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Região

Sociedade que gere resíduos do Vale do Lima e Baixo Cávado investe 30 milhões em 2020

Empresa Geral de Fomento (EGF)

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O presidente da Empresa Geral de Fomento (EGF) disse na sexta-feira à noite, em Viana do Castelo, que a sociedade que gere os resíduos do Vale do Lima e Baixo Cávado vai investir 30 milhões de euros este ano.

“Hoje, a empresa tem um plano de investimentos de cerca de 30 milhões de euros quando fatura, por ano, cinco milhões de euros. É um investimento muito significativo”, afirmou Luís Miguel Lisboa, na Assembleia Municipal de Viana do Castelo.

O presidente do conselho de administração da EGF explicou que aquele montante está a ser investido na nova Unidade de Valorização de Resíduos Sólidos (UVRS), em construção na freguesia de Paradela, no concelho de Barcelos.

Luís Miguel Lisboa falava na sessão ordinária da Assembleia Municipal da capital do Alto Minho, iniciada na sexta-feira à noite e concluída já hoje, que, por proposta da comissão permanente daquele órgão autárquico, analisou o projeto da nova UVRS e avaliou o desempenho do atual aterro.

O designado Aterro Sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado funciona desde 1999, na freguesia de Vila Fria, em Viana do Castelo, e já deveria ter encerrado há uma década.

Aquela estrutura é gerida pela Resulima, sociedade que tem como acionistas as câmaras de Barcelos e Esposende, no distrito de Braga, e os municípios de Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, no Alto Minho.

Os sete municípios detêm 49% do capital e a Empresa Geral do Fomento (51%).

O equipamento que substituir o atual aterro, em construção em Barcelos, foi candidatado aos fundos do Norte 2020, financiado pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR).

Durante a explicação prestada aos deputados municipais de Viana do Castelo, o presidente da EGF garantiu que a Resulima “está a preparar-se para o novo modelo de gestão de resíduos com o objetivo de atingir as ambiciosas metas ambientais definidas para 2030.

“Mais do que um aterro, a freguesia de Paradela, em Barcelos, vai passar a ter uma grande unidade de receção e valorização de resíduos. Aquela unidade vai ter uma central automatizada de triagem de plástico e papel e uma grande unidade de tratamento biológico de todos os resíduos orgânicos, produzidos na área geográfica da Resulima”, referiu Luís Miguel Lisboa.

O responsável da EGF adiantou que o “novo paradigma” da gestão de recursos “não passa só pela reciclagem”, mas por “uma cultura de prevenção da produção de resíduos e pela sua reutilização”.

“Mais de 50% dos resíduos depositados no aterro são orgânicos, todos os resíduos que produzimos na nossa casa. Se forem separados na origem, têm potencial de reutilização de 100%”, alertou.

Já o diretor da Resulima, Rui Silva, destacou os resultados “exemplares” do concelho de Viana do Castelo, adiantando que, “em 2000, cada vianense reciclava 14 quilogramas de resíduos por ano e, em 2019, 69 quilogramas por ano”, sendo que “a média nacional é de 45 quilogramas por ano”.

Em janeiro, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, avançou que a nova UVRS entrará em funcionamento em 2021.

José Maria Costa revelou que “2021 é, também, o prazo de capacidade do atual aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado”, situado na freguesia de Vila Fria, sendo que “algumas partes já começaram a ser seladas” até à desativação total.

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Região

Com os cemitérios fechados são as juntas de freguesia a “venerar” os falecidos

Estado de emergência

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Foto: Freguesia de Priscos / Facebook

Com os cemitérios encerrados, como medida de combate à pandemia provocada pela covid-19, há juntas de freguesia, um pouco por toda região do Minho, que tomaram a iniciativa de tratarem e embelezarem as campas.

No concelho de Braga, por exemplo, a Junta de Freguesia de Priscos colocou flores e velas à entrada do cemitério. Uma ideia que partiu do pároco local, João Torres. “O simples gesto de não poder sair de casa para visitar os nossos entes queridos, tem em nós uma carga emocional enorme e este é o nosso gesto”, referiu a Junta de Freguesia de Priscos na sua página de Facebook.

Já a União de Freguesias de Barcelos, Vila Boa, Vila Frescainha S. Martinho e S. Pedro anunciou que “colocará semanalmente uma flor em cada sepultura”, além de “proceder à limpeza de todas as flores secas e velas usadas”.

Hoje, aquela União de Freguesias fez saber que, “após reunião” com o presidente da Câmara de Barcelos, “foi acordado que a União também colocará uma flor semanalmente em cada sepultura no Cemitério Municipal”.

No concelho de Famalicão, a freguesia de Castelões e a União de Freguesias de Vale S. Cosme, Telhado e Portela tomou medidas semelhantes.

“Na impossibilidade de os cidadãos de Castelões venerarem as sepulturas dos seus familiares, a Junta vai proceder à limpeza de todas as campas, retirando as flores secas e velas usados, e colocará, semanalmente, um arranjo floral e velas no centro do cemitério, em honra e memória de todos os que estão ali sepultados”, refere a autarquia.

Já a União de Freguesias de Vale S. Cosme, Telhado e Portela “colocar um arranjo de flores e velas nos cemitérios, como forma de homenagem aos nossos entes queridos em nome de todos os nossos cidadãos”, além de limpar as “flores velhas e velas usadas de todos os jazigos”.

Com estas medidas, as autarquias procuram confortar os seus cidadãos que não podem, como habitualmente, venerar os seus entes falecidos, e reforçar a mensagem para que as pessoas evitem sair das suas casas.

Oficial: 305 infetados em Braga e 70 em Barcelos. Há 777 casos confirmados no Minho

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Na região do Minho, que compreende os distritos de Braga e Viana do Castelo, há 777 casos confirmados.

 

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Alto Minho

Caminha quer avançar com apoios ao emprego, às empresas e às instituições

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Caminha (Arquivo)

A maioria socialista na Câmara de Caminha vai propor, na segunda-feira, em reunião ordinária do executivo municipal a aprovação de medidas de apoio ao emprego, às empresas e às instituições do concelho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado hoje enviado às redações, o autarquia adiantou que a proposta a apreciar, na segunda-feira, a partir das 15:00, “prevê isenções de pagamento de rendas habitacionais e de comércio em espaços municipais, isenção do terrado das feiras semanais e de esplanadas, pagamento de tarifas fixas no abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos para pequenas e microempresas e o apoio financeiro a Instituições Particulares do Solidariedade Social (IPSS) e corporações de bombeiros”.

A proposta socialista será apresentada na sessão camarária, que decorrerá com recurso a videoconferência, e tem como objetivos “a manutenção do emprego, o equilíbrio financeiro da atividade empresarial e de suporte ao trabalho das IPSS que trabalham com idosos no concelho, incluindo as corporações de bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora”.

“Depois das medidas de contenção da covid-19 e dos projetos de mitigação do impacto social desta doença no nosso concelho, esta é a hora de ajudarmos as pequenas e microempresas do concelho que estão a sofrer com esta paragem da economia, bem como as instituições que estão na linha da frente do combate a este novo e poderoso vírus”, afirmou o autarca, citado na nota hoje enviada à imprensa.

Para o presidente da câmara, “estas são as primeiras medidas a tomar, mas não serão as únicas, infelizmente”.

“Temos de ir avaliando a situação e aplicando as medidas gradualmente, porque ainda não sabemos quando e de que forma vamos voltar a ter dinâmica comercial no concelho de Caminha e não sabemos, com certeza, o impacto que todo este adiamento do quotidiano terá nas nossas famílias. Sabemos dos custos brutais deste travão que pusemos nas nossas vidas, mas não temos dúvidas de que a prioridade é a saúde de todos e cada um, por isso, temos que prosseguir o esforço de isolamento social que temos vindo a fazer nas últimas semanas”, explicou.

Entre as propostas que serão submetidas à votação do executivo municipal está “isenção integral do pagamento das rendas habitacionais em todos os fogos municipais desde 01 de março (com efeitos retroativos) e até 30 de junho de 2020, do pagamento de rendas de todos os estabelecimentos comerciais em espaços municipais que se encontrem encerrados desde 1 de março (com efeitos retroativos) até 30 de junho de 2020.

A maioria socialista propõe ainda a “comparticipação total no pagamento de tarifas fixas dos serviços de abastecimento de água e saneamento e isenção da tarifa de resíduos para pequenos e médios consumidores não domésticos do concelho como forma de apoio às atividades empresariais e de comércio”, medida que se “aplica a 959 empresas”.

A maioria socialista pretende ainda ver aprovado “um subsídio extraordinário para os bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora, no valor de cinco mil euros, para cada corporação”.

“O subsídio visa corresponder à perda de receita de cada uma das instituições pela não realização de serviços durante o período de emergência nacional”, sustenta o município, apontando ainda a comparticipação “total” do pagamento das faturas de serviço de água e saneamento e isenção do pagamento do serviço de recolha de resíduos urbanos às IPSS.

O executivo irá ainda aprovar um contrato a celebrar com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) para constituição de um Fundo de Apoio, no âmbito da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, para aquisição de equipamento de proteção individual, bens de interesse hospitalar, produtos de limpeza ou desinfetantes de mãos, no valor de 6.980,97 euros para o Município de Caminha”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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Alto Minho

Cerveira desafia população a prestar apoio e cuidados a idosos

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM VN Cerveira (Arquivo)

A Câmara de Vila Nova de Cerveira lançou hoje um desafio aos munícipes com disponibilidade para prestar apoio e cuidados geriátricos a idosos, para que se inscreveram na bolsa de voluntariado da autarquia.

O município explicou que “os interessados “deverão preencher um questionário de identificação e aferição na plataforma ‘online’ de Balanço Municipal COVID-19”, através da ligação https://arcg.is/0H1KLO.

“Avaliada a necessidade de colocar voluntários no terreno, os inscritos serão contactos telefonicamente para reconfirmar a sua disponibilidade para o período em causa, fazer um ponto do seu estado clínico, além de responder a algumas questões relacionadas com os últimos 14 dias, nomeadamente se esteve em contacto com alguma pessoa com sintomas ou já diagnosticada com covid-19, se apresenta algum sintoma compatível com a doença, ou se esteve em algum país estrangeiro”, especifica a nota.

De acordo com aquela autarquia, o objetivo “é criar respostas para minimizar o impacto desta pandemia, através do apoio a cidadãos institucionalizados, seniores e portadores de deficiência, mas também na compra de medicamentos nas farmácias e entrega no domicílio, na compra e entrega de bens de primeira necessidade e entrega no domicilio, na ligação com as unidades de saúde para obtenção de receituário crónico, ajudar na limpeza e higienização de espaços e acolhimento temporário de animais de companhia”.

Portugal regista hoje 246 mortes associadas à covid-19, mais 37 do que na quinta-feira, e 9.886 infetados (mais 852), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

De acordo com os dados da DGS, há 9.886 casos confirmados, mais 852, um aumento de 9,4% face a quinta-feira.

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