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I Liga

Palavras duras do SC Braga após Miguel Sousa Tavares ter dito que “Braga não tem adeptos”

“Braga não tem assistências. Tiveram este fim-de-semana porque fizeram um jogo às 04:00 da tarde e os bilhetes eram quase de borla. Braga não tem adeptos, de facto”, disse ontem o comentador, que classificou o Estádio Municipal de Braga como “elefante branco”, a par dos estádios construídos para o Euro2004 em Faro, Leiria, Coimbra e Aveiro

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Foto: Facebook de SC Braga (10/02/2019)

O SC Braga reagiu hoje com dureza às palavras de Miguel Sousa Tavares que, na segunda-feira à noite, no seu espaço de comentário no Jornal das 8, da TVI, disse que “Braga não tem adeptos”, quando falava sobre a intenção da autarquia bracarense alienar o Estádio Municipal, possibilidade que irá levar a referendo local, segundo anunciou ontem Ricardo Rio.

Num comunicado divulgado no seu site, o clube afirma que esta é “apenas a enésima demonstração daquilo que MST é enquanto comentador e formador da opinião pública: trauliteiro, arrogante, desdenhoso e, acima de tudo, néscio”.

“É que o MST [Miguel Sousa Tavares] que ontem referiu que o “Braga não tem adeptos, de facto” é o mesmo que em 2013 se afunava, em entrevista ao “Jornal de Negócios”, de ser um analista respeitador das fronteiras do comentário: “Eu sei os limites entre a ofensa e a crítica”. Obviamente, não sabe!”, pode ler-se.

“A eliminação seletiva de uma franja da população que, sendo-lhe ou não agradável, é manifesta e merece tanto respeito quanto qualquer massa adepta em Portugal, é uma grosseria que não pode ter lugar num espaço de informação de um canal que se quer plural e de referência, qualificando não apenas o autor de tais disparates, mas também a estação que os admite e os considera legítimos”.

VÍDEO: O que disse Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares: “Braga não tem adeptos”

No mesmo espaço de comentário, Miguel Sousa Tavares refere que, ao contrário de FC Porto, Benfica e Sporting, o SC Braga não teve que pagar “75% do estádio” e que apenas paga um valor “simbólico” à autarquia pela utilização do espaço, ponto que também merece o reparo dos ‘arsenalistas’.

“(…) O SC Braga tem custos com o estádio e com a operação do estádio que superam os 750 mil euros por ano e que incluem eletricidade, água, gás, tratamento dos relvados, segurança diária e muitas outras pequenas rubricas que representam uma fatia considerável do orçamento da SAD, sem contabilizar os gastos muito relevantes com a organização dos jogos. A estas despesas correntes têm-se juntado, ao longo dos anos, custos de intervenção avultados em operações de melhoria do estádio, como a ocorrida em 2016 e que significou um investimento de 2,5 milhões de euros”, é dito.

Comunicado do SC Braga na íntegra

“O horário nobre do canal de televisão mais visto em Portugal serviu, ontem à noite, para que Miguel Sousa Tavares (MST) voltasse a destilar o ódio ao Sporting Clube de Braga que alimenta há anos. Essa repulsa não constitui, por si só, qualquer incómodo, sendo uma decorrência legítima da liberdade de que gozamos e que permite a qualquer indivíduo o exercício da sua opinião, por mais estapafúrdia que ela seja.

O problema é que MST não é um comentador de taberna ou um analista de café. MST é jornalista com carteira profissional, que mesmo em espaços de opinião deve obedecer a um código deontológico, emitindo informações sustentadas e validadas e evitando afrontas grosseiras.

É que o MST que ontem referiu que o “Braga não tem adeptos, de facto” é o mesmo que em 2013 se afunava, em entrevista ao “Jornal de Negócios”, de ser um analista respeitador das fronteiras do comentário: “Eu sei os limites entre a ofensa e a crítica”.

Obviamente, não sabe! O dislate que proferiu em direto, apesar do contraditório exercido pelo pivô, é apenas a enésima demonstração daquilo que MST é enquanto comentador e formador da opinião pública: trauliteiro, arrogante, desdenhoso e, acima de tudo, néscio.

A eliminação seletiva de uma franja da população que, sendo-lhe ou não agradável, é manifesta e merece tanto respeito quanto qualquer massa adepta em Portugal, é uma grosseria que não pode ter lugar num espaço de informação de um canal que se quer plural e de referência, qualificando não apenas o autor de tais disparates, mas também a estação que os admite e os considera legítimos.

A intervenção de MST é de uma gravidade tremenda e não é desculpável pela manifesta ignorância e malícia do comentador, mas é igualmente crítico que um jornalista no exercício da sua opinião veicule factos infundados, assentes em mentiras mil vezes repetidas e que MST foi incapaz de filtrar, no cumprimento da sua missão de contribuir para uma opinião pública mais bem informada.

Quando diz que “o Braga joga praticamente de borla, por um preço simbólico, num estádio que é todo sustentado pela Câmara”, MST repisa uma das chalaças do meio jornalístico, assassinando o código deontológico: “para quê estragar uma boa história contando a verdade?”.

E a verdade é que o SC Braga tem custos com o estádio e com a operação do estádio que superam os 750 mil euros por ano e que incluem eletricidade, água, gás, tratamento dos relvados, segurança diária e muitas outras pequenas rubricas que representam uma fatia considerável do orçamento da SAD, sem contabilizar os gastos muito relevantes com a organização dos jogos. A estas despesas correntes têm-se juntado, ao longo dos anos, custos de intervenção avultados em operações de melhoria do estádio, como a ocorrida em 2016 e que significou um investimento de 2,5 milhões de euros.

Sendo despesas que resultam da utilização do recinto, são custos que o SC Braga não reclama, mas que entende, de uma vez por todas, que devem ser do conhecimento público, desmistificando a ideia de uma relação privilegiada que desonera a SAD de gastos no usufruto do Estádio Municipal, que em momento algum continuaria a receber grandes jogos (Seleção Nacional incluída) e grandes competições (como a final four da Taça da Liga) se não fosse a utilização diária que o SC Braga faz do recinto, o cuidado que lhe dispensa decorrendo dessa utilização e as intervenções que tem feito ao longo dos anos para o conservar e melhorar.

O SC Braga e os seus adeptos merecem que haja mais e melhor informação, mas acima de tudo merecem respeito. MST desrespeitou e ofendeu a instituição, desconsiderando-se também enquanto jornalista e prestando um lamentável serviço ao canal que representa e ao público que tem o dever de servir e informar”.

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Futebol

Guimarães: PSP ainda não identificou adeptos que insultaram Marega

I Liga

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Foto: Vitória SC / Arquivo

O processo de identificação dos adeptos do Vitória SC, responsáveis pelos insultos racistas dirigidos a Marega, vai entrar numa fase mais pormenorizada com a investigação de fotogramas de cerca de dez elementos da claque, adiantou O Comércio de Guimarães.

Com esta ação a PSP vai tentar reconhecer os protagonistas dos insultos assim como apontar adeptos de cara tapada que de utilizaram engenhos pirotécnicos durante a partida.

Estes membros da claque do Vitória, que ocupavam as bancadas nascente e sul do Estádio D. Afonso Henriques, estão sujeitos a uma multa de 750 euros e da impossibilidade de aceder a recintos desportivos, durante um ano, caso sejam identificados e provados os seus atos.

Até ao momento nenhum adepto foi ainda identificado.

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Futebol

Tormena de regresso no SC Braga após um mês de ausência

Convocatória

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Foto: DR / Arquivo

O treinador Rúben Amorim convocou hoje Tormena, Esgaio, Raul Silva e Palhinha para a receção do SC Braga ao Rangers, na quarta-feira, da segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa de futebol.

Tormena está de regresso precisamente um mês depois de se ter lesionado frente ao FC Porto, na final da Taça da Liga (vitória por 1-0), tal como Esgaio, Raul Silva e Palhinha, que cumpriram castigo diante do Vitória de Setúbal, no domingo, na 22.ª jornada da I Liga (triunfo por 3-1).

O defesa Sequeira recuperou do ‘toque’ que sofreu diante dos sadinos, que o obrigou a sair ainda durante a primeira parte, e também integra a lista de 20 convocados.

Bruno Wilson não está inscrito na prova europeia e fica de fora, tal como Anthony e os lesionados Eduardo e Wallace.

O SC Braga perdeu na primeira mão, em Glasgow, por 3-2, e recebe o Rangers a partir das 17:00 de quarta-feira, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que vai ser arbitrado pelo sueco Andreas Ekberg.

A lista dos 20 convocados:

Guarda-redes: Matheus e Tiago Sá.

Defesas: Pedro Amador, Tormena, David Carmo, Bruno Viana, Sequeira, Esgaio, Raul Silva e Diogo Viana.

Médios: Fransérgio, João Novais, Palhinha e André Horta.

Avançados: Abel Ruiz, Ricardo Horta, Paulinho, Trincão, Rui Fonte e Galeno.

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Futebol

Auditorias à segurança dos estádios da I Liga começam na quarta-feira

Motivadas pelos recentes casos de violência e racismo

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Foto: Divulgação / PSP (Arquivo)

As auditorias à segurança dos estádios onde se realizam jogos da I Liga de futebol, motivadas pelos recentes atos de violência e racismo, começam quarta-feira e decorrem até final de março, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

Em comunicado, o MAI explica que o “processo, motivado pela crescente preocupação social gerada por atos de violência e racismo cometidos no exterior e dentro dos estádios”, servirá para determinar “as alterações a implementar, de modo a permitir a realização de jogos na próxima época”.

O MAI refere que as auditorias de segurança vão ser realizadas pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e pelas forças de segurança.

O estádio Nacional, em Oeiras, onde joga o Belenenses SAD, e o estádio do Bonfim, utilizado pelo Vitória de Setúbal, serão os primeiros a ser visitados, na quarta-feira, seguindo-se os dois estádios das ilhas, Barreiros, no Funchal, e São Miguel, em Ponta Delgada.

Os recintos dos ‘três grandes’ vão ser visitados em seguida, com a Luz (Benfica) a ser auditada em 03 de março, Alvalade (Sporting) no dia seguinte e o Dragão (FC Porto) em 10 de março.

O último estádio a ser alvo de vistoria será o Municipal de Portimão, ‘casa’ do Portimonense, no dia 27 de março.

O MAI recorda que a realização das auditorias, “visando o rigoroso cumprimento do novo Regime Jurídico da Segurança no Desporto, foi uma das medidas decididas na reunião entre o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Pedro Proença”, realizada em 27 de janeiro.

Na mesma reunião foram também consensualizadas, segundo o MAI, “medidas adicionais de controlo do acesso do público aos jogos considerados de risco elevado e a entrada em vigor do cartão de adepto, para identificar todos aqueles que queiram assistir aos espetáculos desportivos nas zonas reservadas à exibição de materiais de claque (bandeiras, faixas, material sonoro)”.

– Calendário das auditorias aos 18 estádios da I liga:

26 fevereiro: Estádio Nacional (Belenenses SAD), Estádio do Bonfim (Vitória de Setúbal).

27 fevereiro: Estádio dos Barreiros (Marítimo).

28 fevereiro: Estádio de São Miguel (Santa Clara).

03 março: Estádio da Luz (Benfica).

04 março: Estádio José Alvalade (Sporting).

10 março: Estádio do Dragão (FC Porto).

11 março: Estádio dos Arcos (Rio Ave), Estádio Municipal de Famalicão (Famalicão).

17 março: Estádio Municipal de Braga (SC Braga), Estádio Cidade de Barcelos (Gil Vicente).

18 de março: Estádio João Cardoso (Tondela), Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas (Moreirense).

24 de março: Estádio Capital do Móvel (Paços de Ferreira), Estádio do CD Aves (Desportivo das Aves).

25 de março: Estádio do Bessa (Boavista), Estádio D. Afonso Henriques (Vitória SC).

27 de março: Estádio Municipal de Portimão (Portimonense).

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