Sporting SAD confirma que é arguida no processo ‘Fora de Jogo’

Foto: DR / Arquivo

A Sporting SAD foi constituída arguida no âmbito do processo ‘Fora de Jogo’, que incide sobre diversos contratos e transferências de jogadores de futebol, ocorridos no período compreendido entre 2015 e 2017, revelou hoje a SAD ‘leonina’.

“A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD confirma a realização de buscas aos seus escritórios por parte da Autoridade Tributária (AT), no âmbito do processo 12/21.01ICLSB. Confirmamos ainda que a Sporting SAD foi constituída arguida no âmbito do mesmo processo, que incide sobre diversos contratos e transferências de jogadores de futebol, ocorridos no período compreendido entre 2015 e 2017”, lê-se no comunicado divulgado no sítio de internet do clube lisboeta.

De resto, a entidade sublinhou que “está convicta que o processo não terá impactos relevantes para a Sociedade, na medida em que a sua atividade, e em particular as transferências e contratos de jogadores, é auditada pelas entidades competentes, no estrito cumprimento da lei”.

A SAD ‘verde e branca’ garantiu ainda que, “como tem sido prática do Conselho de Administração, a Sporting SAD continuará a colaborar com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos e juntando ao processo documentação diversa em sua posse, ao abrigo do princípio da colaboração e em prol da descoberta da verdade”.

Mais de 60 buscas visam hoje Benfica, FC Porto e Sporting, além de escritórios de advogados e de contabilidade e diversas residências, numa operação centrada em suspeitas de fraudes e branqueamento que ascendem a 58 milhões de euros.

Segundo uma nota divulgada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), as diligências estão a ser efetuadas nas áreas de Lisboa, Porto, Braga, Viana do Castelo, Aveiro e Setúbal, e investigam factos ocorridos entre 2014 e 2022, sobre os quais “existem indícios de vantagens patrimoniais ilegítimas, fiscais e contra a segurança social, no valor global de mais de 58 milhões de euros”.

Em causa nos inquéritos que originaram esta operação estão “suspeitas de prática de crimes de fraude fiscal qualificada, fraude contra a segurança social e branqueamento de capitais, ligadas com celebração ou renovação de contratos de trabalho desportivo, pagamento de comissões e circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios, bem como utilização de direitos de imagem”.

As diligências contam com a participação de aproximadamente 250 elementos, entre inspetores da Autoridade Tributária (AT), militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), procuradores do Ministério Público, juízes e representantes da Ordem dos Advogados.

Sob a direção do DCIAP, a investigação envolve também a Unidade dos Grandes Contribuintes e a Direção de Serviços de Investigação de Fraude e de Ações Especiais da AT, bem como a Unidade de Ação Fiscal da GNR.

As buscas já tinham sido confirmadas à Lusa por fontes oficiais de Benfica e Sporting, tendo ambas assegurado que os dois clubes colaboraram com as autoridades. Entretanto, também o FC Porto divulgou um comunicado a confirmar a realização de buscas nas suas instalações e a garantir que está pronto para “disponibilizar todos os elementos” que sejam solicitados.

A operação de hoje foi avançada pelo Correio da Manhã, que deu conta das buscas relacionadas com a investigação de um alegado esquema de fraude envolvendo transferências de futebolistas.

O Correio da Manhã associa estas buscas à operação ‘Fora de Jogo’, que decorre há vários anos e conta com dezenas de arguidos, num processo que terá sido desencadeado por documentos acedidos por Rui Pinto, o principal arguido do processo ‘Football Leaks’.

 
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