas, nomeadamente Valladolid, Bilbao e Santander, até que numa última passagem, antes do regresso a Portugal, hospedaram-se em Gijón, tendo um dos quatro bracarenses conhecido uma das vítimas, através da rede social Instagram, tendo a seguir combinado um encontro num bar na zona histórica de Muelle, após o que decidiram ir para o mesmo hotel com o português, onde se juntou pelo caminho um segundo jovem, também de Braga, a ambas as espanholas, de 22 e 23 anos, uma residente em Gijón e a outra de férias naquela cidade asturiana e moradora em Bergara, Gipuzkoa, no País Basco.

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