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SATA admite “imprecisão” sobre empréstimo obrigacionista em relatório de 2018

O empréstimo terá totalizado os 65 milhões de euros

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Foto: DR

A transportadora aérea açoriana SATA esclareceu, esta segunda-feira, ter havido uma “imprecisão” no Relatório e Contas de 2018 sobre um empréstimo obrigacionista feito então e a respetiva comissão de abertura da operação.

Na manhã de segunda-feira, a agência Lusa e a Antena 1/Açores noticiaram que a SATA Air Açores, que opera dentro do arquipélago, pagou cinco milhões de euros em “comissões iniciais” num empréstimo obrigacionista de 65 milhões de euros contraído em dezembro de 2018, de acordo com informações do Tribunal de Contas (TdC).

No relatório sobre a apreciação à Conta da Região de 2018, publicado recentemente, o TdC refere que, de acordo com a informação divulgada no anexo às demonstrações financeiras da companhia aérea, o empréstimo obrigacionista, no montante de 65 milhões de euros e efetuado através do Deutsche Bank, resultou no dispêndio de “cerca de cinco milhões de euros só em comissões iniciais”.

A SATA, em esclarecimento enviado ao fim da tarde, diz que se “confirma” que a “informação publicada na Resolução do Governo n.º 137/2018, que indicava o valor de 450 mil euros referentes à comissão de montagem, foi fiel ao que foi transmitido, à data”.

Contudo, prossegue a empresa açoriana, “foram inexatos os termos posteriormente utilizados no texto do Relatório & Contas de 2018, e que referiam, incorretamente, um valor de cinco milhões de euros para comissões de abertura de novos financiamentos”.

O referido valor, “incorretamente designado de comissão, reportava à diferença entre o preço de subscrição estabelecido e o valor nominal das obrigações, dando origem ao prémio de emissão das obrigações”, no montante de cinco milhões de euros, “não existindo qualquer alteração da comissão de montagem da operação, no valor de 450 mil euros, nem da taxa de juro acordada de 2,7%”.

O empréstimo dos 65 milhões de euros, contraído pelo período de 10 anos, com aval do executivo regional, apresentava uma taxa de juro de 2,7%, sendo o pagamento dos juros feito anualmente, de acordo com a ficha técnica publicada em anexo à referida resolução.

O antigo administrador da TAP Luís Rodrigues foi indicado recentemente pelo Governo dos Açores como o novo presidente da transportadora SATA, tendo o novo conselho de administração da transportadora aérea tomado posse no começo do ano.

Luís Rodrigues propôs dois novos administradores para o grupo, passando a administração da transportadora a integrar também Teresa Gonçalves e Mário Chaves.

Teresa Gonçalves exercia as funções de diretora de Promoção e Defesa da Concorrência na AMT — Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, enquanto Mário Chaves desempenhava funções no grupo Icelandair na área da consultadoria operacional e de gestão.

Licenciado em Economia, Luís Rodrigues foi, entre junho de 2009 e dezembro de 2014, administrador executivo na holding TAP SGPS e da TAP S.A (negócio da aviação) e foi também presidente do conselho de administração da TAP Manutenção e Engenharia Brasil e administrador executivo na empresa SPdH — Serviços Portugueses de Handling, S.A.

No ano passado, a SATA registou um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

A empresa prepara atualmente um novo concurso para privatizar 49% da Azores Airlines — ramo da SATA que opera de e para fora do arquipélago -, após o primeiro ter sido cancelado devido à divulgação de informação tida por sensível.

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Paulo Pedroso deixou de ser militante do PS antes das eleições

Ex-ministro do Trabalho e da Solidariedade

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Foto: tubazotv.com / DR

O ex-ministro e antigo porta-voz do PS, Paulo Pedroso, disse, esta segunda-feira, à Lusa que deixou de ser militante do Partido Socialista antes das eleições legislativas de outubro, sem querer avançar as razões da saída.

“Saí do PS há meses, antes das eleições, mas pelos vistos só hoje deram por isso numa leitura mais atenta a um comentário meu sobre sindicalismo”, disse o ministro do Trabalho e da Solidariedade do governo de António Guterres.

Questionado sobre as razões que o levaram a desfiliar-se do PS, Paulo Pedroso foi lacónico, respondendo: “Aconteceu, não tem nenhuma leitura. Um dia falaremos sobre isso”.

A notícia da saída de Paulo Pedroso do Partido Socialista foi avançada esta tarde pelo jornal Expresso, fazendo referência a um comentário que o antigo governante escreveu no domingo na sua página do Facebook sobre a relação do PS com sindicatos.

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Matos Santos do CDS quer que o partido se assuma de “direita” e vê Chega como “aliado”

Candidato à sucessão de Assunção Cristas apela à união na direita

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Foto: Youtube

O candidato à liderança do CDS-PP Abel Matos Santos defende que o partido deve assumir “sem vergonha” e “sem complexos” que é de direita e vê o Chega como um aliado e não como um adversário.

“Acho que é claramente afirmar o CDS como um partido de direita, sem vergonha de dizer que é de direita, sem complexos, porque a direita não é nada que nos envergonhe”, disse o candidato em entrevista à agência Lusa.

Abel Matos Santos é um dos cinco candidatos anunciados à sucessão de Assunção Cristas.

Na ótica do porta-voz da Tendência Esperança em Movimento (TEM), nos últimos anos a “direita encolheu-se, passou a ter vergonha, foi-se calando”, e portanto “perdeu espaço e deixou de ter voz, deixou de ter representatividade”.

“E isso é a pior coisa que se pode fazer para quem está na vida política e para um partido que se quer afirmar de governo, e que quer ter importância na sociedade”, apontou Abel Matos Santos.

Para poder crescer, o CDS tem então de “recuperar esse espaço que deixou vazio, que deixou vago para outras forças políticas que entretanto surgiram, tem que recuperar o espaço da direita e a partir da direita tem de conquistar o centro”, advogou.

“E, acima de tudo, tem que ocupar o espaço da afirmação clara das ideias, sem vergonha, sem complexos, sem tabus, afirmando aquilo que pensa, opondo-se àquilo que discorda e mostrando claramente aos portugueses quais são as ideias que tem assentes nessas ideias de direita e lutar por elas”, assinalou o psicólogo clínico de profissão.

Questionado sobre uma possível aliança com o Chega, Abel Matos Santos começou por referir que identifica naquele partido eleitorado do CDS, mas também “muitos abstencionistas”.

O resultado alcançado pelo partido fundado por André Ventura deve-se ao facto de apresentar “uma linguagem mais clara” e de ter “o chamado efeito da novidade”, justificou o centrista.

Apontando que não teme “nada a concorrência”, o candidato à liderança sublinhou que “o Chega não é um adversário do CDS, é naturalmente um aliado”, e também “não é um problema”.

“Mesmo que nos chamem as mesmas coisas que chamam ao Chega, eu acho que isso não nos deve incomodar nada, porque nós temos que assentar o nosso trabalho político em cima da verdade, em cima da razão”, vincou, ressalvando que “o CDS tem que se preocupar consigo próprio e não com o Chega”.

Apesar de considerar que a existência de mais partidos à direita representados no parlamento “tem que ser um estímulo para o CDS”, o porta-voz da TEM não vê que seja possível que o CDS “possa ter pontos de contacto” com a Iniciativa Liberal, porque não considera que a força política liderada por João Cotrim Figueiredo “seja um partido de direita”.

“Com o PSD, com o Chega, não vejo razão para que não possa haver no futuro uma coligação”, admitiu Abel Matos Santos.

Para o candidato, “o PSD é um partido diferente, é um partido mais aberto, é um partido de centro, é um partido socialista, é um partido social-democrata e, portanto, é um partido que tem ali muitas franjas dentro do seu espaço identitário, do seu espaço político”.

Ainda assim, o antigo vice-presidente da concelhia de Lisboa assinalou que “o CDS não pode continuar a ser muleta de outros partidos”.

Os candidatos à liderança do CDS são Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d’Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos e Carlos Meira.

O 28.º congresso nacional, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas, que decidiu deixar o cargo na sequência dos maus resultados nas legislativas de outubro de 2019 – 4,2% e cinco deputados.

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Estádio do SC Braga recebe protestos da PSP, GNR e Movimento Zero em dia de “final four”

“Polícias exigem respeito”

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Foto: lux24.lu / DR

Elementos da PSP e da GNR realizam, esta terça-feira, protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, numa ação convocada pelos sindicatos, enquanto o Movimento Zero (M0) inicia uma vigília nos aeroportos portugueses.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as concentrações vão acontecer em frente do estádio de Braga, onde vai decorrer a final four da Taça da Liga em futebol, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bívar, em Faro.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícias (ASPP/PSP), Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que o protesto “terá mais força em Braga”, onde, além da concentração, um grupo de cerca de 20 polícias vai entrar no estádio juntamente com os restantes adeptos e estender uma faixa que terá a inscrição “Polícias exigem respeito”.

Na concentração em Lisboa, que vai decorrer a partir das 16:00, os elementos das forças de segurança pretendem entregar no Ministério das Finanças um documento, no qual explicam as principais reivindicações e solicitam “uma vez mais” a resolução dos problemas.

Sem o apoio dos sindicatos, o M0, um movimento social inorgânico criado em maio de 2019 por elementos da PSP e da GNR e bastante visível na última manifestação de forças de segurança, em novembro de 2019, vai realizar a partir das 10:00 vigílias em todos os aeroportos portugueses, num protesto que deverá estender-se por vários dias.

Na segunda-feira, a PSP indicou à Lusa que não foram recebidos pedidos de autorização para a realização de concentrações nas zonas dos aeroportos, nomeadamente acessos, estacionamentos e interior destas infraestruturas.

Num comunicado, a Direção Nacional da PSP relembra o Plano Nacional de Segurança da Aviação Civil, que estabelece que no interior dos aeroportos “só podem ser desenvolvidas atividades diretamente relacionadas com a prestação do serviço de transporte em aviação civil, tendo qualquer outra atividade de ser antecedida de pedido de autorização e aceitação expressa por parte das entidades competentes”.

Através das redes sociais, o Movimento Zero está a apelar para a participação dos polícias e civis e a divulgar os cartazes que devem ser levados para a concentração nos aeroportos, sublinhando que “o comportamento exemplar é marca registada do M0”.

O M0 está ainda a pedir aos polícias para levarem um bem alimentar ou um brinquedo para depois serem “doados aos mais carenciados”.

Entre as reivindicações na base dos protestos estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

As concentrações desta terça-feira vão dar início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios, estando previstas outras duas a 13 de fevereiro, sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e outra a 05 de março, sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.

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