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Desporto

SC Braga bicampeão do Mundo em futebol de praia

Na Rússia

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Foto: DR / Arquivo

O SC Braga venceu hoje os russos do Spartak Moscovo, por 8-3, na final do Mundialito de clubes de futebol de praia, que decorreu em Moscovo, na Rússia, revalidando o título.

No primeiro período Jordan Santos adiantou a equipa portuguesa, com Rafael Padilha e Bruno Xavier a aumentarem a vantagem, enquanto no segundo período Bê Martins fez o quarto golo, antes de Ahmadzadeh reduzir.

No terceiro e último período, André Lourenço marcou o quinto do Braga, que pouco depois perdeu Bruno Xavier, expulso por acumulação de amarelos.

A equipa russa aproveitou a vantagem numérica e reduziu a para 5-2, por intermédio de Zemskov.

O Sporting de Braga, que na sexta-feira perdeu com a equipa russa por 6-4, na fase de acesso às meias-finais, conseguiu repor a diferença em quatro golos, com um tento de Léo Martins, mas pouco depois, Pavlenko voltou a marcar para os russos.

Filipe Silva e Jordan marcaram os dois golos que fecharam a contagem da final, na qual os tricampeões portugueses revalidaram o título mundial, conquistado na época passada, então frente aos italianos do Catania.

O brasileiro Padilha foi eleito o melhor guarda-redes da competição, enquanto o seu compatriota Filipe foi considerado o melhor jogador da prova, na qual o Braga perdeu apenas um dos quatro jogos disputados.

No grupo B de acesso às meias-finais, a equipa orientada por Bruno Torres entrou a vencer os brasileiros do Flamengo, por 6-4, bateu o Grasshopper, por 8-3, e perdeu com os adversários de hoje por 6-4.

Nas meias-finais, os bracarenses impuseram-se aos japoneses Tokyo Verdi por 4-2.

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Desporto

Patrocinador do SC Braga vai comprar dez ventiladores para o Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A empresa de apostas ‘online’ Betano está a apoiar, através da iniciativa “SC Braga Solidário” o hospital daquela cidade, contribuindo para arrecadar 270 mil euros, para fazer face à pandemia de covid-19, adiantou em comunicado.

Este valor será usado para comprar dez ventiladores, 15 mil máscaras e 500 fatos de proteção hospitalar, detalhou a empresa, recordando que o apoio faz parte de uma iniciativa contínua e prolongada que a Betano “está a desenvolver nos países europeus onde opera e que começou com a doação de 250 mil máscaras para o sistema de saúde na Grécia e está a ser atualmente lançada na Roménia e em Chipre”, indicou o grupo.

A iniciativa em Portugal, disse a Betano, conta com “pequenos números, mas que tornam maiores instituições como o SC Braga, a fazer a diferença no apoio à sua cidade e ao seu país”.

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Futebol

Bruno Duarte, do Vitória SC, diz que Brasil também olha pandemia com “medo”

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/o MINHO

O futebolista Bruno Duarte, que representa o Vitória SC, da I Liga portuguesa, afirmou hoje que a população do Brasil, país para onde viajou no domingo, encara a pandemia da covid-19 com o mesmo receio dos portugueses.

Após duas semanas de isolamento em Guimarães, o avançado, de 24 anos, rumou ao Brasil para recuperar “psicologicamente”, junto da família, e, na chegada a São Paulo, cidade com uma área metropolitana superior a 20 milhões de habitantes, sentiu um ambiente generalizado de receio, com “pouca gente na rua” e “lojas fechadas”.

“Quando eu estava aí [em Portugal], tinha o pensamento de que [os brasileiros] estariam mais relaxados. Mas quando cheguei também percebi que havia já um certo medo da população. No voo em que embarquei, só podiam estar brasileiros. As lojas e os mercados em que reparei estavam fechados. Estava muito pouca gente na rua. Parece-me que a doença está a ser encarada como em Portugal”, disse, em videoconferência organizada pelo Vitória SC.

Questionado sobre o efeito dos discursos do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobre a covid-19, nos quais até já defendeu o fim do confinamento, Bruno Duarte admitiu que a postura tem transmitido “um pouco de medo para a população”, mas quis acreditar que o chefe de Estado tem “alguma certeza” sobre o que está a falar, tendo dito que a saúde é a prioridade e que a situação económica deve ser analisada com “calma”.

“Não podemos dizer que a economia é mais importante do que a saúde, nem que as pessoas devem ficar apavoradas por conta do trabalho. Infelizmente, o nível de pobreza é muito grande. É uma situação difícil para quem trabalha e para quem é dono de empresa”, disse o atleta, sobre um país que registou até agora, segundo a mais recente atualização, 241 mortes, num conjunto de 6.836 casos de infeção.

Com sete golos apontados em 25 jogos oficiais em 2019/20, Bruno Duarte reconheceu que a interrupção competitiva prejudicou a equipa, que ocupa o sexto lugar da I Liga, com 37 pontos, e se preparava para receber o Sporting, para a 25.ª ronda do campeonato, em 14 de março, após três triunfos consecutivos.

Apesar de os vitorianos terem o objetivo da Liga Europa, o jogador avisou que o cancelamento da I Liga até pode ser a melhor solução, no caso de a pandemia se “alargar muito” no tempo.

O ponta de lança reconheceu ainda que a redução dos salários dos futebolistas, no Vitória de Guimarães e em outros clubes, é uma situação que merece reflexão, até porque muita gente está a viver “uma fase complicada” e a “economia vai quebrar”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Capitã do AVC Famalicão, médica e ‘salva-vidas’: Vanessa e a luta contra a pandemia

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A voleibolista e médica Vanessa Rodrigues, capitã do AVC Famalicão, trocou o equipamento pela bata a tempo inteiro e está envolvida na luta contra a covid-19, que, disse hoje à agência Lusa, “não dá tréguas”.

“É uma luta dura. Não tenho fins de semana e todos os dias são segunda-feira”, disse Vanessa Rodrigues, a médica/distribuidora, de 32 anos, que após o Europeu2019 se despediu da seleção nacional, da qual também era capitã, precisamente “por motivos profissionais”.

Embora sem estar na linha da frente do combate ao novo coronavírus, Vanessa Rodrigues, enquanto médica de saúde pública, está na retaguarda, na não menos importante missão de gestão dos contactos de risco, identificação, deteção, isolamento profilático e vigilância.

Tendo como áreas de intervenção a Póvoa de Varzim e Vila do Conde, uma das zonas de Portugal com maior comunidade chinesa, que na primeira fase da doença com origem em Wuhan mereceu especial atenção, Vanessa Rodrigues esteve na linha da frente dos primeiros planos de contingência.

“A comunidade chinesa na primeira fase [de contenção à pandemia de covid-19] requereu especial atenção, mas acabou por se revelar uma comunidade bem organizada e cumpridora das medidas implementadas”, admitiu a profissional da Administração Regional de Saúde do Norte, IP.

Com cerca de 12 horas de trabalho por dia, Vanessa Rodrigues reconhece que conciliar o dia-a-dia de médica, numa altura tão exigente como esta para os profissionais de saúde, com a de atleta de alta competição “é uma tarefa praticamente impossível”.

“Neste momento, é mesmo impossível a conciliação. Estou a 200% como profissional de saúde e 200% na proteção da saúde pública”, admitiu Vanessa Rodrigues, que disputou o último jogo pelo AVC Famalicão em 07 de março, relativo à meia-final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto, em Santo Tirso.

“Já nessa altura estava a trabalhar cerca de 12 horas por dia”, recordou Vanessa Rodrigues, admitindo que tem pouco tempo para se dedicar ao treino personalizado, mas que o faz, sempre que pode, para bem da sua “saúde física e escape mental”.

O facto de contar com a experiência de muitos anos como atleta de alta competição de voleibol, Vanessa Rodrigues encara de forma diferente a situação de emergência nacional que se vive no país e consegue “manter o foco e não virar a cara a esta luta”.

“Acredito que o meu ‘background’ como atleta de alta competição me permite ser mais resiliente, orientar uma equipa multidisciplinar, manter o foco e não virar a cara a esta luta, dia após dia, continuamente”, defendeu.

Vanessa Rodrigues, em jeito de conselhos para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, recomenda às pessoas para não entrarem em pânico, adotarem uma atitude consciente, informada e racional, e seguirem as indicações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A médica recomenda, para conter a transmissão do vírus, o distanciamento social, etiqueta respiratória e a lavagem das mãos e, no sentido de ocupar da melhor forma os dias em isolamento profilático, exercício físico e alimentação saudável.

“É importante que se mantenham saudáveis e não diminuam a resistência do sistema imunitário. Para isso, é preciso que se mantenham ativos fisicamente e mentalmente, comam de forma adequada e desfrutem à janela do ar puro e dos raios de sol”, observou.

A atleta diz que, mais do que as medidas aplicadas pelo Governo, DGS e forças de segurança, “têm que ser as pessoas a manter o bom caminho, seguindo, inequivocamente, todas as indicações e recomendações dadas por estas instituições”.

“Depois da tempestade, vem a bonança. Eu não posso, mas quem puder, fique em casa”, pediu Vanessa Rodrigues.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 176.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com perto de 33.000 mortos e acima de 490 mil pessoas infetadas.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito na quarta-feira pela DGS.

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