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Desporto

Seguradoras atrasam autópsia e trasladação do corpo de Paulo Gonçalves para Portugal

Em causa estão exames adicionais pedidos devido aos seguros de vida

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Foto: Divulgação

Exigências das seguradoras quanto a despistes toxicológicos ao corpo de Paulo Gonçalves, vítima de uma queda fatal na sétima etapa do Rali Dakar de todo-o-terreno, no domingo, estão a atrasar a autópsia e a devolução do corpo à família.

Fonte da equipa Hero confirmou à Agência Lusa que em causa estão exames adicionais pedidos devido aos seguros de vida e que estarão a atrasar a realização da autópsia do malogrado piloto português.

A mesma fonte garante que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tem envidado esforços no sentido de acelerar o processo, de forma a transportar o corpo para Portugal o mais rapidamente possível.

Paulo Gonçalves faleceu domingo, aos 40 anos, na sequência de uma queda sofrida ao quilómetro 273 da sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, cuja 42.ª edição se disputa este ano na Arábia Saudita.

Fonte da equipa Hero confirmou à Agência Lusa que lesões na zona da cabeça e cervical estarão na origem da morte do piloto de Esposende.

Na quarta-feira, no decurso da 10.ª etapa, a organização viu-se obrigada a cancelar os últimos quilómetros do percurso pelo facto de ter todos os seus helicópteros ocupados com vários acidentes ocorridos na mesma zona de dunas em que o espanhol Fernando Alonso (Toyota) e diversos outros pilotos sofreram percalços.

Hoje foi o holandês Edwin Straver (KTM) a ser transportado ao hospital em estado crítico após uma queda de mota no decorrer da 11.ª etapa.

O piloto holandês foi socorrido pelo português Mário Patrão (KTM), que o encontrou em paragem cardíaca.

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Futebol

Cinco mil adeptos escoceses esperados quarta-feira em Braga. PSP preparou plano de segurança

Liga Europa

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Foto: DR / Arquivo

São esperados, na quarta-feira, em Braga, cinco mil adeptos escoceses para assistir ao jogo da Liga Europa entre o SC Braga e o Glasgow Rangers. O que deixa adivinhar uma boa receita para os cofres braguistas.

Fonte do Comando Distrital da PSP de Braga disse a O MINHO que foi montado um esquema de segurança, com o objetivo de evitar o contacto entre adeptos dos dois emblemas clubísticos.

A maioria dos escoceses pernoita, terça-feira, no Porto, deslocando-se na quarta para Braga, de autocarro. A viagem será acompanhada pela Polícia e à chegada, os veículos estacionam num parque preparado junto ao estádio municipal.

De lá, e no percurso até à bancada superior nascente, que lhes está reservada, serão ladeados por agentes policiais, devidamente equipados para fazer frente a eventuais escaramuças.

A mesma fonte salientou que o mesmo acompanhamento policial será feito aos adeptos do Rangers que viajem de comboio ou por outro meio, de forma a tentar evitar que haja confusões entre adeptos no centro da cidade e no percurso a pé até ao recinto do jogo.

A Polícia reforçou os meios humanos para esta operação mas não divulga quantos agentes, fardados e à paisana, estão envolvidos.

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Futebol

SC Braga obrigado a vencer para chegar aos ‘oitavos’ da Liga Europa

Liga Europa

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Foto: DR / Arquivo

SC Braga, derrotado fora pela margem mínima, precisa de vencer na segunda mão para atingir os oitavos de final da Liga Europa em futebol.

É a primeira equipa portuguesa a entrar em ação, que, culpa da proximidade geográfica com o Porto, recebe já na quarta-feira o conjunto escocês, que acabou com a série recorde de 13 jogos sem perder dos ‘arsenalistas’ na Europa.

Os minhotos, que ultrapassaram todas as cinco eliminatórias que iniciaram com derrotas tangenciais em reduto alheio, precisam de fazer o que o FC Porto não conseguiu na fase de grupos face aos escoceses – empate a um golo.

Sob o comando de Rúben Amorim, que perdeu a invencibilidade em Glasgow – nove vitórias, um empate e uma derrota -, o Sporting de Braga já somou cinco triunfos fase aos ‘grandes’ lusos – dois por 2-1 e três por 1-0 – e qualquer dos resultados serve.

Este ‘bagagem’ de jogos da maior exigência pode ser importante para os ‘arsenalistas’, que enfrentam o Rangers como terceiros da I Liga e procuram o terceiro apuramento para os ‘oitavos’ da Liga Europa, depois de 2010/11 e 2015/16.

Encarnados e dragões também estão obrigados a vencer

Já ‘encarnados’ e os ‘dragões’ estão obrigado a bater Shakhtar Donetsk e Bayer Leverkusen, respetivamente, após desaires por 2-1, e os ‘arsenalistas’ a recuperar de um 2-3 face ao Rangers, numa situação inversa à do Sporting, único clube luso que joga fora e está em vantagem, após o 3-1 caseiro ao Basaksehir.

Na quarta-feira, jogam os três ‘grandes’, com o FC Porto e o Sporting a arrancarem às 17:55, os ‘azuis e brancos’ no Dragão, onde na presente temporada europeia já empataram com o Rangers e perderam com o Krasnodor, falhando os milhões da ‘Champions’.

Os ‘azuis e brancos’, que deram a volta a quatro de sete desaires fora por 2-1 a abrir eliminatórias, a última vez na época passada, face à Roma, vão tentar dar sequência ao precioso golo do colombiano Luis Díaz, apontando quando perdiam por 2-0.

Caso consiga a reviravolta na eliminatória, o ‘onze’ de Sérgio Conceição conquista, para o FC Porto, a terceira presença nos ‘oitavos’, repetindo 2010/11 – a época do título, numa final portuguesa com o Sporting de Braga – e 2013/14.

Por seu lado, e face ao triunfo caseiro por 3-1, que chegou a ser 3-0, após tentos de Coates, Sporar e Vietto, e ameaçou acabar numa goleada, o Sporting apresenta-se com alguma folga na Turquia, sabendo que pode perder pela diferença mínima e chegar pela quarta vez aos ‘oitavos’, após 2009/10, 2011/12 e 2017/18.

Os ‘leões’ seguiram em frente após o único 3-1 caseiro a abrir – com o Feyenoord, em 1985/86 -, mas já desperdiçaram quatro vantagens caseiras de 2-0, com Celtic (1983/84), Dinamo Minsk (1984/85), Casino Salzburgo (1993/94) e Rapid Viena (1995/96).

O penálti de Visca, aos 77 minutos, é o grande motivo de preocupação para o ‘onze’ de Jorge Silas, que segue numa série de quatro jogos sem perder – três vitórias e um empate.

A última formação lusa a entrar em ação é o Benfica, anfitrião do Shakhtar depois de uma sofrida vitória no reduto do Gil Vicente por 1-0 que segurou a liderança da I Liga e acabou com uma série de quatro jogos sem vencer dos ‘encarnados’.

Um golo do brasileiro Vinicius voltou a fazer ‘sorrir’ as ‘águias’, que, em Kharkiv, conseguiram um importante golo fora, marcado de penálti por Pizzi, num jogo quase sempre dominado pelos comandados de Luís Castro.

O Benfica, que virou duas de quatro eliminatórias que iniciou com derrotas fora por 2-1, a primeira com o Marselha, graças à ‘mão’ de Vata, em 1989/90, terá de ter muita atenção ao ‘poder de fogo’ de Taíson, Marlos, Kovalenko ou Júnior Moraes.

Nos 16 avos de final, os ‘encarnados’ apresentam um balanço perfeito, de cinco apuramentos em cinco eliminatórias, mas, na Ucrânia, perderam pela primeira vez, ao 11.º jogo, pelo que só vencendo na Luz podem somar uma sexta presença nos ‘oitavos’.

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Futebol

“Temos de aceitar o resultado”

Declarações após o jogo Gil Vicente-Benfica (0-1), da 22.ª jornada da I Liga, disputado no Estádio Cidade de Barcelos

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Foto: DR / Arquivo

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Temos de aceitar o resultado. Houve duas partes distintas, em que o Benfica foi melhor na primeira e o Gil Vicente esteve mais por cima na segunda. A diferença esteve na definição e no critério no último terço.

Na primeira parte sentimos algumas dificuldades e o Benfica aproximou-se com frequência da nossa área, sem criar grandes situações. Na segunda parte, equilibrámos e o adversário caiu bastante, o que era perfeitamente natural, face ao desgaste psicológico dos últimos jogos. Perdemos uma boa oportunidade de pontuar frente ao Benfica.

O Benfica sabia que podia sofrer a qualquer momento da segunda parte e isso poderia penalizá-los com a perda de pontos. Tivemos oportunidade de fazer um resultado diferente na segunda parte, mas faltou-nos discernimento.

Algumas vezes por inércia nossa, outras vezes por egoísmo de alguns jogadores. Temos de perceber que o futebol é um jogo coletivo e só assim conseguimos fazer coisas importantes como pontuar frente ao Benfica.

Os jogos [frente aos ‘grandes’] não são comparáveis, porque as datas, os jogadores e os momentos de forma são diferentes. É como comparar metros com quilómetros. Apanhámos um FC Porto desprevenido na primeira jornada, pois menorizou uma equipa que vinha da III divisão nacional e acabou por ser surpreendido.

No segundo jogo defrontámos o Sporting numa crise muito grande e conseguimos fazer um bom resultado, com uma boa exibição. Hoje tivemos um Benfica cansado, preocupado com resultados menos conseguidos e abaixo do rendimento normal. Não conseguimos pontuar mais por demérito nosso que mérito do adversário”.

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Sentimo-nos logo a ganhar por aquele ambiente junto ao banco e tivemos um apoio fantástico dos nossos adeptos do primeiro ao último minuto. Fizemos aquilo que tínhamos de fazer neste momento, que era vencer.

Fizemos uma boa primeira parte, criando várias oportunidades e chegámos com justiça à vantagem. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, com algumas jogadas de envolvimento, que poderiam ter dado um resultado mais tranquilo. Até ao fim ajustámos em função do momento e do desgaste. Acaba por ser um bom jogo, perante uma boa equipa e um excelente treinador, num campo muito difícil.

Tínhamos de manter pressão alta, para não deixar o Gil Vicente construir, mas simultaneamente perceber que pela nossa esquerda iria haver um ataque muito forte na profundidade. Em função disso e para termos maior capacidade na construção, como se viu nos primeiros 70 minutos, introduzimos Julian [Weigl] e Samaris no meio-campo.

Esta vitória é muito importante e permite manter a primeira posição. Ao longo deste campeonato tivemos jogos menos bons, outros em que estivemos muito bem e todos são três pontos. O mais importante é sermos regulares e exigentes, mantendo um nível exibicional que vá de encontro ao que defendemos. Depois é vencer jogos.

Não me interessam recordes, mas sempre o próximo jogo. Este jogo fecha-se e não vou levar nada de bom ou de mau para o próximo jogo. É isso que quero que os jogadores sintam. Errar faz parte e perder é futebol.

No jogo seguinte não podemos estar com o medo de perder ou de errar, mas jogar com dinâmica e para a frente. Foi com essa filosofia que fizemos um ano muito bom e vencemos todos os jogos fora de casa, até aos últimos dois jogos.

Luta pelo título? É mesmo jogo a jogo. Ontem não vi o jogo do FC Porto, mas acredito que vamos ter dois ou três meses a jogar de três em três dias e ao ritmo do ano passado. É fechar um jogo e entrar no seguinte com a mentalidade de vencer”.

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