Sporting vence Rio Ave e fica mais perto da final da Taça de Portugal

2-0
Foto: SCP

O Sporting ficou mais perto da sua 31.ª final da Taça de Portugal de futebol, ao vencer hoje em casa o Rio Ave, por 2-0, na primeira mão das meias-finais, com Gyökeres em destaque, apoiado por Geny Catamo.

Os ‘leões’ somaram o terceiro triunfo da temporada sobre os vila-condenses, que voltam a encontrar no segundo jogo, em Paços de Ferreira, casa emprestada do emblema da foz do Ave, devido aos estragos no seu estádio.

Geny Catamo, aos 12 minutos, deu vantagem ao Sporting, no sexto jogo para a Taça frente ao Rio Ave, que já esteve duas vezes no jogo decisivo, em 1983/84 e 2013/14, enquanto o sueco Viktor Gyökeres fixou o resultado final, ainda na primeira parte, aos 45+1, na conversão de uma grande penalidade.

St. Juste voltou ao eixo da defesa do campeão nacional, quase dois meses depois de se ter lesionado frente ao Arouca (2-2), para a I Liga, completando o quarteto de regressos ao ‘onze’ com Hjulmand, Geny Catamo e Maxi Araújo, por troca com Gonçalo Inácio, Eduardo Felicíssimo, Geovany Quenda e Matheus Reis, respetivamente.

Do lado vila-condense, o treinador Petit fez regressar o goleador Clayton, após castigo, e promoveu João Tomé e Brandon Aguilera à titularidade, em detrimento de Tiago Morais, João Novais e Martim Neto.

A formação comandada por Rui Borges foi a primeira a visar a baliza adversária, por Debast, aos oito minutos, num remate ao lado, mas, pouco depois, aos 12, inaugurou o marcador, com um ‘tiro’ de pé esquerdo de Geny Catamo, na recarga a um ‘corte’ de Clayton ao canto da direita de Trincão.

O melhor marcador do Rio Ave ‘testou’ Rui Silva, aos 14, com melhor pontaria do que André Luiz, aos 25, que aplicou um remate potente, mas ao lado da baliza ‘leonina’.

Depois, Gyökeres assumiu o protagonismo do encontro, numa exibição na primeira parte que culminou com uma grande penalidade cobrada à Panenka, aos 45+1.

O primeiro aviso do sueco ocorreu aos 34, numa arrancada a partir do meio-campo, após solicitação de Debast, na sequência de um livre de Brandon Aguilera contra a barreira ‘verde e branca’. Já na área, e com Omar Richards ‘derrotado’, foi Ole Pohlmann a salvar o que seria o segundo golo.

Três minutos mais tarde, Gyökeres surgiu solto, na frente de Cezary Miszta, mas atirou à ‘figura’ do guarda-redes polaco, após assistência de Trincão, que beneficiou de uma recuperação ‘alta’ de Fresneda.

A primeira parte terminou com a conversão exemplar de uma grande penalidade, que castigou uma falta desnecessária de Brandon Aguilera sobre Geny Catamo, com um remate em ‘arco’, aproveitando a estirada para a esquerda de Miszta, aos 45+1.

Apesar de o resultado não ter sofrido alterações, a segunda parte não foi muito diferente da primeira e até teve os mesmos protagonistas, aos quais se juntou o companheiro de ataque Trincão, que, logo aos 46, numa jogada que tinha iniciado com a abertura para Maxi Araújo, rematou por cima, após passe do sueco.

Gyökeres voltou a superar Omar Richards, aos 62, para acertar, com estrondo, no poste direito dos vila-condenses, já depois de ter servido Geny Catamo, aos 56, para um remate por cima do moçambicano, após outro ‘slalom’ do sueco, que ‘vitimou’ João Tomé – a parceria foi reeditada aos 76, com remate certeiro, mas o lance foi invalidado por fora de jogo.

Depois, foi um desperdício de ocasiões por parte do Sporting, com um ‘tiro’ frontal de Conrad Harder por cima da baliza, aos 81, um desvio de Maxi Araújo contra as pernas de um defensor adversário, aos 84, e, até, Gyökeres, após nova arrancada, a rematar ao lado, aos 87, num registo encerrado por Quenda, aos 90+4, com defesa de Miszta.

O Sporting, 17 vezes vencedor da prova, procura regressar à final, após o desaire na época passada, já com o título de campeão conquistado e celebrado frente ao FC Porto, por 2-1, após prolongamento.

O vencedor deste embate vai defrontar o vencedor da eliminatória entre Benfica, que partilha a liderança da I Liga com o rival lisboeta, e o Tirsense, que é a primeira equipa do quarto escalão a chegar a esta fase da prova ‘rainha’.

A última final da Taça de Portugal entre os dois ‘grandes’ de Lisboa remonta a 1995/96, quando, em 18 de maio de 1996, no Estádio Nacional, em Oeiras, os ‘encarnados’ derrotaram os ‘verde e brancos’, por 3-1, numa final manchada pela morte de um adepto sportinguista, atingido por um very light lançado da bancada oposta.

O FC Porto, vencedor de 20 edições da prova, incluindo as últimas três, ‘caiu’ no terreno do Moreirense (2-1), na quarta eliminatória.

 
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