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Braga

Silêncio ensurdecedor do descontentamento das forças de segurança à porta do Hospital de Braga

A maioria era do Norte, mas houve quem viesse de Lisboa ou Setúbal. Concentração convocada pelo Movimento Zero deu-se após tentativa de suicídio de comissário da PSP de Braga

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Fotos: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A esmagadora maioria dos agentes das forças de segurança (PSP e GNR) que marcaram presença na concentração, esta sexta-feira, no Hospital de Braga eram do Norte do país mas havia quem tivesse vindo de Lisboa e Setúbal de propósito para se juntar ao Movimento Zero. “Os verdadeiros coletes amarelos de Portugal” como lhe chamou um popular que aderiu à manifestação.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O movimento não tem um rosto, tem vários rostos de todos aqueles que se quiseram juntar à concentração que chamou a atenção para as condições cada vez mais precárias dos agentes da autoridade. A força do movimento é o silêncio: não prestam declarações públicas e apenas comunicam através das redes sociais.

“O tempo da carolice acabou!” foi das poucas frases ouvidas em surdina e demonstra a vontade do Movimento em fazer ouvir a sua voz. Hoje, o pretexto foram as recentes tentativas de suicídio ocorridas em diferentes contextos, no futuro, a luta poderá abarcar outros aspectos do seu dia a-dia.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“É lamentável o contínuo silêncio da parte de quem nos tutela, sobre o flagelo das tentativas de suicídio nas forças de segurança que, infelizmente, muitas vezes acabam em morte”, lamentava o Movimento Zero no manifesto que publicou nas redes sociais, a propósito desta concentração, e onde lançavam a pergunta : “como é alguém capaz de vir a público e afirmar que está tudo bem? Não, não está tudo bem!”

Esta sexta-feira ao final da tarde, o momento mais emotivo da concentração aconteceu quando o filho do oficial que, recentemente, tentou por fim à vida numa esquadra em Braga, se dirigiu às centenas de participantes para dar conta do estado do pai.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Tem melhoras visíveis. Já saiu dos cuidados intensivos para os cuidados intermédios e o seu estado está a evoluir favoravelmente”. Depois agradeceu a presença de todos e uma prolongada salva de palmas homenageou o polícia, dando por terminada, mais de uma hora depois, a concentração. No ar ficou a promessa de novas acções de luta.

Um comissário da PSP de Braga foi encontrado naquela esquadra em estado grave, na terça-feira passada, depois de alegadamente ter dado um tiro na cabeça com a arma de serviço.

Foi transportado para o hospital – depois de, segundo O MINHO apurou, ter sido assistido por uma equipa do INEM, na qual se encontrava o seu filho de serviço – sendo o prognóstico, segundo Peixoto Rodrigues, “muito complicado”.

No mesmo dia, presidente adjunto da Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia, Peixoto Rodrigues, disse que ia pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar os casos de suicídio registados este ano na PSP.

Em declarações à Lusa, a propósito da alegada tentativa de suicídio do comissário da PSP de Braga, Peixoto Rodrigues acusou ainda o Estado de contribuir para a instabilidade psicológica dos profissionais de polícia e instou-o a criar “melhores condições de trabalho e de carreira”.

“Vamos pedir à PGR que investigue os suicídios e tentativas de suicídio que este ano aconteceram na polícia. Isto não pode ficar só pela rama. É preciso que o Ministério Público investigue em concreto para perceber o que está em causa e para, se for caso disso, apurar responsabilidades”, referiu.

“Este ano, e além do caso de hoje [terça-feira], já se suicidaram três polícias. É preciso perceber o que se está a passar e é isso que vamos pedir à PGR”, frisou o dirigente sindical.

Peixoto Rodrigues disse que “há muitos polícias que estão ao serviço com problemas complicados” do foro psicológico e psiquiátrico e criticou a falta de acompanhamento médico especializado.

“Os gabinetes de psicologia não funcionam”, indicou, defendendo que o Estado “tem obrigação de criar melhores condições” aos profissionais da segurança pública e de “respeitar” os contratos que com eles celebrou, nomeadamente no que respeita à aposentação.

Agentes da PSP de Braga queixam-se de maus cheiros e baratas nos vestiários

“O Estado só tem dificultado a vida aos polícias. Os sucessivos governos têm alterado sistematicamente as regras do jogo, sempre penalizando mais e mais as suas condições laborais. Este comissário que hoje [terça-feira] tentou pôr termo à vida já devia estar na pré-reforma, mais vai-se protelando ao máximo a saída. O contrato que ele fez com a PSP não foi este”, acusou Peixoto Rodrigues.

* c/ Lusa

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Braga

Braga: Igreja da Senhora-a-Branca com concerto de Natal

Coro Vozes de Braga

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Foto: Divulgação / JF São Víctor

A Igreja da Senhora-a-Branca, na cidade Braga, acolhe, este domingo, às 17:30, um concerto de Natal, inserido nas programações da Junta de São Victor, anunciou este sábado a autarquia bracarense.

O concerto contará com a participação do coro Vozes de Braga, que completa um ano de vida, mas já com vários concertos no currículo.

Nasceu da ideia de um grupo de jovens músicos estudantes da Universidade do Minho, este coro, e propõe-se à interpretação de reportório musical português e de obras que constituem canons da música erudita ocidental.

“Um dos grandes objetivos deste projeto é dar a ouvir a todos os bracarenses reportório coral de boa qualidade com todo o respeito que merece, homenageando as grandes personalidades da música”, refere a nota enviada à imprensa.

“O grupo assume-se orgulhosamente como bracarense dado que é uma cidade que propicia a partilha cultural e que merece todo o empenho que este se propõe humildemente a dispor”, acrescenta o documento.

A entrada é gratuita.

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Braga

Braga quer “poupar na fatura” e substitui 4.500 luminárias por tecnologia LED

Energia

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A EDP Distribuição, em parceria com a Câmara de Braga, está a substituir as lâmpadas convencionais por novas luminárias de tecnologia LED em várias freguesias. Só nos últimos dois anos, – diz a autarquia – foram substituídas mais de 4.500 luminárias de vapor de sódio, com a EDP Distribuição a investir 540 mil euros.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

“Temos trabalhado com a EDP para que, em cada ano, sejam concretizados investimentos em benefício da população e coordenados com a política energética e de urbanismo do Município”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara, durante uma visita aos locais onde decorrem a instalação das novas luminárias.

Nesta visita, que contou com a presença de José Miguel Santos, diretor da Rede e Concessões Norte da EDP, e de Miguel Braz Pinto, subdiretor da área de Rede e Clientes, Ricardo Rio destacou a “grande colaboração” existente entre o Município e a EDP, resultante do compromisso que a empresa assumiu ao abrigo do contrato de concessão  com o município.

“As novas luminárias permitem uma maior eficiência energética e a consequente redução da fatura da iluminação pública. Essa poupança de recursos irá possibilitar a concretização de novos investimentos ou a atribuição de novos benefícios através das políticas sociais”, concluiu Ricardo Rio.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

Esta transição energética em curso permite implementar soluções inovadoras na iluminação pública, com o objetivo não só de uma maior economia, mas também, eficiência e menor impacto ambiental.

540 mil euros

Com a implementação do plano de eficiência energética durante 2018 e 2019, a EDP Distribuição investiu 540 mil euros, sendo as áreas contempladas previamente seleccionadas, abrangendo mais de 4.500 antigas luminárias de vapor de sódio, que são substituídas pelas recentes – mais económicas e menos poluentes – de tecnologia LED.

Este plano permite não só reduzir o consumo da factura energética municipal, como diminuir as emissões dos gases de efeito de estufa, um dado absolutamente prioritário para as duas entidades parceiras neste protocolo.

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Braga

Nove escolas de Braga distinguidas com selo “amiga da criança”

No Colégio João Paulo II

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Foto: DR / Arquivo

Nove escolas de Braga viram formalmente os seus projetos distinguidos ao receberem, este sábado, o selo da 2.ª edição da Escola Amiga da Criança. A cerimónia decorreu no Colégio João Paulo II, em Braga, esta manhã.

A Escola Amiga da Criança é uma iniciativa da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), da LeYa e do Psicólogo Eduardo Sá, que tem como distinguir escolas que concebem e concretizam ideias extraordinárias, para um desenvolvimento mais feliz da criança no ambiente escolar.

Escolas de Braga com selo Escola Amiga da Criança:

Escola EB 2/3 Celeirós

Escola EB 1 Parretas – n.º 33 de Braga

Escola EB 2/3 Dr. Francisco Sanches

Escola EB 2/3 Tadim

Colégio João Paulo II

Colégio Teresiano

Escola EBI/S Cons. Música Cal. Gulbenkian

Escola EB 2/3 Nogueira

Escola EB 2/3 Lamaçães

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