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Desporto

Sérgio Conceição espera jogo difícil frente “à equipa revelação” da I Liga

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Foto: DR/Arquivo

O treinador do líder FC Porto, Sérgio Conceição, disse hoje que espera “um jogo complicado” no estádio do Moreirense, “a equipa revelação do campeonato”, de abertura da 21.ª jornada da I Liga de futebol.

O treinador dos ‘dragões’ elogiou as qualidades da equipa adversária, manifestando-se, no entanto, consciente de tudo o que o FC Porto terá que fazer para conquistar os três pontos frente ao surpreendente quinto classificado da prova.

“Esperamos um jogo difícil, contra a equipa revelação deste campeonato. O Moreirense é uma equipa bem orientada, com jogadores interessantes. É, neste momento, uma equipa com capacidade para jogar noutros patamares. Espera-nos um jogo difícil, à imagem de tantos outros que já tivemos esta época. Cabe-nos preparar da melhor forma para ir a Moreira de Cónegos ganhar”, salientou o treinador, em conferência de imprensa.

O empate 0-0 do FC Porto em Guimarães permitiu ao rival Benfica diminuir a distância para o primeiro lugar para três pontos e Sérgio Conceição admitiu a “azia” pela redução da distância pontual para o segundo classificado, apesar de garantir que nada vai mudar na preparação para o jogo seguinte.

“Estou com mais azia porque estávamos a cinco [pontos] e agora estamos a três. Perdemos pontos importantes. Temos de olhar para isso de forma tranquila. Perdemos dois pontos, mas a jogar desta forma vamos ganhar muitos jogos. Estamos convictos de que vamos ser campeões. Existem jogos em que criámos muito menos e ganhámos por 1-0. A riqueza do futebol a ver com isso”, frisou.

Marega vai estar ausente devido a uma lesão que o poderá deixar de fora dos relvados mais de mês e meio e Sérgio Conceição admitiu que não é fácil substituir o influente avançado, que soma 15 golos em 31 jogos.

“O Marega é um grandíssimo jogador. Fez um ano e meio de grandíssimo nível comigo. Mas também perdemos o Aboubakar no começo da época e não se tem falado muito nisso, porque as coisas têm corrido bem e temos feito muitos golos. Houve um momento da época em que perdemos o Tiquinho, que nem foi inscrito na Liga dos Campeões por isso mesmo. Durante muito tempo tivemos de jogar só com um avançado”, lembrou.

Sérgio Conceição assinalou que “a dinâmica da equipa tem de colmatar a ausência de um jogador tão importante como Marega”: “Não me refiro só à manobra ofensiva, mas também defensiva. Nas transições é o jogador mais forte que já treinei. Temos de arranjar soluções”, assumiu.

O técnico abordou também a ausência de Corona do encontro com a Roma, da primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. O internacional mexicano foi castigado por dois jogos pela UEFA, que interpretou como propositado o cartão amarelo visto pelo jogador na parte final do jogo frente ao Schalke 04.

“Eles leem os pensamentos dos jogadores. Está pronto para este jogo e isso é o que me interessa. A seu tempo falaremos desse jogo. Mas é verdade que está fora do jogo com a Roma. A nossa Liga dos Campeões é amanhã”, advertiu.

O FC Porto, líder do campeonato, com 50 pontos, joga na sexta-feira em casa do Moreirense, quinto classificado, com 34, às 20:30, em jogo da 21.ª jornada da I Liga de futebol.

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Futebol

“[O Aves] limitou-se a chutar para a frente e a esperar por um erro nosso”

Declarações dos treinadores no Aves-Braga, da 13.ª jornada da Liga

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o jogo Desportivo das Aves-SC Braga (1-0), da 13.ª jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio do CD Aves, na Vila das Aves:

Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “[O Aves] lutou com as armas com que lhe deixaram lutar. Em termos de jogo, limitou-se a chutar para a frente e a esperar por um erro nosso. Utilizou essa estratégia de agressividade nos duelos, num terreno mau para se jogar, em que tivemos de dar mais dois ou três toques do que o normal para poder dominar.

Não foi possível jogar o que queríamos e adaptar-nos ao terreno. O golo inicial criou-nos alguma ansiedade e não soubemos ser práticos e simples perante estas condicionantes. No final da primeira parte e no início da segunda criámos algumas oportunidades, mas a sorte e a felicidade não quiseram nada connosco.

Sou apologista de agressividade, com lealdade, mas hoje foi permitido demasiado. Houve muitas paragens que condicionaram a nossa dinâmica. Depois houve muito anti-jogo, que já estávamos à espera.

Até o próprio Aves ficou surpreendido com o golo que fez. Depois apostou em duelos e não soubemos reagir. O André [Horta] tem sido muito importante na nossa estratégia, mas o jogo não estava para ele, porque não estávamos a igualar o adversário nos contactos. Faltou um golo para entrar o jogo e ir à procura da vitória.

[Sobre a confusão entre Fransérgio e adeptos no final] Não percebi bem o que se estava a passar. Fui buscar o jogador como normalmente faço. Estamos tristes, porque queríamos aproveitar os deslizes dos adversários e eram três pontos muito importantes para continuar a subir na tabela”.

Nuno Manta Santos (treinador do Desportivo das Aves): “A estratégia resultou e o Aves ganhou. São mais três pontos, faltam disputar mais 63 neste campeonato e o Aves tem de conquistar os pontos necessários para a manutenção. Alguns desafios são decisivos para nós, no sentido de deixarmos uma imagem e uma atitude positiva. Hoje, estivemos vivos, concentrados e conseguimos uma vitória que é fruto de muito trabalho da nossa parte.

Gostei muito do rigor individual e coletivo. Pedi a cada jogador que soubesse qual era a sua tarefa e a intensidade que teria de colocar em cada momento de jogo. Depois teríamos de aproveitar a bola para causar desconforto ao Braga.

Só na parte final, com o ascendente que o adversário colocou, é que tivemos alguma dificuldade para suster cruzamentos e bolas paradas. Houve sorte, mas faz parte do jogo e quem trabalha mais tem sempre mais sorte.

O Aves tem muitos atletas profissionais e todos podem fazer parte do plantel principal ou da equipa de sub-23. Aqui não há estatuto nem experiência, mas aquilo que eles podem dar de bom ao Aves. Tenho de aproveitar isso e colocá-los a jogar.

Não quer dizer que na próxima semana estarão a jogar. Isso depende do dia de amanhã e todos têm de trabalhar para conquistar um lugar. Neste momento estou a procurar implementar no Aves a competitividade interna”.

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Futebol

Após duas derrotas, Famalicão critica arbitragem

Presidente da SAD revoltado

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Foto: Twitter / FC Famalicão

O presidente da SAD do Famalicão, Miguel Ribeiro, considerou este sábado que a arbitragem prejudicou a equipa minhota em dois lances na derrota sofrida na receção ao Tondela, por 3-2, para a 13.ª jornada da I Liga de futebol.

O dirigente considerou que a equipa de arbitragem liderada por João Bento, da Associação de Futebol de Santarém, deveria ter assinalado um penálti para os anfitriões, numa ‘mão’ de Bruno Wilson, aos 32 minutos, quando o jogo estava 2-0 para o Tondela, e validado o golo a Nehuén Pérez, aos 70, que consumaria a reviravolta aos famalicenses.

“Temos um penálti a nosso favor, numa mão. Depois de um trabalho árduo de uma equipa que esteve a perder 2-0 desde muito cedo e conseguiu o 2-2, fizemos o 3-2. E depois de seis minutos de análise de VAR, olhámos para as imagens e não conseguimos descortinar qualquer irregularidade [fora de jogo]. Esse lance dava-nos o 3-2”, lamentou, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Famalicão, após o jogo.

O presidente da SAD famalicense disse que os jogadores, no balneário, estavam ainda “estupefactos” quanto ao golo anulado e defendeu que o Famalicão, terceiro classificado no campeonato, com 24 pontos, mas sem vencer há quatro jogos, também foi prejudicado nas duas rondas anteriores.

Miguel Ribeiro considerou que, na derrota sofrida ante o Portimonense, para a 12.ª jornada (2-1), o penálti de Roderick, que deu o 2-0 aos algarvios, não deveria ser assinalado, e que no empate caseiro com o Moreirense (3-3), da 11.ª ronda, deveria ter sido assinalada uma falta no lance que permitiu aos ‘cónegos’ reduzirem para 3-2.

“Como é que o terceiro classificado – e é terceiro porque é a terceira melhor equipa que está em Portugal -, vê-se nestas últimas três jornadas numa situação destas, em que erros objetivos nos tiram o nosso objetivo, a vitória a cada jogo?”, questionou.

O responsável salientou ainda que os erros que enumerou não deveriam ter sido cometidos com uma ferramenta como o videoárbitro (VAR), antes de desejar que este tipo de situação “não se repita” durante a época, quer com o Famalicão, quer com qualquer outra equipa na I Liga.

“Não gostávamos que o esforço de nenhuma equipa não fosse beliscado por decisões erradas”, concluiu.

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Futebol

“Dominámos o jogo do primeiro minuto ao minuto 100”

Declarações no pós Famalicão-Tondela

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Famalicão-Tondela (2-3), da 13.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Vila Nova de Famalicão:

João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “Falhou precisamente isso [a eficácia]. Temos de ir menos vezes [à área contrária] e marcar mais. E não podemos permitir que o adversário, em tão poucas vezes, possa marcar. Temos um problema identificado, que, se calhar, tem mais a ver com a forma como atacamos do que com a forma como defendemos. Temos de resolver isso, para que não seja preciso trabalhar tanto para vencer os jogos.

Nos últimos dois jogos, os resultados foram maus, duas derrotas. Jogámos e trabalhámos, mas estamos a perder por causa de erros defensivos que não permitem que os resultados sejam melhores.

Há um plano de jogo e há uma estratégia que tem a ver com o nosso jogo e com a nossa qualidade. Dominámos o jogo do primeiro minuto ao minuto 100. Infelizmente, o adversário aproveitou um erro numa primeira fase de construção nossa e um canto. A transição ofensiva do adversário causou-nos alguma mossa. Temos de resolver.

Há posse de bola e posse de bola [sobre o facto de a equipa ter recorrentemente mais posse de bola do que os adversários, mas perder pontos]. A nossa posse faz mossa às equipas adversárias. Temos alguma dificuldade em colocar a bola em zonas de finalização em maior número. Mas o nosso problema também tem a ver com a forma como atacamos. Temos de reagir à perda da bola com outras características e outra velocidade.

A paragem do jogo [na altura do golo anulado ao Famalicão], para além de prejudicar o Famalicão, prejudicou o futebol. Não faz sentido estar quase 10 minutos à espera de uma decisão”.

Natxo González (treinador do Tondela): “Sim [foi a vitoria da eficácia], se bem que me vem à cabeça o falhanço do Murillo [no início da segunda parte]. Os nossos dois primeiros golos foram marcados nas primeiras oportunidades. Nas últimas partidas, não tínhamos tido [grande eficácia]. Sabíamos que tínhamos de fazer mais golos para ganhar, porque o Famalicão chegou muitas vezes à área.

Valorizo muito a reação da equipa, após duas derrotas seguidas. O mais importante é a resposta a essa situação. Passámos por uma dificuldade que não tínhamos vivido até agora.

[O Famalicão] foi dos adversários mais fortes que encontrámos até agora. Têm um jogo posicional muito bom, um pouco à semelhança do [Vitória de] Guimarães. Sou fã. Tentámos sair bem da pressão e aproveitar as bolas ganhas. Sabíamos que a cada perda de bola deles, eles poderiam sofrer.

Havia um desgaste grande [do João Pedro, quando foi substituído]. Sabia que a entrada do Denilson poderia dar mais espaço aos nossos extremos para criarem perigo. Por outro lado, os nossos laterais poderiam ficar expostos”.

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