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Alto Minho

Som de 490 concertinas e cantadores ao desafio abrem Feiras Novas

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Mais de 490 de tocadores de concertina e cantadores ao desafio de Ponte de Lima vão participar, na quarta-feira, nas tradicionais rusgas do Alto Minho, num encontro que dá o tiro de partida para quatro dias de Feiras Novas.

“É um momento de convívio popular muito intenso e este ano contamos com um número muito expressivo de tocadores de concertina e cantadores ao desafio. Temos mais 900 pessoas, um tocador e o acompanhante, marcadas para o jantar que antecede a arruada pelo centro da vila, afirmou hoje a presidente da associação concelhia das Feiras Novas, Ana Machado.

As rusgas partem às 21:30 da Alameda de São João rumo ao Largo de Camões, em pleno centro histórico, percorrendo as várias ruas e tasquinhas da vila.

O número que antecede o arranque oficial da edição 2016 das Feiras Novas dura “até ao amanhecer“, juntando cantadores e tocadores mas também muitos outros que vão juntando-se o à festa de uma forma espontânea.

“As arruadas acontecem todas as noites mas sobretudo, na quarta-feira e no sábado, são muito fortes. São muito apreciadas pelos visitantes que se juntam cantando e dançando, noite dentro”, explicou a também vereadora do Câmara de Ponte de Lima.

A abertura “solene” da romaria está marcada para as 22:00 de quarta-feira com o espetáculo “Canto Tradicional”, seguido da inauguração da iluminação das ruas.

Este ano, a romaria que encerra o ciclo festivo do Alto Minho comemora 190 anos. As Feiras Novas foram criadas pelo Rei D. Pedro IV, por provisão de 5 de maio de 1826.

“O programa foi todo adequado à época incluindo a iluminação. Utilizamos lâmpadas tradicionais e não de LED porque foi assim que começaram as ornamentações”, explicou Ana Machado que afirmou ser “uma forma de honrar quem trabalhou nas Feiras Novas até aos dias de hoje, preservando a tradição e introduzindo a modernidade necessária”.

Cartaz Feiras Novas 2016

Uma réplica do primeiro cartaz conhecido das Feiras Novas de Ponte de Lima, datado de 1896, é a imagem da edição 2016 “baseado no primeiro documento escrito que se conhece sobre as Feiras Novas”.

Em 190 anos as festas só não se realizaram uma vez.

“Em 1922 apenas se realizou uma tourada. Não se fizeram as festas porque havia uma dívida da Comissão de Festas tinha uma dívida de dois contos de rei e a Câmara não assumiu a dívida”, explicou Ana Machado.

O tradicional cortejo etnográfico, que se realiza no sábado à tarde, e que este ano vai contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa é outro dos pontos altos da festa. Apresenta-se, segundo a organização, como uma “demonstração única da cada freguesia” do concelho e da cultura local.

A feira do gado e os concursos pecuários são também números obrigatórios da feira que este ano tem um novo sítio na internet e uma aplicação móvel onde “está disponível toda a informação sobre as festas, ofertas de alojamento e restauração, entre outras”.

O ribombar dos bombos, grupos de Zés Pereiras, gaiteiros, concertos de bandas de música, folclore, tocatas, fogo-de-artifício, uma corrida de garranos e o cortejo histórico de domingo completam o programa da festa anual de Ponte de Lima.

 

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Viana do Castelo

Colisão com dois feridos graves corta estrada Barcelos-Viana

Acidente

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Foto: DR

Uma colisão rodoviária provocou o corte total da EN 103, entre Alvarães e São Romão do Neiva, concelho de Viana do Castelo.

Há registo de dois homens com ferimentos graves, com idades compreendidas entre os 66 e os 70 anos.

No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Viana, a Cruz Vermelha de Neiva, a VMER de Barcelos e a GNR.

O alerta foi dado cerca das 17:30.

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Alto Minho

‘Freestyle’ de concertinas regressa a Arcos de Valdevez (com máscaras e distanciamento)

Tradição minhota

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Foto: Arcos de Valdevez (página de Facebook)

É uma particularidade de domingo no centro de Arcos de Valdevez. As rodas de improviso com concertinas e castanholas a puxar a um pé de dança ao som de modas minhotas estiveram interrompidas durante mais de dois meses face à pandemia de covid-19. Mas hoje regressaram. E sem aviso.

No centro daquela vila, vários tocadores, munidos de máscara e assegurando a distância de segurança recomendada pelas autoridades de saúde, replicaram músicas do coração do Minho, atraindo novamente alguns populares.

No período áureo, durante o verão e com emigrantes, chegam a juntar-se mais de 200 pessoas a cantar, dançar e, claro, a tocar. A moda acabou por ser interrompida pelo surto de covid-19, mas parece agora regressar, ainda de forma tímida, mas com vários participantes.

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Viana do Castelo

IPMA alerta banhistas para perigo de toxicidade dos bivalves em Viana

Ameijoa-relógio, mexilhão, lapa e ameijoa branca

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Foto: Ilustrativa / DR

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lançou um aviso para a zona litoral de Viana do Castelo face ao perigo de toxicidade de bivalves e outros moluscos que habitualmente se encontram nas praias.

Segundo aquele instituto, que atualizou o mapa de interdição de apanha e comercialização de “moluscos bivalves, equinodermes, tunicados e gastrópodes marinhos vivos”, está proibida a apanha deste género alimentar, tanto para profissionais como para os banhistas.

Em toda a costa de Viana do Castelo está interdita a apanha de ameijoa-relógio, mexilhão, lapa e ameijoa branca, “por conterem toxinas que provocam intoxicação paralisante”, sendo apenas permitida a apanha de ouriço-do-mar.

Ameijoa Branca

Lapa

De acordo com o IPMA, estes bivalves “podem conter toxinas que provocam intoxicação amnésica, intoxicação diarreica ou intoxicação paralisante”.

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