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Guimarães

Sílvia Pérez e Mallu Magalhães atuam em jardim de Guimarães

No Centro Cultural Vila Flor

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O Festival Manta está de regresso ao jardim do Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, com três concertos, nos dias 10 e 11 de setembro, que incluem atuações da espanhola Sílvia Pérez Cruz e da brasileira Mallu Magalhães.

O concerto “Mais Alto!”, dedicado aos mais novos, “para celebrar o poder da música”, também faz parte da programação.

Depois de um interregno em 2020, devido à situação sanitária, o festival, na sua 14.ª edição, marca rentrée cultural de Guimarães, com concertos de entrada gratuita, dirigidos a maiores de seis anos, até ao limite da lotação do jardim do Centro Cultural de Vila Flor (CCVF).

A artista espanhola Sílvia Pérez Cruz, que aqui se apresenta em trio – na companhia do contrabaixo de Bori Albero e do violino de Carlos Monfort – abre, pelas 21:30, a edição de 2021 do Manta, com o seu mais recente projeto, “Farsa (género impossível)”.

O disco, criado a partir de conversas com outras disciplinas artísticas como o teatro, o cinema, a dança, a poesia, a pintura e o cinema de animação, responde à inquietação da artista sobre a dualidade do que se mostra e o que realmente somos.

No segundo dia de festival, estão previstos dois concertos. O primeiro, pelas 15:30, com o coletivo formado pelos músicos Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Inês Sousa e Sérgio Nascimento, no espetáculo “Mais Alto!”, dedicado aos mais novos, que contará com comentários da autora Isabel Minhós Martins; o segundo, pelas 21:30, com a artista popular brasileira Mallu Magalhães.

“Mais Alto!”, coproduzido pelo LU.CA – Teatro Luís de Camões, em Lisboa, é um concerto em viagem, pelo tempo e pelo espaço, uma vontade de querer “chegar mais alto”, como se lê na apresentação.

“Muitas vezes, ao nosso lado, estavam as canções (…) a dizer coisas como: Não toleramos mais o racismo. Queremos direitos iguais para homens e mulheres. Bons cuidados de saúde para todos sem exceção. Queremos mais bibliotecas. A preservação das florestas. Salários justos. Horários humanos. Coisas assim, sérias e importantes. Coisas tão altas que não se podem sussurrar”.

“Mais Alto!” é, deste modo, “um concerto para celebrar o poder da música” e as canções “que precisamos de cantar (bem alto!) para nos fazermos ouvir”.

Mais tarde, no mesmo dia, o concerto de Mallu Magalhães encerra a 14.ª edição do Manta.

A artista brasileira regressa a palco com “Esperança”, o seu quinto álbum de estúdio, gravado ainda antes de pandemia de covid-19.

Cantora, compositora, instrumentista e produtora, Mallu possui uma carreira musical consolidada, também espelhada na ascensão internacional registada na última década.

O novo disco da cantora, compositora, instrumentista e produtora é composto por 12 novos temas escritos em português, espanhol e inglês, que atravessam todas as referências de Mallu Magalhães, do jazz, blues e tropicália ao surf rock.

“Esperança” contou com produção de Mario Caldato Jr., produtor de músicos como Beastie Boys e Jack Johnson.

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