Seguir o O MINHO

País

Serviço do Banco de Portugal permite recuperar valor de notas danificadas

Danificadas em inundações ou incêndios

em

Foto: Ilustrativa / DR

Notas de euro ou escudo que tenham sido danificadas numa inundação ou incêndio em casa podem ser recuperadas recorrendo ao Banco de Portugal (BdP), que entrega aos proprietários o contravalor das mesmas desde que cumpridos certos requisitos.

Em comunicado divulgado hoje, o BdP explica que esta possibilidade de devolução do valor de notas danificadas é assegurada pelo seu serviço de valorização, um “serviço público” destinado a “garantir uma maior confiança do público na utilização das notas de euro”.

Assim, por exemplo, no caso de uma inundação ou incêndio em casa de que tenha resultado a danificação de notas, o BdP analisa, gratuitamente, as notas apresentadas, “obedecendo a critérios rigorosos que determinarão a devolução, ou não, do contravalor das notas a quem as apresenta”.

Comuns a todos os países da área do euro, estes critérios estabelecem, desde logo, que só há direito a reembolso se as notas forem genuínas, sendo que “as notas que tenham sido intencionalmente mutiladas ou danificadas também não serão reembolsadas”.

No caso das notas de euro, só há lugar a reembolso se for possível “reconstituir, pelo menos, metade da nota” e, no caso das notas de escudo, “pelo menos, 75%”.

Quem possuir notas danificadas deve dirigir-se a uma das tesourarias de atendimento ao público do Banco de Portugal, em Lisboa, à filial do banco central no Porto, às agências do BdP em Braga, Viseu, Coimbra, Évora e Faro ou às delegações regionais da Madeira ou dos Açores, de forma a dar início ao processo de valorização das suas notas.

Em alternativa, pode enviá-las através de correio registado, para a morada Banco de Portugal, Apartado 81, 2584-908 Carregado, através de “serviço especial de valor declarado”.

Após a sua receção, os fragmentos das notas são enviados para o serviço de valorização de notas do BdP, que funciona no Complexo do Carregado, e que utiliza técnicas de reconstituição dos fragmentos das notas e de aferição da sua genuinidade, de forma a apurar o valor a devolver aos proprietários.

Esse valor será depois creditado nas contas dos proprietários, caso o IBAN tenha sido comunicado ao BdP, sendo alternativamente os proprietários notificados de que devem dirigir-se a qualquer tesouraria do Banco de Portugal para receberem o seu contravalor e ainda os fragmentos das notas que não foram valorizados.

Segundo dados do banco central, em 2019 foram valorizadas 37.455 notas danificadas ou mutiladas, sendo 36.688 de euro e 767 de escudo. O valor apurado para pagamento foi de 1,3 milhões de euros, correspondendo 99% desse valor a notas de euro.

Entre as muitas situações que estiveram na origem de notas entregues no serviço de valorização do Banco de Portugal as mais comuns são incêndios, humidade, roedores ou bolores.

Outro dos casos referenciados é o de notas que ficaram danificadas após terem sido enterradas, normalmente em caixas que contiveram alimentos ou embaladas em plásticos reutilizados, sendo que já chegaram ao BdP notas deterioradas por terem estado num recipiente de vinho tinto ou por ação da água salgada.

A “situação mais dramática” relatada pelo Banco de Portugal é, contudo, a dos incêndios de 2017, ano em que banco central valorizou 38.000 notas, no valor de 1,4 milhões euros, das quais 4.000 (o correspondente a 112 mil euros) foram provenientes dos incêndios.

Os fragmentos das notas valorizadas, bem como todas as notas retiradas de circulação, são depois destruídos pelo BdP, compactados em briquetes (pequenos rolos prensados em forma de cilindro) e enviados para centrais de tratamento e valorização de resíduos para produção de energia elétrica.

País

INSA estima 30 mil casos da variante inglesa e apela ao cumprimento escrupuloso do confinamento

Covid-19

Foto: DR

O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) apelou hoje ao “cumprimento escrupuloso” das medidas de confinamento dado que se observa um aumento da prevalência da variante inglesa em Portugal, estimada em cerca de 13%.

O INSA, através do Núcleo de Bioinformática do seu Departamento de Doenças Infeciosas estima que desde o início de dezembro tenham sido registados a circular em Portugal cerca de 30 mil casos com a variante recentemente identificada no Reino Unido (VUI-202012/01).

“Tendo em conta os dados da semana 02/2021 (11-17 janeiro), na qual foram confirmados laboratorialmente cerca de 10 mil casos diários, a prevalência estimada da nova variante foi de cerca de 13%”, refere o INSA em comunicado

Dados acumulados, até à data, mostram que não existe diferença na distribuição etária dos casos covid-19 com e sem a variante do Reino Unido. Para ambos os grupos, as faixas etárias mais atingidas são dos 20 aos 50 anos”.

Para a determinação da prevalência da nova variante foi utilizada uma ferramenta, desenvolvida no âmbito da colaboração entre o INSA e a Unilabs, que permite detetar casos em tempo real.

“Através da sequenciação genómica, foi determinada uma correlação forte entre a falha na deteção do gene ‘S’ em alguns testes de diagnóstico e a presença da variante do Reino Unido, com um valor preditivo acima dos 95%, permitindo estabelecer a prova de conceito da validação da utilização deste gene para a identificação da variante do Reino Unido”, adianta.

De acordo com dados analisados até 20 de janeiro, observa-se um crescimento da frequência relativa da variante do Reino Unido a uma taxa de 70% por semana, pelo que as estimativas apontam para que, daqui a três semanas, esta variante possa representar cerca de 60% de todos os casos covid-19 em Portugal.

De forma a alargar a vigilância com base na sequenciação genética, o INSA está a receber amostras referentes ao mês de janeiro, provenientes de dezenas de Laboratórios de todo o país, para fazer a monitorização alargada e com representatividade geográfica, da emergência, evolução e distribuição de todas as variantes genéticas do SARS-CoV-2 que circulem em Portugal.

Em relação às variantes do “Brasil” e da “África do Sul”, o INSA salienta que não foram identificados, até à data, quaisquer casos.

“Espera-se que, caso existam casos suspeitos, as amostras correspondentes sejam encaminhadas para o INSA para caracterização genética, sendo que este processo ocorrerá sempre independentemente da vigilância mensal desenvolvida no âmbito do “Estudo da diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 (COVID-19) em Portugal”, sublinha no comunicado.

Portugal registou hoje 219 mortes relacionadas com a covid-19 e 14.647 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.465 pessoas dos 581.605 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Continuar a ler

País

Ministro da Educação reunido com Costa, Temido e Vieira da Silva por causa das escolas

Covid-19

Foto: DR

O ministro da Educação esteve esta noite de quarta-feira reunido com o primeiro-ministro e com as ministras da Saúde e da Presidência para avaliar a situação das escolas, estando em cima da mesa o possível encerramento.

De acordo com a TVI24, Tiago Brandão Rodrigues, natural de Paredes de Coura, esperou com António Costa pelo final da reunião entre Marta Temido, Mariana Vieira da Silva e os especialistas do Infarmed para depois haver uma reunião entre os quatro governantes.

Para já, não são conhecidas as interpretações dos ministros e do chefe de Governo, mas tudo aponta para que amanhã, após reunião de Conselho de Ministros, o encerramento das escolas possa ser anunciado.

Continuar a ler

País

“Não é só as escolas, tem de fechar tudo, a situação é caótica”, diz infeciologista

Covid-19

Imagem: SIC Notícias

A infeciologista pediátrica Maria João Brito alertou esta quarta-feira que não basta encerrar as escolas, é preciso fechar tudo, porque o país está a viver uma “situação de catástrofe” e apelou à vacinação de todos os idosos, “os que morrem”.

No dia em que Portugal registou o maior número de óbitos e de novos casos de covid-19, a responsável pela Unidade de Infecciologia do Hospital Dona Estefânia afirmou que esta situação não vai parar “enquanto alguém não resolver fechar tudo. Não é só as escolas, tem de fechar tudo, a situação é caótica”.

“As pessoas têm de perceber que estamos numa situação muito, muito grave. Para mim, estou numa situação de catástrofe”, lamentou.

A situação do país é “muito complicada. Ninguém sabe muito bem o que está a acontecer. Provavelmente a estirpe inglesa já estará em grande força no nosso país e, portanto, têm de fechar tudo”, reiterou.

“Portugal é o pior país da Europa e o segundo pior do mundo [em termos de mortes e de casos], como é que as pessoas não percebem o que se está a passar aqui”, questionou.

“As pessoas andam a andar nas ruas porque ninguém as manda ficar em casa”, disse, lamentando que se façam confinamentos que “não são apropriados à situação” que o país está a viver do ponto de vista epidemiológico”.

Para evitar mais mortes, a infeciologista defendeu que “a vacinação tem de ser para aqueles que morrem (…), os idosos, independentemente de estarem ou não em lares”, porque “as vacinas são para proteger vidas, são para salvar vidas”.

“As vacinas foram feitas em primeiro e em último lugar para diminuir a mortalidade. Portanto, o que eu quero dizer é que vacinem rapidamente os idosos para evitarmos mais mortos”.

Relativamente às crianças, a médica afirmou que embora sejam menos atingidas que os adultos “a verdade é que aumentaram o número de casos”.

“Temos casos internados, temos casos em cuidados intensivos e hoje estive de urgência e fartei-me de ver crianças com covid-19”, disse a responsável pela unidade de referência para a covid-19 em idade pediátrica, pertencente ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC).

Neste momento, estão a aparecer mais crianças com a síndrome inflamatória multissistémica associada à covid-19, uma resposta anormal ao vírus em que as defesas do nosso corpo começam a atacar todos os órgãos.

“Antigamente tínhamos um caso de mês a mês, agora temos quatro crianças internadas” com esta doença. “Portanto, temos de tudo, como seria de esperar. Temos crianças pequenas, recém-nascidos, temos pneumonias covid-19, temos infeções cerebrais por SARS-Cov-2, temos tudo”.

No D. Estefânia, que centraliza nesta altura quase todos os casos de covid-19, estão esta quarta-feira internadas oito crianças em enfermaria e uma em cuidados intensivos, disse a especialista, adiantando que, neste momento, o hospital pediátrico ainda tem capacidade, apesar de poder vir a encher, mas já existe um “plano B”.

“Muitos serviços de pediatria estão a fechar para os adultos começarem a trabalhar, os pediatras estão a trabalhar com os adultos e nós vamos ter que receber a pediatria”, comentou.

Portugal registou esta quarta-feira 219 mortes relacionadas com a covid-19 e 14 647 novos casos de infeção com o novo coronavírus, os valores mais elevados desde o início da pandemia, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim revela também que estão internadas 5493 pessoas internadas, mais 202 do que na terça-feira, das quais 681 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 11, dois valores que também representam novos máximos da fase pandémica.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 9465 mortes associadas à covid-19 e 581 605 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando agora ativos 143 776 casos, mais 7935.

Continuar a ler

Populares