Roger Fernandes vai mudar de número na camisola. O avançado de 19 anos vai deixar o 11 e ficar com 7, que pertencia a Bruma. O luso-guineense diz que ainda é “o mesmo menino que chegou com 13 ou 14 anos” a Braga, “muito querido por muitos”, mas “agora com uma responsabilidade maior e mais ambição para esta época”.
“Desta vez com uma crença ainda maior, pois tenho um número de camisola novo. Não falei com o Bruma, porque ele estava no Mundial de Clubes, mas como é meu amigo vai deixar sempre [risos]. [O número 7] tem significado, por ser o maior dos meus ídolos, de quem gosto desde os tempos na Guiné, por causa do Cristiano Ronaldo e agora também pelo Bukayo Saka”, disse em conversa com Alexandre Carvalho, diretor de comunicação do clube, na rubrica “Off the record”.
“O SC Braga é um clube que eu aprendi a amar, porque quando estava na Guine não conhecia. Depois, quando me disseram que vinha para o Braga, procurei saber, e quando cheguei aqui, aos poucos, até agora, posso dizer que é um amor para a vida. Aprendi muito a amar o Braga. Cada dia que passo aqui é uma memória para mim, porque é um momento bom e que vou levar para a vida. Mas o que mais me marcou no clube foi o jogo contra o Rio Ave em que fiz duas assistências e ganhámos já depois dos 90 minutos. Até agora é dos meus melhores momentos”, afirmou.
O internacional sub-21 por Portugal diz que a maior referência no balneário já foi o Matheus (“repetia para mim mesmo que devia seguir o exemplo profissional, mas também do homem que ali estava, um pai de família, um enorme profissional), agora são João Moutinho, do Tiago Sá e Ricardo Horta. “O Moutinho por ser uma pessoa que só via na televisão, jogava Playstation com [o avatar] dele, tinha pessoas no meu país com camisolas com o nome dele e agora poder jogar com ele é um orgulho diário”.
Chamado para representar Portugal no Campeonato da Europa sub-21, Roger Fernandes recorda a felicidade da convocatória: “Sempre quis [ser convocado], pois muitas vezes havia as paragens para as seleções e eu ficava aqui, por isso sonhava estar entre os escolhidos. No dia da convocatória, fui o último a ser chamado e ainda pensei que não era agora. Mas fiquei muito orgulhoso, só queria chegar à Cidade do Futebol, vestir o equipamento e respirar fundo. Quando fiz isso, pensei que todo o trabalho tinha valido a pena”.
A terminar o jogador do SC Braga fala do que sonha para o futuro: “Vim do nada e desde que cheguei aqui, apenas penso em ter a minha família comigo e isso só depende de mim. Sonho fazer uma grande época este ano, queria que a nossa equipa alcançasse muitas coisas que nunca foram feitas. Depois evoluir na carreira, ganhar a Liga dos Campeões, Europeu e Mundial”.