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Sociedade civil junta-se aos estudantes pela greve climática e subscreve manifesto

Ambiente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Mais de 30 instituições, como sindicatos, organizações da sociedade civil e um partido político já subscreveram um manifesto de apoio à greve climática estudantil, em 24 de maio, comprometendo-se a mobilizar recursos para divulgar a iniciativa.

“Somos coletivos, associações e sindicatos empenhados na luta pela justiça climática. Entusiasma-nos a nova onda de mobilização liderada por jovens que fazem greve às aulas para reivindicar um futuro e um planeta habitável”, começa por afirmar o manifesto subscrito por um conjunto de instituições, entre as quais o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), a associação ambientalista Zero; os Precários Inflexíveis; o Sindicato dos Trabalhadores dos Call Center, entre outras, e que está disponível na página “http://salvaroclima.pt/.

Citando o discurso na última cimeira do clima na ONU da jovem ativista sueca Greta Thunberg, que desencadeou o movimento estudantil mundial em defesa do clima, no qual pediu aos líderes mundiais uma mudança urgente, os subscritores destacaram a “clareza e determinação” das palavras de Greta Thunberg e declararam-se solidários com os jovens “que assumem esta causa como sua”.

Entre os compromissos assumidos pelos subscritores estão a mobilização de recursos para “ampliar as vozes de organização da greve”, divulgar a paralisação estudantil, disponibilizar materiais para uso livre pela organização do protesto.

“Se a greve ganhar a luta, ganhará a humanidade inteira”, termina o manifesto, apelando ainda para a participação na greve de sexta-feira.

Em 17 de maio os estudantes promoveram uma vigília em frente à Assembleia da República, tendo ali passado a noite para exigir mudanças legislativas em defesa do planeta, uma ação que também já tinham promovido uma semana antes.

Inspirados pela jovem ativista Greta Thunberg, que todas as sextas-feiras falta às aulas para protestar em frente ao Parlamento Sueco, um grupo de jovens começou a preparar a primeira greve de estudantes em Portugal, que se realizou a 15 de março.

Naquele dia, milhares de alunos de todas as idades – desde o ensino básico ao superior – faltaram às aulas e protestaram nas ruas de 27 cidades portuguesas.

Um protesto que se repetiu um pouco por todo o mundo: Cerca de 1,6 milhões de estudantes de 125 países marcharam para exigir medidas urgentes contra a crise climática. Mais de duas mil cidades foram palco de um protesto feito por jovens.

A próxima greve às aulas está marcada para 24 de maio e ninguém da organização portuguesa quer arriscar números de adesão.

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País

Misericórdias pedem a hospitais que deixem de devolver idosos infetados a lares

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) pediu hoje que os hospitais deixem de devolver idosos infetados aos lares por estes não terem condições nem recursos, e propôs a definição de instalações próprias para esse acolhimento.

Para Manuel Lemos, devolver um idoso com covid-19 ao lar significa “pôr a raposa dentro do galinheiro”, porque os lares não têm condições nem estrutura” para tal e o “vírus propaga-se”.

Referindo que a entrega aos familiares também não é solução, Manuel Lemos propôs a criação de instalações específicas para acolher idosos que testem positivo para covid-19, seja selecionando um lar por concelho ou distrito para o efeito, ou montando um hospital de campanha.

O importante, referiu, é que nesses locais estejam disponíveis todos os recursos humanos e de equipamentos necessários para o tratamento dessas pessoas, e haja uma via aberta para os hospitais.

“Deixar ficar pessoas positivas nos lares de idosos sem se reforçarem os recursos de saúde não é digno e é preciso dizê-lo”, afirmou Manuel Lemos.

O presidente da UMP disse que defende, há muitos anos, a necessidade de mudar a situação dos lares, mas o Estado “não tem tido condições de fazer alterações significativas, à semelhança do que se fez em França, por exemplo, na forma de acolher os idosos”.

“Deixar as pessoas num lar sem profissionais de saúde é uma situação anómala que tem de ser resolvida muito rapidamente, as misericórdias, as instituições sociais nenhuma tem condições para cuidar dos seus idosos” doentes, afirmou.

Faltam condições para prestar assistência médica e até estruturas adequadas para respeitar o distanciamento social, sublinhou, referindo que a lei determina que nos lares devem existir apenas 25% de quartos individuais, sendo os restantes duplos ou triplos.

Por lei, disse, os lares não têm capacidade para funcionar como unidades de saúde, uma vez que está determinado que têm um enfermeiro para 40 utentes, o que considerou insuficiente para tratar pessoas doentes.

Manuel Lemos defendeu também que, neste momento, deviam estar a ser feitos “testes em massa” para “dar tranquilidade às pessoas e aos profissionais” e em caso de testes positivos deviam estar a ser distribuídos “EPI em massa”, referindo-se aos equipamentos de proteção individual.

Sobre a entrega de EPI, disse que as instituições andam há um mês a ouvir o Governo dizer que “é para amanhã”, mas que “não há meio de avançar”.

Sem precisar, referiu que “há muitíssimos” lares em que não foi feito qualquer teste e que naqueles em que se realizaram isso aconteceu sobretudo devido à ação das autarquias.

As orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), hoje emitidas, que limitam a admissão de novos utentes nos lares à submissão prévia a um teste de despiste merecem o acordo de Manuel Lemos, que deixa, no entanto, o alerta de sempre: “É preciso é que os testes cheguem às instituições”.

Sobre a nomeação de cinco secretários de Estado para coordenar a resposta à pandemia, Manuel Lemos disse esperar que sirva para “racionalizar um bocadinho esta intervenção”, com efeitos na distribuição de EPI.

O presidente da UMP manifestou ainda a disponibilidade do setor social para trabalhar com o Estado e lembrou que os hospitais das misericórdias podem ajudar a aliviar o Serviço Nacional de Saúde, acolhendo doentes de outras patologias.

A pandemia de covid-19 provocou já 345 mortos em Portugal, onde a DGS confirmou 12.442 casos de infeção desde o início de março.

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

Portugal está em estado de emergência desde 19 de março, e até 17 de abril, depois de o prazo constitucional de 15 dias para esta situação ter sido prolongado na quinta-feira.

A nível mundial, a pandemia de covid-19 fez já mais de 80 mil mortos e infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas.

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Nasceram primeiras crias de lince ibérico de 2020

Em Silves

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Foto: DR / Arquivo

As duas primeiras crias de lince ibérico de 2020 nasceram na segunda-feira, no Centro Nacional de Reprodução de Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, foi hoje anunciado.

Segundo uma nota do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a lince fêmea Jabaluna teve três crias, duas delas “aparentemente saudáveis” e uma terceira que “acabaria por não vingar após o parto”.

Este é o primeiro parto deste ano e o terceiro da lince fêmea Jabaluna, com oito anos de idade e que chegou ao CNRLI proveniente do Centro de Cría El Acebuche, em Doñana, Espanha.

Jabaluna teve duas gestações anteriores no CNRLI, tendo gerado, no total, sete crias, das quais apenas três sobreviveram.

As duas novas crias resultam “do seu emparelhamento com o macho Hermes”, que nasceu no Centro de Cría de La Olivilla, em Jaén, Espanha, e já foi pai de três ninhadas no CNRLI, das quais sobreviveram sete crias, tendo quatro sido reintroduzidas na natureza.

O CNRLI adianta que se aguardam “para os próximos dias os partos de Fresa, Juncia e Juromenha”, três outras linces fêmeas.

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Pandemia “não é razão para perdoar penas e soltar delinquentes”

Covid-19

em

Foto: Arquivo

O presidente do PSD defendeu hoje que a pandemia de covid-19 “não é razão para perdoar penas e soltar delinquentes”, admitindo apenas que os mais velhos e com doenças possam beneficiar de prisão domiciliária durante a crise sanitária.

A posição de Rui Rio foi expressa numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter na véspera de ser votada na Assembleia da República a proposta de lei do Governo que prevê medidas excecionais para os presos.

“O Covid-19 não é razão para perdoar penas e soltar delinquentes. Ele justifica que vão para prisão domiciliária os que têm mais de 60 anos e os que têm patologias de risco. Ultrapassado o risco, devem regressar aonde estavam para cumprir o tempo que faltar. É isto que eu defendo”, escreve o líder social-democrata.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente do PSD André Coelho Lima já tinha afirmado que o partido recusa o perdão de penas, admitindo a passagem a prisão domiciliária de reclusos que estejam particularmente vulneráveis à covid-19, medidas que os sociais-democratas apresentarão como alterações à proposta de lei do Governo.

O dirigente social-democrata argumenta que “não deve a dimensão legislativa imiscuir-se na dimensão judicial”: “No estado de direito, para funcionar bem, há penas determinadas pelos tribunais que devem ser cumpridas, só excecionamos aquilo que se justifica em termos de saúde pública e de preocupação humanista”.

A proposta de lei do Governo, que é discutida na quarta-feira na Assembleia da República, estabelece um perdão parcial de penas de prisão para crimes menos graves, um regime especial de indulto das penas, um regime extraordinário de licença de saída administrativa de reclusos e a antecipação extraordinária da colocação em liberdade condicional.

O Governo apresentou esta proposta de lei que “estabelece um regime excecional de flexibilização da execução das penas e das medidas de graça, no âmbito da pandemia covid-19” ao abrigo do decreto do Presidente da República que renovou o estado de emergência em Portugal, que inclui uma norma específica sobre esta matéria, admitindo que sejam tomadas medidas excecionais e urgentes de proteção dos reclusos e de quem exerce funções nas prisões.

“Aquilo que o PSD aceita absolutamente é tudo o que excecione as pessoas que estão dentro do grupo de risco relativamente à covid-19, cuja permanência nas prisões portuguesas os coloca a si próprios em risco como a restante população prisional em risco”, defendeu André Coelho Lima.

O PSD concentra assim, o “edifício central” de uma resposta legislativa à situação das prisões perante a covid-10 à “retirada dos estabelecimentos prisionais dos prisioneiros que estejam nos grupos de risco, ou seja, com mais de 60 anos, pessoas com patologias que as tornam mais vulneráveis, e ainda grávidas e mães com filhos a seu cargo até três anos de idade, todos deverão sair dos estabelecimentos de imediato”, com uma “substituição de pena de prisão efetiva por prisão domiciliária”.

Coelho Lima sustenta ainda que a Assembleia da República não deve imiscuir-se nos critérios do indulto presidencial, sublinhando que é uma “competência própria do Presidente da República”, admitindo somente desbloquear as balizas temporais previstas no regime do indulto, segundo as quais deve ser concedido a 21 de dezembro.

Na semana passada, o primeiro-ministro defendeu que a proposta do Governo “visa proteger quem está privado de liberdade da pandemia de covid-19, mas também todos aqueles – técnicos de reinserção ou guardas prisionais ou outros funcionários – que trabalham em estabelecimentos prisionais”.

Segundo António Costa, o Governo prevê nesse diploma “um perdão parcial de penas de prisão até dois anos, ou dos últimos dois anos de penas de prisão, não se aplicando a medida a quem tenha cometido crimes particularmente hediondos, como homicídio, violações, crimes de violência doméstica ou abusos de menores”.

“Também não se aplica a crimes cometidos por titulares de cargos políticos, elementos de forças de segurança ou das Forças Armadas, por magistrados ou outras pessoas com especiais funções de responsabilidade”, adiantou na altura do chefe do executivo.

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