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“Se geringonça ruir” PSD não pode ser “tábua de salvação” de Costa, diz Montenegro

38.º Congresso Nacional do PSD

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Foto: DR / Arquivo

O candidato derrotado nas últimas diretas do PSD, Luís Montenegro, defendeu hoje que “se a geringonça ruir”, o PSD não pode ser “a tábua de salvação” de António Costa, pedindo que “não haja equívocos” sobre isso.


“Se antes de 2023 o dr. António Costa e o PS não assegurarem a estabilidade e governabilidade à esquerda, só há um caminho: o dr. António Costa demitir-se e ir embora à sua vida”, apelou o antigo líder parlamentar do PSD, na passagem mais aplaudida do seu discurso perante o 38.º Congresso.

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Preço das casas sobe na UE e zona euro no 2.º trimestre, Portugal acima da média

Economia

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Foto: O MINHO / Arquivo

O preço das habitações aumentou no segundo trimestre 5,0% na zona euro e 5,2% na União Europeia (UE), face ao período homólogo, com Portugal a subir acima da média (7,8%), segundo divulga hoje o Eurostat.

De acordo com o boletim do gabinete estatístico europeu, face aos primeiros três meses do ano, o preço das habitações progrediu 1,7% na zona euro e 1,5% na UE, tendo Portugal registado um aumento abaixo da média (0,8%).

Entre os Estados-membros, as maiores subidas homólogas dos preços das casas foram observadas no Luxemburgo (13,3%), na Polónia (10,9%) e na Eslováquia (9,7%), tendo o indicador recuado na Hungria (-5,6%) e em Chipre (-2,9%).

Face ao primeiro trimestre, entre abril e junho, os preços das habitações conheceram as maiores subidas no Luxemburgo (4,4%), em Itália (3,1%) e na Áustria (2,5%), com a Hungria (-7,4%), a Estónia (-5,8%), a Letónia (-2,3%), a Bulgária (-1,1%) e a Irlanda (-0,1%) a registarem recuos.

Em relação à Hungria, o Eurostat assinala que os dados são uma estimativa provisória, com um elevado grau de incerteza.

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País

Norte com crescimento de 95% nas exportações e 20% nos desempregados

Relatório

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Foto: DR / Arquivo

As exportações na região Norte cresceram 95% entre abril e julho, num sinal de retoma após o confinamento devido à covid-19, mas o número de desempregados aumentou 20% face ao período homólogo de 2019, revela hoje um relatório.

De acordo com o Norte Conjuntura, o boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), a que a Lusa teve acesso, entre abril e julho, as exportações da região “dispararam em 95% entre abril e julho de 2020, atingindo o valor de 2.040 milhões de euros e superando o crescimento da média nacional (em torno de 71%)”.

“Em sentido contrário, há a registar um aumento acentuado do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego da região, que aumentou 20,0% no 2.º trimestre de 2020 face ao trimestre homólogo de 2019”, descreve o relatório que apresenta as tendências da evolução económica na região.

Esta variação do número de inscritos nos centros de emprego “foi, ainda assim, inferior à observada à escala nacional (30,6%)”, acrescenta.

“O elevado número de trabalhadores (20,1% da população empregada da região) em regime de ‘lay-off’ permitiu atenuar significativamente a quebra potencial no emprego”, observa.

O número de trabalhadores da região abrangidos por este regime “era de 337 mil no 2.º trimestre de 2020, correspondendo a 41% do total de Portugal continental”.

“Estima-se que a redução do emprego da Região do Norte teria sido de 22,1% (em vez da redução de 2,5% efetivamente transmitida pelas estatísticas oficiais), caso não tivessem sido adotadas estas medidas”, assinala o documento.

Quanto às exportações, a CCDR-N considera “mais impressionante” que o valor das exportações em julho – três meses após o fim do confinamento obrigatório [devido à pandemia] – tenha “superado o valor de janeiro, altura em que os efeitos negativos da crise ainda não se faziam sentir verdadeiramente”.

Comparado com 2019, o balanço desta recuperação “continua negativo”: no 2.º trimestre de 2020, a queda das exportações “foi de 29,4% face ao período homólogo (em Portugal a redução foi de 30,6%)”.

“Os sinais do primeiro mês do 3.º trimestre de 2020 são mais otimistas”, pois em julho o valor das exportações “era apenas inferior em 6,9% ao do mês homólogo de 2019”, destaca a CCDR-N.

A queda das exportações “até abril e a rápida recuperação que se seguiu até julho de 2020” foram “um padrão observado na grande maioria dos bens exportados, independentemente do perfil tecnológico ou do setor de atividade”.

A área ligada aos automóveis, tratores, ciclos, outros veículos terrestres, suas partes e acessórios “foi, inequivocamente, a mais afetada pelo encerramento internacional dos mercados”.

Entre janeiro e abril, as exportações nesta área “baixaram 83,0%, passando de 249 milhões para 42 milhões de euros”.

Já entre abril e julho, as exportações destes bens “aumentaram de 42 para 215 milhões de euros”, um “crescimento de 406,6%”.

O Norte Conjuntura avisa que esta “análise da participação da Região do Norte no comércio internacional de mercadorias baseia-se em dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), tendo como critério de afetação regional a localização da sede do operador responsável por cada fluxo de mercadorias”.

Por isso, “os resultados analisados correspondem a dados definitivos até 2019, preliminares para 2020”, estando “sujeitos a revisão”.

Quanto aos indicadores de turismo, “refletem uma evolução favorável, ainda que se situem bastante aquém de 2019”, com o número de hóspedes a aumentar “exponencialmente entre abril e julho”, mas a ficar a “menos de metade do valor homólogo do ano transato”.

Uma evolução positiva “foi registada no salário médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem, que atingiu na região 909 euros no 2.º trimestre de 2020”.

Em Portugal, “o salário médio mensal líquido cresceu 4,8%, em termos reais, atingindo 956 euros”.

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País

Com a ‘geringonça’ “vamos continuar a empobrecer alegremente

Política

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Foto: DR / Arquivo

O empresário Pedro Ferraz da Costa diz que se a ‘geringonça’ continuar a condicionar a política do Governo, Portugal continuará a empobrecer e lamenta que o PS esteja muito diferente do partido liderado por Mário Soares ou António Guterres.

“Se continuarmos com uma política condicionada pela existência da ‘geringonça’ vamos ter imensa dificuldade em sair desta situação. Vamos continuar a empobrecer alegremente e a baixar o nosso lugar no ‘ranking’ dos países europeus” advertiu, em entrevista à Agência Lusa.

O presidente do Fórum para a Competitividade lamenta que o Governo se posicione tão à esquerda e diz mesmo que está mais à esquerda “do que o Partido Socialista (PS) alguma vez foi”.

“O PS de hoje não tem nada a ver com o dos tempos do Dr. Mário Soares ou do engenheiro António Guterres”, sublinha.

O empresário diz mesmo que nos contactos que existem com o Governo, sempre que há soluções que possam ser vistas como um apoio às empresas surge “imediatamente uma resistência e um travão”.

Pedro Ferraz da Costa diz que o Governo segue uma política “anti empresa” e exemplifica-o com o facto de se pretender tornar novamente mais rígido o mercado de trabalho ou por se manter uma política fiscal demasiado penalizadora sobre a classe média que torna os empregos “muito pouco estimulantes”.

“É muito mais barato para uma empresa pagar bem em Espanha do que em Portugal, porque a fatia que aqui vai para a Segurança Social e para o IRS é brutal”, explica.

Também ao nível do IRC, as críticas vão para o peso excessivo dos impostos: “Temos um IRC progressivo, em que as empresas de maior dimensão pagam mais impostos, quando devíamos ambicionar ter empresas maiores às que temos hoje”.

Ferraz da Costa sublinha que Portugal é dos países da União Europeia em que as empresas mais pequenas apresentam uma produtividade muito baixa, de apenas 40% da média europeia, mas que nas empresas maiores essa produtividade representa 80% da média. Um fator que, segundo o empresário, justifica que os salários médios sejam mais altos nas empresas de maior dimensão.

“Os salários médios nas empresas maiores em Portugal são quase quatro vezes o que são nas mais pequenas. Se tivéssemos mais empresas médias e grandes tínhamos um salário médio de mais 150 euros por mês. É uma diferença muito significativa”, assegura.

O líder do Fórum para a Competitividade aponta estes fatores para que não haja mais empresas de maior dimensão em Portugal e afasta a ideia de que são os empresários que não querem abrir mão de parte do capital das empresas e, dessa forma, tentar crescer.

“É quase impossível acumular capital. Bastava termos mecanismos mais generosos de dedução dos lucros que fossem reinvestidos, como existe, por exemplo em Espanha e já era completamente diferente. Há muito poucas condições para investir e é por isso que as pessoas investem fundamentalmente com base em financiamento bancário, porque também não há mercado de capitais”.

“Se continuarmos com esse tipo política vai ser muito difícil. Não me parece que as coisas vão melhorar”, conclui.

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