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Futebol

“Se eu ouvisse [insultos racistas], eu diria. (…) Há muita gente a mentir no futebol”

Declarações após o Vitória SC-FC Porto (1-2) para a 21.ª jornada da I Liga, temporada 2019/2020

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o Vitória SC – FC Porto (1-2), jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “O resultado obviamente não foi o melhor. A equipa trabalhou para ter outro tipo de resultado. Sofremos um golo e tivemos depois dificuldades em ter a bola. Não tomámos as melhores decisões. Retificámos o jogo que estávamos a fazer. Chegámos ao empate. Quando se estava a proporcionar outro jogo, contra um adversário extremamente difícil e competente, sofremos um golo. Não introduzimos a bola na baliza do Porto vezes suficientes para conseguirmos outro resultado.

Correndo um risco de me chamarem coisas que eu não sou e de falarem dos outros sem saberem o que são, eu apercebi-me de frenesim aquando da saída do Marega. É um caso sobre o qual não tenho certezas. Caso se verifique que aconteceu, é preciso respeito mútuo. Não me apercebi da gravidade antes da situação acontecer. Aquele lado [bancada Nascente] estava agitado. Apercebi-me no final da saída do Marega que as pessoas estavam a assobiar de forma nítida. Se houve, discordo por completo. Se eu ouvisse [insultos racistas], eu diria aqui. Estou a ser sincero perante aquilo que ouvi. Se eu tivesse ouvido. Há muita gente a mentir no futebol. Há treinadores que dizem que a equipa não joga e dizem que a equipa merecia ganhar. Há adeptos que dizem que a equipa joga bem e não joga. Essa não é a minha maneira de estar. Eu relato aquilo que vejo.

Faltou-nos o golo [para conseguir um melhor resultado]. Tivemos um adversário muito forte, muito competente. Mesmo assim lutámos pelo jogo, tentámos fazer o nosso melhor, mas não conseguimos. Lembro-me mesmo que, nessas quatro derrotas, o Vitória não fez jogos catastróficos. Temos de ser mais competentes na fase de finalização.

O João [Carlos Teixeira] [não jogou] porque estava com uma microrrotura”.

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Desporto

Patrocinador do SC Braga vai comprar dez ventiladores para o Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A empresa de apostas ‘online’ Betano está a apoiar, através da iniciativa “SC Braga Solidário” o hospital daquela cidade, contribuindo para arrecadar 270 mil euros, para fazer face à pandemia de covid-19, adiantou em comunicado.

Este valor será usado para comprar dez ventiladores, 15 mil máscaras e 500 fatos de proteção hospitalar, detalhou a empresa, recordando que o apoio faz parte de uma iniciativa contínua e prolongada que a Betano “está a desenvolver nos países europeus onde opera e que começou com a doação de 250 mil máscaras para o sistema de saúde na Grécia e está a ser atualmente lançada na Roménia e em Chipre”, indicou o grupo.

A iniciativa em Portugal, disse a Betano, conta com “pequenos números, mas que tornam maiores instituições como o SC Braga, a fazer a diferença no apoio à sua cidade e ao seu país”.

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Futebol

Bruno Duarte, do Vitória SC, diz que Brasil também olha pandemia com “medo”

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/o MINHO

O futebolista Bruno Duarte, que representa o Vitória SC, da I Liga portuguesa, afirmou hoje que a população do Brasil, país para onde viajou no domingo, encara a pandemia da covid-19 com o mesmo receio dos portugueses.

Após duas semanas de isolamento em Guimarães, o avançado, de 24 anos, rumou ao Brasil para recuperar “psicologicamente”, junto da família, e, na chegada a São Paulo, cidade com uma área metropolitana superior a 20 milhões de habitantes, sentiu um ambiente generalizado de receio, com “pouca gente na rua” e “lojas fechadas”.

“Quando eu estava aí [em Portugal], tinha o pensamento de que [os brasileiros] estariam mais relaxados. Mas quando cheguei também percebi que havia já um certo medo da população. No voo em que embarquei, só podiam estar brasileiros. As lojas e os mercados em que reparei estavam fechados. Estava muito pouca gente na rua. Parece-me que a doença está a ser encarada como em Portugal”, disse, em videoconferência organizada pelo Vitória SC.

Questionado sobre o efeito dos discursos do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobre a covid-19, nos quais até já defendeu o fim do confinamento, Bruno Duarte admitiu que a postura tem transmitido “um pouco de medo para a população”, mas quis acreditar que o chefe de Estado tem “alguma certeza” sobre o que está a falar, tendo dito que a saúde é a prioridade e que a situação económica deve ser analisada com “calma”.

“Não podemos dizer que a economia é mais importante do que a saúde, nem que as pessoas devem ficar apavoradas por conta do trabalho. Infelizmente, o nível de pobreza é muito grande. É uma situação difícil para quem trabalha e para quem é dono de empresa”, disse o atleta, sobre um país que registou até agora, segundo a mais recente atualização, 241 mortes, num conjunto de 6.836 casos de infeção.

Com sete golos apontados em 25 jogos oficiais em 2019/20, Bruno Duarte reconheceu que a interrupção competitiva prejudicou a equipa, que ocupa o sexto lugar da I Liga, com 37 pontos, e se preparava para receber o Sporting, para a 25.ª ronda do campeonato, em 14 de março, após três triunfos consecutivos.

Apesar de os vitorianos terem o objetivo da Liga Europa, o jogador avisou que o cancelamento da I Liga até pode ser a melhor solução, no caso de a pandemia se “alargar muito” no tempo.

O ponta de lança reconheceu ainda que a redução dos salários dos futebolistas, no Vitória de Guimarães e em outros clubes, é uma situação que merece reflexão, até porque muita gente está a viver “uma fase complicada” e a “economia vai quebrar”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Principais ligas europeias de futebol têm até 03 de agosto para terminarem campeonatos

Covid-19

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Foto: DR

As principais ligas europeias de futebol têm até ao dia 03 de agosto para encerrar a atual época, tendo a UEFA deixado nas mãos de cada federação a decisão de retomar ou dar por terminados os seus campeonatos.

Essa recomendação da UEFA foi hoje transmitida pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, na reunião que manteve com os presidentes da Liga e dos clubes das competições profissionais, na sequência do encontro da UEFA com as suas filiadas devido à pandemia da covid-19.

Fonte ligada ao processo confirmou à agência Lusa que foi fixado o dia 03 de agosto como prazo limite para as federações do top-15 do futebol europeu, enquanto as federações abaixo terão de ter os seus campeonatos decididos ainda antes dessa data.

Deste modo, e de acordo com a mesma fonte, cada federação terá a possibilidade de decidir o que fazer, se completa a sua competição e em que formato, ou se opta por dar por concluída a sua prova.

Esta reunião ocorreu no mesmo dia em que a UEFA, através de videoconferência, se reuniu com 55 federações que são membros do organismo regulador do futebol europeu, incluindo a Federação Portuguesa de Futebol.

À exceção da Bielorrússia, todos os campeonatos europeus estão suspensos devido à pandemia da covid-19, sendo que, no caso de Portugal, as I e II ligas estão paradas desde 12 de março.

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