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Só quatro concelhos do Minho não perdem mais de 20% da água canalizada

ERSAR

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Foto: Ilustrativa / DR

Entre um conjunto de 24 concelhos, do distrito de Viana do Castelo e Braga, só quatro conseguem ter uma avaliação “boa”, pela Entidade Reguladora do Setor das Águas e Resíduos (ERSE), no indicador percentagem de água não faturada. Isto de acordo com o “Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal”, de 2019, publicado pela entidade reguladora.

Os concelhos que conseguem esta avaliação positiva, têm uma percentagem de água não faturada abaixo dos 20%. É o caso de Braga (13,8%), Barcelos (16,8%), Fafe (14) e Viana do Castelo (18,5%).

No concelho de Cabeceiras, 74,3% da água captada, tratada, armazenada e distribuída não é faturada. Este é o caso em que a diferença entre a água captada é maior, entre os concelhos minhotos, mas são poucos os que ficam bem nesta análise.

Há dois concelhos numa posição intermédia, que a ERSE classifica como “mediana”, são concelhos que não conseguem faturar entre 20 e 30% da água que entra nas suas redes de abastecimento. Estão nesta situação Esposende, que não fatura 26,7% da água capta e trata e Vieira do Minho que não cobra aos seus munícipes 27,8% da água que coloca na sua rede.

A maioria dos concelhos do Minho tem uma avaliação “insatisfatória”

Todos os outros concelhos abrangidos por esta análise têm uma avaliação “insatisfatória” por parte do regulador, quanto a este indicador. Entre este grande grupo dos piores, podem distinguir-se três grupos, em função da percentagem de água não cobrada.

No grupo dos concelhos que não conseguem cobrar até 40% da água captada estão: Guimarães (36,6%), Caminha (38,1%) e Amares (38,9%).

Entre os 40 e os 50% de água não faturada, há um conjunto de nove concelhos: Famalicão (40,7%), Valença (40,9%), Arcos de Valdevez (41,4%), Vizela (42,2%), Ponte da Barca (42,3%), Melgaço (42,5%), Paredes de Coura (42,8%), Monção (45%) e Celorico de Basto (49,8%).

Com mais de metade da água que é colocada na rede a não ser faturada estão: Felgueiras (54,7%), Ponte de Lima (58%), Vieira do Minho (58,2%), Cerveira (60%), Terras de Bouro (63,3%) e Cabeceiras de Basto (74,3%).

A nível nacional perde-se 30% da água

No total nacional a água não faturada atinge 238,9 milhões de metros cúbicos, o que representa 29,4 % do total de água que entrou nos sistemas.

A existência de água que não é faturada deve-se a perdas por fugas ou roturas, consumo não autorizado e consumo autorizado, mas não medido. Esta água não faturada depois de ter sido captada e tratada, implica um custo para as operadoras que naturalmente têm de o refletir nos consumidores, ou de o acomodar de alguma outra forma. 

Além da questão económica inerente à não faturação da água que é colocada na rede, há também uma questão ambiental, já que água é, cada vez mais, um recurso escasso.

Segundo a Associação Zero, apenas 3% da água no nosso planeta é doce e a maioria encontra-se retida nas calotas polares e glaciares, restando apenas cerca de 0,7% acessível para as várias atividades humanas.

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