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Alto Minho

Ponte da Barca não tem dinheiro para pagar quotas e não vota nas eleições para o Turismo do Porto e Norte

Câmara deve cinco anos de quotas que têm um valor anual de 1500 euros

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Ponte da Barca apontou hoje a “fragilidade económica” da autarquia, para justificar a falta de pagamento de quotas anuais à Turismo do Porto e Norte, que exclui o município das eleições de dia 18.

“Lamentavelmente, gostaria de ter as quotas pagas à Turismo do Porto e Norte, como gostaria de ter as quotas aos fornecedores, às associações do concelho e ter em dia os protocolos assumidos com os presidentes de junta de freguesia, mas não é essa a realidade. Isto é um reflexo da nossa fragilidade económica”, afirmou Augusto Marinho.

Ponte da Barca está entre os nove municípios do Norte excluídos das eleições da Turismo do Porto e Norte (TPNP) por quotas por pagar.

O autarca social-democrata, que respondia à interpelação de um munícipe, feita no período antes da ordem do dia da primeira reunião ordinária do executivo municipal de 2019, disse que “se o município tivesse uma situação financeira melhor, as quotas estariam pagas”.

“A nossa situação financeira é muito delicada e tivemos que fazer opções, pagar o que era urgente. Privilegiámos o pagamento a fornecedores, às nossas associações e às juntas de freguesia com protocolos em atraso”, sustentou.

Augusto Marinho adiantou que “as quotas estão atraso entre 2014 a 2018 e que, esta semana, a autarquia recebeu daquela entidade regional um pedido de pagamento das quotas do ano passado”.

Explicou que, além daquele pedido, o município recebeu “outros dois, um em 2016 e outro em 2017”, e referiu, em resposta à bancada do PS no executivo, que “a Câmara de Ponte da Barca não recebeu nenhuma comunicação que ia perder capacidade de votação”, por ter as quotas em atraso.

A bancada socialista na Câmara de Ponte da Braça, pela voz do vereador Pedro Sousa Lobo, lamentou que “a dívida do município sirva de justificação para tudo”, realçando que “o valor da quota a anual à Turismo do Porto e Norte orça em 1.500 euros”.

“Faz aqui um alarme como se fosse uma verba significativa”, disse.

A falta de pagamento de quotas anuais eliminou nove dos 86 municípios do Norte do caderno eleitoral e, por isso, não podem participar nas eleições da Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Em entrevista telefónica à agência Lusa, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da mesa da Assembleia Geral da Turismo do Porto e Norte de Portugal (AG/TPNP), explicou que alguns municípios não estão incluídos no caderno eleitoral para as próximas eleições antecipadas da TPNP, marcadas para 18 de janeiro, porque “estavam em falta com pagamento de quotas”.

“A mim compete-me aplicar o regulamento eleitoral dos estatutos da TPNP e há municípios que estão em dívida e tinham de ter pago até 30 dias antes da marcação das eleições”, explicou Vítor Rodrigues, lamentando que os autarcas estejam agora surpreendidos.

Os municípios excluídos do caderno eleitoral são os de Boticas, Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Celorico de Basto, São João da Pesqueira, Penafiel, Ponte da Barca, Vila Flor e Murça, segundo apurou a Lusa junto de fontes da TPNP e dos próprios autarcas envolvidos.

Das mais de 130 entidades privadas que são membros da TPNP, apenas 39 estão incluídas no caderno eleitoral.

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Alto Minho

Adega de Ponte da Barca planeia investir cinco milhões em novas instalações

Projeto.

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Foto: DR/Arquivo

A Adega Cooperativa de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez planeia construir novas instalações a um quilómetro das atuais e calcula que o investimento necessário ronde os cinco milhões de euros.

“O nosso objetivo é fazer lá, na nova adega, os vinhos da vindima de 2021”, disse à agência Lusa o diretor de Marketing da organização, Bruno Almeida, explicando que “atual linha de engarrafamento e rotulagem não consegue satisfazer as encomendas recebidas”.

O mesmo responsável adiantou que “está a ser feito nesta altura o estudo de viabilidade económica”, admitindo que em maio haverá novidades sobre o projeto.

A nova adega ficará num terreno situado em Vila Nova de Muía, incluirá ainda “uma forte vertente de enoturismo”, algo hoje inexistente, e “parte da sua construção será financiada por fundos comunitários”.

Com perto de mil associados, a Adega de Ponte da Barca exportou “cerca de 45 por cento da sua produção em 2018 para 30 países e entre os principais mercados externos contam-se os Estados Unidos, o Brasil, o Equador, a Polónia e a Rússia.

“O crescimento médio anual das exportações nos últimos cinco anos foi de 12 por cento”, destacou Bruno Almeida, referindo que o objetivo passa por “crescer a esse ritmo até 2022”.

O diretor disse ainda que esta adega cooperativa aposta forte “em mercados novos”, preparando-se para entrar no Peru, México e Vietname, e registou “um crescimento abaixo dos cinco por cento a nível interno”.

A empresa vendeu três milhões de garrafas e faturou 4,5 milhões de euros em 2018, prevendo para este ano receitas de “5,1 milhões de euros”.

Constituída em 1963, a Adega de Ponta da Barca iniciou a sua atividade em 1968 e celebrou os seus 50 anos com a apresentação pública da nova identidade corporativa e o lançamento de um vinho da casta loureiro, em homenagem aos seus associados.

Bruno Almeida, ex-quadro da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), salientou que a instituição quis aproveitar celebração do seu cinquentenário para “fazer uma viragem”, na expectativa de assim “aumentar a notoriedade da sua marca”.

“Era importante criar uma imagem coerente com a qualidade dos vinhos que a instituição produz”, vincou.

O vinho comemorativo chegará ao mercado “dentro dois meses” e será o primeiro com a nova imagem corporativa, inspirada na ponte local sobre o rio Lima construída no século XIV.

Um dos pontos altos da cerimónia comemorativa dos 50 anos da Adega de Ponta da Barca foi a homenagem prestada aos “quatro associados que entregam as suas uvas há mais de 50 anos” à Adega de Ponte da Barca.

Na ocasião, o presidente o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, considerou que “o sector cooperativo é hoje mais necessário do que nunca, para valorizar os produtores e a agricultura” e elogiou a “visão estratégica desta adega, que é rara no sector”.

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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez investe 100 mil euros na reabilitação de zonas ribeirinhas

Áreas afetadas por incêndios

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Foto: CM Arcos de Valdevez

A Câmara de Arcos de Valdevez investiu 100 mil euros na reabilitação e requalificação das margens do rio Vez, afetadas pelos incêndios ocorridos em 2017 e 2018, informou hoje a autarquia do distrito de Viana do Castelo.

Os trabalhos de limpeza e reabilitação incidiram nas zonas ribeirinhas “desde o Poço das Caldeiras, em Loureda, até ao Lugar da Igreja, em Sistelo, à bacia hidrográfica do rio Vez, com intervenções de bioengenharia ao longo deste troço do rio Vez e de pequenas linhas de água que nele desaguam, bem como realizadas operações de manutenção e reforço da galeria ripícola”.

“A prioridade foi intervir nas linhas de água que atravessam áreas ardidas, procurando desta forma minimizar o arrastamento de cinzas e matéria orgânica, evitando o assoreamento do rio Vez e a contaminação das suas águas”, sustentou o município.

Segundo a Câmara de Arcos de Valdevez, os 100 mil euros foram investidos “na construção de barreiras naturais, designadamente micro açudes, filtros de palha, bio rolos, faxinas vivas e entrelaçados, aproveitando material resultante da retirada de material vegetativo seco e das podas de arejamento realizadas ao longo do rio Vez”.

“A galeria ripícola foi ainda reforçada com plantação de espécies ribeirinhas e de estacaria de salgueiro”, especificou.

A empreitada, financiada pela Agência Portuguesa de Ambiente (APA), “contou com a colaboração dos proprietários com terrenos confinantes com as linhas de água intervencionadas”.

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Alto Minho

Vila Nova de Cerveira investe 400 mil euros na requalificação do espaço público

Trabalhos devem começar em Abril

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Foto: CM Cerveira

A Câmara de Vila Nova de Cerveira vai investir cerca de 400 mil euros na requalificação do espaço público da zona nascente da vila, numa área “muito movimentada” daquele concelho do Alto Minho, informou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado, o município adiantou que os trabalhos deverão começar em abril, sendo que “a obra irá decorrer em três fases, de forma a minimizar o impacto no dia a dia das pessoas”.

O prazo de execução é de “cinco meses, com suspensão prevista para os meses de julho e agosto”.

Segundo dados daquela autarquia do distrito de Viana do Castelo, desde 2014 já foram investidos em reabilitação urbana do espaço público cerca de 1,5 milhões de euros.

A operação agora anunciada integra o projeto “Requalificação do Espaço Público Envolvente ao Bairro da Calçada, à Urbanização de Cerveira e ao Centro Escolar de Cerveira”, candidatado ao programa Norte 2020 para a Reabilitação Urbana.

O custo total da intervenção é de 382 mil euros, com uma comparticipação FEDER de 265 mil euros.

O município liderado pelo independente Fernando Nogueira justificou a empreitada com “o avançado grau de deterioração e desorganização do espaço público envolvente ao bairro da Calçada, à urbanização de Cerveira e ao centro escolar”.

“Em causa está uma zona de grande afluxo diário por integrar distintos estabelecimentos de comércio/serviços, edifícios multifamiliares e um elevado número de habitações com data de construção anterior a 1980. Desde a sua origem, aquela área não sofreu qualquer intervenção, encontrando-se atualmente em avançado estado de degradação ao nível da qualidade ambiental e das acessibilidades”, sustentou.

O objetivo da obra “é organizar todo o espaço, conferindo-lhe o máximo de funcionalidade, sem comprometer o seu enquadramento e equilíbrio entre a parte edificada e a envolvente natural”.

Pretende-se ainda dotar aquela zona da vila de “todas as infraestruturas necessárias ao seu correto e eficiente funcionamento, nomeadamente abastecimento de água, rede de drenagem de águas residuais domésticas, rede de drenagem de águas residuais pluviais, rede de segurança contra incêndios, rede de rega, rede de iluminação pública, rede viária, requalificação ambiental e acessibilidades”.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, citado naquela nota, destacou que a obra vai garantir “melhorias significativas ao nível da mobilidade, conforto e segurança, quer para peões quer para automobilistas”.

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