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Futebol

SC Braga perde no ‘dragão’ com dois penáltis contra e um golo anulado

Futebol

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O SC Braga perdeu neste sábado frente ao FC Porto por 3-1, no Estádio do Dragão, num jogo marcado por um golo anulado a Abel Ruiz, por fora de jogo, e onde os nortistas marcaram dois golos de penálti.


O SC Braga, que surgiu com os reforços Castro e Al Musrati no ‘onze’, não tinha conseguido, até então, encaixar os seus contra-ataques, mas revelou-se letal na primeira jogada consistente que desenhou, conseguindo inaugurar o marcador, aos 21 minutos.

Também numa jogada de envolvência, construída por Ricardo Esgaio e Sequeira, o reforço Castro surgiu à entrada da área para desferir um remate certeiro, embora não festejando o 1-0, pela ligação emocional ao FC Porto, que representou na fase inicial da carreira.

O lance desestabilizou os ‘dragões’, que, dois minutos depois, viram o bracarense Abel Ruiz introduzir a bola na baliza portista, mas com o lance a ser invalidado por fora de jogo.

Apesar do calafrio, o FC Porto só conseguiu responder à contrariedade já no período de descontos, operando a reviravolta em menos de três minutos.

Aos 45+1, Sérgio Oliveira desviou de cabeça um cruzamento de Alex Telles, para resgatar o empate, e, aos 45+4, foi o defesa brasileiro a colocar a equipa portuense em vantagem, apontando o 2-1, numa grande penalidade a castigar falta de Raul Silva sobre Marega.

Logo após o intervalo, os minhotos reentraram no jogo apostados em recuperar e, em dois minutos, Ricardo Horta, depois de tirar dois adversários do caminho, surgiu isolado frente o guarda-redes Marchesin, mas desperdiçou rematando por cima.

Em vantagem, os ‘azuis e brancos’ não foram tão pressionantes, chegando até a dar a iniciativa ao Braga, para poder, depois, explorar, em contra-ataque, os espaços deixados pelo adversário.

Nesta toada, o desafio perdeu alguma intensidade, até porque os minhotos, mesmo com a entrada do reforço Schettine integrado no ataque e desfazendo o inicial esquema de três centrais, sentiam dificuldades na definição final das suas movimentações ofensivas.

Perante a incapacidade do adversário em chegar ao empate, o FC Porto acabou por desfazer as dúvidas sobre o desfecho do jogo já aos 89 minutos, com Alex Telles a ‘bisar de grande penalidade, para o 3-1, após falta de Tormena sobre Taremi, que, um minuto após ter entrado para se estrear de ‘dragão’ ao peito, foi derrubado na área.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto – SC Braga, 3-1.

Ao intervalo: 2-1.

Marcadores:

0-1, Castro, 21 minutos.

1-1, Sérgio Oliveira, 45+1.

2-1, Alex Telles, 45+4 (grande penalidade).

3-1, Alex Telles, 89 (grande penalidade).

Equipas:

– FC Porto: Marchesín, Manafá, Mbemba, Pepe, Alex Telles, Danilo, Uribe (Loum, 86), Sérgio Oliveira (Zaidu, 71), Otávio (Fábio Vieira, 90+2), Corona (Taremi, 87) e Marega.

(Suplentes: Diogo Costa, Diogo Leite, Zaidu, Loum, João Mário, Fábio Vieira, Soares, Evanilson e Taremi).

Treinador: Sérgio Conceição.

– SC Braga: Matheus, David Carmo, Bruno Viana, Raúl Silva (André Horta, 61), Ricardo Esgaio, Al Musrati (Iuri Medeiros, 78), Fransérgio, Castro (Galeno, 61), Sequeira (Vítor Tormena, 78), Abel Ruiz (Guilherme Schettine, 61) e Ricardo Horta.

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Tormena, Rolando, Moura, João Novais, André Horta, Iuri Medeiros, Galeno e Guilherme Schettine).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Bruno Viana (11), Ricardo Esgaio (60), Sérgio Oliveira (68), André Horta (72) e David Carmo (79). Cartão vermelho direto para Raúl Silva (75, no banco dos suplentes).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 00h07)

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Futebol

Equipa do Vitória recebida em apoteose no D. Afonso Henriques. Há um detido

Dérbi minhoto

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Foto: Facebook de Marco Jacobeu

Os adeptos do Vitória SC concentraram-se nas imediações do estádio D. Afonso Henriques, este domingo à noite, para receber o autocarro da equipa com dezenas de tochas a arder.

No entanto, um adepto vimaranense acabou por ser detido pela PSP durante uma intervenção mais musculosa das equipas especiais que patrulham o recinto, avança o Grupo Santiago.

Recorde-se que hoje joga-se o dérbi minhoto em Guimarães, com o eterno rival SC Braga, um dos primeiros (ou talvez o primeiro) sem adeptos na bancada. No entanto, uma das bancadas tem uma tarja gigante colocada pela claque White Angels, onde se pode ler “Conquistadores”.

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Futebol

Famalicão esteve a perder por dois mas conseguiu empate nos descontos

I Liga

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Foto: FC Famalicão

Famalicão e Boavista empataram hoje 2-2, num jogo da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, que foi disputado até ao último segundo, com a equipa da casa a igualar já nos descontos.

Os ‘axadrezados’, que ainda não conseguiram vencer na prova, colocaram-se na frente do marcador já na segunda parte, mas, e a jogar com menos um, após a expulsão de Javi García, não conseguiram segurar a vantagem e permitiram aos famalicenses, em 10 minutos, chegarem ao empate.

Numa retrospetiva, o Estádio Municipal de Famalicão assistiu a uma primeira parte de domínio da equipa da casa perante um Boavista recheado de ‘craques’, mas que ainda procura a primeira vitória no campeonato. Um remate de Cannon, aos 23 minutos, foi o melhor que a equipa treinada por Vasco Seabra conseguiu fazer nos primeiros 45 minutos, o que é manifestamente pouco para quem procura, com justificada ambição, a primeira vitória na I Liga.

O Famalicão, bem mais solto e entrosado, fez seis remates na primeira parte, contra três do Boavista, mas ora encontrou oposição em Léo Jardim, ora errou o alvo. Muitas dessas situações de golo tiveram origem em lances de bola parada.

Os minhotos beneficiaram, nessa altura, de sete pontapés de canto – não consentiram nenhum – e, num deles, aos 26 minutos, Jordão cabeceou para boa defesa do guarda-redes boavisteiro.

A primeira parte também ficou marcada pelo ritmo lento, devido às constantes faltas que interrompem o jogo, com o Boavista a ‘golear’ nesse tipo de lances, com 13 infrações contra quatro do Famalicão.

A formação teve a primeira oportunidade logo aos quatro minutos, quando Riccieli cabeceou à baliza, mas a bola foi desviada por um defesa e saiu por cima.

Mas, toda a ação digna de registo ocorreu no segundo tempo, com o Boavista a chegar ao 2-0, beneficiando de dois erros do guarda-redes Zlobin.

Os golos de Hamache, primeiro, e Javi García, depois, deixaram as ‘panteras’ a sonhar com a estreia a vencer, mas um penálti cometido pelo médio espanhol, que lhe valeu o segundo amarelo e a correspondente expulsão, devolveu o Famalicão ao jogo, com Rúben Lameiras a reduzir da linha de 11 metros, aos 85.

Antes, aos 68 minutos, o mesmo jogador tinha beneficiado de um penálti, mas falhou em dose dupla: no primeiro remate, permitiu a defesa a Léo Jardim e, na recarga, atirou à barra.

O guarda-redes do Boavista prometeu, aí, ser uma das figuras da partida e a verdade é que acabou por ser, mas pela negativa, sendo muito mal batido no lance que permitiu o empate aos famalicenses, no quarto minuto de compensação, num livre direto lateral de Jhonata Robert.

Com o empate, o Famalicão fica na nona posição, com seis pontos, enquanto o Boavista mantém-se abaixo da ‘linha de água’, somando apenas três.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Famalicão.

Famalicão – Boavista, 2-2.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Hamache, 69 minutos.

0-2, Javi García, 75.

1-2, Rúben Lameiras, 85 (grande penalidade).

2-2, Jhonata Robert, 90+4.

Equipas:

– Famalicão: Zlobin, Babic, Lameiras, Gustavo Assunção, Riccieli, Joaquín Pereyra, Valenzuela (Jhonata Robert, 85), Gil Dias, Jordão (Ivan Jaime, 71), Patrick (Morer, 85) e Dyego Sousa (Trotta, 70).

(Suplentes: Vaná, Morer, Henrique Trevisan, Guga, Jhonata Robert, Leonardo Campana, Iván Jaime, Lukovic e Trotta).

Treinador: João Pedro Sousa.

– Boavista: Léo Jardim, Cannon, Devenish, Chidozie, Hamache, Reisinho, Javi García, Sauer (Show, 79), Paulinho, Elis (Yusupha, 88) e Nuno Santos (Mangas, 90+1).

(Suplentes: Bracali, Gomez, Benguche, Yusupha, Juwara, Mangas, Nathan, Show e Sebastien Perez).

Treinador: Vasco Seabra.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Valenzuela (20), Javi Garcia (37 e 83), Babic (49), Chidozie (65), Gustavo Assunção (78), Paulinho (90+3), Cannon (90+6). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Javi García (83).

Assistência: jogo disputado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 20h18)

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Futebol

“Fizemos um jogo extraordinário”

Ricardo Soares

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Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Marítimo (2-1), da quinta jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

– Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Os meus jogadores fizeram um jogo extraordinário. A nossa intenção era entrar fortes, pressionantes e a circular por dentro, encontrando os espaços concedidos pelo adversário para criarmos situações.

Na segunda parte, com um jogador a mais, gerimos o jogo sempre com um futebol positivo. Tivemos situações flagrantes, algumas delas com falhanços imperdoáveis. Sofremos um golo de bola parada, mas merecíamos ter vencido por números diferentes.

Vitória sem sofrimento não sabe tão bem. Temos de brincar com a situação, mas trabalhar para que isto não aconteça. O futebol é mesmo assim. Tivemos oportunidades claras, mas houve uma ou outra má decisão tantas eram as facilidades em fazer golo.

Foi um jogo muito bem conseguido e foi pena que não estivessem cá os nossos adeptos. Certamente iam gostar desta exibição, mas não estão esquecidos. É também uma vitória para a malta que está de fora e perdeu a época inteira ou uma boa parte dela.

As vitórias sabem sempre bem, com mais ou menos estética. Hoje fizemos aquilo que todos os treinadores querem: aliar o resultado, porque vivemos disso, à qualidade da exibição. Estas dificuldades obrigam-nos a pensar mais e a melhorar no futuro.

[abraço a Felipe Pires] Significou gratidão para com todos os jogadores. A função deles é trabalhar no limite e superaram-se. Devemos ter uma ligação emocional forte aos atletas e fazer tudo para que eles cresçam e sejam melhores a cada dia.

[estreia de Afonso Figueiredo] Conheço bem o Afonso há muito tempo e sabia o que podia dar à equipa. Foi importante ele ficar do meu lado no início do jogo. Tivemos reuniões constantes com ele e quisemos que ele tivesse o menor número de dúvidas possível.

Demos-lhe imagens em vídeo para perceber o que pretendíamos. Ele fez este jogo fundamentalmente devido ao caráter que tem. Estava há muito tempo sem jogar, tínhamos os quatro laterais de fora e a equipa precisa dele”.

– Lito Vidigal (treinador do Marítimo): “Começámos bem. O jogo foi disputado, ficou equilibrado e o momento é a expulsão extremamente injusta [de Jean Irmer], que nos penalizou muito. A jogarmos com menos um elemento durante tanto tempo, o Moreirense superiorizou-se, fez o 2-0 antes do intervalo e tirou-nos algumas possibilidades.

Reorganizámo-nos na segunda parte e tivemos de ser muito fortes mentalmente. Criámos algumas situações e podíamos ter conseguido outro resultado. Foi pena termos feito o 2-1 já muito perto do fim. Os quatro minutos de compensação foram muito curtos, devido às substituições e à quantidade de vezes que vi jogadores do Moreirense no chão.

Nessa fase estávamos com ascendente e possibilidades de chegar às zonas de finalização. Dou os parabéns aos meus jogadores pela atitude. Trabalhámos para ter outro desfecho e deixámos o resultado em aberto até ao fim. A forma como trabalhámos faz-me acreditar que com 11 jogadores teríamos conseguido um resultado diferente.

[apatia inicial] Discordo. Entrámos melhores e os primeiros 15 minutos foram nossos. Aliás, na primeira vez que o Moreirense ataca, há um ressalto que trai o guarda-redes. Logo a seguir houve a expulsão e ficámos intranquilos. Ao intervalo disse que, se marcássemos cedo, teríamos possibilidade de alcançar um resultado positivo”.

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