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País

“Se estiverem doentes, por favor, não vão trabalhar”

Covid-19

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Foto: DR

A ministra da Saúde, Marta Temido, deixou hoje um apelo aos trabalhadores de todo o país relativamente à situação epidemiológica dos últimos dias.


A responsável apelou a todos os portugueses que se sintam doentes para não se deslocarem para o trabalho ou para locais públicos, entrando em contacto com a saúde 24 ou com outras autoridades de saúde.

A ministra assegura que os direitos desses trabalhadores estão assegurados perante a falta por doença, existindo “mecanismos” que podem ser ativados para compensar a situação.

Deixou anda o apelo à sociedade em geral para não facilitarem nesta que é a terceira fase de desconfinamento em Portugal: “Usem máscara sempre que requisitado, desinfetem as mãos, e sigam as normas de higienização e etiqueta respiratória”.

Marta Temido pede para que estas recomendações “não sejam tomadas como algo que se esquece logo a seguir a serem ditas, mas que sejam mesmo respeitadas no dia a dia”.

“Sei que é uma maçada termos de fazer isto mas é inevitável para conter a doença”, sublinhou.

Alertou ainda para quem esteja orientado pelas autoridades para ficar em confinamento, que o faça, “porque é a melhor forma de proteger a si, a família e os outros, também a vida social e económica”.

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País

Médicos alertam para “grave sobrecarga” nas urgências com pessoas que não estão doentes

SNS

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) alertou hoje que a atuação da Linha SNS 24, no âmbito da covid-19, causa uma “grave sobrecarga” nas urgências, pelo que defende alterações na referenciação dos doentes.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SRCOM “considera inadmissível a forma como está a ser feita a referenciação dos doentes através da Linha SNS 24 e solicita uma atuação urgente por parte do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde (DGS) que têm mantido, até agora, uma inexplicável passividade na resolução deste problema”.

“A Ordem dos Médicos tem recebido numerosas queixas de médicos de toda a região Centro que alertam para o encaminhamento errado, do ponto de vista clínico, através da Linha SNS 24”, é referido.

Segundo a nota, “situações não urgentes ou em que nem sequer existe doença estão a ser encaminhadas, quer para as urgências de adultos, para as urgências pediátricas e até para as unidades de cuidados de saúde primários, estando em causa a ‘grave sobrecarga’ dos serviços”.

“Estão a chegar às urgências, via SNS 24, utentes sem qualquer sintoma, nalguns casos porque estiveram em contacto com pessoas suspeitas de terem covid-19 ou porque testaram positivo, o que não constitui, só por si, indicação para serem atendidos em ambiente de urgência. Noutros casos, são doentes com sintomas ténues cuja indicação é manterem-se no seu domicílio”, explica Carlos Cortes, presidente daquela estrutura.

O responsável, citado no comunicado, alerta que o Ministério da Saúde “está a permitir, também, que as urgências sejam postos de colheita para testagem do SARS-CoV-2 e isso assume contornos muito perigosos, já que o número de patologias graves, nomeadamente descompensações de patologias crónicas, estão a ser cada vez mais frequentes e precisam de atendimento urgente”.

“De forma a evitar descoordenação, o Ministério da Saúde e a DGS têm de atualizar os procedimentos e garantir o acompanhamento e a melhor assistência nos serviços de urgência aos doentes com covid-19 e com todas as outras patologias”, defende Carlos Cortes.

A SRCOM apela ao Ministério da Saúde e à DGS que tornem públicos “os protocolos e algoritmos em vigor na Linha SNS 24 (808 24 24 24), de forma a que os médicos possam dar um contributo eficaz para melhorar o encaminhamento de doentes”.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 42,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.297 pessoas dos 116.109 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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País

Ferro Rodrigues apela à convergência para vencer desafios de crise da covid-19

Política

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Ferro Rodrigues assinalou hoje o primeiro aniversário da legislatura e cinco anos de presidência do parlamento com um apelo aos deputados de todos os partidos para “convergir no que é absolutamente essencial” e vencer a crise.

“Num momento tão difícil para todos nós, para a sobrevivência da nossa vida em sociedade, e, mesmo, para a nossa própria existência individual, os portugueses esperam dos seus representantes que estejam à altura das suas responsabilidades”, escreveu Eduardo Ferro Rodrigues numa mensagem publicada no “site” da Assembleia da República.

Num momento de crise, causada pela pandemia de covid-19, o presidente do parlamento e numa fase em que está em debate o Orçamento do Estado de 2021, Ferro fez um apelo direto e disse o que acha que os portugueses esperam dos deputados.

“Mais do que nunca, esperam que, embora fiéis aos seus princípios e valores, os seus representantes possam abdicar de interesses particulares e de convergir no que é absolutamente essencial: enfrentarmos, em conjunto, os muitos e exigentes desafios que temos pela frente”, lê-se na mensagem.

E disse acreditar que é possível vencer esses “exigentes desafios”: “A história demonstra-nos, olhando à história, que fomos capazes, que somos capazes, que seremos capazes.”

Um ano depois da posse dos deputados, a 25 de outubro de 2019, Ferro afirma que, devido à pandemia, surgida no início do ano, os deputados não imaginariam “quão exigente, o quão difícil” seriam os doze meses seguintes.

“Quem, há um ano, imaginaria que a Assembleia da República viria a ser chamada a autorizar a declaração do estado de emergência, e a fazê-lo por três vezes?”, interrogou-se.

Aos deputados, agradeceu o “empenho de todas e de todos” pelo facto de ter sido possível garantir, “num quadro de pandemia, o funcionamento pleno do parlamento como órgão de soberania”, para acompanhar a situação causada pela covid-19 e manter “uma cuidada fiscalização da ação do Governo, em total respeito e em cumprimento da Constituição”.

“No ano que hoje se assinala, a Assembleia da República cumpriu a sua missão, e continuará a cumpri-la no futuro, com o mesmo empenho, a mesma entrega, a mesma responsabilidade. No que me diz respeito, tudo farei para que as portuguesas e os portugueses possam continuar a orgulhar-se do seu parlamento”, escreveu, a terminar a mensagem.

Na sexta-feira, dia em que passavam cinco anos sobre sua eleição como presidente da Assembleia da República, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, estiveram no parlamento num almoço com Ferro Rodrigues para assinalar a data.

Eduardo Ferro Rodrigues foi eleito em 23 outubro de 2015, pela primeira vez, presidente da Assembleia da República, com 120 votos, enquanto o outro candidato a este cargo, o deputado do PSD Fernando Negrão, obteve 108 votos.

Participaram nesta votação os 230 deputados em funções, e houve dois votos brancos. A eleição de Ferro Rodrigues foi recebida com palmas pelas bancadas da esquerda, e aplaudida de pé pelos deputados do PS, com os grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP em silêncio.

Na sequência do anúncio do resultado, o secretário-geral do PS considerou que se tratava de um sinal de que o PSD e CDS-PP estavam em minoria e que havia “uma nova maioria de esquerda” na Assembleia da República.

O PSD protestou, alegando que as forças de esquerda tinham “quebrado a tradição” de eleger como presidente da Assembleia da República o candidato proposto pela maior bancada parlamentar.

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Pedidos de ajuda de famílias aumentou junto das instituições

Covid-19

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O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) revelou hoje que, devido aos efeitos da pandemia de covid-19, “têm aumentado” os pedidos de ajuda das famílias, tendo essa preocupação sido manifestada ao Presidente da República.

Manuel de Lemos falava aos jornalistas no final de uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa para analisar a atual situação pandémica em Portugal e em cujo encontro esteve também presente o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia.

Manuel de Lemos disse existirem “muitos exemplos” de pessoas a recorrer às instituições da UMP, cuja missão é apoiar os portugueses quer nas terras “mais pequeninas”, quer nos centros com maior população.

O presidente da UMP deixou uma crítica à falta de atenção que à dada pelo Estado a estas instituições, dizendo: “O estado não apoio o setor social, o setor social é que apoia o Estado”.

Por seu lado, o padre Lino Maia enalteceu o papel de proximidade exercido pelas instituições que representa e o assinalou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em período de pandemia pelos trabalhadores das instituições, os quais são “bem dedicados”.

O padre Lino Maia reconheceu que a situação pandémica em Portugal não é comparável à de outros países, mas, à semelhança de Manuel de Lemos, criticou também a falta de atenção dado pelo Estado e pelo Orçamento do Estado ao setor social.

“O OE2021 passou ao lado deste setor”, lamentou Lino Maia.

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