“Sorria, está a ser filmado”. Braga instala videovigilância no Monte do Picoto

Câmaras vão chegar também ao Parque da Ponte e das Camélias
Foto: Facebook de Altino Bessa / Arquivo

Está completa a instalação de videovigilância no Monte do Picoto, em Braga. Depois de iniciada a primeira fase, com câmaras na área envolvente do Parque Aventura e do parque de estacionamento, o projeto ficou agora concluído com a colocação destas no topo do monte.

“A colocação dessas câmaras só ficou concluída agora, porque houve necessidade de fazer mais obras em termos de infraestruturas”, explica a O MINHO o vereador da Proteção Civil, Altino Bessa, salientando que o projeto visa “dar mais segurança às pessoas” naquela que é “uma área sensível”.

Altino Bessa explica que são cerca de 20 câmaras que “fazem zoom” e “podem captar matrículas de carros e caras de pessoas”. “Logo dá mais segurança às pessoas que visitam o Monte do Picoto, que ali estacionam o carro, que vão ao miradouro”, reforça.

São cerca de 20 câmaras colocadas nas “áreas principais” do Monte do Picoto, que, em caso de algum incidente ou crime, podem dar informação valiosa às autoridades.

As câmaras não estão a ser monitorizadas em permanência, mas fica tudo filmado. “Não há ninguém a olhar para o ecrã, mas gravam as filmagens de tudo o que se passa e, no caso de acontecer um incidente lá, um roubo, ou seja o que for, como o sistema está montado com as devidas autorizações de todas as entidades, servem de prova em tribunal. Só se acede às gravações se houver qualquer necessidade de o fazer, se acontecer qualquer coisa lá e a polícia necessitar de investigar”, explica o vereador, deixando um aviso: “A partir de agora, quem for ao Picoto para cometer algum crime, é melhor pensar primeiro e sorrir para a câmara porque está a ser filmado”.

Alargar ao Parque da Ponte e Parque das Camélias

Neste momento, o sistema está a ser alargado ao Parque da Ponte e ao Parque das Camélias. “Ainda não está concluído, estamos em montagens”, dá conta o vereador, salientado que o objetivo é ter “vigiada toda a área envolvente Parque da Ponte, junto ao Estádio 1.º de Maio, a parte por trás do Altice Fórum que dá para as Camélias”.

No centro da cidade processo é mais complexo

Depois de publicar na sua página de Facebook a instalação da videovigilância no Picoto, Altino Bessa recebeu “vários comentários” a pedir o mesmo para o centro da cidade. Porém, o vereador esclarece que o Picoto (bem com o Parque da Ponte e Parque das Camélias) é uma” propriedade do município de domínio privado mas de uso público, ao contrário das ruas centrais da cidade. “A Rua do Souto, ou a Avenida Central, é do município mas do domínio público, enquanto o Picoto é do domínio privado”, diferencia.

“Se quisermos fechar os portões do Picoto, fechamos. Mas já não podemos fechar a Avenida Central ou colocar-lhe um horário de funcionamento. Juridicamente existem estas duas figuras: propriedade de domínio privado de uso público e propriedade de domínino público”, detalha Altino Bessa.

E o vereador conclui que, por isso, colocar videvigilância no centro da cidade é “um processo muito mais complexo em termos de legalização, obriga a muitas autorizações até do Ministério da Administração Interna, autoridade da Proteção de Dados. É completamente diferente”.

 
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