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Braga

Semana do Mundo Rural junta 50 stands – e muitas atividades – no Campo da Vinha, em Braga

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De 29 de setembro a 2 de outubro, Braga realiza a terceira edição da Semana do Mundo Rural, um evento que tem como objectivo valorizar os costumes e tradições do concelho. Concertos, palestras, showcooking, entre muitas outras actividades, fazem parte de um vasto programa direccionado para todos os públicos, tendo como palco principal o Campo da Vinha.


Desenvolvida em parceria com a Associação de Artesãos do Minho, esta edição apresenta um novo formato e aposta na descentralização de algumas actividades, levando a “festa do mundo rural” a vários pontos do Concelho.

“Pretendemos dar enfase às tradições rurais e à valorização deste sector no Concelho de Braga. Para tal temos um programa bastante rico, diversificado e representativo do mundo rural, onde estarão expostas tradições antigas como a desfolhada, a vindima ou a confecção do pão à moda antiga”, referiu Altino Bessa, vereador do Ambiente e Desenvolvimento Rural do Município de Braga, durante a apresentação do evento, que decorreu esta terça-feira, 27 de Setembro.

Como explicou aquele vereador, neste certame haverá uma feira com produtos típicos da região, mas também produtos gourmet e biológicos, havendo lugar ainda para a gastronomia através de uma praça de alimentação.

“Aqui pretendemos dar ao público a oportunidade de saborear os típicos pratos minhotos que podem ser degustados ao som da música tradicional”, sublinhou Altino Bessa, acrescentando que o objectivo é “proporcionar um convívio directo entre o público urbano e o público das freguesias mais rurais”.

O certame regista um crescimento significativo em relação aos anos transactos, uma vez que conta com 50 stands onde serão expostos produtos regionais, legumes, sectores industriais e institucionais ligados à agricultura, exploração e defesa da floresta. No espaço haverá uma área dedicada à Quinta Pedagógica, com a presença de animais vivos e passeios de charrete pela Cidade.

O certame abre ao público na quinta-feira, dia 29 de setembro, pelas 10h00 e ao longo do dia haverá várias actividades a decorrer, entra as quais a apresentação do projecto ‘Do Grão ao Pão’. Mais tarde, pelas 21h00, no auditório Associação Comercial de Braga (ACB), haverá uma palestra sobre o ano internacional das leguminosas, seguindo-se o concerto do grupo Raízes do Cávado. O dia termina com o concerto de Luís Muxima e Zeca Torres, pelas 22h30.

Na sexta-feira, pela manhã, o destaque vai para uma desfolhada com crianças e idosos, seguindo-se da actuação do Grupo de Cavaquinhos no centro histórico. Às 21h00, terá lugar a palestra “como viver numa casa mais saudável”, no auditório da ACB, e depois a actuação do Grupo Canto D’Aqui. A noite termina com a actuação do músico bracarense Hugo Torres, pelas 23h30.

No sábado, além de diversas actividades ao longo do dia, o destaque vai para uma desfolhada no Mosteiro de Tibães, para uma palestra que terá lugar em Este S. pedro, designada “Em defesa da Floresta” e para a primeira corrida de carrinhos de rolamentos que vão descer o Monte Picoto. Em termos musicais, o dia de Sábado reserva a actuação de vários ranchos folclóricos do Concelho, seguindo-se os concertos do Quinteto Daniel Cristo, pelas 21h30, Tó Fernando, às 22h30 e Boca do Povo, pelas 23h30.

No domingo, último dia do evento, terá lugar um dos momentos mais esperados com a realização do Cortejo etnográfico com a presença de 34 freguesias/união de freguesias do Concelho.

“As freguesias foram desafiadas a apresentar as suas tradições. Com este momento, pretendemos revelar aos bracarenses os costumes, as crenças e as tradições de cada comunidade, que são transmitidas de geração em geração e que permitem a continuidade de uma determinada cultura”, concluiu Altino Bessa, adiantando que esta edição contará com uma competição saudável entre freguesias para o carro que estiver melhor decorado, sendo que a atribuição dos prémios estará a cargo de um júri constituído por presidentes de Junta.

 

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Braga

Jovem pede ajuda à varanda após agressões do namorado em Braga

Agressões

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Foto: Ilustrativa / DR

Um jovem casal ter-se-à envolvido em agressões mútuas ao início da madrugada desta sexta-feira dentro de um apartamento na cidade de Braga.

A PSP foi chamada a intervir após chamada telefónica dos vizinhos, na Rua dos Lusíadas, junto à Universidade do Minho, segundo conta o Jornal de Notícias.

Na sequência de vários gritos e pedidos de ajuda por parte de uma rapariga, que chegou a estar seminua na varanda enquanto gritava por socorro, a PSP deslocou-se ao local, pondo fim à contenda.

De acordo com a mesma fonte, as agressões terão sido mútuas entre o casal, com um jovem que estaria também no apartamento a ser testemunha da pancadaria.

Apesar de apresentarem escoriações, nenhum dos dois recebeu assistência hospitalar.

A jovem apresentou queixa na esquadra da PSP.

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Braga

Covid-19: Mais seis bracarenses infetados contabilizados como sendo de Lisboa

Covid-19

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Foto: DR

Seis bracarenses infetados com o novo coronavírus, ao longo dos últimos dias, foram agora registados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) como sendo da área de Lisboa e Vale do Tejo, por residirem atualmente naquela região, por motivos profissionais, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Esta mudança nos registos tem sido habitual desde o início da pandemia levando a que os números entre dados divulgados a nível local e nacional não coincidam.

Há também um atraso na colocação de números e a não contabilização de testes efetuados no âmbito laboratorial e que não são inseridos por médicos na plataforma SINAVE, que contabiliza os casos divulgados no relatório diário da DGS. Esses casos derivados no âmbito laboratorial são incluídos no total acumulado de infetados com covid-19 a nível nacional mas não discriminados por concelho.

Segundo a fonte local, registava-se até ás 18:00 horas de quinta-feira, 1.397 casos acumulados de infetados desde o início da pandemia, mais três do que ontem. Destes, 1.297 já estão recuperados, mais um do que ontem, lamentando-se ainda 74 óbitos. Existem, atualmente, 26 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

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Braga

Filha denuncia “donativo” de 10 mil euros em 2018 para aceitar idosa num lar de Braga

Corrupção

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A filha de uma utente do lar de idosos da Irmandade de Santa Cruz, em Braga, denunciou hoje que em 2018 teve de pagar um “donativo” de 10 mil euro por uma vaga, contrariando uma acusação do Ministério Público.

O Ministério Público (MP) acusou um ex-provedor daquela irmandade de “solicitar ou exigir” o pagamento de quantias monetárias para a admissão de utentes para o lar de idosos, mas indicava que este procedimento terminou em 2017, após a entrada do novo provedor.

Em fevereiro de 2018, porém, e segundo contou à Lusa Maria Pereira Reis, a irmandade pediu-lhe um donativo de 10 mil euros como contrapartida de vaga para a admissão da mãe no lar.

“A diretora técnica disse-me que havia vaga para a minha mãe, na condição de aceitar as condições deles. E as condições passavam por fazer um donativo de 10 mil euros, alegadamente destinada a melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirmou.

A Lusa teve acesso ao recibo emitido pela irmandade, que dá conta de um “donativo” de 10.001,54 euros.

Outra condição era o pagamento de uma mensalidade de 700 euros.

A filha manifestou-se convencida de que o seu não deverá ser “nem pouco mais ou menos um caso único”.

Lar supervisionado pela Arquidiocese de Braga cobrava até 40 mil euros por vaga

Adiantou que a família se prepara para avançar com uma queixa no Ministério Público contra a irmandade, por alegados “atropelos constantes” à lei.

Segundo a acusação, a que a Lusa teve acesso, a Irmandade é igualmente arguida no processo.

O MP imputa a ambos os arguidos um crime de corrupção passiva no setor privado.

A acusação diz que a partir de 2017, e já com o atual provedor, a diretora técnica deixou de sugerir a entrega de quaisquer quantias, porque o novo responsável “deixou também de emitir ordens nesse sentido”.

A Lusa tentou ouvir o atual provedor, Luís Rufo, mas sem sucesso até ao momento.

No processo que envolve o anterior provedor, o Ministério Público diz que, com a “exigência” de donativos, a irmandade atuou “à revelia de todos os imperativos legais”.

Aponta o caso de 12 utentes, que terão pago entre 7.500 e 40 mil euros para garantirem um lugar no lar.

Com essa “atividade criminosa”, acrescenta a acusação, a irmandade conseguiu uma vantagem patrimonial de 297.500 euros, valor que o Ministério Público quer que o ex-provedor e a irmandade sejam condenados a pagar ao Estado.

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