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Braga

Congresso Português da Obesidade traz a Braga médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas

Sociedade para a obesidade defende comparticipação dos fármacos no combate à doença

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

Braga recebe, este fim-de-semana, o 23.º Congresso Português da Obesidade. Sob o lema “Todos Juntos por uma Causa”, que se realiza de sexta-feira a domingo, no Hotel Meliá, vai juntar profissionais de todas as áreas inerentes à obesidade, desde médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

Durante os dois dias, vão, entre outros momentos, decorrer simpósios, conferências e debates sobre a correlação da obesidade com a fertilidade, contraceção, doenças cardiovasculares e colesterol.

A dois dias do arranque do Congresso, a presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade afirmou, em declarações à Lusa, que continuam a “existir barreiras” no tratamento da obesidade em Portugal, pelo que defendeu que é necessária a “comparticipação dos fármacos” para se tratar a obesidade “como doença que é” e combatê-la precocemente.

Na ótica da responsável, urge “tratar a obesidade como doença que é”, à semelhança do que acontece com doenças como a hipertensão, diabetes e apneia do sono, que são tratadas e apoiadas pelo Sistema Nacional de Saúde (SNS).

“Se tratássemos esta doença em fases cada vez mais precoces, não teríamos de tratar as doenças metabólicas e cardiovasculares associadas. Se nada for feito numa fase precoce, a doença vai evoluir para formas cada vez mais graves e vamos ter cada vez mais doentes, como temos atualmente, em listas de espera para a cirurgia bariátrica”, considerou.

Segundo a presidente da SPEO, o combate à doença passa por uma “abordagem estratégica” baseada em quatro pilares: dieta, exercício físico, modificação comportamental e fármacos, apesar deste último estar “comprometido com a falta de comparticipação” do SNS.

“Neste momento, em Portugal, existem três fármacos, mas nenhum deles é comparticipado. O preço vai dos 90 aos 257 euros por mês. Ora, sabemos que a obesidade aumenta com a idade e nas classes sociais mais desfavorecidas. Que percentagem de doentes pode fazer uma terapêutica crónica a longo prazo que custa entre 90 a 257 euros por mês?”, questionou.

Segundo a responsável, é por isso necessário “arranjar uma solução rápida”, que viabilize a comparticipação dos fármacos e o diagnóstico mais atempado dentro do sistema de saúde.

“Há ainda muita coisa a fazer ao nível do tratamento e da prevenção primária desta doença. É preciso educar de forma eficaz e cada vez mais prematura toda população”, disse.

Segundo Paula Freitas, em Portugal, os doentes continuam a “não entender” a obesidade, considerando-a, muitas das vezes, um “problema meramente estético”.

“As pessoas que têm obesidade não percebem que esta é uma doença que gera múltiplas doenças. Neste momento, sabe-se que cerca de 200 doenças e 13 tipos de cancro estão associados à obesidade. Este não é um fenómeno meramente estético ou cosmético, é uma doença”, alertou.

De acordo com o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgado no dia 06 de novembro, em Portugal, 67,6% da população com mais de 15 anos tem excesso de peso, incluindo obesidade, muito acima da média da OCDE (55,6%).

Relativamente aos profissionais de saúde, a presidente da SPEO acredita que permanecem “muito limitados” na elaboração de uma resposta terapêutica eficaz.

“Precisamos que os médicos de medicina geral e familiar e todos os profissionais de saúde se dotem de mecanismos que incentivem as pessoas à mudança. Acredito que estão a fazer o melhor que podem e sabem, mas, infelizmente, têm muitas limitações”, afirmou.

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Braga

Homem em estado grave após atropelamento em Braga

Vítima de 35 anos

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Foto: Facebook do grupo "Moina na Estrada"

Um homem, de 35 anos, sofreu ferimentos graves na sequência de um atropelamento, esta tarde, em Braga.

O sinistro ocorreu por volta das 16:40 junto à rotunda da Rodovia, naquela cidade.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao local acorreram os Bombeiros Voluntários de Braga, a VMER e a Mota de Emergência Médica do INEM.

Desconhecem-se as causas do atropelamento, mas a vítima terá sido colhida fora de passadeira.
Foi transportada para o Hospital de Braga.
A PSP registou a ocorrência.

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Braga

Ao fim de 11 anos, familiares de três operários mortos em Braga recebem indemnização

Famílias das vítimas, de Ponte de Lima, apresentaram queixa contra negócios simulados

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Foto: DR

Ao fim de 11 anos, os familiares dos três homens que morreram soterrados na derrocada de um prédio em obras na Rua dos Chãos, em Braga, vão poder receber os 363 mil euros, mais juros, de indemnização que lhes foram arbitrados pelo Tribunal de Braga.

A execução da sentença é possível, dado que o Tribunal da Relação de Guimarães deu razão à decisão do Tribunal de Viana do Castelo de concordar, com uma ação paulina interposta pelo advogado Joaquim Magalhães, de Monção, anulando a venda de bens feita a familiares pelo empreiteiro José Cândido Armada, que era defendido pela advogada Adriana Amorim, de Ponte de Lima.

Sem bens, não era possível aos credores receber a indemnização. O Tribunal considerou fictícia a partilha de bens feita após o divórcio com a ex mulher e a doação de imóveis aos filhos após decisão de indemnização no processo-crime, em que o empreiteiro e um engenheiro foram condenados por violação das regras de segurança, a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa, aplicando ainda 300 dias de multa, à taxa diária de dez euros, à empresa responsável pela obra.

As vítimas eram de Ponte de Lima

Diz o acórdão da Relação de Guimarães: Maria do Rosário Antunes Gonçalves, residente na Travessa da Veiga, Vacariça, freguesia de Refoios do Lima, concelho de Ponte de Lima, e Maria da Conceição Almeida da Silva, residente no Lugar da Ribeira, freguesia de Ribeira, concelho de Ponte de Lima intentaram uma ação declarativa comum contra José Cândido Martins Armada, com domicílio na Rua Cardoso Avelino, 21, freguesia de Maximinos, concelho de Braga; Maria de Fátima Pereira Dias, residente no Lugar da Ribeira, freguesia de Ribeira, concelho de Ponte de Lima; Gabriel José Dias Armada, residente no Lugar da Ribeira, freguesia de Ribeira,concelho de Ponte de Lima; Marco José Dias Armada, residente na Rua Quinta do Abade,43, 3.º M, freguesia de Feitosa, concelho de Ponte de Lima; e José Cândido Martins Armada & Filhos, com sede no Lugar da Ribeira, freguesia da Ribeira, do concelho de Ponte de Lima.

E acrescenta: “Foi requerida e deferida a intervenção principal provocada, como associados das autoras, de Miguel Serafim Gonçalves Veríssimo, representado pela sua mãe Maria do Rosário Antunes Gonçalves, Cátia da Silva Armada, Cristiana da Silva Armada e Henrique José Gonçalves Veríssimo”.

As autoras – prossegue o Tribunal “vieram alegar que a partilha e as doações formalizadas entre os réus se tratam de negócios simulados ou, caso assim não se entenda, que foram celebradas com vontade e consciência de as prejudicar as autoras”.

O acidente registou-se a 08 de setembro de 2008, quando as vítimas trabalhavam na construção de um prédio e ficaram soterradas numa vala, após o desmoronamento de um edifício contíguo. O tribunal deu como provado que o plano de segurança “não contemplava” a abertura daquela vala, que teria 80 centímetros de profundidade, 100 centímetros de largura e oito metros de comprimento. Os arguidos não cuidaram de entaipar a vala nem promoveram estudos geológicos dos terrenos envolventes ou sobre a robustez do prédio que ruiu.

Os juízes concluíram que “agiram conscientes da possibilidade” de aquele prédio ruir e do consequente risco para a vida dos trabalhadores.Por isso, imputou-lhes uma conduta negligente, tanto mais que “era visível” o estado de degradação do prédio que ruiu, que teria 100 anos.

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Braga

Três feridos após colisão em Vieira do Minho

Em Tabuaças

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Foto de Anabela Bras no grupo de Facebook: "Moina na Estrada"

Três pessoas ficaram com ferimentos na sequência de uma colisão rodoviária na freguesia de Tabuaça, em Vieira do Minho, disse a O MINHO fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS).

Foto: Eduardo Ferreira / Rio Longo e Notícias

No local, estão os Bombeiros de Vieira do Minho com três ambulâncias e uma viatura de desencarceramento.

Foto: Eduardo Ferreira / Rio Longo e Notícias

Desconhece-se, ainda, a gravidade dos ferimentos, apenas que há vítimas encarceradas.

O alerta foi dado às 14:44.

(em atualização)

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