Seguir o O MINHO

Futebol

SC Braga diz que ausência de adeptos está “a matar o futebol”

Clube diz que é “incompreensível” não poder ter 10% de espectadores no estádio

em

Foto: SC Braga / Arquivo

O SC Braga considerou hoje que a ausência de adeptos dos estádios por causa da covid-19 está “a matar o futebol” e diz ser “incompreensível” não poder ter 10 por cento de espectadores no seu recinto.

Na sua newsletter semanal, o clube liderado por António Salvador frisa “o dever de respeitar as medidas de contingência definidas pela DGS [Direção-Geral da Saúde] e pelo Governo”, mas revela unir-se “a todas as vozes de indignação que se insurgem face à ausência de adeptos nos estádios portugueses”.

Para os bracarenses, “continua a ser incompreensível que, num recinto com capacidade para 30 mil pessoas (como é o caso do Municipal de Braga), não seja permitida uma lotação de 10 por cento de espectadores”.

“Parece-nos evidente que 3 mil pessoas num espaço destinado a 30 mil dará totais e inequívocas garantias de distanciamento social, algo amplamente demonstrado, por exemplo, no encontro desta época com o AEK Atenas [da Liga Europa]. Aliás, Braga em particular e Portugal no geral já provaram, ao longo desta pandemia, que estão mais do que capacitados para reabrirem as portas dos estádios”, pode ler-se.

O SC Braga evoca “o bom exemplo de Inglaterra, que a partir desta semana permitirá a entrada de até 4 mil pessoas nos estádios localizados em zonas de menor impacto da covid-19”.

“Em Portugal não poderíamos fazer o mesmo? Será que a DGS entende que os clubes da I Liga – os mesmos que têm sido exemplares a lidar diariamente com o vírus e que representam um contributo fiscal conjunto que ultrapassa os 200 milhões de euros anuais (!) – não têm capacidade organizativa ou responsabilidade social para estruturarem o futebol português em tempos de pandemia com a presença de adeptos?”, perguntam os ‘arsenalistas’.

Os responsáveis do SC Braga terminam dizendo estarem “solidários e perfeitamente conscientes dos tempos difíceis” que se vivem, mas frisam: “não podemos deixar que continuem a separar-nos do nosso coração, da nossa alma – dos nossos adeptos. Estão a matar o futebol e isso nunca iremos permitir”.

Futebol

“Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer”

João Henriques

Foto: Arquivo

– João Henriques (treinador do Vitória SC): “Não estamos preocupados com o Paços de Ferreira ou com outra equipa qualquer. Estamos preocupados sobretudo connosco e sobretudo em somar os três pontos em cada jogo que participamos.

É importante para nós dar seguimento ao que fizemos há três dias. Sabíamos de antemão que ia estar um terreno pesado, difícil para jogarmos. A nossa preocupação foi dar continuidade ao jogo anterior. Queremos sempre olhar para quem está acima de nós para tentar alcançar.

Hoje, ganhámos com o espírito vitoriano que tantas vezes é apregoado e hoje foi passado para aquilo que fizemos dentro de campo. Foi uma vitória do grupo, da equipa.

Ter a capacidade de ultrapassar todas as adversidades, criar as melhores ocasiões, ser mais eficaz e depois vencer como nós vencemos. Sofremos em alguns momentos.

Fala-se muito dos nossos mágicos, que fazem coisas diferentes, e hoje vimos os mesmos mágicos com espírito de ajuda, solidariedade. E isso é tão importante como qualquer trivela deste mundo.

Hoje, ganhou exatamente a equipa. E a equipa é isto. Sólida, continua a fazer nos jogos em que está um grande objetivo que é chegar aos 90 minutos com os três pontos. E isso foi inquestionável hoje.

Estou feliz pelo André Almeida, porque ele andava à procura deste golo. Era a cereja no topo do bolo para ele sentir ainda mais confiança. Felizmente, temos mais ‘Andrés Almeidas’ que vão aparecendo com o crescimento da equipa”.

Continuar a ler

Futebol

“A nossa entrada no jogo foi muito fraca”

João Pedro Sousa

Foto: Arquivo

Declarações no final do encontro Famalicão-Vitória SC (0-1), da 15.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “É um problema para nós perceber que não estamos assim tão consistentes. E consistentes também em termos emocionais. Parece-me que a nossa entrada no jogo foi medíocre, foi muito fraca. E teve a ver com a vitória nos Açores. Infelizmente, não consegui perceber os sinais durante a semana para tentar corrigir.

Na primeira parte não jogámos. Nem bem, nem mal, simplesmente não jogámos. Fomos demasiado passivos. E contra equipas competentes como o Vitória, é difícil ter um resultado positivo. Perdemos o jogo porque não estivemos na primeira parte e temos de estar. Somos obrigados a estar. Temos de abordar os jogos de outra forma”.

Continuar a ler

Futebol

“Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar”

I Liga

Foto: Arquivo

Declarações após o jogo Moreirense-Portimonense (2-2), da 15.ª jornada da I Liga de futebol:

– Vasco Seabra (treinador do Moreirense): “Por todos os turbilhões que foram acontecendo, o resultado acaba por se ajustar. Parece-me que a ponta de sorte podia ter caído para nós, não só pelo penálti falhado, que é a maior oportunidade de todo o jogo.

Mesmo com momentos de dificuldade na segunda parte, dispusemos de duas oportunidades claras para fazer o terceiro golo. Se fizéssemos o 3-1, o jogo morria. Não marcámos e acabámos por recuar mais do que o pretendido.

Não entrámos bem e estávamos com dificuldades para ligar mal recuperávamos a bola. Isso remeteu-nos lá para trás, mas, depois do golo do Rafael Martins, reagimos, demos a volta ao jogo e acabámos a primeira parte muito bem.

Na segunda parte, começámos a cair com o tempo. Não tivemos a frescura física necessária, mas vi uma atitude, entrega e vontade muito grandes. Alguns jogadores estavam a fazer 90 minutos pela primeira vez na I Liga e outros vinham de lesão.

Ainda é mais frustrante sentir que sofremos dois golos nascidos em livres. É óbvio que temos de melhorar na capacidade para defender bolas paradas. Temos de ser mais competentes para que a nossa folha fique sem golos sofridos e saia limpa”.

– Paulo Sérgio (treinador do Portimonense): “De facto, houve aqui muitas voltas nos ânimos. Seria injusto não levarmos qualquer ponto, mas o futebol não se compadece dessas coisas. Há que dar mérito ao Ricardo, que parou aquela bola [penálti].

O ponto é mais do que merecido e merecíamos ainda mais pelo que fizemos. A segunda parte foi toda nossa, com muita qualidade e risco. Já na primeira, a equipa retraiu-se a seguir ao golo, desacertou a pressão e o Moreirense empatou sem criar grandes chances.

Sofremos o primeiro golo num lance em que o Willyan está a entrar em campo e não estava ninguém no sítio certo para atacar a segunda bola. O que conta é que duas equipas com qualidade dividiram os pontos e somámos mais um na nossa caminhada.

Fase de maior confiança? Na semana passada perguntaram algo idêntico. São tantas peripécias em 15 jornadas que é difícil dar uma resposta concreta. Perdemos dois jogadores importantes, o Pedro Sá e o Lucas Fernandes, mas ninguém fala disso.

Como não controlamos algumas coisas, temos de nos focar no trabalho e acreditar que este é o caminho. Estamos a dar espaço para o aparecimento de jovens, que têm dado boa conta do recado. Melhor fase? Só acredito se vencermos na próxima semana.

Por vezes, eu não estou satisfeito com a resposta antes de sermos agredidos. Parece é que preciso estar a sofrer para pormos tudo lá dentro. Não é bom quando necessitas de estar a perder para exprimir tudo aquilo de que és capaz. Vamos trabalhar nisso.

A equipa entrou muito bem, mas reagiu mal ao golo que marcou. Foi correndo atrás do prejuízo e apresentou discernimento e qualidade para encontrar as melhores soluções. Temos de entrar por aqui e ser iguais a nós próprios do primeiro ao último minuto”.

Continuar a ler

Populares