Seguir o O MINHO

País

Sindicatos esperam hoje milhares de professores na rua para celebrar a profissão

Dia Mundial do Professor

em

Foto: Divulgação/Fenprof (Arquivo)

Os sindicatos esperam milhares de professores a descer a Avenida da Liberdade até ao Rossio, em Lisboa, numa manifestação que vai terminar sem discursos e que pretende ser uma celebração do dia Mundial do Professor.


A data coincide com o dia de reflexão para as eleições legislativas que decorrem no domingo, 06 de outubro, e leva a organização do desfile a estar mais atenta a cartazes e palavras de ordem que possam ser ditos e exibidos durante o percurso, mas não mais do que isso, até porque, como frisaram os dirigentes sindicais, as manifestações de professores não são habitualmente palco de campanha eleitoral ou apelo direto ao voto em candidatos.

A concentração está marcada para as 14:30, no Marquês de Pombal, de onde os professores seguem até ao Rossio, descendo a Avenida da Liberdade e passando pelos Restauradores.

No final não haverá discursos, apenas breves saudações aos professores dirigidas, nomeadamente, pelos dois secretários-gerais das duas federações de professores, Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação (FNE).

Sob o lema do rejuvenescimento e valorização da profissão docente, os sindicatos aproveitam o momento para marcar algumas das suas principais reivindicações que farão parte do caderno reivindicativo a apresentar ao próximo Governo, como um regime especial de aposentação, a revisão dos horários de trabalho, o combate à precariedade ou a recuperação integral do tempo de serviço congelado, um tema que as estruturas sindicais não dão por encerrado, apesar da votação de maio no parlamento, que negou a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias exigidos pelos professores.

A manifestação é convocada não só pelas duas federações de professores, mas também por outros oito sindicatos mais pequenos.

Anúncio

País

Complemento a trabalhadores em ‘lay-off’ vai chegar a 470 mil pessoas

Covid-19

em

Ana Mendes Godinho. Foto: Twitter

O complemento de estabilização, que vai ser pago este mês aos trabalhadores que estão em ‘lay-off’, vai chegar a cerca de 470 mil pessoas, disse hoje a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho.

Ana Mendes Godinho que está a ser ouvida na Comissão de Trabalho e Segurança Social precisou que este apoio, dirigido a quem tem um salário superior a 635 euros e até 1.270 euros, será pago no final de julho.

“O complemento de estabilização, previsto no Programa de Estabilização Económica e Social, a quem esteve em ‘lay-off’, será pago no final de julho e [tem] previsão de chegar a cerca de 470 mil trabalhadores”, precisou Ana Mendes Godinho.

Este complemento dirige-se às pessoas abrangidas quer pelo ‘lay-off’ simplificado quer pelo ‘lay-off’ normal (do Código do Trabalho).

Estes trabalhadores terão, assim, direito a receber, em julho, um complemento de estabilização que varia entre 100 euros e 351 euros e é dirigido a quem tem um salário superior a 635 euros e até 1.270 euros.

Fazendo um balanço dos três primeiros meses de medidas excecionais de resposta ao impacto da pandemia de covid-19, a ministra reafirmou que o objetivo foi apoiar a manutenção do emprego e garantir apoio social às pessoas mais vulneráveis.

Continuar a ler

País

Banco de Portugal “deve voltar a ser uma instituição de referência”, diz Centeno

Economia

em

Mário Centeno. Foto: DR / Arquivo

Mário Centeno disse hoje, no parlamento, que o Banco de Portugal deve voltar a ser uma instituição de referência e não se pode fechar numa torre de marfim, nem caracterizar a sua ação “pelo antagonismo ou isolacionismo”.

“Conheço bem o Banco de Portugal. O Banco de Portugal deve voltar a ser uma instituição de referência em Portugal e na Europa, já que congrega muitos dos melhores técnicos formados nas universidades portuguesas. O Banco de Portugal tem de se tornar sinónimo de ação para enfrentar os inúmeros desafios, mas não o deve enfrentar numa torre de marfim, mas com a sociedade”, disse o ex-ministro das Finanças na sua intervenção inicial na comissão de orçamento e finanças, onde está a ser ouvido no âmbito da sua indigitação para governador do Banco de Portugal.

O ex-ministro das Finanças do atual Governo, que saiu do executivo no início de junho, considerou ainda que o Banco de Portugal tem de exercer a sua ação em complementaridade com as outras instituições da República e em relação com a sociedade, não em antagonismo.

“O papel do Banco de Portugal não se pode caracterizar pelo antagonismo nem pelo isolacionismo, mas antes pela complementaridade com o Governo, os restantes supervisores financeiros e com a comunidade científica, enfim, com a sociedade”, afirmou.

Em 25 de junho, o Governo comunicou ao presidente da Assembleia da República a proposta de nomear o ex-ministro das Finanças Mário Centeno para o cargo de governador do Banco de Portugal.

A escolha de Centeno foi polémica, pelo facto de este responsável passar quase diretamente do Ministério das Finanças (onde foi ministro até junho) para o Banco de Portugal e, em 09 de junho, foi sido mesmo aprovado no parlamento, na generalidade, um projeto do PAN que estabelecia um período de nojo de cinco anos entre o exercício de funções governativas na área das Finanças e o desempenho do cargo de governador.

Contudo, em 17 de junho a esquerda parlamentar (PCP e BE, sendo já sabido que PS era contra) demarcou-se da intenção do PAN de estabelecer esse período de nojo e, em 25 de junho, o parlamento suspendeu por quatro semanas a apreciação na especialidade do projeto do PAN até chegar o parecer pedido ao Banco Central Europeu (BCE), no mesmo dia em que o executivo comunicou oficialmente a sua escolha.

Mário Centeno nasceu no Algarve em 1966 e licenciou-se em economia no ISEG, em Lisboa (onde chegou a professor catedrático). Depois de regressar de Harvard com um doutoramento, em 2000, ingressou no Banco de Portugal, no qual foi economista, diretor-adjunto do Departamento de Estudos Económicos e consultor da administração.

Entre novembro de 2015 e junho de 2020 foi ministro das Finanças dos dois Governos PS liderados por António Costa. Foi eleito presidente do Eurogrupo, o grupo de ministros das Finanças da zona euro, e levou as contas públicas portuguesas ao primeiro saldo positivo em democracia, mais concretamente desde o ano de 1973.

Contudo, o seu percurso também foi feito de polémicas (em 2017, o caso das trocas de SMS com o gestor António Domingues, da Caixa Geral de Depósitos, o que originou uma comissão parlamentar de inquérito, e mais recentemente com o primeiro-ministro sobre a injeção de capital no Novo Banco) e a sua saída foi criticada por quadrantes políticos que o acusaram de abandonar o barco no meio da tempestade provocada pela covid-19.

Quanto ao atual governador, Carlos Costa termina hoje (08 de julho) formalmente o segundo mandato no Banco de Portugal (onde está há 10 anos), mas irá manter-se em funções até à tomada de posse do sucessor.

Continuar a ler

País

Mais quatro casos positivos determinam encerramento da Câmara de Paços de Ferreira

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Paços de Ferreira anunciou hoje que foram detetados mais quatro casos de covid-19 entre colaboradores da autarquia, o que levou a autoridade de saúde a encerrar ao público os Paços do Concelho.

Os quatro infetados com o novo coronavírus resultam dos testes realizados, na terça-feira, a todos os funcionários, depois de naquele dia ter sido conhecido um caso positivo num colaborador do município do distrito do Porto.

“A partir desta quarta-feira feira, dia 08 de julho, a Câmara Municipal de Paços de Ferreira estará encerrada ao público”, informa a autarquia, em comunicado enviado à Lusa.

Neste momento, há cinco casos confirmados de covid-19 na autarquia, que acrescenta que são esperados para as próximas horas mais resultados aos testes efetuados.

“A Autoridade de Saúde Pública Local, em articulação com a Câmara Municipal, face à situação descrita, decidiu pelo encerramento temporário do edifício sede do município, encontrando-se todos os colaboradores em isolamento obrigatório”, acrescenta.

No comunicado, a autarquia especifica ainda que a Autoridade de Saúde Pública Local, em articulação com a Câmara Municipal, face à situação descrita, determinou que permaneçam em isolamento obrigatório todos os funcionários que foram testados positivos e em isolamento profilático os demais colaboradores.

“Apesar dos constrangimentos que esta situação naturalmente causará, a Câmara Municipal, os seus funcionários e todo o executivo, não deixarão de continuar a trabalhar, garantindo aos munícipes toda a ajuda e colaboração necessária, sobretudo num momento tão complexo e difícil que o concelho, o país e o mundo atravessam”, assinala-se no comunicado.

A Câmara de Paços de Ferreira continuará, durante os próximos dias, a emitir informações públicas sobre esta situação, sempre que se justificar.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 539 mil mortos e infetou mais de 11,69 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.629 pessoas das 44.416 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Continuar a ler

Populares