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Cávado

Suspeito de fabricar notas falsas em Esposende nega acusação

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

O alegado líder de um grupo de contrafação de notas de 50 e 10 euros, acusado de prejuízos em toda a Europa de 1,3 milhão de euros, negou hoje ao Tribunal de Coimbra a acusação do Ministério Público.


O suspeito é natural de Arcos de Valdevez e começou por produzir as notas falsificadas em Fão, Esposende.

O arguido, de 34 anos, está acusado de liderar um grupo de quatro pessoas que se dedicava à produção de notas de euro contrafeitas e à sua venda na ‘darknet’, enviando para destinos na Europa, como Montenegro, Irlanda, Alemanha, Inglaterra, França, Áustria, Luxemburgo, Bélgica ou República Checa.

Segundo o Ministério Público, o grupo liderado por este homem, natural do concelho de Arcos de Valdevez, produziu entre o início de 2017 e agosto de 2019 24.775 notas de 50 euros e 10 euros.

Fabricava notas falsas em Esposende para vender na internet

A procuradora da República salientou hoje que o arguido “emitiu notas de 50 e 10 euros falsas, com qualidade muito apurada, com material importado da China, que facilmente passavam por verdadeiras”.

“E ainda teve o requinte de emitir notas de 50 euros da série Europa, numa imitação quase perfeita”, sublinhou.

Na primeira sessão de julgamento, que decorreu hoje no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, perante um tribunal de júri, o arguido disse que toda a acusação “é mentira”.

“Nunca falsifiquei moeda e nunca entrei na ‘darknet'”, frisou hoje o alegado cabecilha, que está detido preventivamente há cerca de 10 meses no estabelecimento prisional de Caxias, perante o coletivo de juízes presidido por Rui Pacheco Duarte e sete jurados.

O arguido, que está a ser julgado em processo separado dos restantes quatro elementos, por ter requerido um tribunal de júri, disse que negociava (comprava e vendia) ‘bitcoin’ através de plataformas autorizadas.

O advogado de defesa, Romão Araújo, defendeu hoje em tribunal que o réu está a ser vítima do depoimento dos outros quatro elementos, entre eles uma ex-namorada e os seus pais.

“Não existe prova física nem documental, a não ser estes testemunhos que não podem ter credibilidade, porque são parte interessada”, referiu o advogado, convicto de que o arguido é “vítima da acusação de pessoas que foram apanhadas a fabricar notas e querem salvaguardar a sua pele”.

Na manhã de hoje, foi ouvida a ex-namorada do alegado líder do grupo de contrafação de moeda, cujo relacionamento decorreu entre 2014 e 2017, que o acusou de ter iniciado o fabrico de notas falsas em 2016 e de ter colaborado voluntariamente naquela atividade.

Ao início eram fabricadas na residência da sua companheira e dos seus pais, em Fão, Esposende, bem como num anexo de uma casa que estes tinham em Valadares, Vila Nova de Gaia.

“A ideia [de contrafação] foi dele e eu alinhei”, disse a mulher de 26 anos, que foi ouvida na qualidade de testemunha, embora seja arguida em processo separado, referindo que o antigo namorado passava “muito tempo na Internet e na ‘darknet'”.

Ao tribunal, a testemunha disse que o processo de contrafação começou “de forma rudimentar, com papel normal” e com a passagem das notas em cafés de Coimbra, Leiria e Viseu, “para perceber se [a atividade] podia funcionar”.

“Com o lucro, comprou uma impressora, tintas na China e papel de algodão”, idêntico ao das notas verdadeiras, adiantou a antiga namorada, acrescentando que o início da atividade aconteceu numa anexo à casa da mãe, onde o casal chegou a residir.

Mais tarde, contou, as notas eram vendidas na ‘darknet’ através de contactos do arguido.

A produção de notas foi desenvolvida em várias zonas do país, devido ao facto do casal mudar de casa constantemente.

No dia de Natal de 2017, o arguido rumou ao Brasil e depois para a Colômbia, onde negociava ‘bitcoin’, mas, segundo a antiga namorada, continuou a controlar o negócio, que não sofreu “nenhuma perturbação” com a sua ida para a América do Sul por estar “tudo organizado”.

Já depois de o réu ter viajado, os pais da antiga namorada participaram também na contrafação, que incluiu duas séries das notas de 50 euros, juntamente com outro homem, que está também acusado de integrar o grupo.

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Barcelos

Descarga de ETAR gera polémica. Águas de Barcelos diz que impacto ambiental é “o menor possível”

Rio Cávado

em

Foto: DR

Um vídeo colocado a circular nas redes socais da descarga de efluentes de uma ETAR, em Vila Frescainha S. Pedro, em Barcelos, para o Rio Cávado, está a gerar polémica.

O vídeo, já muito partilhado no Facebook, mostra as águas residuais tratadas a saírem de uma conduta e a ‘pintar’ o rio Cávado de uma cor esbranquiçada.

Questionada por O MINHO, a Águas de Barcelos (AdB), que detém a concessão de água e saneamento no concelho de Barcelos e responsável pela gestão da ETAR, assume que, “infelizmente, o impacto visual da descarga é real, mas o importante é que o impacto ambiental seja o menor possível”.

Vídeo partilhado por Eduardo Araújo no grupo Barca- Associação Amigos do Cávado

“A ETAR tem funcionado normalmente como sempre funcionou. O impacto visual da descarga desde sempre que é significativo, uma vez que por dia são descarregados 20.000m3 de efluente no Rio Cávado. Ou seja por hora são descarregados 830.000 litros de efluente tratado”, explica a AdB na resposta enviada ao nosso jornal.

“Infelizmente, o impacto visual da descarga é real, mas o importante é que o impacto ambiental seja o menor possível. E a AdB tudo faz para que o desempenho desta ETAR seja o melhor possível. A ETAR de Barcelos tem uma forte componente industrial, fruto de uma sociedade de consumo e não podemos negar o impacto que as sociedades modernas têm”, salienta a empresa.

A AdB adianta, ainda, que “na sequência do horizonte de projeto da ETAR estar a ser atingido, a AdB iniciou o Projeto de Remodelação da ETAR de Barcelos que já se encontra na Fase 2 – estudo das alternativas de tratamento”.

“É muito importante que, de facto, a população em geral se envolva neste tipo de projetos, porque as decisões de hoje terão impacto durante 30 anos. Uma ETAR com um tratamento mais avançado tem custos superiores, mas se consideramos que os custos cobrirão os benefícios ambientais de uma decisão deste tipo, será fácil a todos e aos decisores escolherem”, conclui a AdB.

Segundo informação constante da página da AdB, a ETAR de Barcelos tem uma capacidade instalada de 133.250 habitantes-equivalente e trata 92% do volume total de águas residuais recolhidas no Sistema Público, de origem doméstica e industrial, sendo esta última de um conjunto de tinturarias que, após pré-tratamento, enviam o efluente industrial para a rede pública de drenagem de águas residuais.

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Cávado

Detido em Esposende por tráfico de droga tinha plantação de canábis no quintal

Crime

em

Foto: GNR

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Barcelos deteve, na segunda-feira, um homem de 27 anos, por tráfico de droga, em Esposende.

Em comunicado, o Comando Territorial de Braga explica que a detenção resulta de uma investigação iniciada em fevereiro de 2019, na qual foi possível apurar que o suspeito cultivava canábis no seu quintal, e comercializava localmente.

Dando cumprimento a mandado de busca domiciliária na freguesia de Fão, Esposende, a GNR apreendeu 11 pés de plantas de cannabis sativa, 43 doses de canábis (folhas ou sumidades secas), quatro doses de haxixe, 8 doses de MDMA, três doses de cocaína e um telemóvel.

O detido tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime.

Foi constituído arguido e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.

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Barcelos

Detido a assaltar café em Barcelos

Crime

em

Foto: O MINHO

Um homem de 45 anos foi detido ao assaltar um café na Avenida João Paulo II, em Barcelos, na madrugada de sábado.

A PSP foi alertada, às 04:55, que um indivíduo encontrava-se a assaltar um estabelecimento de restauração e bebidas.

“De imediato os elementos policiais deslocaram-se para o local, tendo o suspeito sido intercetado e detido quando se encontrava a sair do referido estabelecimento”, refere a PSP, acrescentando que “tinha em sua posse diversas ferramentas que tinha utilizado para se introduzir no interior do estabelecimento”.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Barcelos.

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