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Futebol

SC Braga apresentou-se aos sócios

Empate a zero

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Foto: Facebook de SC Braga

O SC Braga e os franceses do Mónaco, de Leonardo Jardim, empataram hoje 0-0, num jogo que serviu de apresentação aos sócios e adeptos minhotos para a temporada 2019/2020.

“Que a vossa ambição seja do tamanho da nossa paixão”, pediram as claques bracarenses numa tarja a uma equipa cujo objetivo é ficar entre os quatro primeiros classificados, ainda que o sonho do presidente, António Salvador, menos assumido esta época, é chegar ao título.

Apenas com Raul Silva indisponível, devido a lesão, Ricardo Sá Pinto, que substituiu Abel Ferreira no comando técnico dos bracarenses há cerca de três semanas, utilizou 22 jogadores (só não jogaram Lucas, David Carmo, Luther Sing e Stojiljkovic) e, naturalmente, o seu jogo ressentiu-se disso.

A duas semanas da estreia em competições oficiais, em 08 de agosto, na primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa, pode dizer-se que o futebol da equipa não entusiasmou, mas bateu-se ‘olhos nos olhos’ com um Mónaco recheado de bons valores.

Orientada por Leonardo Jardim, a equipa monegasca apresentou no ‘onze’ inicial os portugueses Gil Dias (adaptado a lateral esquerdo), Rony Lopes e Gelson Martins, e entrou melhor, com Foster a colocar Matheus à prova logo aos cinco minutos.

Após o canto, o Mónaco esteve novamente perto do golo, mas ninguém fez a emenda final, após cruzamento de Gelson Martins.

O futebol dos ‘arsenalistas’ na primeira parte foi desgarrado e sem ideias. Na sua melhor jogada neste período, Hassan desperdiçou uma excelente ocasião para marcar, ao cabecear muito fraco após assistência de Pablo também de cabeça (36 minutos).

Em cima do intervalo, André Horta, o mais inconformado dos minhotos nesta fase, enviou a bola ao poste na conversão de um livre direto que não teve barreira por decisão do guardião francês.

A equipa bracarense surgiu na segunda parte com três alterações, Tiago Sá, Wilson Eduardo e Paulinho e este último por pouco não chegou a um passe de Fransérgio (58 minutos).

Foi o melhor período da equipa da casa e, aos 67 minutos, Murilo rematou praticamente à figura de Lecomte. Na sequência do canto, Wilson Eduardo tirou dois adversários do caminho e rematou cruzado, a rasar o poste.

O Mónaco baixou de produção na segunda parte, mas, aos 76 minutos, Henrichs só não marcou porque o recém-entrado Eduardo fez uma grande defesa.

Claudemir, aos 86 minutos, respondeu com um remate de primeira que deu a sensação de golo, após bom cruzamento de Diogo Viana da direita, e, já nos descontos, foi Xadas, de livre, a obrigar Lecomte a bela defesa.

“Adversários vêm cá jogar como se fosse Sporting, Benfica e FC Porto”

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Mónaco, 0-0.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Esgaio, Bruno Viana, Pablo, Sequeira, Palhinha, Fransérgio, André Horta, Ricardo Horta, Trincão e Hassan.

Jogaram ainda: Tiago Sá, Wilson Eduardo, Paulinho, Claudemir, Xadas, Diogo Viana, João Novais, Murilo, Eduardo, Tormena e Cajú.

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

– Mónaco: Lecomte, Chadli, Glik, Panzo, Gil Dias, Jemerson, Fàbregas, Traoré, Gelson Martins, Rony Lopes e Foster.

Jogaram ainda: Ahoulou, Goulovin, Sibidé, Boschilia, Sylla, Ballo-Touré, Henrichs, Rodrigues e Pelé.

Treinador: Leonardo Jardim.

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Ricardo Horta (23).

Assistência: 9.236 espetadores.

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Futebol

“Veio ao de cima o grande grupo que tenho à frente”

Ricardo Soares, treinador do Moreirense

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o empate 1-1 entre Tondela e Moreirense, em jogo da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio João Cardoso, em Tondela:

– Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Temos de dividir o jogo em três fases. A primeira, que foi claramente do Tondela, tivemos a felicidade de ir para o intervalo zero a zero. O Tondela foi melhor.

Na segunda parte corrigimos os posicionamentos, melhorámos bastante, até estávamos em cima do jogo e depois surge o golo numa bola parada, não podíamos sofrer aquele golo e aí veio ao de cima o grande grupo que tenho à frente, a terceira parte.

A equipa reagiu, muito com o coração, com a vontade e a crença de conquistar o ponto. Levámos um ponto, penso que é merecido pela atitude, principalmente dos últimos 15, 20 minutos, pela atitude positiva com que fomos à procura do golo e, nesse sentido, o empate é justo.

Claramente é um ponto ganho, quer para o Tondela, quer para o Moreirense, e na I Liga é importante somar e, nesse caso, é claramente um ponto ganho e ainda por cima hoje que não fizemos um bom jogo, principalmente na primeira parte.

Queremos fazer as coisas diferentes, com um futebol de mais qualidade, e isso hoje não aconteceu, mesmo assim é um ponto positivo que nos traz confiança.

Hoje tivemos a felicidade que noutros jogos não tivemos”.

– Natxo González (treinador do Tondela): “Já não sei o que podemos fazer para ganhar. Fizemos muitas coisas bem, continua a faltar a eficácia na área rival. Outro penálti e isso acabou por nos penalizar muito e eles num único remate que fazem à baliza, marcam.

Cometemos poucos erros a nível defensivo e um erro de concentração que cometemos penalizou-nos.

Este resultado deixa-nos um pouco triste, mas eu como treinador estou orgulhoso pelo que a equipa fez.

É uma coisa estranha [os penáltis falhados]. É verdade que tento encontrar uma explicação e não encontro. Não sei, têm sido jogadores diferentes. Nos treinos entram todas na baliza e nos jogos não entram. São coisas que se passam sem uma explicação.

O momento que estamos a viver é uma coisa muito estranha, os penáltis [falhados] são sempre em casa. Não sei se há algo mais, não sei.

Estamos dentro dos números que marquei como objetivo, mas neste momento podíamos ter mais, é uma lástima”.

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Futebol

Moreirense dá a volta ao marcador e empata em Tondela

17.ª jornada da Liga

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Foto: DR / Arquivo

O Tondela e o Moreirense empataram hoje 1-1, em jogo da 17.ª jornada da I Liga de futebol, com os dois golos a serem marcados na segunda parte, numa partida em que os beirões falharam um penálti.

Bruno Wilson e Nenê foram os protagonistas do jogo, com o defesa da equipa da casa a inaugurar o marcador, ao cabecear aos 55 minutos para a baliza de Mateus Pasinato e o avançado do Moreirense a encostar para concretizar uma bola cruzada por Pedro Nuno.

A primeira grande oportunidade de golo surgiu aos oito minutos, para a equipa da casa e foi desperdiçada por Pité, numa grande penalidade provocada por uma falta de Fábio Pacheco sobre Tomislav e que o avançado ‘auriverde’ rematou ao poste direito da baliza de Mateus Pasinato.

Foi uma primeira parte jogada, maioritariamente, no meio campo do Moreirense, com a equipa beirã a pressionar mais e a rematar por diversas vezes, mas sem nunca conseguir inaugurar o marcador.

O Moreirense poucas vezes conseguiu chegar ao meio campo adversário, ainda assim aos 21 minutos fez um remate perigoso que não foi concretizado, porque Cláudio Ramos fez subir ligeiramente a bola por cima da barra.

Bruno Wilson acabou por inaugurar o marcador aos 55 minutos, com um cabeceamento a um cruzamento da lateral direita, num livre marcado por Pepelu, perto da grande área do Moreirense.

Na segunda parte o jogo saiu do meio campo do Moreirense, apesar de o Tondela dominar, mesmo depois do golo de Bruno Wilson.

Depois do golo sofrido, o Moreirense subiu no terreno e acabou por chegar ao amepate aos 79, com Nenê, acabado de entrar em campo, a encostar a bola, vinda de um cruzamento de Pedro Nuno,

O empate volta a ser o resultado do Tondela em casa que, esta época, regista uma só vitória no Estádio João Cardoso, frente ao Sporting, por 1-0, na 10.ª jornada, e repete o feito da 15.ª jornada, ao empatar com o Gil Vicente (1-) e a falhar um penálti.

O Tondela e o Moreirense somam assim um ponto cada um, com a equipa da casa a ficar com 20, subindo, provisoriamente, ao nono lugar, e os visitantes, com 18, na 13.º posição.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio João Cardoso, em Tondela.

Tondela – Moreirense, 1-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador:

1-0, Bruno Wilson, 55 minutos.

1-1, Nenê, 79.

Equipas:

– Tondela: Cláudio Ramos, Fahd Moufi (Richard Rodrigues, 80), Bruno Wilson, Yohan Tavares, Ricardo Alves, Filipe Ferreira, Jhon Murilo, Pepelu, Pité (João Pedro, 90), Tomislav e Xavier (Jonathan Toro, 64).

(Suplentes: Babacar Niasse, Jaquité, João Pedro, Ruben Fonseca, Jonathan Toro, Richard Rodrigues e Philipe Sampaio).

Treinador: Natxo González.

– Moreirense: Mateus Pasinato, D’ Alberto, Rosic, Steven Vitória, Abdu, Luís Machado (Pato, 62), Fábio Pacheco, Pedro Nuno, Filipe Soares, Fábio Abreu (Nenê, 69) e Alex Soares (Manê, 85).

(Suplentes: Trigueira, Iago, Manê, Nenê, Ibrahima, Bilel e Pato).

Treinador: Ricardo Soares.

Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Fahd Moufi, (45+1 minutos), Alex Soares (47), Fábio Pacheco (68) e Nenê (87).

Assistência: 1.681 espetadores.

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Futebol

“Quando se ganha, cria-se um elã e acrescenta-se confiança no que pode vir”

Declarações de Ivo Vieira

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC – Santa Clara (1-0), da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “[A ineficácia] foi um obstáculo perante a organização do Santa Clara, com um bloco muitas vezes baixo. Passámos a primeira fase de pressão com mérito e qualidade, mas, depois, o último terço foi a fase mais difícil. Os jogadores fizeram muito em cada momento do jogo. A equipa ataca, quer ganhar, mesmo sem jogar sempre bem. Do outro lado, tivemos uma equipa que se bateu bem. O resultado surgiu ao ‘cair do pano’. Sabe bem ganhar assim e foi inteiramente justo.

O João [Pedro] foi uma opção. Não tínhamos o Bruno [Duarte] disponível. O Davidson teve uma gastroenterite na semana passada e ainda estava condicionado para este jogo. Este jogador está na equipa B, mas trabalhou connosco no início da época. O intuito da equipa B é aproveitar a juventude. Fez o golo de forma meritória, mas tem de ter a noção de que é preciso trabalhar para ser solução no futuro.

Quando se ganha, cria-se um elã e acrescenta-se confiança no que pode vir para a frente. A equipa produz grande volume de jogo ofensivo, muitas oportunidades, mas o golo tem faltado. Quando se visa a baliza do adversário e não se consegue o golo, como reclamei na semana passada, após um jogo competente nosso [0-0 no Marítimo], isso atrasa-nos os objetivos em termos de posição na tabela. Não é confortável quando se consegue mais cantos, mais ataques e não se concretiza. Hoje, fizemos uma vez. Poderíamos ter feito mais dois ou três golos”.

Eu defendo ter o maior tempo de jogo possível, defender a nossa ideia de jogo [questionado sobre a constante irritação do banco de suplentes vimaranense para com os jogadores do Santa Clara, em algumas situações]. Não me compete falar sobre as ideias de jogo dos meus colegas.

Todo o mundo sabe a história do André André [no clube]. Dá outra maturidade à equipa. Não é um jogador muito rápido. Mas não podemos ter jogadores só rápidos nem fortes no jogo aéreo. É um jogador para rentabilizar, como os outros. Trato todos por igual. Vem de um período conturbado na carreira [10 meses sem jogar]. Ele está disponível para acrescentar”.

João Henriques (treinador do Santa Clara): “Na estratégia, correu tudo bem. A eficácia é que não nos permitiu levar daqui mais qualquer coisa. Houve mais posse e mais remates por parte do adversário. Houve mais situações de perigo junto da nossa baliza, mas podemos dizer que as ocasiões mais flagrantes foram repartidas. Isso poderia ter dado pelo menos o empate. Não demos espaço ao adversário e fomos controlando a partida.

Tivemos duas grandes oportunidades [81 e 89], mas quem não marca arrisca-se a sofrer. Evitámos que o adversário chegasse a ocasiões claras de golo, tirando o lance do Léo Bonatini isolado [57 minutos]. Fomos competentes a impedir o jogo interior do adversário e criámos instabilidade ao Vitória. Depois, com a intranquilidade do Vitória, fomo-nos chegando mais à frente. Nestes estádios, contra estas equipas, paga-se caro falhar estas oportunidades.

As paragens aconteceram numa ou noutra situação. Lembro-me do Patrick e do cotovelo na cara do Costinha. Não foram propositadas. A única paragem propositada foi a do [guarda-redes] Marco, porque estávamos com menos um jogador em campo. Queríamos enervar o Vitória, mas tendo nós bola. Queríamos retirar os espaços para o Vitória atacar e o Pepê construir.

Temos 17 pontos. Normalmente, 34 são suficientes para a manutenção. Interessa-nos sobretudo melhorar a nossa prestação em casa e sermos mais consistentes nos resultados. Fora, temos feito um excelente campeonato. Perdemos apenas aqui [Guimarães], no Dragão [FC Porto] e em Braga [Sporting de Braga]. Estar em 13.º lugar [14.º] é mau. Temos menos quatro pontos do que na época passada, pela mesma altura. Desperdiçámos a vitória na Madeira [Marítimo]. No ano passado éramos vistos como a surpresa e, neste ano, somos vistos como o ‘patinho feio’. Não somos uma coisa nem a outra. Para a segunda volta, queremos ser melhores em casa e mais pragmáticos na conquista dos pontos.

Este mercado, para mim e para a administração, depende muito das saídas. Estamos satisfeitos com a generalidade das opções. Já dissemos que queríamos diminuir o número de jogadores. Tínhamos 27 e já diminuímos. Com 23 jogadores teremos um plantel mais competitivo, com mais gente a sentir-se importante no plantel. Podem existir saídas que precisemos de vir a colmatar”.

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