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Braga

Situação das contas penhoradas da Câmara de Braga em vias de resolução

Autarca revelou que irá ser feito um referendo local para decidir venda do Estádio Municipal

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

As contas da Câmara de Braga estão “neste momento” penhoradas pelo consórcio que construiu o estádio municipal, mas o presidente da autarquia garantiu hoje que estão criadas “todas as condições” para resolver “num futuro próximo” a questão.

Em conferência de imprensa, depois da reunião do executivo, Ricardo Rio deu conta da penhora das contas da autarquia pelo consórcio que construiu o estádio municipal, constituído por nove empresas e liderado pela Soares da Costa, para garantir o pagamento de cerca de quatro milhões de euros por obras a mais, resultante de uma sentença judicial transitada em julgado.

Venda do Estádio Municipal de Braga vai a referendo

O autarca admitiu que foi com “surpresa” que viu as contas da autarquia penhoradas, uma vez que decorria um processo de negociação para o pagamento faseado da dívida, e admitiu que a situação criou “alguns constrangimentos” à autarquia, minimizados pelo facto de a penhora não ter “apanhado o ciclo de pagamentos” da câmara.

“A nossa convicção é que a situação ficará resolvida num futuro muito próximo”, afirmou o autarca, explicando que foi aprovada uma “operação financeira” que vai permitir ao consórcio receber “todo o valor da dívida” e à autarquia pagar de forma faseada aquele valor, mas, salientou, as empresas terão de aceitar aquela solução.

“Seria esquizofrénico que os membros do consórcio não aceitassem a operação montada e já aprovada”, disse.

Questionado por que é que a autarquia não agiu antes da penhora das contas, Rio explicou que “em circunstância alguma se trata de a câmara estar a tentar aligeirar as suas responsabilidades” no processo.

“Achamos que nunca poderíamos chegar a um acordo sobre uma matéria em que consideramos ter razão, que os nossos serviços jurídicos nos dão essa razão, daí termos esperado pelo final do processo [que terminou com o transito em julgado da ação no início de fevereiro]”, sustentou.

Sobre se a penhora podia ter sido evitada, o autarca apontou que foi com “surpresa” que recebeu a notícia de que as contas da câmara estavam penhoradas.

“Fiquei surpreendido porque estávamos em negociações com o consórcio para a montagem da operação financeira agora aprovada”, disse.

O estádio municipal de Braga, conhecido como “A Pedreira”, foi construído para o Euro2004, no mandato de Mesquita Machado (PS), com um orçamento estimado para a obra de 65 milhões de euros, sendo que a fatura já vai em 165 milhões de euros, podendo ainda aumentar.

A fatura, disse Ricardo Rio, “pode mesmo chegar aos 180 milhões de euros”.

“Além desta ação de quatro milhões de euros, há uma segunda a correr no valor de 10 milhões, em que a câmara já foi condenada ao pagamento em duas instâncias, e há ainda uma outra ação do arquiteto da obra, Souto Moura, que exige o pagamento de mais cerca de quatro milhões de euros”, enumerou o autarca.

Ricardo Rio voltou, por isso, a referir a alienação do estádio com forma de a autarquia não ter de fazer ainda face aos custos de manutenção do equipamento.

“Queremos concretizar a venda do estádio para fazer face a todos os encargos e ainda reabilitar o Estádio 1.º de Maio”, referiu.

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Barcelos

CEO da F3M eleito Presidente do Conselho Geral do Politécnico do Cávado e do Ave

F3M, com sede em Braga, é uma das maiores empresas portuguesas especializadas em tecnologias de informação

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Foto: Divulgação / IPCA

Pedro Tinoco Fraga, CEO da F3M Information Systems, S.A. foi eleito, esta terça-feira, por unanimidade, presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).

Em comunicado, o Politécnico, com sede em Barcelos, explica que “o presidente eleito tem desenvolvido atividades no âmbito do associativismo empresarial, integrando vários órgãos de entidades empresariais e do sistema universitário. Fruto do reconhecimento do seu trabalho em prol do crescimento económico na região, Pedro Fraga foi em 2018 agraciado com a medalha de Mérito Empresarial da cidade de Braga”.

“No que depender deste Conselho, tudo vamos fazer para que o IPCA continue a fazer história como tem vindo fazer e fez com o antigo presidente”, disse Pedro Fraga, após ter sido eleito, agradecendo o trabalho do seu antecessor, e endereçando as suas primeiras palavras à presidente do IPCA, Maria José Fernandes.

Segundo aquela nota, a Maria José Fernandes ficou agradada com a eleição do novo presidente do Conselho Geral referindo que “o IPCA ficaria bem representado com qualquer um dos membros externos. Foi eleito o Pedro Fraga, o que muito nos honra pelas qualidades ímpares que demonstra a sua atuação no tecido empresarial da região, a quem felicito e desejo um bom trabalho agora enquanto presidente deste órgão estratégico do IPCA”.

Para além do presidente eleito, integram ainda o Conselho Geral do IPCA as seguintes personalidades externas: Filomena Moreira, vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Contabilistas Certificados; Jorge Saleiro, diretor do Agrupamento de Escolas de Barcelos; Jorge Silva, CEO da Osit Group (Prozis); Maria do Rosário Azevedo, diretora executiva da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave; Nuno Mangas, presidente do IAPMEI e Ricardo Costa, CEO do Grupo Bernardo da Costa e da BC Segurança.

No decorrer da reunião de hoje foi ainda eleito o secretário do Conselho Geral do IPCA, Vítor Carvalho, diretor da Escola Superior de Tecnologia.

A tomada de posse dos membros internos do Conselho Geral, representantes dos professores e dos investigadores; do representante do pessoal não docente e dos representantes dos estudantes, realizou-se no dia 19 de dezembro de 2018.

A esta data, 19 fevereiro, o Conselho Geral do IPCA entra em plenitude das suas funções.

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Braga

Trabalhadores de call center em greve entoam cânticos em Braga

Durante esta terça-feira

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Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Dezenas de trabalhadores de call center em greve durante esta terça-feira, entoam cânticos de protesto, junto ao edifício da Estação Ferroviária de Braga, onde funciona a empresa Concentrix, protestando contra as condições de trabalho.

A greve, que foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Call Center, está “contra a transferência arbitrária de trabalhadores entre linhas”, denunciando o caso atual de 25 trabalhadores deslocados de linhas “como se de peças num tabuleiro se tratassem”.

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Foto: Joaquim Gomes/O MINHO

Com a palavra de ordem “não somos números, somos gente, só queremos respeito”, estes trabalhadores estão concentrados desde manhã cedo à porta da Estação da CP de Braga, onde se irão manter até ao princípio da noite desta terça-feira, prometendo que “nós não deixaremos ninguém para trás”.

Sobre as razões do descontentamento referido, Nuno Geraldes apontou “vários fatores”: “Há trabalhadores com salários em atraso, com prémios em atraso, as regras internas do edifício não são cumpridas, por exemplo, não deixam os sindicalistas entrar para fazer a sua função, ligam aos fins de semana a mudar escalas, há perseguições e abusos de vários tipos”, enumerou.

Segundo explicou, o que levou os trabalhadores a optarem pela greve “foi a transferência arbitrária de 25 trabalhadores e a forma” como foi feita.

“Digamos que esta transferência foi a gota de água num local já de si cheio de problemas e irregularidades, tendo a greve sido aprovada por unanimidade em duas assembleias feitas com os trabalhadores”, apontou.

Os trabalhadores vão estar concentrados em frente ao edifício do ‘call center’ da Concetrix, na Rua da Estação, até às 13:00.

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Braga

Grupo espanca homem com deficiência mental em Vieira do Minho

Vítima já teve alta

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Foto: O Minho/Arquivo

Um homem de 41 anos foi espancado no último domingo durante a Feira do Fumeiro que decorreu em Vieira do Minho. A vítima teve que ser encaminhada ao hospital, mas já teve alta médica e não quer formalizar queixa.

A vítima, que sofre de deficiência mental, segundo o “Correio da Manhã”, terá ajudado uma criança que estava a chorar no chão. Quando o pai da menina se apercebeu do que estava a acontecer, empurrou-o com violência.

O homem foi atirado ao chão, e outros três familiares do pai, aproximaram-se e continuaram a agressão até ficar inanimado.

A Cruz Vermelha de Rio Caldo, Terras de Bouro, esteve no local.

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