Seguir o O MINHO

Alto Minho

Suspeitos de causar incêndio em Ponte de Lima libertados sob caução de 50 mil euros

Incêndio florestal

em

Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Um juiz do tribunal de Ponte de Lima decretou hoje apresentações periódicas e a obrigatoriedade de pagamento de uma caução de 50 mil euros aos quatro homens detidos, na segunda-feira, por suspeita de terem causado um incêndio naquele concelho.


Fonte da Polícia Judiciária (PJ) de Braga, hoje contactada pela agência Lusa, adiantou que os quatro homens ficaram ainda sujeitos, entre outras medidas de coação, à proibição de contactar entre si e de se ausentarem do país.

A PJ deteve, na segunda-feira, um técnico florestal de Alfragide e três trabalhadores de uma empresa de Viana do Castelo suspeitos de provocarem um incêndio que consumiu mais de 400 hectares de floresta, em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo

Na altura, em declarações à agência Lusa, fonte da diretoria de Braga da PJ disse que o técnico de gestão florestal é funcionário de uma empresa de Alfragide, concelho da Amadora, distrito de Lisboa, contratada pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) para a realização de uma empreitada de instalação e beneficiação da rede primária da faixa de gestão combustível em Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

Já os outros três homens são o proprietário e dois trabalhadores de uma empresa de Viana do Castelo, subcontratada para a mesma empreitada.

Em comunicado enviado terça-feira às redações, a PJ referiu que os homens foram detidos fora de flagrante delito, sendo os presumíveis autores de um crime de incêndio florestal na freguesia de Rebordões Santa Maria, que posteriormente alastrou às freguesias de Facha, Vitorino de Piães, Cabaços e Fojo Lobal, todas naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

O dia em que o incêndio deflagrou – 25 de julho – foi “declarado como de risco máximo de incêndio” e “era proibida a utilização de máquinas de corte mecânicas”.

A empresa responsável pela empreitada “não dispunha dos meios necessários para combater um eventual incêndio e não acionou os meios de socorro quando o fogo deflagrou, tendo abandonado o local”, acrescentou a fonte.

As chamas, que lavraram durante vários dias, “consumiram mais de 400 hectares de floresta”, sendo considerado “o maior incêndio do ano no distrito de Viana do Castelo”.

“A investigação desenvolvida por esta Polícia apurou que o incêndio foi provocado por ação direta dos discos de corte metálicos de moto-roçadoras, que estavam a ser utilizadas nos trabalhos de instalação e beneficiação de áreas florestais, no concelho de Ponte de Lima”, acrescenta o comunicado da PJ.

No comunicado, a polícia refere ainda que, “após a ignição do incêndio, os autores não procederam, como se impunha, à sua extinção, não alertaram as autoridades competentes, nem acionaram os meios de socorro, optando antes por se porem em fuga do local”.

Anúncio

Viana do Castelo

Politécnico de Viana do Castelo assegura 157 camas para alunos deslocados

Protocolos com unidades hoteleiras e pousada da juventude

em

Foto: ipvc.pt / DR

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) celebrou hoje cinco protocolos com unidades hoteleiras e com a pousada de juventude, garantindo 157 camas na região para alojar alunos deslocados, 84 das quais já ocupadas.

“Muitos dos nossos alunos estão deslocados e são bolseiros. Devido à pandemia de covid-19 o IPVC perdeu cerca de 30% da capacidade de alojamento nas suas três residências universitárias. Uma redução que teve impacto ao nível do serviço que prestamos aos estudantes. No entanto, conseguimos arranjar na região e até à data, 157 camas em hotéis, residenciais e Pousadas de Juventude”, afirmou o presidente da instituição de ensino superior, Carlos Rodrigues.

O responsável, que falava durante a sessão de assinatura dos protocolos, adiantou que aquele alojamento está situado nos concelhos de Viana do Castelo, Melgaço, Vila Nova de Cerveira, Ponte de Lima e Valença.

O administrador dos Serviços de Ação Social (SAS) do IPVC disse acreditar que o número de camas a disponibilizar na região para os alunos deslocados irá aumentar no futuro.

“Estamos a trabalhar nesse sentido, em prol dos estudantes”, referiu Luís Ceia.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que participou na cerimónia através de videoconferência, por estar a cumprir quarentena profilática, após a confirmação da infeção por covid-19 ao ministro Manuel Heitor, referiu “estar previsto no próximo Orçamento de Estado (OE) um incremento substancial da ação social”.

“Esse aumento tem a ver o complemento de alojamento. Estamos a falar de um valor, por exemplo, em Viana do Castelo, de cerca de 220 euros e, em Lisboa, de 285 euros. É um aumento de cerca de 60% face ao ano passado”, referiu Sobrinho Simões.

O governante acrescentou que “o Governo decretou ainda que, este ano, todos os alunos do secundário que tinham bolsas de ação social do primeiro escalão, ao ingressar no ensino superior têm atribuição automática da bolsa”, sendo que a análise dos processos será feita posteriormente.

Presente na sessão, o presidente da Câmara de Viana do Castelo pediu ao secretário de Estado de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que o Alto Minho venha a ser contemplado na “proposta de contratualização de mais residências universitárias” previstas para o país.

“Que este espaço territorial seja um espaço concreto para a sua aplicabilidade”, disse José Maria Costa.

O autarca socialista acrescentou que existir “toda a cooperação e interesse” dos municípios do Alto Minho e do IPVC “para, em conjunto, com o Governo serem encontradas soluções técnicas para aproveitar bem os próximos recursos financeiros que vão estar disponíveis e aumentar a capacidade de alojamento instalada da região”.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

Continuar a ler

Viana do Castelo

Nova casa mortuária em Viana do Castelo começará a ser construída até final do ano

Aguarda visto do Tribunal de Contas

em

Projeto da nova Casa Mortuária de Viana do Castelo

A construção da nova casa mortuária de Viana do Castelo vai começar ainda este ano, num investimento de quase 800 mil euros que aguarda o visto do Tribunal de Contras, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

Segundo José Maria Costa, o contrato com a empresa que ganhou o concurso público, Boaventura & Boaventura, já foi assinado, aguardando-se “luz verde” do Tribunal de Contas para iniciar a obra.

O contrato final da empreitada que tem um prazo de execução de 210 dias foi publicado no portal Base, de contratação pública, no passado dia 07.

Segundo o documento, hoje consultado pela Lusa, a empreitada representa um investimento de 781.505,16 euros.

O novo equipamento está previsto para “os terrenos do horto municipal, aproveitando a proximidade ao cemitério existente e o seu enquadramento com a área ajardinada envolvente”.

A construção proposta, “com uma área bruta de 561,70 metros quadrados, agrega dois volumes”, um deles “mais baixo que se constitui como área de circulação e de ligação entre os diferentes espaços, visualmente aberto para a área ajardinada”.

O volume mais alto “integra as quatro salas mortuárias, mais fechadas para o exterior e com iluminação zenital”.

A galeria que “dará acesso às salas mortuárias, áreas sanitárias, salas de família e sala de apoio faz a comunicação entre os vários espaços exteriores”.

Viana do Castelo quer construir nova casa mortuária por 800 mil euros

Isto, “desde a área de acesso automóvel, a zona ajardinada correspondente ao atual jardim do horto municipal, até ao arruamento pedonal criado a poente e que faz a ligação ao largo da Igreja do Convento da Ordem Terceira de São Francisco, Igreja de Santo António e galeria de acesso ao cemitério municipal”.

Segundo a proposta da autarquia socialista, “as salas mortuárias que se distribuem ao longo da galeria correspondem a quatro espaços autónomos e foram projetadas para oferecer uma certa polivalência, podendo dois dos espaços constituir uma única área com maior capacidade – duplicação de área – após abertura da parede, que é constituída por painéis acústicos que separam as duas salas”.

O projeto prevê que “cada uma das salas mortuárias tenha um espaço específico para o féretro, que poderá ser fechado por painéis de vidro, constituindo um espaço ventilado e arrefecido, separado do restante espaço, mas perfeitamente visível”.

A empreitada contempla ainda remodelação do espaço exterior, propondo uma área ajardinada, com circuitos pedonais estruturados.

Continuar a ler

Alto Minho

Freguesia de Monção investe 200 mil euros para reflorestar área ardida em 2017

Merufe

em

Incêndio em Merufe, 2017. Foto: Márcio Ferreira

O presidente da Junta de Freguesia de Merufe, em Monção, apontou para este ano o início da arborização de 100 hectares de área florestal consumida pelos fogos de outubro de 2017, num investimento de mais de 200 mil euros.

Contactado pela agência Lusa, a propósito do lançamento do concurso público daquela empreitada, hoje publicado em Diário da República, Márcio Alves explicou que o investimento resulta de “uma de várias” candidaturas que a freguesia apresentou para recuperação dos 1.600 hectares que a freguesia perdeu há três anos.

Os projetos “foram candidatados aos fundos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), do Portugal 2020, uns com comparticipação de 80% outros de 100%”.

No dia 14 de outubro de 2017, as chamas deflagraram nas freguesias vizinhas de Longos Vales e Merufe. Quando chegou à aldeia de Bela, o fogo saltou o rio Minho e atingiu a Galiza.

O incêndio foi dado como extinto no dia 16, mas deixou um rasto de destruição em várias das 24 freguesias de Monção.

Naquele concelho arderam 3.550 hectares.

Merufe, Longos Vales, Barbeita e Bela foram as freguesias mais atingidas.

“Dos 1.600 hectares que perdemos, recuperámos pouca coisa. Cerca de 50 hectares. Concluímos uma candidatura no valor de cerca de 120 mil euros”, referiu o autarca de Merufe.

Márcio Alves adiantou que “a freguesia, por si só, não tem capacidade para repor 1.600 hectares consumidos pelos fogos de 2017”.

“Estamos a trabalhar com os fundos comunitários e, mesmo assim, em algumas candidaturas, temos de pôr 20% do valor global”.

“É um valor significativo para a freguesia, face ao número de projetos que candidatamos”, observou.

No total, a Junta de Freguesia de Merufe candidatou projetos de recuperação florestal no valor de cerca de 1,2 milhões de euros, sendo que só 120 mil euros foram executados.

Questionado pela Lusa, o autarca admitiu que a “morosidade e complexidade” das candidaturas aos fundos comunitários têm atrasado a recuperação da área ardida.

“A aprovação das candidaturas demorou mais do que estávamos à espera. Se o processo fosse menos burocrático, talvez fosse mais célere. Às vezes, as questões estão pendentes, por uma situação ou outra, que facilmente podia ser resolvida. Mas se andarem devagar e bem, já é ótimo”, especificou.

Segundo Márcio Alves, o concurso público hoje aberto para a prestação de serviços de restabelecimento da floresta irá intervir “numa das zonas mais afetadas da freguesia e onde não há regeneração natural”.

“Queremos repor o potencial florestal da freguesia, agora de forma mais ordenada, cumprindo o plano de gestão florestal que foi aprovado este ano”, disse, apontando para o final do ano a aprovação de outra candidatura, no valor de 500 mil euros, para regenerar 320 hectares de floresta.

Continuar a ler

Populares