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Futebol

Sindicato dos Jogadores prepara plano de ajuda em resposta à pandemia

Covid-19

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Foto: Twitter / I Liga

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) está a preparar um plano de resposta à paragem causada pela pandemia de covid-19, com componentes financeira, social e formativa, para auxiliar os atletas, revelou hoje o presidente do organismo.


Na apresentação à comunicação social do 18.º Estágio do Jogador, em Odivelas, Joaquim Evangelista anunciou a criação de um plano que pretende mobilizar também “os demais agentes desportivos, a federação e o Governo”, de modo a “reforçar o montante” que o sindicato vai aplicar.

“Queremos criar um fundo que, do ponto de vista económico e de saúde, com carências efetivas, dê uma resposta financeira. Dar também uma resposta social aos jogadores que não têm condições para manter a sua profissão e criar um mecanismo de apoio por um determinado período. Finalmente, promover a formação, qualificar os jogadores neste período, mas pagar aos jogadores uma bolsa para fazerem essa formação. É um ‘win-win’ para o jogador, porque ganha competências próprias e ganha um recurso financeiro para fazer face às dificuldades”, explicou.

Joaquim Evangelista mostrou-se preocupado com a II Liga e o Campeonato de Portugal, suspensos e posteriormente cancelados devido à pandemia, sem confirmação oficial de quando terão início, mas frisou a necessidade de “haver uma cultura de solidariedade”, com o estágio a servir de “promoção do futebol e do jogador português”.

O estágio, que “é uma iniciativa de referência na pré-época desportiva”, pretende preparar “mental e fisicamente” o regresso dos futebolistas à competição, não apenas os atletas sem contrato, mas também os que não tem condições de treino devido ao encerramento dos clubes onde alinham, como o caso de Bruma e João Mário, internacionais portugueses que treinaram em Odivelas durante esta fase.

“O sindicato dá condições ao nível de um clube profissional. Temos uma bateria de testes ao nível da ‘performance’ que muitos dos clubes não têm na I Liga. Temos um relvado que muitos clubes da I Liga invejam”, ressalvou o presidente do SJPF.

O ex-futebolista João Vieira Pinto, atualmente na direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), visitou hoje a Academia do Jogador, em Odivelas, e apelou aos atletas presentes para “aproveitarem esta oportunidade”, lembrando que a taxa de empregabilidade é superior a 70%, “um valor muito positivo para a realidade” do futebol português.

“Falei aos jogadores da importância de darem força ao sindicato, para o sindicato ter ainda mais força para os ajudar e que, ao mesmo tempo, reconheçam o trabalho que o sindicato está a fazer. O crescimento e a influência do sindicato têm sido enormes ao longo dos últimos anos e estas instalações são a prova disso mesmo”, afirmou.

O cientista e fisiologista do exercício Sandro Freitas, responsável pelo desenvolvimento da ‘performance’ do SJPF, disse que o objetivo passa por “garantir que os atletas ganhem confiança”, num processo que “parou o mundo e o desporto” e provocou “um grande impacto nos próprios jogadores”, garantindo que o ‘feedback’ e os indicadores “têm sido muito positivos”.

“Estamos apetrechados tecnologicamente de equipamento feito por nós, com algoritmos próprios, que passam por testes de velocidade, aceleração, competência aeróbia, agilidade e mudança de direção, força e um conjunto de testes de natureza antropométrica e corporal. Por vezes, nem os grandes clubes conseguem ter esta metodologia”, ressalvou.

O 18.º Estágio do Jogador, que teve início em 13 de julho, prolonga-se até 04 de setembro, na Academia do Jogador, em Odivelas, tendo como embaixador o treinador e ex-futebolista Jorge Silas.

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Futebol

Sporting e FC Porto empatam a dois golos em Alvalade

I Liga

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Foto: Twitter / FC Porto

O Sporting, que abriu e fechou o marcador, e o campeão FC Porto empataram hoje a dois golos, em encontro da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado à porta fechada no Estádio José Alvalade.

Nuno Santos, aos nove minutos, e o argentino Luciano Vietto, aos 87, marcaram os tentos dos ‘leões’, enquanto o colombiano Uribe, aos 25, e o mexicano Corona, aos 45, faturaram para os ‘dragões’, que somaram o segundo jogo sem vencer.

Na Classificação, o FC Porto e o Sporting, que tem menos um jogo disputado, mantiveram-se igualados, com sete pontos, provisoriamente a dois do líder Benfica, de visita no domingo ao reduto do Rio Ave.

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Futebol

Bruno de Carvalho e Octávio Machado condenados por insultos ao Conselho de Arbitragem

Em 2015

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Foto: DR

O Supremo Tribunal Administrativo confirmou as penas de suspensão e as multas aplicadas pela Federação Portuguesa de Futebol aos antigos, presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e dirigente, Octávio Machado, por declarações ofensivas – proferidas na época 2015/16 e a propósito das nomeações de árbitros – para com o Conselho de Arbitragem e contra o seu Presidente, de então, Vítor Pereira. Os dois ex-dirigentes desportivos haviam sido condenados, respetivamente, a 113 e a 75 dias de suspensão, bem como a multas de 2.869 euros e 1.913 euros.

A FPF considerou insultuosa a linguagem que ambos usaram em 2015/16 contra o órgão e contra Vítor Pereira.
Os dois ex-dirigentes recorreram, então, para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAD), o qual, em 2017, revogou os castigos – numa decisão com o voto contra do advogado e juiz, Nuno Albuquerque, de Braga – considerando que as declarações, “ainda que contundentes e ásperas” estavam “no limite” da chamada “linguagem do futebol” não sendo difamatórias.

A FPF recorreu, então para o TCAS – Tribunal Central Administrativo do Sul, o qual confirmou a decisão do TAD dizendo que Vítor Pereira, sendo “um conceituado árbitro e figura pública, por certo deterá a necessária robustez psicológica para não se sentir melindrado”
O TCAS concluiu que as declarações dos dois ex-dirigentes sportinguistas não “atingiram o núcleo essencial das qualidades morais necessárias à sua autoestima e a não se sentir desprezado pelos outros”.

Difamação inaceitável, diz o Supremo

Face a esta segunda sentença, a FPF foi até à última instância, o Supremo, que veio dar-lhe razão, ao considerar que, e em resumo, “a denominada “linguagem desportiva” não permite que se profiram insultos e se façam difamações dirigidas aos árbitros e muito menos a quem os nomeia”.

E sublinha o acórdão a que O MINHO teve acesso: “Mal seria que as expressões utilizadas pelos arguidos, se enquadrassem numa crítica meramente opinativa no seio do fervor desportivo, dado que não se limitam a enunciar factos objectivos ou a exprimir opiniões acerca da sua qualificação à luz das regras do jogo; pelo contrário, são de molde, a colocar em crise, quer objetiva, quer subjetivamente, a arbitragem em Portugal, a honra e reputação dos árbitros em questão e, em particular, a do Presidente do Conselho de Arbitragem, configurando insultos, injúrias e difamações em relação aos visados, que extravasam o direito de liberdade de expressão”.

As declarações de Bruno e Octávio

Em janeiro de 2016 e após o jogo Sporting/Tondela, Bruno de Carvalho afirmou, referindo-se a Vítor Pereira: “os jogos não se jogam nas quatro linhas; gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo!”. No mesmo dia, no Facebook, escreveu: “inacreditável! A pressão dos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânicos nos árbitros que dirigem o Sporting CP e ainda passar a mensagem de que os jogadores do Sporting têm de estar sempre punidos (na lista estão já Slimani e João Mário). Vítor Pereira já não perdeu só o bom-senso a nomear, mas toda a noção do ridículo”.

A 23 do mesmo mês, em artigo no jornal A Bola classsificou o líder da arbitragem como estando em “total desnorte”, dizendo que “o futebol se joga fora das quatro linhas”.

Bruno de Carvalho tinha a agravante de já ter sido condenado, em 2015, pela prática de infração disciplinar de “lesão da honra e da reputação”.

Octávio falou em “coação”

No que toca a Octávio Machado, o acórdão evoca declarações à SIC/Notícias em dezembro de 2015 após uma conferência de imprensa de antevisão do jogo União da Madeira/Sporting e nas quais acusou o Conselho de Arbitragem, de “coagir os árbitros que apitam o Sporting”.

Em abril de 2016, Octávio teceu críticas, aos jornais O Jogo e A Bola sobre a nomeação do árbitro João Capela para a partida entre a Académica de Coimbra e o Benfica, lembrando que, “em 14 jogos arbitrados por Capela o Benfica venceu 13 e empatou um”.

Em 11 de novembro de 2015, Octávio Machado criticou, também, a arbitragem de Cosme Machado no jogo entre o Sporting e o Arouca, afirmando que “as imagens televisivas mostram que a verdade dos factos não é a que vem no relatório do árbitro” . E acrescentou: “os sportinguistas já não duvidam que o facto de o Sporting ir em primeiro na classificação incomoda muita gente!”

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Futebol

“[Galeno] Dei-lhe dois berros para o acordar”

Carlos Carvalhal

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Foto: DR

Declarações após o jogo SC Braga-Nacional (2-1), da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “O Nacional ainda não tinha perdido, é uma equipa difícil, que, se apanhar alguém distraído, vai tirar-lhe pontos.

Preparámos muito bem o jogo, os nossos jogadores foram inexcedíveis e fizemos a melhor exibição até hoje. Temos vindo a subir de rendimento de jogo para jogo e fizemos 90 minutos muito consistentes.

Podíamos ter ido com 3-0 para o intervalo e, na segunda parte, a tónica foi a mesma, a controlar o jogo, a dispor de oportunidades muito boas para matar o jogo. O adversário fez um golo de forma fortuita, mas a forma como a nossa equipa reagiu não entrou em pânico, geriu o jogo com bola até ao fim. Quem olha para o resultado pensa que o Braga sentiu dificuldades, mas não e justificava-se um desnível maior no resultado.

Dei-lhe dois berros para o acordar, estava a jogar cheio de estilo e quando resolveu jogar à Galeno, mudou o jogo.

Criar muitas oportunidades de golo tem sido a nossa tónica e isso é bom, é sinal de que a identidade está bem assimilada. Vejo isto pelo lado positivo. Vamos melhorar e crescer, mas essa linha de crescimento não é linear. As nossas equipas acabam melhor do que começam, estou muito satisfeito com o nível de hoje, foi uma exibição muitíssimo boa.

(Regresso do público na quinta-feira, diante o AEK, para a Liga Europa) A excitação é crescente, o jogo de quinta-feira vai ser diferente, queremos ter adeptos e o Braga tem uma massa adepta muito forte e participativa. Os clubes que têm esse tipo de massas adeptas têm sido penalizados porque os adeptos dão aporte, se calhar, de 20 por cento às equipas.

Temos um nucelo de capitães da equipa, com o Fransérgio, Esgaio, Matheus, Ricardo Horta, Rui Fonte e Paulinho, quem usa a braçadeira é uma decisão minha, por vezes tem a ver com um fator mais motivacional, só isso”.

– Luís Freire (treinador do Nacional): “Já sabíamos que ia ser um jogo complicado, tentámos contrariar a pressão mais agressiva do Braga, mas falhámos o timing da pressão.

Queríamos conseguir ter mais bola do que tivemos, como nos últimos três jogos, mas perdemos bolas em zonas iniciais de construção. Num grande remate, o Braga marcou o primeiro golo, o que traduzia a sua superioridade, e depois fez o segundo golo até ao intervalo.

Ao intervalo, pedimos para defender mais juntos, ter mais bola no meio campo ofensivo e procurar o nosso golo, sem nos expor. O Braga não fez o terceiro, nós conseguimos o nosso já perto do fim e não tivemos tempo de fazer mais nada.

Vitória justa. Da nossa parte, fica a ideia de que tentámos ser iguais a nós próprios, mas não conseguimos, perdemos por mérito do adversário, foram eles a mandar mais no jogo.

Koziello lesionou-se no último treino, fraturou o dedo médio da mão direita, e ficou indisponível para o jogo. Demos oportunidade ao Francos Ramos, que tem experiência na I Liga”.

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