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Futebol

SC Braga faz queixa da GNR por carga sobre os seus adeptos

Alega ainda que a polícia obrigou um fotojornalista a apagar as “provas incriminatórias”

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O SC Braga vai apresentar uma queixa formal ao Ministério da Administração Interna e às instâncias desportivas contra a atuação do dispositivo de segurança da GNR no final do jogo de futebol com o Desportivo das Aves.

Em nota publicada hoje no sítio oficial na Internet, os minhotos referem que estão a recolher elementos de prova que sustentem uma queixa contra a atuação da GNR no final do jogo de sábado, da 13.ª jornada da I Liga, que, “já no exterior do estádio, carregou indiscriminadamente sobre os adeptos que faziam o seu trajeto até aos autocarros”.

“Os excessos da autoridade foram presenciados por elementos do clube no local, que fizeram também o acompanhamento dos adeptos que necessitaram de receber tratamento hospitalar. Esta violência desproporcionada é um atentado ao desporto e à condição do adepto em Portugal e deve ser denunciada e combatida de todas as formas”, pode ler-se.

Segundo a mesma nota, essa violência “é tanto mais grave quando as autoridades, percebendo a presença de um fotojornalista no local, usaram de todos os meios intimidatórios para apagar registos e provas da conduta praticada sobre os adeptos”.

O Braga solicita ainda que “qualquer contributo para a ação que o clube vai desencadear seja remetido através do oficial de ligação aos adeptos, Rogério Gonçalves”.

O Desportivo das Aves, que ocupa o último lugar da I Liga, venceu o jogo por 1-0, conquistando apenas o segundo triunfo no campeonato e impedindo os minhotos de subirem ao quarto lugar provisório.

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Futebol

Vitória sem vitórias contra os 10 primeiros: “É um registo que não é positivo”

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC – Rio Ave (1-2), da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães.

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “É um registo que não é positivo [ter 25 pontos em 18 jogos e nenhuma vitória contra nenhum dos 10 primeiros da tabela]. Não basta dizer que, perante aquilo que temos feito, temos de ter melhores resultados. A equipa tem bom volume ofensivo de jogo, mas não consegue concretizar. Na segunda parte, tivemos várias situações em que não conseguimos fazer golo. O adversário marcou golo em praticamente duas oportunidades.

Não são positivos estes resultados com equipas da parte de cima da tabela. Temos de trabalhar mais para termos melhores resultados com equipas que lutam pelos mesmos objetivos do que nós.

A nível de ocasiões, de remates e de cantos, dá para perceber aquilo que a equipa quis. Não sei se posso associar isso [pouca eficácia] à ansiedade, à falta de discernimento. Tem-se visto alguma precipitação na hora de fazer as coisas. Qualquer adversário que vem cá fecha-se muito num bloco médio-baixo, dando menos espaço para atacar. Temos de ser mais competentes na decisão. A diferença [entre as duas equipas] foi a eficácia.

Vitória derrotado e ultrapassado pelo Rio Ave

Até ao penálti anulado [após consulta do videoárbitro], o Vitória dominou o jogo. Depois houve alguma adrenalina com a quebra de jogo e, nesse período, houve alguma falta de discernimento na equipa. Com a paragem muito longa, a equipa ‘arrefeceu’, perdeu ritmo e quebrou animicamente. Na segunda parte, o Vitória atacou e o Rio Ave não teve uma situação de golo”.

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal (treinador do Rio Ave): “Foi um jogo com sangue, suor e lágrimas. Era impensável que o Rio Ave, que já não vinha cá ganhar há muito tempo [2013], podia ganhar e não sofrer. É difícil para qualquer equipa vencer na casa do Vitória de Guimarães. É preciso trabalhar, sofrer e ter uma ‘pontinha’ de sorte.

O Vitória não é uma equipa que baixe muito as linhas, mas também não pressiona muito a primeira fase de construção [do adversário]. Fizemos as coisas com paciência até ao momento em que os jogadores do Vitória começaram a subir mais e tentámos penetrar na estrutura deles para criar lances de perigo.

Fizemos um golo num ataque rápido e depois fizemos o segundo. Queríamos jogar a segunda parte como jogámos na primeira, mas não jogamos sozinhos. O Vitória passou a jogar praticamente em 4x2x4 e recuámos.

[Temos] três vitórias [consecutivas], mas cinco bons jogos, pois incluo aí a derrota em casa com o Marítimo (1-0) e a derrota na Luz, para a Taça de Portugal (Benfica, por 3-2), um dos jogos da época. A qualidade de jogo da equipa melhorou muito a partir do jogo com o Marítimo.

É muito fácil puxar por todos os atributos de uma equipa depois de se ganhar, mas não vou por aí. Fomos eficazes porque conseguimos fazer dois golos. Não fomos mais inteligentes do que o Vitória. Cada equipa teve a sua estratégia. Se o Vitória tem feito mais cedo o 2-1, poderíamos ter sofrido o 2-2.

Não me parece que se tenha galvanizado [após o penálti anulado pelo videoárbitro]. É difícil avaliar os lances olhando-se a cada ‘frame’. Tenho dúvidas que a tecnologia seja assim tão precisa para que a intervenção humana não seja decisiva em cada lance. Sou defensor do videoárbitro, mas temos de formar pessoas cada vez melhores para isso”.

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Futebol

Vitória derrotado e ultrapassado pelo Rio Ave

18.ª jornada da I Liga

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Tapsoba marcou. Foto: Twitter (Arquivo)

O Vitória perdeu hoje, por 1-2, na receção ao Rio Ave, em jogo da 18.ª jornada da I Liga, em que foi ultrapassado pelo adversário na classificação.

O jogo decidiu-se entre o minuto 38 e o minuto 40, quando os vila-condenses encetaram dois ataques rápidos e aproveitaram a passividade da defesa minhota para chegarem aos golos.

O primeiro surgiu num ataque rápido pelo lado esquerdo da equipa treinada por Carlos Carvalhal, que acabou por chegar ao outro flanco e terminou com assistência de Nuno Santos para o desvio à ‘boca da baliza’ de Diego Lopes.

Após o reatamento do jogo a meio-campo, Pedro Henrique errou um passe, a bola chegou novamente a Nuno Santos na ala direita e circulou depois pela área vitoriana até Matheus Reis se enquadrar com a baliza e atirar para o fundo das redes.

Antes dos golos, o jogo prosseguiu com duas equipas que se anularam mutuamente, com dificuldades em encontrarem espaço para criar situações de perigo.

A primeira meia hora ficou marcada pelo lance em que o árbitro Hélder Malheiro assinalou inicialmente um penálti de Matheus Reis sobre Tapsoba, aos 25 minutos, tendo expulsado o rioavista, mas anulou a decisão sete minutos depois, após ter consultado o videoárbitro e assinalado fora de jogo.

Forçado a reagir a uma desvantagem de dois golos, o conjunto minhoto apresentou no final da primeira parte uma intensidade que não se vira até aí e Léo Bonatini falhou o golo por duas vezes, aos minutos 41 e 43.

O treinador vimaranense, Ivo Vieira, mudou o sistema tático de 4x3x3 para 4x4x2 após o intervalo, com João Carlos Teixeira e João Pedro a substituírem André André e Lucas Evangelista, e a equipa ‘empurrou’ o Rio Ave para a sua grande área, mas fê-lo sempre com muita atrapalhação, com muitos erros na construção.

Depois de Léo Bonatini, perdulário, ter atirado ao lado, aos 54 minutos, a equipa vitoriana ainda reduziu quando Davidson vislumbrou Tapsoba no interior da área, e o remate do burquinês, que ia para fora, tabelou em João Pedro para chegar ao fundo das redes, aos 75.

No último quarto de hora da partida, os pupilos de Ivo Vieira continuaram a tentar o golo, mas continuaram trapalhões, hesitantes, sem conseguirem melhor do que dois remates por cima de Pepê e de João Carlos Teixeira.

Vitória sem vitórias contra os 10 primeiros: “É um registo que não é positivo”

Com este resultado, os vitorianos passam a ocupar o sétimo lugar da I Liga, com 25 pontos, menos três que o adversário de hoje, que somou a terceira vitória consecutiva e subiu à quinta posição. Entre os dois, está o SC Braga, em sexto, com 27 pontos (menos um jogo). Os arsenalistas só jogam na quarta-feira, em Moreira de Cónegos.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Rio Ave, 1-2.

Ao intervalo: 0-2.

Marcadores:

0-1, Diogo Lopes, 38 minutos.

0-2, Matheus Reis, 40.

1-2, João Pedro, 75.

Equipas:

– Vitória SC: Douglas, Victor Garcia, Tapsoba, Pedro Henrique, Rafa Soares, Pepê, André André (João Pedro, 46), Lucas Evangelista (João Carlos Teixeira, 46), Marcus Edwards (Rochinha, 75), Davidson e Léo Bonatini.

(Suplentes: Miguel Silva, Sacko, Frederico Venâncio, Dénis Poha, João Carlos Teixeira, Rochinha e João Pedro).

Treinador: Ivo Vieira.

– Rio Ave: Kieszek, Diogo Figueiras, Santos, Borevkovic, Matheus Reis, Filipe Augusto, Tarantini, Diego Lopes, Lucas Piazón (Gelson Dala, 79), Nuno Santos (Carlos Mané, 61) e Taremi (Bruno Moreira, 90+1).

(Suplentes: Paulo Vítor, Júnio Rocha, Nélson Monte, Pedro Amaral, Carlos Mané, Gelson Dala e Bruno Moreira).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Hélder Malheiro (Associação de Futebol de Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Diego Lopes (59), Matheus Reis (59), Filipe Augusto (76) e Tarantini (78).

Assistência: 9.845 espetadores.

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Futebol

SC Braga devia Taça da Liga à cidade

Vencedores recebidos na Câmara

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente do SC Braga, António Salvador, disse hoje que a equipa devia à cidade a conquista da Taça da Liga de futebol e o treinador, Rúben Amorim, avisou que os ‘arsenalistas’ voltam agora à “estaca zero”.

“Devíamos isto à cidade depois de nos últimos dois anos não termos conseguido conquistar a Taça da Liga, à terceira foi de vez, os adeptos e os bracarenses bem merecem. Vir mais vezes à câmara [municipal de Braga] festejar é um hábito que queremos ter”, salientou.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente dos minhotos falava à margem da cerimónia de homenagem na Câmara Municipal de Braga pela conquista da segunda Taça da Liga da história do clube, após a vitória por 1-0, no sábado, diante do FC Porto, com um golo de Ricardo Horta já nos descontos (90+5 minutos).

A comitiva do SC Braga foi recebida por cerca de meio milhar de sócios e adeptos que, no final, voltaram a festejar quando o troféu foi erguido de uma varanda do edifício da autarquia.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Frisando a importância da “identidade” do clube, que considerou o “maior da cidade e o maior da região”, o dirigente destacou o papel de Rúben Amorim na conquista da Taça da Liga, porque “conseguiu contagiar os jogadores”, e deixou uma “palavra especial” para o anterior técnico, Ricardo Sá Pinto: “foi ele que nos trouxe à ‘final four'”.

Já Rúben Amorim agradeceu a António Salvador “a oportunidade de treinar este grande clube”, aos adeptos pela “força transmitida durante a semana” que criou um “ambiente diferente na cidade” e, sobretudo, “aos jogadores”.

“Acho que não o fiz suficientemente, mas são vocês que fazem de mim um bom treinador e são a razão de eu estar aqui”, disse.

O técnico, contudo, deixou o aviso: “Agora, voltamos à estaca zero, a Taça [da Liga] sai daqui para o museu, já não conta para nada, há que continuar a caminhada”.

Questionado sobre o que falta ao SC Braga para ser campeão, António Salvador frisou que é “muito difícil lutar” por esse “sonho”, mas garantiu que a “ambição está cá na mesma”.

O dirigente começou por elencar a necessidade de “um apoio social maior”, como o dos outros crónicos candidatos, e notou que, “nos últimos dois, três anos, as coisas mudaram muito no futebol português e europeu”.

SC Braga vencedor da Taça da Liga 2019/2020

“O futebol português está dividido em três partes, os ‘três grandes’, que são os três ricos e que, com as alterações que a UEFA fez na distribuição das receitas da Liga dos Campeões e, cá dentro, nas receitas das televisões [ficaram mais], depois mais quatro ou cinco equipas que lutam pelos lugares europeus e depois os outros, que são voláteis, que tanto descem como sobem”, disse.

O presidente dos minhotos também destacou a importância de “manter uma equipa estável, uma base, ano após ano, o que não tem sido fácil porque é preciso vender para equilibrar os orçamentos”, já que o Sporting de Braga “cumpre religiosamente ao fim do mês com os seus salários”.

“Acredito que não vamos poder manter todos porque acredito que vêm cá bater as cláusulas de alguns, mas nesta janela de janeiro não sai ninguém, isso posso garantir aos nossos adeptos”, assegurou.

Sobre a eliminatória da Liga Europa com o Glasgow Rangers, no próximo mês de fevereiro, notou que será “muito difícil”, lembrando ser “uma equipa que já ganhou ao FC Porto o que, só por si, demonstra que é uma equipa fortíssima”

“Mas é uma eliminatória e tudo pode acontecer”, ressalvou.

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