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Futebol

SC Braga na final da Taça da Liga

Ganhou ao Sporting com golo aos 90

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Um golo de Paulinho, aos 90 minutos, deu hoje ao SC Braga um ‘suado’ triunfo (2-1) sobre o Sporting, que acabou reduzido a nove unidades, e apurou-se para a final da Taça da Liga de futebol.

Os bracarenses desforram-se, assim, da derrota da época passada diante dos ‘leões’, então no desempate por grandes penalidades (4-3), na mesma fase da prova, e apuram-se para a final pela terceira vez.

Ricardo Horta marcou o primeiro do jogo, aos oito minutos, Mathieu empatou, aos 44, e, sobre o minuto 90, Paulinho fez o segundo para os bracarenses.

O final do jogo ficou marcado por incidentes entre as duas equipas, após uma entrada dura de Mathieu que lhe valeu a expulsão, que obrigou a uma paragem do jogo durante alguns instantes.

Foi uma vitória justa da equipa de Rúben Amorim, ainda que a jogar com mais uma unidade não tenha realizado uma grande exibição, diante de um Sporting que fica de fora de mais uma prova, depois da Taça de Portugal, e vai em quarto lugar no campeonato, a 19 pontos do líder Benfica.

O Sporting acabou com nove e já jogava com 10 desde os 61 minutos, porque Bolasie, que entrou ao intervalo, também viu o cartão vermelho após entrada sobre Sequeira, numa decisão após o árbitro, Nuno Almeida, ter recorrido a visionar as imagens.

Em relação ao jogo com o FC Porto de sexta-feira, para a I Liga (triunfo por 2-1), Rúben Amorim fez três alterações no ‘onze’, com as entradas de João Novais para o lugar de Palhinha (emprestado pelo Sporting), Ricardo Horta no de Trincão e de Galeno para o de Wilson Eduardo.

No Sporting, que vinha de uma derrota caseira com o Benfica (2-0), registo para duas novas ‘peças’. Além do já esperado regresso de Coates ao eixo defensivo, Silas reforçou o meio-campo com Battaglia, apostando numa espécie de 4x4x2, losango que não surtiu efeitos e que o técnico mudou ao intervalo.

A equipa ‘leonina’ entrou amorfa e o Braga a todo o ‘gás’, com Paulinho a deixar um aviso logo aos três minutos. O Sporting demonstrava imensas dificuldades em ‘respirar’ e, cinco minutos depois, Ricardo Horta inaugurou o marcador com um remate em arco, com o pé esquerdo, aproveitando uma defesa ‘leonina’ desorientada perante a pressão minhota.

O Sporting foi equilibrando a contenda, mas sem criar grande perigo. A melhor oportunidade da equipa de Silas, antes do golo, nasceu de um erro de Ricardo Horta, muito pressionado por Acuna: o remate de Camacho saiu fraco, mas obrigou Matheus a empenhar-se (31).

Em cima do intervalo, o Sporting chegou mesmo ao empate, por Mathieu, que surgiu na cara de Matheus, após um livre marcado rapidamente por Bruno Fernandes (44).

Silas lançou Bolasie após o intervalo, voltando ao habitual 4x3x3, mas o extremo congolês esteve pouco mais de 15 minutos em campo.

O Braga, que já tinha voltado a entrar melhor, passou a carregar, num jogo praticamente de sentido único.

O Sporting, ainda com 11, viu Battaglia cabecear com ‘selo’ de golo e Matheus defender (52), mas o Braga teve três boas ocasiões para marcar, por Tormena, Ricardo Horta e Galeno.

Silas reforçou a defesa com a entrada de um central (Neto) e a saída do ponta de lança Luiz Phellype, e Rúben Amorim refrescou a ala e o meio-campo com Trincão e André Horta, e reforçou o ataque com Rui Fonte.

O Braga jogava instalado no meio-campo adversário, mas tinha dificuldades em criar perigo e só aos 90, o inevitável Paulinho (17.º golo da temporada) desfez a igualdade, de cabeça, após assistência, também de cabeça, de Raul Silva.

Após o tumulto entre as duas equipas, Nuno Almeida expulsou Eduardo, guardião suplente do Braga, e o médio Eduardo, do Sporting.

O SC Braga, que venceu a Taça da Liga em 2012/13 (1-0 ao FC Porto) e perdeu com o Moreirense (1-0) em 2016/17, vai agora tentar, na última edição da ‘final four’ no seu estádio, conquistar pela segunda vez o troféu.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Sporting, 2-1.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores:

1-0, Ricardo Horta, 08 minutos.

1-1, Mathieu, 44.

2-1, Paulinho, 90.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Tormena, Bruno Viana, Raúl Silva, Esgaio, Fransérgio, João Novais (André Horta, 82), Sequeira (Rui Fonte, 77), Ricardo Horta (Trincão, 69), Galeno e Paulinho.

(Suplentes: Eduardo, David Carmo, Murilo, André Horta, Wilson Eduardo, Trincão e Rui Fonte).

Treinador: Rúben Amorim.

– Sporting: Maximiano, Ristovski, Coates, Mathieu, Acuna, Doumbia (Bolasie, 46), Battaglia, Wendel, Bruno Fernandes, Camacho e Luiz Phellype (Luís Neto, 69).

(Suplentes: Renan, Borja, Luís Neto, Eduardo, Gonzalo Plata, Bolasie e Pedro Mendes).

Treinador: Jorge Silas.

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Sequeira (17), Esgaio (20), Raul Silva (44), Coates (45), Bruno Fernandes (56), Battaglia (67), Paulinho (79), Maximiano (84), Bruno Viana (90+6) e Acuña (90+6). Cartão vermelho direto para Bolasie (61) e Mathieu (90+2).

Cartão amarelo para Rui Casaca, elemento do SC Braga no banco de suplentes (90+7). Cartão vermelho direto para Eduardo, guarda-redes do SC Braga no banco de suplentes (90+7), e para Eduardo, jogador do Sporting no banco de suplentes (90+7).

Assistência: 10.047 espetadores.

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Futebol

“A verdade é que são já seis expulsões para o campeonato”

João Pedro Sousa

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Foto: Divulgação

Declarações dos treinadores do Famalicão e Desportivo das Aves, João Pedro Sousa e Nuno Manta Santos, no final da partida da 21.º jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com um empate, por 1-1

João Pedro Sousa (treinador Famalicão): “Este era o Aves que esperava. Apesar de ser o último classificado, é uma equipa muito competente e desde que este técnico assumiu o comando, é o conjunto do nosso campeonato que menos golos sofre de bola corrida.

Foi um resultado que não contávamos, esperávamos vencer, e entrámos com vontade de resolver rapidamente o jogo, mas fomos um pouco lentos na nossa construção.

Na segunda parte, as condições do campo ficaram mais fracas e tivemos dificuldades em construir. Cometemos uma grande penalidade e depois de sofrer o golo, ficámos impacientes e acusámos alguma fadiga.

A expulsão piorou a situação, mas, felizmente, conseguimos chegar à igualdade. Foi um jogo ingrato, procurávamos a vitória, e de certa forma até a merecíamos.

[Série de sete jogos sem vencer] Cria alguma ansiedade, porque queremos ganhar cada vez mais rápido. Ficámos tristes por ver que aquilo que produzimos ter sido, em algumas ocasiões, suficiente para vencer. Nestes últimos jogos podíamos ter amealhado uma ou outra vitória.

[Sobre expulsão] Não criticando a arbitragem, a verdade é que são já seis expulsões para o campeonato e perto de 350 minutos que jogamos com menos um. Começa a marcar a equipa. É uma situação que temos de melhorar e refletir onde está o problema”.

Nuno Manta Santos (treinador Desportivo das Aves): “Não direi que o último lance foi cruel. É futebol e temos de ser competente até ao fim do jogo. Apesar de trabalharmos as bolas paradas todas as semanas, o Famalicão acabou por ter o mérito de marcar golo, num momento é que podíamos ter feito melhor.

Mas tenho de dar os parabéns aos nossos adeptos e à organização da nossa equipa. Tiveram espírito solidário e cumpriram a estratégia que foi definida com intensidade.

Fizemos tudo para levar daqui os três pontos, e apesar do Famalicão ter feito o seu trabalho para vencer, por aquilo que aconteceu durante os 90 minutos, são dois pontos perdidos para o Aves.

Era importante ganhar e creio que a vitória assentava bem à nossa equipa. Há que pensar já no próximo jogo com o [Vitória de Guimarães] e canalizar para aí a nossa revolta”.

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Futebol

Pedro Proença contra racismo e violência no desporto

Caso Marega

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Foto: Divulgação

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, assinalou hoje que os passos dados pelo organismo na luta contra a violência no desporto também integram o combate ao racismo.

“A Liga tem tido um papel extremamente ativo no combate ao racismo e xenofobia, mas no combate à violência no desporto e no futebol em particular. Há pouco mais de uma semana, estive reunido com o ministro da Administração Interna, fazendo e reivindicando intervenções de natureza objetiva e subjetiva”, afirmou Pedro Proença, em declarações à agência Lusa.

O presidente da LPFP assinalou os pedidos feitos à tutela, como são os casos das “revistas aos adeptos seja feita de uma forma muito mais rigorosa, de forma a que se consiga detetar a inserção de artefactos pirotécnicos em recintos desportivos”, mas também quanto à interdição de adeptos.

“Queremos que, claramente, aos adeptos que não têm comportamentos condignos, sejam aplicadas medidas sancionatórias de interdição de acesso a recintos desportivos e sejam acompanhados do dever de apresentação junto das autoridades às horas dos jogos das sociedades desportivas infratoras”, prosseguiu o antigo árbitro.

O dirigente defendeu a “intervenção robusta, inequívoca e exemplar, até musculada se for necessário”, porque “o combate aos comportamentos antidesportivos é um combate de todos”.

Pedro Proença reiterou o comunicado divulgado pelo organismo que preside, sobre os incidentes ocorridos com o futebolista maliano do FC Porto Marega, assinalando que o racismo “envergonha o futebol e a dignidade humana”.

“Temos a clara noção de que os valores do futebol não são compatíveis com o que se passou na noite de hoje no estádio do Vitória Sport Clube. É importante também afirmar que a grandeza da instituição Vitória Sport Clube não deve ser confundida, em momento algum, com a atitude de uma pequena minoria que não representa esta grande instituição. Estes atos envergonham o futebol e a dignidade humana”, sublinhou.

O avançado pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

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Futebol

Famalicão empata com Aves graças a golo nos descontos

21.ª jornada da I Liga, temporada 2019/2020

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Foto: Facebook de FC Famalicão

O Famalicão garantiu hoje, com um golo no último minuto, um empate em casa frente ao Desportivo das Aves (1-1), último classificado, em jogo da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Na marcação de uma grande penalidade, aos 64 minutos, Welinton marcou o golo do lanterna-vermelha, antes de Riccieli empatar aos 90+6.

O Famalicão, que terminou reduzido a 10, por expulsão de Fábio Martins (86), somou o quinto encontro consecutivo sem vencer e segue no sexto lugar, com 33 pontos, enquanto o Aves é 18.º e último, com 13 pontos, a três da zona de manutenção.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Famalicão, em Famalicão.

Famalicão – Desportivo das Aves, 1-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Welinton, 64 minutos (grande penalidade).

1-1, Riccieli, 90+6.

Equipas:

– Famalicão: Vaná Alves, Ivo Pinto (Roderick, 13), Riccieli, Patrick William, Coly (Walterson, 71), Racic, Gustavo Assunção, Pedro Gonçalves (Anderson, 66), Fábio Martins, Toni Martinez e Diogo Gonçalves

(Suplentes: Defendi, Guga, Walterson, Ofori, Rúben Lameiras, Roderick e Anderson).

Treinador: João Pedro Sousa.

– Desportivo das Aves: Beunardeau, Jailson, Buatu, Diakhité, Ricardo Mangas, Estrela, Rúben Oliveira, Kevin Yamga (Pedro Delgado, 90+2), Banjaqui, Welinton (Dzwigala, 84) e Mohammadi (Rúben Macedo, 55).

(Suplentes: Fábio Szymonek, Dzwgala, Pedro Delgado, Marius, Reco, Rúben Macedo e Luiz Fernando).

Treinador: Nuno Manta Santos.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Braga).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Fábio Martins (32 e 86), Racic (35), Vaná Alves (61), Beunardeau (82) e Patrick William (85) e Diogo Gonçalves (90+1). Cartão vermelho por acumulação a Fábio Martins (86).

Assistência: cerca 3500 espetadores.

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