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Futebol

SC Braga perde 4-3 em Vila do Conde depois de estar a ganhar 0-2

29.ª jornada

em

O SC Braga perdeu com o Rio Ave na terça-feira por 4-3, em partida da 29.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, com contornos emocionantes e desequilibrada já nos descontos com um penálti decisivo de Taremi.


O avançado iraniano dos vila-condenses, que ‘bisou’ no encontro, ao marcar aos 34 e 90+6 minutos, contribuiu de forma decisiva para a reviravolta no marcador operada pela equipa na primeira parte, também com os tentos de Nuno Santos (35) e Gelson Dala (41), já depois de Paulinho, que marcou aos 21 e aos 81, e Ricardo Horta (27) terem dado fôlego inicial aos bracarenses.

Com este resultado, o Rio Ave sobe ao quinto lugar do campeonato, com 47 pontos, ultrapassando o Famalicão, que perdeu com o Portimonense (1-0), enquanto que o SC Braga desperdiçou a oportunidade de, nesta ronda, subir ao pódio da Liga, embora à condição, continuando no quarto posto, com 50 pontos, menos dois do Sporting.

As duas equipas mostraram cedo que este poderia ser um jogo com contornos frenéticos, cabendo aos locais, ainda antes do quarto de hora, os primeiros sinais de perigo, com duas iniciativas, num remate de Taremi cortado em cima da linha de golo por David Carmo, e um remate de Gelson Dala, ao lado.

O atrevimento inicial dos vila-condenses não intimidou o Braga, que desde cedo reclamou controlo do meio-campo, mas só conseguiu responder os contra-ataques do adversário aos 21 minutos, numa jogada de envolvimento de todo setor ofensivo, finalizada no 1-0 por Paulinho.

O Rio Ave descompensou-se com tento sofrido, e, pouco depois, numa sucessão de faltas, entregou um livre direto aos ‘arsenalistas’, em posição frontal, que Ricardo Horta foi exímio a converter no 2-0, aos 27.

Os dois golpes quase consecutivos não foram, ainda assim, suficientes para derrubar o ânimo dos vila-condenses, que logo que voltaram a estabilizar, recuperaram a capacidade de criar perigo em contra-ataque.

O trio Taremi, Nuno Santos e Gelson Dala esteve então em destaque nessa missão, e em menos de sete minutos operou a reviravolta no marcador, em jogadas onde os três partilharam os louros dos golos.

O iraniano reduziu, aos 34, servido por Nuno Santos, e um minuto depois devolveu a assistência para que o avançado português recuperasse o empate, tendo os dois, aos 41, criado a jogada para que Gelson Dala fixasse o 3-2 ao intervalo.

Com adrenalina da reviravolta ainda presente, os donos do terreno voltaram do descanso com a motivação em alta, e pouco depois do reatamento Gelson Dala e Taremi ameaçaram ampliar a vantagem.

Ainda assim, o Braga não se intimidou e paulatinamente foi crescendo no jogo, reforçando a sua presença no meio-campo contrário com um futebol mais envolvente, que acabou por dar frutos aos 81 minutos, quando Galeno conseguiu escapar à marcação e serviu Paulinho, que de cabeça ‘bisou’ e recuperou o empate.

Os minhotos ainda tentaram forçar algo mais, e tiveram chances para resgatar a vantagem, mas ao abrirem a frente de ataque, acabaram por se expor aos contra-ataques do Rio Ave, acabando por cometer um erro fatal já nos descontos.

Rolando, que tinha entrado aos 88 minutos, foi displicente ao cortar com o braço um remate de Leandro que ia para baliza bracarense, acabando expulso e por entregar uma grande penalidade, que Taremi, já ao 90+6 não desperdiçou, para selar o triunfo do Rio Ave, por 4-3.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde.

Rio Ave – SC Braga, 4-3

Ao intervalo: 3-2

Marcadores:

0-1, Paulinho, 21 minutos.

0-2, Ricardo Hora, 27.

1-2, Taremi, 34.

2-2, Nuno Santos, 35.

2-3, Gelson Dala, 41.

3-3, Paulinho, 81

4-3, Taremi, 90+6 (grande penalidade)

Equipas:

– Rio Ave: Kieszek, Nélson Monte, Borevkovic, Santos, Matheus Reis, Al Musrati, Tarantini, Diego Lopes (Leandro), Gelson Dala (Carlos Mané, 65), Nuno Santos (Bruno Moreira, 90+8) e Taremi (Pedro Amaral, 90+8).

(Suplentes: Paulo Vítor, Bruno Moreira, Vitó, Carlos Mané, Nadjack, Pedro Amaral, Rúben Gonçalves, Messias e Leandro).

Treinador: Carlos Carvalhal.

– SC Braga: Matheus, Bruno Viana, Pedro Amador (Abel Ruíz, 71), David Carmo, Ricardo Esgaio, Palhinha (João Novais, 78), Fransérgio, Galeno, Trincão (Rui Fonte, 88), Paulinho (Rolando, 88) e Ricardo Horta (Wilson Eduardo,78).

(Suplentes: Eduardo, Rolando, Wilson Eduardo, Abel Ruiz, Diogo Viana, André Horta, João Novais, Rui Fonte e Raul Silva).

Treinador: Custódio Araújo.

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Santos (57), Ricardo Esgaio (83), Taraninti (85) e Fransérgio (89). Cartão vermelho direto para Rolando (90+2).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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Futebol

Gil Vicente empata nos Açores no primeiro jogo com adeptos desde março

I Liga

em

Foto: Twitter

Santa Clara e Gil Vicente empataram hoje 0-0, em jogo da terceira jornada da I Liga de futebol, o primeiro com público, permitindo aos açorianos isolarem-se na liderança, com mais um ponto do que FC Porto e Benfica.

Em Ponta Delgada, no primeiro teste para o regresso dos espetadores aos recintos desportivos, com 10% da capacidade do recinto, o Santa Clara cedeu os primeiros pontos na prova, que lidera provisoriamente, com sete pontos, mais um do que ‘dragões’ e ‘águias’, que ainda vão disputar os seus jogos nesta ronda.

O Gil Vicente ocupa provisoriamente o quinto lugar, com quatro pontos, mas também menos um jogo, depois de o embate com o Sporting, para a primeira jornada ter sido adiado devido a casos de covid-19.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.

Santa Clara – Gil Vicente, 0-0

Equipas:

– Santa Clara: Marco, Ramos, Mikel Villanueva, João Afonso, Mansur, Anderson Carvalho, Osama Rashid, Jean Patric (Cryzan, 73, Costinha 99), Diogo Salomão (Romão, 90), Carlos Júnior e Santana.

(Suplentes: André Ferreira, Fábio Cardoso, Lucas, Ukra, Romão, Costinha, Nené, Cryzan e Sagna).

Treinador: Daniel Ramos.

– Gil Vicente: Denis, Joel, Rodrigo, João Afonso (Lucas Mineiro, 62), Gonçalves, Leauty (Kanya, 69), Ruben Fernandes, Leandrinho (Rena Oliveira, 46), Samuel Lino (Lourency Rodrigues), Talocha e Nogueira.

(Suplentes: Daniel Fuzato, Souley, Lourency Rodrigues, Bouba, Renan Oliveira, Kanya, Vitor Carvalho, Lucas Mineiro e Hall).

Treinador: Rui Almeida.

Árbitro: Iancu Vasilica (AF Vila Real)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Mikel Villanueva (03), Leandrinho (22), Joel (65), Rodrigo (80)

Assistência: 878 espetadores

(em atualização)

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Futebol

Vitória diminui passivo pela oitava época consecutiva

Finanças

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Miguel Pinto Lisboa. Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD tem a equipa da I Liga portuguesa de futebol, desceu pela oitava temporada seguida, tendo-se fixado nos 6,68 milhões de euros no final da época 2019/20, mostra o relatório e contas.

Publicado no sítio oficial vitoriano, na noite de sexta-feira, o documento que vai ser votado na assembleia-geral de 10 de outubro revela que o passivo baixou 10,3%, dos 7,45 para os 6,68 milhões, confirmando a tendência decrescente que ocorre desde 2011/12, quando o clube se viu com 24 milhões de passivo e teve de se restruturar financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação.

Essa redução deveu-se quase toda ao “serviço da dívida reestruturada ao Estado e banca”, cujo valor desceu dos 6,13 para os 5,41 milhões de euros, após o Vitória ter liquidado 727 mil euros na temporada anterior, refere o parecer do conselho fiscal vitoriano ao relatório e contas, favorável por unanimidade.

Já o ativo do clube, que corresponde sobretudo às infraestruturas de que é proprietário, desvalorizou dos 34,07 para os 32,83 milhões de euros.

Depois de três épocas com resultados positivos – 798 mil euros em 2016/17, 303 mil em 2017/18 e 747 mil em 2018/19, o Vitória de Guimarães concluiu a temporada 2019/20 com um resultado negativo de 355 mil, indica ainda o relatório e contas.

Responsável por várias modalidades desportivas e pelo futebol de formação abaixo dos 11 anos, o clube minhoto ainda conseguiu um saldo positivo de 519 mil euros entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, mas a receita total desceu quase 25%, dos 5,96 para os 4,49 milhões de euros.

O parecer do conselho fiscal indica que a receita com quotização e lugares anuais se manteve nos 2,25 milhões de euros, mas a das rendas baixou de 607 para 530 mil euros e das modalidades também caiu, de 759 para 528 mil euros, em parte devido ao cancelamento das atividades desportivas em março de 2020, forçado pela pandemia de covid-19.

Os gastos também caíram entre 2018/19 e 2019/20, mas somente 7,4%, dos 4,28 para os 3,97 milhões de euros, com os encargos com modalidades a serem de 1,15 milhões, valor semelhante ao da temporada anterior.

Na próxima reunião magna, os sócios vitorianos vão ainda votar o orçamento para a época 2020/21, decisão que costuma acontecer em junho, mas que o clube decidiu adiar devido à pandemia de covid-19.

O documento prevê um resultado líquido negativo de 62 mil euros, com rendimentos totais de cerca de quatro milhões de euros, sustentados principalmente pela quotização (1,6 milhões) e pelas modalidades (820 mil euros), e gastos de 3,35 milhões, destinados também às modalidades (1,02 milhões) e à porção da quotização que o clube tem de entregar à SAD (863 mil euros).

O parecer do conselho fiscal, favorável por unanimidade, refere que o orçamento constitui uma “resposta responsável ao contexto da pandemia” e é “estratégico”, quando o clube se prepara para adquirir a maioria da SAD.

O Vitória anunciou, na quinta-feira, que vai deter 96,4% da SAD, após comprar as ações de Mário Ferreira, correspondentes a 56,4% do capital, por 6,5 milhões de euros, em três tranches, até 31 de março de 2022.

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Futebol

“Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos”

Tiago Mendes

em

Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Paços de Ferreira (1-0), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Tiago Mendes (treinador do Vitória SC): “O futebol é isto. Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos. Estou contente, porque era uma vitória que procurávamos, que vai dar confiança à equipa. Nem tudo foi perfeito hoje, mas estou muito contente por ter ganhado.

Estou contente. Hoje foi o jogo que nos custou mais, mas tanto no jogo com o Belenenses SAD, como no jogo com o Rio Ave, estivemos bem. Hoje, tivemos alguma ansiedade. A equipa está a criar química. Somos uma equipa jovem. Criar rotinas sobre vitórias é mais fácil, e precisamos de crescer.

Falando do Bruno [Varela], foi mais uma grande exibição. Tem dado segurança à equipa. Na verdade, a equipa tem trabalhado muito bem. Sofremos um golo de bola parada e nem sei bem a parte com que o jogador do Belenenses SAD marcou [na derrota por 1-0 na primeira jornada]. Ele tem demonstrado nos treinos e nos jogos que está bem.

Faltou-nos ter mais bola. Eram quase sempre os nossos centrais a iniciar os lances de ataque. Nem o Agu, nem o Pepelu estavam a conseguir pegar no jogo e tive de tirar um deles [para colocar o Janvier]. Não gosto de tirar um jogador à meia hora de jogo.

Não sei dizer a equipa que irá jogar [no próximo jogo, com o Boavista]. Isso nem me preocupa. Vão ser duas semanas boas para nós. Ganhar dá-nos confiança.

Na primeira vez que [o Marcus Edwards] saiu, estava lesionado. Hoje, saiu para entrar o Rochinha, que esteve bem. O que vai na cabeça dele [sobre uma possível saída] só ele sabe. Eu sinto-o bem, a treinar bem.”

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Não entrámos muito bem nos primeiros 15 minutos. Na recuperação de bola, não estávamos a sair da pressão. A partir dos 15 minutos, pegámos no jogo e tivemos várias oportunidades, com jogo fluido por dentro e por fora. Saímos daqui frustrados pelo resultado. São as vitórias morais que não existem, mas foi uma exibição muito conseguida pelos jogadores.

O Bruno Varela [guarda-redes do Vitória de Guimarães] foi o melhor jogador em campo. Não tenho problemas nenhuns em reconhecer quando o adversário é superior. Hoje, o Paços foi superior ao Vitória. Temos de manter este volume ofensivo, porque a bola vai entrar. Estaria preocupado se não tivéssemos criado oportunidades, mas criámos.

Fomos infelizes em Portimão, no penálti no último minuto dos descontos [falhado por Douglas Tanque], mas eu não vou crucificar alguém por uma má decisão [Fernando Fonseca, que cometeu penálti sobre Rochinha]. Fez um bom jogo, mas foi infeliz nesse lance. Ele sabe que teve uma abordagem infeliz. Vou-me agarrar ao que a equipa fez de bom.

Nunca me vou lamentar de quem não está [relativamente aos casos de covid-19 detetados em Diaby e em João Amaral]. São jogadores importantes, como são todos os outros. Se o processo estiver identificado e todos souberem o que têm de fazer dentro de campo, conto com eles.

Queria dar os parabéns ao Rio Ave, porque caiu de pé [no ‘play-off’ da Liga Europa] e o futebol português saiu valorizado.”

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