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Futebol

SC Braga devia Taça da Liga à cidade

Vencedores recebidos na Câmara

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente do SC Braga, António Salvador, disse hoje que a equipa devia à cidade a conquista da Taça da Liga de futebol e o treinador, Rúben Amorim, avisou que os ‘arsenalistas’ voltam agora à “estaca zero”.

“Devíamos isto à cidade depois de nos últimos dois anos não termos conseguido conquistar a Taça da Liga, à terceira foi de vez, os adeptos e os bracarenses bem merecem. Vir mais vezes à câmara [municipal de Braga] festejar é um hábito que queremos ter”, salientou.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente dos minhotos falava à margem da cerimónia de homenagem na Câmara Municipal de Braga pela conquista da segunda Taça da Liga da história do clube, após a vitória por 1-0, no sábado, diante do FC Porto, com um golo de Ricardo Horta já nos descontos (90+5 minutos).

A comitiva do SC Braga foi recebida por cerca de meio milhar de sócios e adeptos que, no final, voltaram a festejar quando o troféu foi erguido de uma varanda do edifício da autarquia.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Frisando a importância da “identidade” do clube, que considerou o “maior da cidade e o maior da região”, o dirigente destacou o papel de Rúben Amorim na conquista da Taça da Liga, porque “conseguiu contagiar os jogadores”, e deixou uma “palavra especial” para o anterior técnico, Ricardo Sá Pinto: “foi ele que nos trouxe à ‘final four'”.

Já Rúben Amorim agradeceu a António Salvador “a oportunidade de treinar este grande clube”, aos adeptos pela “força transmitida durante a semana” que criou um “ambiente diferente na cidade” e, sobretudo, “aos jogadores”.

“Acho que não o fiz suficientemente, mas são vocês que fazem de mim um bom treinador e são a razão de eu estar aqui”, disse.

O técnico, contudo, deixou o aviso: “Agora, voltamos à estaca zero, a Taça [da Liga] sai daqui para o museu, já não conta para nada, há que continuar a caminhada”.

Questionado sobre o que falta ao SC Braga para ser campeão, António Salvador frisou que é “muito difícil lutar” por esse “sonho”, mas garantiu que a “ambição está cá na mesma”.

O dirigente começou por elencar a necessidade de “um apoio social maior”, como o dos outros crónicos candidatos, e notou que, “nos últimos dois, três anos, as coisas mudaram muito no futebol português e europeu”.

SC Braga vencedor da Taça da Liga 2019/2020

“O futebol português está dividido em três partes, os ‘três grandes’, que são os três ricos e que, com as alterações que a UEFA fez na distribuição das receitas da Liga dos Campeões e, cá dentro, nas receitas das televisões [ficaram mais], depois mais quatro ou cinco equipas que lutam pelos lugares europeus e depois os outros, que são voláteis, que tanto descem como sobem”, disse.

O presidente dos minhotos também destacou a importância de “manter uma equipa estável, uma base, ano após ano, o que não tem sido fácil porque é preciso vender para equilibrar os orçamentos”, já que o Sporting de Braga “cumpre religiosamente ao fim do mês com os seus salários”.

“Acredito que não vamos poder manter todos porque acredito que vêm cá bater as cláusulas de alguns, mas nesta janela de janeiro não sai ninguém, isso posso garantir aos nossos adeptos”, assegurou.

Sobre a eliminatória da Liga Europa com o Glasgow Rangers, no próximo mês de fevereiro, notou que será “muito difícil”, lembrando ser “uma equipa que já ganhou ao FC Porto o que, só por si, demonstra que é uma equipa fortíssima”

“Mas é uma eliminatória e tudo pode acontecer”, ressalvou.

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Futebol

“Temos de aceitar o resultado”

Declarações após o jogo Gil Vicente-Benfica (0-1), da 22.ª jornada da I Liga, disputado no Estádio Cidade de Barcelos

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Foto: DR / Arquivo

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Temos de aceitar o resultado. Houve duas partes distintas, em que o Benfica foi melhor na primeira e o Gil Vicente esteve mais por cima na segunda. A diferença esteve na definição e no critério no último terço.

Na primeira parte sentimos algumas dificuldades e o Benfica aproximou-se com frequência da nossa área, sem criar grandes situações. Na segunda parte, equilibrámos e o adversário caiu bastante, o que era perfeitamente natural, face ao desgaste psicológico dos últimos jogos. Perdemos uma boa oportunidade de pontuar frente ao Benfica.

O Benfica sabia que podia sofrer a qualquer momento da segunda parte e isso poderia penalizá-los com a perda de pontos. Tivemos oportunidade de fazer um resultado diferente na segunda parte, mas faltou-nos discernimento.

Algumas vezes por inércia nossa, outras vezes por egoísmo de alguns jogadores. Temos de perceber que o futebol é um jogo coletivo e só assim conseguimos fazer coisas importantes como pontuar frente ao Benfica.

Os jogos [frente aos ‘grandes’] não são comparáveis, porque as datas, os jogadores e os momentos de forma são diferentes. É como comparar metros com quilómetros. Apanhámos um FC Porto desprevenido na primeira jornada, pois menorizou uma equipa que vinha da III divisão nacional e acabou por ser surpreendido.

No segundo jogo defrontámos o Sporting numa crise muito grande e conseguimos fazer um bom resultado, com uma boa exibição. Hoje tivemos um Benfica cansado, preocupado com resultados menos conseguidos e abaixo do rendimento normal. Não conseguimos pontuar mais por demérito nosso que mérito do adversário”.

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Sentimo-nos logo a ganhar por aquele ambiente junto ao banco e tivemos um apoio fantástico dos nossos adeptos do primeiro ao último minuto. Fizemos aquilo que tínhamos de fazer neste momento, que era vencer.

Fizemos uma boa primeira parte, criando várias oportunidades e chegámos com justiça à vantagem. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, com algumas jogadas de envolvimento, que poderiam ter dado um resultado mais tranquilo. Até ao fim ajustámos em função do momento e do desgaste. Acaba por ser um bom jogo, perante uma boa equipa e um excelente treinador, num campo muito difícil.

Tínhamos de manter pressão alta, para não deixar o Gil Vicente construir, mas simultaneamente perceber que pela nossa esquerda iria haver um ataque muito forte na profundidade. Em função disso e para termos maior capacidade na construção, como se viu nos primeiros 70 minutos, introduzimos Julian [Weigl] e Samaris no meio-campo.

Esta vitória é muito importante e permite manter a primeira posição. Ao longo deste campeonato tivemos jogos menos bons, outros em que estivemos muito bem e todos são três pontos. O mais importante é sermos regulares e exigentes, mantendo um nível exibicional que vá de encontro ao que defendemos. Depois é vencer jogos.

Não me interessam recordes, mas sempre o próximo jogo. Este jogo fecha-se e não vou levar nada de bom ou de mau para o próximo jogo. É isso que quero que os jogadores sintam. Errar faz parte e perder é futebol.

No jogo seguinte não podemos estar com o medo de perder ou de errar, mas jogar com dinâmica e para a frente. Foi com essa filosofia que fizemos um ano muito bom e vencemos todos os jogos fora de casa, até aos últimos dois jogos.

Luta pelo título? É mesmo jogo a jogo. Ontem não vi o jogo do FC Porto, mas acredito que vamos ter dois ou três meses a jogar de três em três dias e ao ritmo do ano passado. É fechar um jogo e entrar no seguinte com a mentalidade de vencer”.

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Futebol

Gil Vicente recebe hoje um Benfica ‘proibido’ de perder pontos

I Liga

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Foto: Twitter / DR

O Benfica está proibido de ceder pontos em Barcelos, esta segunda-feira, diante do Gil Vicente, no jogo que vai encerrar a 22.ª jornada da I Liga de futebol, se quiser recuperar a liderança da prova.

Os “encarnados”, que viram a sua vantagem de sete pontos cair nas duas últimas jornadas para apenas um, depois das derrotas no Dragão com o FC Porto por 3-2 e na receção ao SC Braga por 1-0, cairam no domingo para o segundo lugar, depois de o seu rival nortenho vencer na receção ao Portimonense por 1-0 e subir ao primeiro lugar, com dois pontos de vantagem.

Deste modo, apenas a vitória interessa à equipa de Bruno Lage para poder recuperar a liderança, mas o teste é complicado, uma vez que a formação liderada por Vítor Oliveira tem sido muito forte em casa, onde já derrotou em Barcelos o FC Porto, 2-1 na primeira jornada, e o Sporting, 3-1 na 12.ª.

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Futebol

“Os meus jogadores estão completamente de parabéns”

Declarações de Rúben Amorim

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Foto: Twitter

Declarações após o jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Vitória de Setúbal (3-1), que hoje decorreu em Braga:

Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “Entrámos muito bem no jogo e tivemos várias oportunidades para marcar. O Setúbal procurava jogar no nosso erro com um bloco bem baixo, algo que não estava à espera, mas soubemos contrariar isso. Com o falhar dos golos e certas paragens, o fim da primeira parte pareceu-me confuso.

Na segunda parte, voltámos a entrar bem, fizemos um golo e outro a seguir, mas, depois, complicámos a nossa vida, que é algo que os meus jogadores parece que gostam um bocado de fazer. Depois, veio o terceiro e o Braga mereceu inteiramente esta vitória, fez por isso, mesmo depois de estarmos a ganhar 2-0 a iniciativa de jogo foi nossa.

Estava a brincar quando disse que os meus jogadores gostam de complicar. Estão completamente de parabéns, o facto de não terem jogado em Glasgow não quer dizer que não estavam cansados, porque fizeram viagens de avião, não treinaram ou fizeram treinos de baixa intensidade, não tiveram tempo para igualar a condição dos outros.

(Estreia de Pedro Amador) Conhecia-o bem da equipa B e isso ajuda. Com esta dinâmica e com jogadores experientes, é mais fácil jogar aqui do que no Campeonato de Portugal, embora a exigência seja maior e os adversários muito melhores, mas com a qualidade que têm e a formação que tiveram no Braga, estão preparados para dar uma boa resposta. Se lançasse estes jovens numa equipa que não ganhasse, seria mais complicado e até injusto para eles.

(Sequeira lesionado) A minha preocupação é que não percam vários jogos só para acabar um, se vai estar apto ou não para quarta-feira [Rangers], não faço ideia.”

Júlio Velazquez (treinador do Vitória de Setúbal): “Fizemos uma primeira parte muito bem jogada e podíamos ter-nos adiantado no marcador, tivemos uma boa oportunidade pelo Ghilas e depois um golo que não foi válido, eu ainda tenho as minhas dúvidas, tenho que ver bem na televisão.

Na primeira parte, fomos taticamente perfeitos e anulámos as possibilidades do Braga.

Na segunda parte, começámos na mesma dinâmica, mas com as linhas mais separadas e faltou ter mais calma no passe. Permitimos uma transição ao Braga e eles fizeram o primeiro golo, depois o segundo e, depois deste, a reação da equipa foi muito boa. Emocionalmente, voltámos a estar dentro do jogo, fizemos o 2-1 e fomos à procura do empate.

Mudámos mutas vezes o sistema, mas depois a dinâmica do jogo é que importa, estou orgulhoso da minha equipa e fizemos uma boa partida diante da equipa em melhor forma do futebol português e uma das melhores do futebol europeu neste momento.”

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