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Sindicato exige que “todas as instâncias políticas” travem “atropelos” da Ryanair

Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC)

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) exigiu hoje ao Governo e a “todas as instâncias políticas” portuguesas que tomem medidas para travar “os atropelos” laborais da companhia aérea Ryanair.


“A empresa constantemente atropela a lei [em vários países europeus] e, em Portugal, está a atropelar a lei há mais de 10 anos. Se todos os trabalhadores abdicassem de créditos laborais como a empresa quer, estamos a falar de cinco milhões de euros”, disse Ricardo Penarroias do SNPVAC.

O dirigente sindical falava aos jornalistas à saída de uma reunião, que decorreu numa unidade hoteleira no Porto com a presença de trabalhadores, com Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, partido que na mesma ocasião desafiou o Governo a agir perante a Ryanair, transportadora aérea que é acusada de estar a retaliar junto de trabalhadores que recusam cortes.

Ricardo Penarroias disse que “todo o poder político está a olhar para o lado”, embora tenha elogiado o BE por ter sentido a “solidariedade” dos bloquistas, e frisou a necessidade de ser tomada uma posição política à semelhança, disse, do que outros países fizeram.

“É importante que se faça em Portugal como se fez na França, na Holanda e em Espanha por exemplo. É a vida de trabalhadores que está em causa. A empresa usufruiu de [apoios relativos ao] ‘lay-off’ e ainda recentemente recebeu um milhão de euros do Governo Regional dos Açores e que recebe do Algarve e do Porto para estar aqui”, disse Ricardo Penarroias.

Ao lado, também do SNPVAC, Diogo Dias enumerou os “atropelos” dos quais a Ryanair é acusada, nomeadamente o facto de trabalhadores estarem a ser convidados a passar aos quadros com contratos que incluem “clausulas ilegais” e um “salário base que não chega ao salário mínimo nacional”.

“Oferecem 588 euros mensais e quem não está a assinar está a ser convidado a trabalhar no estrangeiro”, disse Diogo Dias que quanto às ajudas do Estado português considerou que uma das premissas “deveria ser a empresa estar legalmente em Portugal”.

“Coisa que não está”, garantiu, contando que os ordenados “não estão a ser pagos a tempo e horas”, acrescentando que há ordenados de março “em atraso” e “trabalhadores a receber zero que continuam a trabalhar”.

O SNPVAC, que na quarta-feira já tinha anunciado que vai apresentar queixa por assédio laboral e discriminação e hoje reiterou que pretende fazer uma exposição à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), acusou ainda a Ryanair de estar a apresentar aos trabalhadores adendas a contratos que incluem reduções de salário de 10 a 30%.

“E quem não assina sofre assédio por parte da empresa. Assédio que a própria empresa já não quer disfarçar. Enviou um documento a dizer qual seria o castigo que quem não assinou poderia ter. Estamos a falar de questões como a parentalidade e direitos retirados, escalas alteradas”, descreveu Diogo Dias.

Questionados sobre se pretendem reunir com mais algum partido político e se aguardam respostas de mais alguma estrutura política, os responsáveis do sindicato contaram estar a aguardar o agendamento de reuniões com várias entidades, nomeadamente a câmara do Porto.

Entretanto, para hoje está agendada uma reunião entre tripulantes da Ryanair de Lisboa coma empresa para discutir situação laboral.

A Crewlink, empresa de tripulantes da Ryanair, enviou cartas aos trabalhadores de Lisboa que recusaram integração nos quadros convocando uma reunião para abordar a sua situação laboral, segundo documentos a que a Lusa teve acesso.

As cartas estão a ser enviadas aos trabalhadores que recusaram integrar os quadros da Ryanair com remunerações base abaixo do salário mínimo nacional e que não indicaram qual a sua base de preferência no estrangeiro, e, portanto, não se inscreveram para obter documentação de acesso a essas bases.

“A falha em obter ou manter o cartão de identificação pode resultar em ser retirado de funções e o seu emprego ser terminado”, pode ler-se na carta enviada aos trabalhadores que recusaram a integração na Ryanair, e cuja alternativa é a relocalização para o estrangeiro.

A reunião será “para discutir esta matéria mais aprofundadamente”, e será realizada por meios telemáticos, com a empresa a justificar essa opção com a pandemia de covid-19 e a referir que “preferiria encontrar-se em pessoa”.

Mais de 30 trabalhadores da Crewlink, que tripulam os aviões da Ryanair, foram e estão a ser convidados para os quadros da companhia com remunerações base abaixo do salário mínimo, tendo como alternativa a relocalização no estrangeiro já em setembro.

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Papa pede que vacina contra o coronavírus seja universal

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O papa Francisco pediu hoje que a vacina contra o novo coronavírus seja universal e não apenas disponível para os países mais ricos, para que todos, mesmo os mais pobres, possam ser curados da pandemia.

“A experiência recente da pandemia, além de uma grande emergência sanitária em que já morreram quase um milhão de pessoas, está a transformar-se numa grave crise económica, gerando pobres e famílias que não sabem como seguir em frente”, disse Francisco durante uma audiência realizada com membros da fundação italiana “Banco Farmacêutico”.

“Seria triste se a entrega da vacina desse prioridade aos mais ricos ou se essa vacina passasse a ser propriedade desta ou daquela nação, e não fosse para todos. Deve ser universal, para todos”, acrescentou.

Francisco lamentou que existam “populações no mundo” que “não têm acesso a determinados medicamentos” e disse que “a nível ético, se existe a possibilidade de tratar uma doença com um medicamento, tem de estar à disposição de todos, caso contrário cria-se uma injustiça”.

O papa alertou ainda para o “perigo da globalização da indiferença” e defendeu “a globalização da cura, ou seja, a possibilidade de todas as populações terem acesso a medicamentos que poderiam salvar muitas vidas”.

Por fim, justificou que “as empresas farmacêuticas podem contribuir generosamente para uma distribuição mais equitativa de medicamentos” e que os governos, “através de opções legislativas e financeiras, são chamados a construir um mundo mais justo, onde os pobres não sejam abandonados, ou pior, descartados”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) instou na sexta-feira os países a manter os esforços no combate à pandemia, num momento em que os casos de Covid-19 chegam a quase 30 milhões no mundo.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 953.025 mortos e mais de 30,5 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.894 pessoas dos 67.176 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Covid-19: Mais cinco mortos, 849 infetados e 351 recuperados no país

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal regista hoje mais 5 mortos e 849 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sexta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 68.025 casos de infeção confirmados e 1.899 mortes.

Há ainda 45.404 recuperados, mais 351 do que ontem.

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País

Clientes que não queiram prolongar moratórias têm de informar banco até domingo

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os clientes bancários que aderiram à moratória pública dos créditos bancários, mas que não pretendam que seja automaticamente prolongada até 31 de março de 2021, têm até este domingo para o comunicar ao seu banco.

Para isso, podem utilizar os vários canais de comunicação disponibilizados pelas instituições bancárias, segundo informou à Lusa o Banco de Portugal.

As moratórias bancárias, que suspendem o pagamento das prestações dos empréstimos bancários (capital e/ou juros), foram alargadas pelo Governo até 31 de março de 2021.

Os clientes que tenham aderido à moratória ficam automaticamente abrangidos, exceto quando comuniquem ao banco que não o pretendem, tendo para isso de o fazer até 20 de setembro.

Desde abril que milhares de clientes não estão a pagar os créditos aos bancos, fazendo uso do decreto-lei do Governo que permite moratórias nos empréstimos, criadas como uma ajuda a famílias e empresas penalizadas pela crise económica desencadeada pela pandemia de covid-19.

Em junho, o Governo decidiu estender o prazo das moratórias de setembro deste ano para 31 de março de 2021 (os clientes que o queiram podem ainda pedir acesso às moratórias até ao final deste mês de setembro) e alargou também as condições em que os clientes podem aceder, tendo flexibilizado as condições relativas à condição contributiva e tributária.

O regime público passou ainda a abranger todos os créditos hipotecários (como crédito à habitação), o crédito para o consumo com destino educação, assim como passou a ser permitido que acedam pessoas com quebras de rendimento do agregado familiar de pelo menos 20% e cidadãos que não tenham residência em Portugal (abrangendo os emigrantes), situações que anteriormente não estavam contempladas.

Além das moratórias de crédito ao abrigo da lei do Governo, há ainda as moratórias privadas, da Associação Portuguesa de Bancos (APB), da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC) e da Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF), que se aplicam aos créditos que não beneficiam da moratória pública (caso do crédito pessoal, com exceção dos contratos com finalidade educação – já cobertos pela moratória pública -, crédito automóvel e cartões de crédito).

Segundo os últimos dados divulgados pelo Banco de Portugal, até 30 de junho, os pedidos de moratórias de crédito superaram os 841 mil e mais de 714 mil contratos estavam já abrangidos pelas medidas de adiamento de pagamentos. Dos créditos aos quais foram aplicadas moratórias, 44% eram contratos de crédito à habitação e outros créditos hipotecários.

No início de setembro, o ministro das Finanças, João Leão, considerou o prolongamento das moratórias de crédito às empresas e famílias (além de 31 de março de 2021) uma questão “muito relevante”, que o Governo está a estudar, e disse querer ter novidades até à apresentação do Orçamento do Estado.

O PSD já sinalizou que pretende ver o prazo alargado até setembro de 2021 (ainda que apenas para capital em dívida e não juros e comissões) para as famílias e particulares e para os setores económicos mais afetados pela crise económica.

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