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SC Braga de ‘olho’ nos 16 avos de final da Liga Europa

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Benfica, ao falhar a Liga dos Campeões, e o SC Braga, que teve entrada direta, são os únicos representantes portugueses na fase de grupos da Liga Europa em futebol, e ambos apontam aos 16 avos de final.


Os ‘encarnados’, que só tinham estado nesta fase da prova há 11 anos, em 2009/10, na primeira época de Jorge Jesus na Luz, compartem o Grupo E com Rangers, Standard Liège e Lech Poznan, enquanto os ‘arsenalistas’, na sexta, ficaram no Grupo G, juntamente com Leicester, AEK Atenas e Zorya.

O conjunto da Luz é candidato ao primeiro lugar, que disputará, tudo indica, com o ‘onze’ de Steven Gerrard, enquanto os comandados de Carlos Carvalhal partem do segundo lugar da ‘grelha’, atrás dos ingleses, que, esta época, já conseguiram, por exemplo, golear fora o Manchester City (5-2).

No primeiro ou segundo posto, os dois que valem o apuramento, as equipas lusas têm credenciais para seguir em frente, sobretudo o Benfica, que investiu fortemente no plantel, mas falhou o grande objetivo financeiro da época, a entrada na ‘Champions’.

A derrota por 2-1 no reduto do PAOK Salónica, de Abel Ferreira, que depois caiu perante o Krasnodar, relegou o Benfica para a segunda prova da UEFA, na qual não estava desde a época de estreia de Jesus, agora de regresso ao comando dos ‘encarnados’.

Em 2009/10, os ‘encarnados’ chegaram à fase de grupos via ‘play-off’ e venceram categoricamente o Grupo I, com cinco triunfos, dois deles face ao Everton (5-0 em casa e 2-0 fora), e um desaire, curiosamente no reduto do AEK Atenas.

Os ‘encarnados’, de Aimar, Saviola, Cardozo, Ramires, David Luiz ou Fábio Coentrão, ainda ultrapassaram os 16 avos de final (Hertha Berlim) e os ‘oitavos’ (Marselha), até caírem nos ‘quartos’, face ao Liverpool (2-1 em casa e 1-4 fora).

Depois dessa época, o Benfica disputou mais cinco vezes a Liga Europa, mas a partir dos 16 avos de final, sendo que, ainda com Jesus ao ‘leme’, foi finalista vencido em 2012/13 (1-2 com o Chelsea) e 2013/14 (2-4 nos pénaltis, após 0-0, com o Sevilha).

Neste regresso à fase de grupos, o Rangers, que a época passada se superiorizou ao FC Porto na fase de grupos (2-0 em casa e 1-1 no Dragão) e, depois, eliminou o Sporting de Braga nos 16 avos de final (3-2 em casa e 1-0 fora), é o perigo número 1.

Ainda sem qualquer derrota em 2020/21, o conjunto de Glasgow, liderado pela ‘lenda’ do Liverpool Steven Gerrard, que em 2009/10 ajudou a eliminar o Benfica, tem no avançado colombiano Alfredo Morelos a sua principal figura.

O Standard Liège, ao qual o Vitória SC se superiorizou na fase de grupos de 2019/20 (2-0 em casa e 1-1 fora) e o Lech Poznan não parecem ter potencial para seguir em frente.

Quanto ao SC Braga, é forte candidato a conseguir o apuramento, como fez em quatro das cinco presenças na fase de grupos: só falhou em 2016/17, num agrupamento com Shakhtar Donetsk, então de Paulo Fonseca, Gent e Konyaspor.

Pelo contrário, os ‘arsenalistas’ qualificaram-se em 2011/12, 2015/16, 2017/18 e 2019/20, isto já depois de, em 2010/11, provenientes da fase de grupos da ‘Champions’, terem chegado à final: perderam com o FC Porto (0-1), depois de afastarem o Benfica, de Jesus, nas meias-finais (1-2 fora e 1-0 em casa).

Já ‘calejado’ na prova (é o 18.º do ‘ranking’, que tem o Benfica em 10.º e o Sporting em quarto), o SC Braga não é, porém, o maior candidato a vencer o Grupo G, no qual ‘mora’ o categorizado Leicester, do lesionado Ricardo Pereira.

O conjunto comandado por Brendan Rodgers tem mostrado um forte coletivo na ‘Premier League’, suportado por grandes individualidades, casos de Jamie Vardy, James Maddison, Youri Tielemans, Timothy Castagne ou Kasper Schmeichel.

Para os ‘arsenalistas’, o perigo pode vir também do AEK Atenas, que conta no seu plantel com três jogadores lusos, casos de Hélder Lopes, André Simões e Nélson Oliveira, e do Zorya, que afastou os bracarenses no ‘play-off’ de 2018/19.

Por culpa da pandemia de covid-19, a fase de grupos da segundo competição da UEFA apenas arranca na quinta-feira, sendo que tudo se decidirá no espaço de oito semanas: três consecutivas, duas de interregno e mais três de ‘rajada’.

As datas são 22 de outubro (primeira jornada), 29 de outubro (segunda), 05 de novembro (terceira), 26 de novembro (quarta), 03 de dezembro (quinta) e 10 de dezembro (sexta e última).

Quanto ao formato, nenhuma alteração. A fase de grupos é composta por 12 grupos de quatro equipas, com as duas primeiras a seguirem para os 16 avos de final, juntamente com os terceiros classificados dos oito grupos da Liga dos Campeões.

A prova prossegue, depois, com os oitavos de final, quartos de final e final, marcada para 26 de maio, em Gdansk, na Polónia.

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Futebol

Já só falta apurar um clube para a Taça da Liga. E pode ser o Moreirense

Mafra garantiu hoje apuramento

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Foto: Ilustrativa / DR

O Mafra garantiu hoje o apuramento para a Taça da Liga, com o segundo lugar à 10.ª jornada da II Liga de futebol, juntando-se ao Estoril Praia como representante do escalão secundário.

Apesar da derrota caseira, por 1-0, com o Vilafranquense, o Mafra garantiu a segunda posição, com os mesmos 21 pontos da Académica e a dois dos estorilistas.

Estas equipas juntam-se ao Sporting, Sporting de Braga, Benfica, FC Porto e Vitória de Guimarães, já apuradas, faltando definir a sexta equipa na Liga principal.

Moreirense e Paços de Ferreira, que se defrontam terça-feira em Moreira de Cónegos, são as únicas duas equipas com possibilidades de assegurar o sexto posto, sendo que um triunfo dos pacenses lhes garante a quinta posição, colocando o Vitória de Guimarães no sexto lugar.

Face ao modelo em vigor, é certo que o líder Sporting vai jogar com o Mafra, segundo da divisão inferior, e o Sporting de Braga com o Estoril, o comandante.

O Benfica, terceiro, jogará com o sexto, enquanto o FC Porto, quarto, vai defrontar o quinto.

Este ano o modelo da Taça da Liga foi adaptado e reduzido severamente o número de equipas devido aos condicionalismos impostos pela pandemia da covid-19.

As equipas vencedoras dos confrontos são apuradas para a ‘final-four’ da competição que vai decorrer em Leiria.

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Futebol

Benfica volta a igualar SC Braga na tabela classificativa

I Liga

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Foto: SL Benfica

O Benfica regressou hoje aos triunfos na I Liga de futebol e manteve-se a quatro pontos do líder Sporting, depois de vencer na Madeira o Marítimo (2-1), no fecho da oitava jornada, que deixou tudo igual na frente.

No Funchal, após os desaires com o SC Braga (3-2) na Luz e com o Boavista (3-0) no Bessa, os ‘encarnados’ voltaram a ‘sorrir’, mas com algum sofrimento à mistura, já que tiveram de dar a volta ao marcador.

Nos Barreiros, com ‘assistência’ de Otamendi, numa tentativa infeliz do central argentino em atrasar a bola para o guarda-redes Vlachodimos, o avançado Rodrigo Pinho abriu a contagem, aos 14 minutos, e fez o seu sexto tento na competição.

Ainda antes do intervalo, Pizzi empatou a partida, aos 32 minutos, e, pouco depois do arranque da segunda parte, aos 51, o brasileiro Everton consumou a reviravolta no jogo e confirmou o regresso as vitórias da equipa de Jorge Jesus no campeonato.

A oitava jornada deixou tudo igual nas quatro primeiras posições da I Liga, com o Benfica a manter-se no terceiro lugar com 18 pontos, em igualdade com o Sporting de Braga, que é terceiro, e a quatro pontos do Sporting, que tem 22. O FC Porto é quarto, com 16.

No sábado, os ‘leões’ venceram por 2-1 na receção ao Moreirense, enquanto o FC Porto foi aos Açores bater o Santa Clara, por 1-0. Igual resultado fez o Sporting de Braga no domingo, frente ao Farense, no Minho.

Na próxima ronda, o atual líder da I Liga joga no campo do Famalicão e o SC Braga defronta fora o Belenenses SAD. O Benfica recebe o Paços de Ferreira e o FC Porto terá pela frente o Tondela, no Dragão.

Na outra ponta da classificação, o Marítimo já não sabe o que é vencer desde o triunfo no campo do FC Porto (3-2) e registou a quarta derrota nos últimos cincos jogos.

Os madeirenses seguem no 15.º lugar, com sete pontos, em igualdade com Portimonense e Boavista, com os ‘axadrezados’ a estarem em zona de descida.

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Benfica regressa às vitórias no campeonato na Madeira

I Liga

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Foto: SL Benfica

O Benfica conseguiu hoje dar a volta a mais um erro crasso de Otamendi e regressar às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, na casa do Marítimo (2-1), no fecho da oitava jornada.

Depois dos triunfos de FC Porto, Sporting e Sporting de Braga, os ‘encarnados’ estavam obrigados a ganhar, mas começaram cedo a dar ‘tiros nos pés’, com um atraso fatal do central argentino para Vlachodimos que Rodrigo Pinho aproveitou, aos 14 minutos.

A formação comandada por Jorge Jesus acusou o ‘toque’ e passou por um período complicado, mas ‘voltou’ ao jogo com mais um golo do ‘inevitável’ Pizzi, aos 32 minutos, e concretizou a reviravolta com um golo de Everton, aos 51.

Com muito ainda para jogar, num campo pesado e escorregadio, o Benfica, que vinha de duas derrotas seguidas na prova e a sofrer três golos em cada, não mais criou grande perigo e pareceu ‘viver’ sempre em sobressalto. Ainda assim, o Marítimo não conseguiu mais do que um inofensivo remate de Milson, aos 76 minutos.

Os ‘encarnados’ fecham, assim, a ronda no terceiro lugar, com 18 pontos, os mesmos do Sporting de Braga, segundo, e menos quatro do que o líder Sporting, enquanto o Marítimo, que apenas somou um ponto nos últimos cinco jogos, é 15.º colocado, com sete, os mesmos do penúltimo, o Boavista.

Em relação ao 2-2 com o Rangers, Jesus, ainda sem Darwin, Taarabt ou Weigl, trocou Helton Leite, Jardel e Chiquinho por Vlachodimos, Otamendi e Pizzi, enquanto Lito Vidigal mudou duas ‘peças’ em relação ao ‘onze’ que venceu 3-2 em Penafiel, fazendo entrar Leo Andrade e René em vez de Kerkez e Tamuzo.

O Benfica entrou ofensivo, a dominar, instalou-se no meio-campo contrário e ameaçou várias vezes o golo, nomeadamente em remates de Pizzi, aos oito minutos, e Everton, aos 11. Só que, aos 14, cometeu uma falha e ficou em desvantagem.

A formação da casa ‘despejou’ a bola para a frente, Otamendi chegou primeiro e voltou a cometer um erro crasso, desta vez um atraso a isolar Rodrigo Pinho, que, com classe, fez um pequeno ‘chapéu’ a Vlachodimos, para o seu sexto golo na prova.

Em desvantagem, o Benfica ‘perdeu-se’, começou a falhar mais passes, para, aos 32 minutos, ser ‘resgatado’, para não variar, por Pizzi, que deu a melhor sequência, de pé esquerdo, a uma jogada por si iniciada e que passou ainda por Everton e Grimaldo.

O golo voltou a melhorar o futebol dos ‘encarnados’, hoje de negro, e, até ao intervalo, foram várias as ocasiões para a reviravolta, mas Charles negou o bis’ a Pizzi (40 minutos), Rafa acertou em René (44) e Waldschmidt não rematou bem (45+5).

Por seu lado, o Marítimo, e embora de forma espaçada, foi colocando em ‘sentido’ a defesa dos forasteiros, como aos 42 minutos, num contra-ataque, conduzido por Joel, que Rodrigo Pinho não teve ângulo para concluir com êxito.

O Benfica voltou a entrar forte na segunda parte, em busca do segundo golo, que conseguiu aos 51 minutos. Num livre marcado rápido, a bola passou de Waldschmidt para Seferovic, que isolou Everton, com o brasileiro a bater Charles com um remate colocado.

O golo mudou o jogo, com os ‘encarnados’ a perderem claramente o pendor ofensivo e o encontro a equilibrar, com o Marítimo a tentar incomodar a defesa contrária, mas sem conseguir criar uma única oportunidade para incomodar Vlachodimos.

Ainda assim, e face a algumas bolas ‘bombeadas’ para a área e um canto sobre o final – o primeiro dos locais, contra 12 -, o Benfica sofreu até final para voltar aos triunfos e responder aos restantes candidatos ao título.

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