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Sindicato relembra trabalhador morto em Barcelos e pede reunião com Governo

Construção

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Foto cedida a O MINHO

O Sindicato da Construção de Portugal pediu uma reunião com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, para debater acidentes recentes no setor, apelando a que não se regresse ao cenário das décadas de 80 e 90.

Em comunicado, a estrutura sindical referiu que “as obras que estão anunciadas pelo Governo só poderão ser feitas se as leis instituídas forem materializadas no terreno”, alertando para que “o que aconteceu numa obra em Almada onde perderam a vida dois trabalhadores e numa obra da Câmara de Barcelos onde um trabalhador ficou soterrado”.

Apesar da afirmação do sindicato, a obra era da responsabilidade da Águas de Barcelos, concessionária do abastecimento de água e saneamento – uma empresa privada.

“As grandes e importantes obras anunciadas pelo Governo merecem um debate entre os parceiros sociais a fim de lutarmos para não regressarmos ao número de acidentes verificados nas décadas de 80 e 90”, indicou, na mesma nota.

Por isso, o sindicato convidou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, “a inspetora-geral do Trabalho e também a Associação Empresarial do setor, estando disponíveis, para um debate no Hotel Vila Galé, no Porto o mais urgente possível, para, em parceria”, dialogar e procurar encontrar formas de evitar este tipo de situações, de acordo com o comunicado.

O sindicato disse ainda que o setor “tem a maior crise de sempre de operários qualificados” e classificou a situação de “grave”.

“Os arquitetos, os engenheiros, os operários qualificados do setor merecem da parte deste sindicato o maior respeito”, adiantou a estrutura, apelando a que se dignifique “o saber e a remuneração que devem receber”.

Notícia atualizada às 23h34 com informação adicional sobre a responsável da obra em Barcelos.

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