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Braga

Semibreve. Festival de música eletrónica de “nível europeu” com cartaz ambicioso

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De 28 a 30 de Outubro, Braga volta a receber o festival que coloca a cidade no roteiro dos festivais de música electrónica europeus. A sexta edição do Semibreve reparte-se pelo Theatro Circo, pelo espaço GNRation e pela Casa Rolão, apresentando, segundo a organização, um cartaz ambicioso que explora o que de mais marcante e inovador vai sendo criado no vasto universo da música electrónica e da arte digital.

Nomes fortes como Tyondai Braxton, Kaitlyn Aurelia Smith, Oliver Coates e Nídia Minaj, actuam pela primeira vez a Portugal, juntando-se aos já conhecidos Andy Stott, Paul Jebanasam & Tarik Barri e Ron Morelli. O festival contará ainda com um vasto programa de instalações, entre as quais ‘Quintetto’ da autoria do colectivo italiano Quiet Ensemble e ‘Growing Verse’ de Junya Oikawa, artista japonês vencedor do EDIGMA Semibreve Award, um prémio que visa estimular a criação artística digital, que este ano dedicou especial atenção a projectos artísticos que recorram à interactividade, ao som e à imagem, contando com supervisão do engage lab da Universidade do Minho.

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Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, depois de apresentada mais uma edição dos Encontros da Imagem, de se aproximar o Festival para Gente Sentada, assim como mais uma edição da Braga Barroca, o Semibreve vem comprovar que a Cidade “vive uma ‘rentrée’ cultural de luxo, que demonstra o eclectismo existente em Braga, a vitalidade das nossas instituições e a diversidade e ambição das muitas iniciativas que não são apenas referências para Braga, mas sim para o País e até mesmo a nível internacional”.

Durante a apresentação do Semibreve, que decorreu esta sexta-feira, 09 de setembro, no Theatro Circo, o autarca referiu que este festival “é um extraordinário exemplo da enorme qualidade e arrojo das iniciativas que Braga desenvolve”, sendo mesmo “um desafio ao encontro de um percurso cultural alternativo, que potencia o interesse dos Bracarenses para algo fora do que é considerado como tradicional”.

Para Ricardo Rio, são iniciativas como o Semibreve que reforçam a candidatura de Braga a cidade criativa da UNESCO no campo das Media Arts. “Não é por acaso escolhemos as Media Arts para esta candidatura. Esta é uma área onde os desafios à criatividade e à inovação dos Municípios são mais exigentes, mas é também a forma de enaltecer a ligação entre as múltiplas dimensões de uma Braga cultural, com a dimensão económica de uma Braga tecnológica com base no seu tecido empresarial”, sublinhou.

A ligação a Braga e aos bracarenses está bem patente nesta edição do Semibreve que vai contemplar a cidade com um espectáculo – aberto ao público – de música contemporânea protagonizado pela norte-americana Christina Vantzou. O concerto terá lugar na Capela Imaculada do Seminário Menor na tarde de sábado, dia 29.

O Semibreve, cujos passes gerais já se encontram esgotados, restando apenas alguns bilhetes diários para as salas individuais, é organizado pela AUAUFEIOMAU com o apoio do Município de Braga e da Fundação Bracara Augusta, e afirma-se como um evento incontornável no panorama da música electrónica nacional e internacional, proporcionando espectáculos de alguns dos artistas mais relevantes da actualidade no domínio da música electrónica e contribui para a divulgação de produção científica no campo das artes digitais produzida por instituições de referência, tais como a Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade Católica, Fundação Bienal de Cerveira e Digitópia/Casa da Música.

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Terras de Bouro

Quatro jovens estrangeiros perdidos resgatados na Serra do Gerês

Três neozelandeses e um cabo-verdiano

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Foto: O MINHO

Quatro jovens estrangeiros, três neozelandeses e um cabo-verdiano, foram resgatados pela GNR na madrugada de hoje após se terem desorientado na Serra do Gerês, disse à Lusa a GNR de Braga.

Segundo a fonte, cerca das 22:00 de sábado os jovens – três homens e uma mulher – pediram apoio via telemóvel ao posto territorial da GNR de Terras de Bouro, por se terem afastado da trajetória que seguiam e não conseguirem orientar-se.

Foto: O MINHO

Foto: O MINHO

“O posto informou o CDOS [Comando Distrital de Operações de Socorro] de Braga, que ativou a equipa do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, que procedeu ao resgate”, disse.

Conforme explicou a fonte do Comando Territorial de Braga da GNR, os jovens enviaram via ‘Whatsapp’ às autoridades as coordenadas GPS do local onde se encontravam, tendo sido localizados pelo GIPS pelas 01:00 de hoje, num local “bastante distante da estrada”.

Os jovens encontravam-se bem e a operação foi dada como finalizada pelas 04:00 da madrugada.

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Braga

Cerca de 30 mil pessoas assistiram ao concerto de Mariza no Bom Jesus

Homenagem à classificação do santuário como Património Imaterial da UNESCO

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Foto: Divulgação/Confraria Bom Jesus

Segundo a Confraria do Bom Jesus do Monte, perto de 30 mil pessoas estiveram concerto da fadista Mariza no local, que celebrou esta sexta-feira a inscrição na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Varico Pereira, da Confraria do Bom Jesus do Monte, referiu que se tratou da verdadeira “festa do Património Mundial” em que o Bom Jesus prestou uma homenagem todos os bracarenses e amigos do Bom Jesus.

Foto: Divulgação/Confraria Bom Jesus

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

Foto: Divulgação / CM Braga

A fadista disse ainda que era uma “honra participar nesta data especial” e agradeceu às milhares de pessoas por se terem deslocado ao Bom Jesus para “ouvir cantar em português”.

Este concerto serviu para homenagear a classificação do santuário como Património Imaterial da UNESCO, uma das mais altas distinções para o património a nível mundial.

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Braga

Casa da Arquitectura inaugura primeira exposição retrospetiva sobre Souto de Moura

Arquiteto do Estádio Municipal de Braga

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Foto: DR/Arquivo

A Casa da Arquitectura vai inaugurar, a 18 de outubro, a exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras”, a primeira dedicada em exclusivo ao percurso do arquiteto, patente até setembro de 2020, anunciou hoje a instituição.

“Esta é a primeira mostra monográfica dedicada a Souto de Moura e a maior realizada até à data pela Casa da Arquitectura”, concebida a partir do acervo aí depositado pelo Prémio Pritzker 2011, adiantou a Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura, à agência Lusa.

A exposição tem curadoria do historiador de arquitetura Francesco Dal Co, do Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza, e do arquiteto Nuno Graça Moura, permitindo “uma singular e rara leitura monográfica do trabalho daquele que é considerado um dos mais prestigiados arquitetos portugueses”, escreve a Casa da Arquitectura, no ‘dossier’ de apresentação da mostra.

Trata-se da “primeira leitura extraída do enorme acervo que o arquiteto depositou na Casa da Arquitectura em maio transato, composto por 604 maquetes, cerca de 8.500 peças desenhadas e toda a documentação textual e fotográfica que complementa os projetos”, universo a partir do qual foram selecionados “cerca de 40”, para a exposição.

A mostra vai “‘invadir’ a Casa da Arquitectura”, segundo a instituição: “Irá ocupar a nave expositiva com 950 metros quadrados e a Galeria da Casa com 150 metros quadrados. O material da exposição, todo original e em grande parte nunca exposto, é apresentado rigorosamente como consta no arquivo da Casa da Arquitectura, sem manipulação ou qualquer omissão”.

Será publicado um catálogo, numa edição conjunta da Casa da Arquitectura e da Yale University Press, com ensaios dos arquitetos Álvaro Siza (Prémio Pritzker 1992), Carlos Machado, Francesco Dal Co, Giovanni Leoni, Jorge Figueira, Nuno Graça Moura e Rafael Moneo.

A par da exposição, será desenvolvido um programa de atividades paralelas, que contempla conferências, debates, visitas guiadas e outras disciplinas (como a música, através de concertos, por exemplo), concebido pelos curadores e pelo diretor da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio.

No passado dia 06 de maio, quando assinou o contrato de depósito do acervo, Souto de Moura disse ter optado pela Casa da Arquitectura, seduzido pelo facto de poder “participar na criação das coisas”.

“As outras [instituições que recebem acervos de arquitetura] são autênticos jazigos e lamento que a obra do [arquiteto Fernando] Távora esteja encerrada”, disse então.

A carreira de Eduardo Souto de Moura soma perto de 40 anos e mais de uma dezena de prémios, como o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, atribuído no ano passado, e o Pritzker, o “Nobel da arquitetura”, em 2011, pelo conjunto da obra.

Entre outras distinções, recebeu o Prémio da X Bienal Ibero-americana de Arquitetura e Urbanismo, em 2016, o Prémio Wolf de Artes, de Israel, em 2013, o Prémio Pessoa, em 1998, e o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte – Portugal, em 1996.

Em abril, nos Estados Unidos, a sua carreira foi reconhecida pela Academia Americana de Artes e Letras, com o Prémio Arnold W. Brunner 2019.

A Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo, no Porto, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, a remodelação do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu, os interiores dos Armazéns do Chiado, em Lisboa, contam-se entre os seus projetos, assim como o pavilhão da Serpentine Gallery, nos jardins Kensington, em Londres, feito em parceria com Álvaro Siza, com quem iniciou a carreira, em 1981.

A apresentação pública da exposição “Souto de Moura – Memória, Projectos, Obras” será realizada no dia 16 de outubro, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, no distrito do Porto.

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