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Sindicatos da Administração Pública lamentam reunião após votação final do orçamento

Orçamento do Estado 2020

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Foto: Youtube

A Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) lamentou, esta sexta-feira, que o Governo tenha convocado os sindicatos para voltar a negociar aumentos salariais com data posterior à aprovação do Orçamento do Estado e diz que mantém greve.

“Não podemos aceitar que primeiro se aprove para depois corrigir. Estamos disponíveis para negociar, mas exigimos uma negociação séria”, disse o secretário-geral da Fesap, José Abraão, referindo que mantém, no entanto, a expectativa de que o Governo possa vir a realizar este processo antes de 06 de fevereiro, data da votação final global do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) no parlamento.

José Abraão falava, em declarações à agência Lusa, depois da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, ter afirmado, esta sexta-feira, no parlamento, em resposta à deputada do PSD, Carla Barros, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de OE2020, que o Governo convocou as estruturas sindicais da administração pública para voltar a negociar a proposta de os aumentos salariais para este ano, de 0,3%.

Na convocatória recebida pelos sindicatos, a que a Lusa teve acesso, o Governo convocou as estruturas sindicais da administração pública para negociar os salários no Estado no dia 10 de fevereiro para uma reunião de negociação coletiva e define dois pontos de discussão: salários e protocolo negocial – Quadro Estratégico para a Administração Pública (2020-2023).

José Abraão afirmou ter ficado “surpreendido” com a data escolhida pelo Governo para reunir com os sindicatos e com “a ausência de uma nova proposta”, depois de o executivo ter proposto aumentos “ofensivos” de 0,3% e que motivaram já a convocação de uma greve nacional para dia 31 de janeiro.

“Mantemos, e com maior determinação ainda, a greve de dia 31”, sublinhou o dirigente, referindo que o Estado está a dar “um mau sinal” e “um mau exemplo” ao país.

“Se não há nada a esconder, a negociação sindical terá de ser antes de fechar o Orçamento do Estado. Exigimos transparência, clareza e boa fé”, disse.

José Abraão lembra que, além dos aumentos salariais, será necessário corrigir as injustiças relacionadas com os assistentes técnicos, operacionais e superiores.

Recordou ainda que a Fesap, estrutura afeta à UGT, apresentou uma contraproposta onde baixou de 3,5% para 2,9% a sua proposta de aumentos salariais para 2020, com aumento do valor do subsídio de refeição e das ajudas de custo sobre a qual ainda não obteve qualquer resposta.

A Federação anunciou na terça-feira uma greve nacional para dia 31 contra a proposta de OE2020, que coincide com o dia da manifestação nacional marcada pela CGTP e a Frente Comum, e com a greve de professores convocada pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

A proposta do OE2020 foi aprovada em 10 de janeiro na generalidade (votos a favor dos deputados do PS, abstenções de BE, PCP, Verdes, PAN, Livre e três deputados do PSD da Madeira, e contra de PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal), estando agora a ser discutida na especialidade.

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País

FNAC já vende produtos em segunda mão, mais baratos e sustentáveis

Venda a retalho

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Foto: Divulgação

As lojas da cadeia FNAC passam a vender produtos em segunda-mão, de forma a “fomentar escolhas de consumo mais sustentáveis”, anunciou a empresa.

Através do serviço “FNAC Restart”, já é possível encontrar produtos recondicionados à venda. Desta forma, a insígnia pretende dar uma segunda vida a equipamentos usados, sempre com a garantia FNAC, “promovendo assim a economia circular e uma escolha ecológica consciente”, refere um comunicado enviado a O MINHO pela marca francesa

“O FNAC Restart surge na sequência do programa de retomas que a FNAC, no âmbito da sua política de responsabilidade social, iniciou em 2019 e que visa promover a retoma de artigos usados dos seus clientes, através da possibilidade de usá-los como meio de pagamento na compra de artigos novos”, diz.

“Estes equipamentos usados passam a ser considerados recondicionados após uma avaliação especializada realizada por técnicos certificados, que inclui limpeza, manutenção, testes rigorosos e de configuração”, assegura a marca.

“Durante o processo de avaliação são atribuídas ‘grades’ aos equipamentos que indicam de forma clara e transparente ao cliente que irá adquirir o equipamento recondicionado, se o mesmo está a ser vendido ‘Como Novo’, ou com ‘Ligeiros Sinais de Uso’ ou com ‘Sinais de uso evidente’”.

“Desta forma, todos estes artigos são devolvidos ao mercado com 12 meses de garantia na FNAC”, diz a retalhista.

“Os recondicionados são artigos que mais potenciamos a reutilização após um minucioso processo de avaliação com o objetivo de disponibilizá-los em bom estado a outros clientes”, sublinha Tiago Figueiroa, diretor de logística da FNAC Portugal

“Mas, acima de tudo, conseguimos oferecer alternativas de consumo aos nossos clientes, disponibilizando-lhes uma escolha mais sustentável e socialmente responsável, e é isto que faz o serviço FNAC Restart ser uma das apostas mais importante da FNAC para este início de ano”, finaliza.

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País

Marcelo disponível para condecorar Arménio Carlos

Ou a CGPT

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Foto: DR / Arquivo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou-se hoje disponível para condecorar o ex-secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, como propõe o primeiro-ministro, se este aceitar, ou a confederação sindical.

“Como é natural, eu sabia da proposta. Não ia saber pela comunicação social. Pareceu-me compreender que o condecorado ou eventual condecorado preferia uma homenagem coletiva. Tenho de apurar isso, só é possível apurar falando com ele em Portugal”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, num hotel no sul de Pangim, capital do estado de Goa.

O chefe de Estado, que hoje termina em Goa a sua visita de Estado à Índia, acrescentou: “Há dois caminhos possíveis. Um caminho é de facto aceitar a condecoração e aí eu condecorarei, como condecorei antigos líderes de confederações, por exemplo, patronais – o antigo líder da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP)”.

“Se se tratar de uma condecoração coletiva, também não há problema, porque ou já estavam condecoradas ou eu condecorei praticamente todas as confederações patronais e a outra confederação sindical. Falta a CGTP. É sempre possível condecorar a CGTP e não o antigo líder”, completou.

O Presidente da República reiterou que irá, antes de mais, apurar “se a proposta do primeiro-ministro é ou não viável de concretização”, o que “depende do agraciado”, e depois, “num segundo momento, quando e como, sendo caso disso, condecorar a CGTP”.

No sábado, dia em que Arménio Carlos cessou funções como secretário-geral da CGTP-IN, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que iria sugerir ao Presidente da República a sua condecoração “pelos serviços meritórios praticados nestas funções” e “como reconhecimento público da sua dedicação em defesa dos direitos do trabalho e dos trabalhadores”.

António Costa saudou também a sucessora de Arménio Carlos na liderança da CGTP-IN, Isabel Camarinha.

Também no sábado, Arménio Carlos disse ter sido “completamente surpreendido” pelo anúncio do primeiro-ministro e defendeu que “neste momento quem deve ser condecorado é a CGTP pelos seus 50 anos e pelo contributo que deu para a valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

“Não recebi nenhuma proposta, portanto, não comento propostas que não recebi”, referiu, acrescentando: “Creio que quem terá de apresentar uma proposta é o senhor Presidente da República e só me pronunciarei quando isso acontecer”.

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Decathlon reparte lucros com os colaboradores (em forma de ações da empresa)

Economia

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Foto: Divulgação

15% dos lucros da Decathlon Portugal alcançados em 2019 vão ser distribuídos pelos colaboradores da empresa, anunciou o diretor de recursos humanos, João Rodrigues.

Durante uma ação no Centro de Congressos de Lisboa, perante cerca de 750 colaboradores da cadeia de lojas de desporto e aventura, o diretor  explicou que “o objetivo desta partilha é que cada colaborador seja vencedor do valor criado em conjunto e, também, um incentivo à poupança”.

Também José Fonseca, diretor-geral da marca em Portugal, destacou o “empenho e a dedicação” dos funcionários da Decathlon Portugal.

Esta é, aliás, uma prática comum desde que abriram as primeiras lojas em território luso, em 2010. A nível internacional, ocorre há 25 anos.

A percentagem dada aos trabalhadores consiste na entrega de ações da empresa, tornando-os co-proprietários.

Explica a marca que esta é uma forma de se tornarem acionistas da empresa onde trabalha e de poder beneficiar da valorização das ações.

 

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