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Semana Santa com ocupação hoteleira prevista acima dos 80% no Porto e Norte de Portugal

Entidade lança campanha de promoção junto de mercado espanhol, mas quer chegar a outros mercados emissores

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Foto: DR

A Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) está confiante de que a Semana de Páscoa de 2019 registará “números históricos” de ocupação hoteleira.

Os dados disponíveis apontam para que “a taxa de ocupação média possa ultrapassar os 80%, podendo atingir a lotação máxima em alguns concelhos onde as celebrações têm mais tradição e com a estada média, na época pascal que se avizinha, a subir para quatro noites”, diz a entidade em comunicado.

Há mais de uma centena de eventos espalhados pelos diversos concelhos, onde serão recriadas as tradições mais ancestrais, da Via Sacra à Queima de Judas, do compasso pascal, passando por concertos e cortejos.

O Minho, com a Semana Santa de Braga, é aquele que tem uma programação mais alargada e conhecida, mas o Douro, Trás-os-Montes e o Porto, também têm manifestações festivas.

Os espanhóis são quem mais visita o território no período de Semana Santa, mas os responsáveis pela TPNP querem “diversificar os mercados emissores e registam com agrado a adesão de cada vez mais visitantes de países como o Brasil, Alemanha e França”.

“Ciente da importância desta vertente turística para a indústria do sector, a TPNP lançou uma forte campanha de promoção, com divulgação nas plataformas de lojas interativas de turismo, programa disponível no espaço do aeroporto e no Porto Welcome Center”, acrescenta ainda o comunicado.

A divulgação dos eventos previstos para esta época vai envolver ainda campanhas publicitárias nas televisões, nas redes digitais, outdoors nas autoestradas, apoio a concertos e exposições, assim como organização de visitas de jornalistas e operadores turísticos estrangeiros à região.

Números referentes a janeiro deste ano indicam que o Porto e Norte de Portugal foi a região do País que mais contribuiu para o aumento do número de dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico portugueses, com mais 47,2 mil dormidas do que em janeiro de 2018.

Para o presidente da TPNP. Luís Pedro Martins, estes resultados “são fruto do trabalho desenvolvido por todos os players da região e que se tem refletido num crescimento sustentado, quer em termos de resultados obtidos, quer em termos de qualidade dos serviços prestados a quem elege a região como destino turístico”.

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Comportamentos estão a mudar mas o plástico ainda não desapareceu das praias

Dia Nacional de Limpeza de Praia

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Foto: DR / Arquivo

As mentalidades estão a mudar, alguns comportamentos também, mas nas praias continuam a existir beatas, palhinhas, cotonetes e, só no ano passado, uma iniciativa de recolha permitiu juntar 1,5 toneladas de plástico.

Esta sábado assinala-se o Dia Nacional de Limpeza de Praia, com dezenas de autarquias a organizarem iniciativas para tornar os areais mais limpos.

“Tem havido melhorias, mas também há ainda quem não queira saber, algumas pessoas continuam a achar que espaço público não é o mesmo que espaço privado, porque dentro de casa não deitam lixo para o chão, como fazem na rua”, disse à agência Lusa Susana Fonseca, da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

As melhorias são resultado de um conjunto de fatores: por um lado, o investimento que autarquias e concessionários das praias têm feito nos últimos anos, por outro, a sensibilização para o problema dos plásticos nos oceanos, nomeadamente nas escolas, porque “há cinco ou 10 anos não havia nem preocupação, nem mesmo conhecimento” sobre essa questão.

“Há menos tendência para se sujar o que está limpo, as pessoas têm orgulho por a ‘sua’ praia estar bem classificada”, explicou Susana Fonseca.

Contudo, continuam a existir as pequenas embalagens, disse a ambientalista, lembrando o projeto-piloto que irá ser implementado durante ano e meio para incentivar os consumidores a devolverem aos supermercados as garrafas de plástico usadas. A ideia é premiar os consumidores com talões de desconto em função das devoluções.

“O sistema funciona muito bem, tem funcionado muito bem noutros países e devia ser desde já alargado, estar um ano e meio em regime de projeto-piloto é tempo perdido”, salientou.

Questionada sobre se um sistema de multas poderia desincentivar as pessoas a sujar as praias, Susana Fonseca defendeu ser “mais eficaz quando é a própria sociedade a ajudar a implementar regras de civismo”.

Educar e sensibilizar é também um dos objetivos do programa “Praia mais limpa com…”, promovido pela Associação Bandeira Azul de Europa (ABAE) e que é destinado a empresas e associações, que durante um dia ajudam a recolher os “pequenos resíduos” que foram deixados no areal, como beatas e cotonetes.

Embora tenha sido criado já há alguns anos, segundo Márcia Vieira, em 2018 e 2019 “notou-se um ‘boom’” no interesse em relação a este programa.

“Há uns anos eram atividades muito pontuais, este ano temos promovido uma a duas atividades por mês”, disse a responsável da ABAE, reconhecendo que, infelizmente, não se nota uma diminuição deste tipo de lixo.

Outro dos programas promovidos pela ABAE, em conjunto com o Eletrão – Associação de Gestão de Resíduos e o Lidl, é o “TransforMar”, que promove a recolha de plásticos.

O objetivo é precisamente transformá-los em equipamentos para a comunidade, tendo no ano passado sido criados equipamentos de desporto.

Em 2018, em 15 praias de norte a sul, foram recolhidas 88 mil unidades de plásticos, o que correspondeu a cerca de 1,5 toneladas. Só na praia de Carcavelos, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, em três dias foram recolhidos 400 quilos de plástico.

Sobre a recolha deste ano ainda não existem números, mas Márcia Vieira estimou que o número de plásticos seja muito semelhante ao ano passado ou mesmo um pouco superior.

Além destes programas, a ABAE tenta envolver neste tipo de ações “as pessoas que fazem parte da praia”, como os concessionários, nomeadamente através de um concurso que promove “as boas práticas”.

“O problema do lixo nas praias é um assunto que cada vez está mais presente, nas redes sociais, na comunicação social. Agora, se isso vai traduzir-se em mudanças de comportamento ainda não sabemos. Mas, falando-se mais, pelo menos temos essa esperança”, disse a responsável da ABAE.

Pelo menos os 3.500 “patrulheiros” registados na aplicação lançada oficialmente em janeiro de 2019 – através da qual alertam para a ocorrência de atentados ao meio ambiente – deverão ser pessoas mais atentas para estes problemas.

Segundo dados enviados à agência Lusa sobre a atividade dos “patrulheiros” registados, o maior número de ocorrências relatadas tem que ver com a falta de capacidade dos caixotes e ecopontos que não dão vazão ao lixo deixado em praias e zonas balneares. Especialmente na costa alentejana são relatados muitos casos de lixo em praias desertas e detritos deixados em zonas onde se faz caravanismo selvagem.

Do Algarve também chegaram relatos de despejos de lixo orgânico em trilhos e até de sofás.

Os dados mostram que “99% dos municípios com praias de bandeira azul reagem em 24 horas” e também se tem verificado “o aumento das respostas positivas e das rápidas resoluções dos municípios em relação aos problemas ambientais registados na aplicação”.

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Estudo revela que eleitores portugueses ainda “votam com a carteira”

Estudo

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Foto: DR / Arquivo

A democracia e sistema eleitoral em Portugal dão sinais de grande estabilidade, comparando com Grécia ou Itália, e há muitos eleitores portugueses que continuam a “votar com a carteira”.

A conclusão pode ser retirada de um estudo, da autoria de Marco Lisi, licenciado em ciências políticas na Universidade de Florença, hoje professor auxiliar do Departamento de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador do ICS, que resultou na publicação do livro “Eleições: Campanhas eleitorais e decisão de voto em Portugal”, editado em julho (Edições Sílabo) e tem por base os resultados dos inquéritos pós-eleitorais feitos pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS).

Em declarações à Lusa, Marco Lisi sublinha que o comportamento do eleitor português está muito marcado, além de fatores ideológicos e sócio-económicos, pelo que se chama de “fatores de curto prazo” – a imagem dos líderes partidários, ou os temas de campanha, onde a economia, ou “votar com a carteira”, tem ainda muito peso.

Nas eleições legislativas de 2002, a principal preocupação dos eleitores inquiridos nos estudos era a instabilidade económica, em 2005 e 2009 foi o desemprego, logo seguida da situação económica negativa, e em 2011 a crise em geral.

A importância do voto económico tem um episódio famoso que foi quando, na campanha de 1980 nas presidenciais norte-americanas, o republicano Ronald Reagan fez a pergunta, retórica, aos eleitores num debate com o democrata Jimmy Carter, se estavam melhor e se era mais fácil irem às compras do que há quatro anos. Reagan ganhou.

Olhando o comportamento eleitoral, Marco Lisi, em declarações à Lusa, anotou ainda algum peso do fator ideológico, no voto no PCP, por exemplo, mas os fatores decisivos são mesmo “os mais tradicionais”, o estado da economia, os impostos, as políticas sociais.

Portugal, explicou, não foi “afetado” por novos temas, como a imigração, que “mudaram os equilíbrios partidários noutros países”, como Itália ou Grécia, e em menor grau a Espanha, que fizeram surgir ou novos partidos ou crescer outros já existentes, pelo que há “uma estabilidade grande nos eleitorados”.

Depois, uma das conclusões que o investigador confessou tê-lo surpreendido foi relativamente os indecisos, um grupo que pode decidir o resultado de eleições.

No livro, são caracterizados “pela combinação de elevados níveis de educação e, ao mesmo tempo, traços de desafeição, como o fraco interesse pela política”, a par de características mais gerais, como apatia, distância da esfera política e menor participação.

Em declarações à Lusa, Marco Lisi admite ter ficado surpreendido com duas conclusões do trabalho que fez.

Por um lado, aponta o que parecer ser “um paradoxo” pelo facto de existir “um eleitorado que parece estar muito dependente da imagem dos líderes ou dos temas de campanha” e, ao mesmo tempo, “haver uma grande estabilidade nas opções de voto” dos portugueses.

“Houve uma grande estabilidade da oferta partidária. A combinação da importância das campanhas, os fatores de curto prazo com essa estabilidade eleitoral” torna Portugal num “caso único” no contexto europeu, disse.

Outro fenómeno que surpreendeu o investigador foi o eleitorado indeciso, “muito crítico dos partidos tradicionais” e a incapacidade dos partidos, “novos e velhos”, de “trazer de volta ou mobilizar” eleitores, que “não votam por acharem que não vale a pena voltar a votar”.

E dá o caso de Emmanuel Mácron, em França, ou de Barack Obama, nos Estados Unidos, que conseguiram mobilizar eleitores.

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Jerónimo de Sousa acusa partidos de apresentarem contas erradas

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Divulgação

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou na sexta-feira à noite os partidos que “governaram na última década” de não apresentarem “contas certas” ao país, preocupando-se apenas em acertar contas com Bruxelas e “o grande capital”.

O líder comunista discursava numa festa-comício da CDU na Voz do Operário, em Lisboa.

“Falam de contas certas, mas não estão a pensar em acertar as contas com país e com o povo, estão a pensar apenas com Bruxelas e com o grande capital”, realçou Jerónimo de Sousa, perante várias centenas de pessoas.

Num salão no quarto andar na Voz do Operário, o dirigente comunista reiterou que não há debate em que os partidos que governaram na última década – PSD, CDS e PS – apresentem contas certas.

“Nestes últimos dias de pré-campanha não há debate onde aparecem aqueles que governaram o país nas últimas décadas com contas erradas com a vida do povo, que não se apresentem como os garantes das contas certas e do rigor e prometer com elas futuros risonhos”, referiu Jerónimo de Sousa.

Para o líder do Partido Comunista Português, as soluções apresentadas pelos outros partidos não são correspondem à realidade.

“As contas que dizem ter certas não são contas para avançar como é preciso. Falam como se apresentassem soluções alternativas e não apenas variantes do mesmo modelo imposto pelos cegos anacrónicos critérios do euro e da ditadura do défice e imposições da União Europeia”, declarou o comunista.

De acordo com Jerónimo de Sousa, são necessárias contas sérias, sem compadrios e submissão aos grandes interesses, indicando que PSD, CDS e PS “acham que as contas certas são as suas e as dos outros são contas para enganar”.

O dirigente acrescentou ainda que há contas “marteladas” no défice orçamental e que são deficitárias no Serviços Nacional de Saúde, educação, transporte e outros serviços públicos

“Tem sido em nome das tais contas que se corta em tudo para garantir as contas certinhas com a banca. Já lá vão 20 mil milhões de euros para cobrir os seus desmandos, para encher os bolsos da especulação financeira com largos milhares de milhões de juros da dívida”, concluiu.

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