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Braga

Este santuário rupestre na Póvoa de Lanhoso já é sítio de interesse público

Santuário Rupestre de Garfe

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Foto: DR / Arquivo

O Santuário Rupestre de Garfe, no lugar da Pena, na Póvoa de Lanhoso, foi classificado como “sítio de interesse público” devido ao seu “testemunho simbólico ou religioso” e ao “valor estético técnico”.


Segundo a portaria de classificação publicada hoje em Diário da República, aquele santuário, situado na margem esquerda do rio Ave, tem uma tipologia que “cedo permitiu associá-lo a outros espaços sagrados conhecidos, localizados em geral em afloramentos rochosos e dedicados a divindades indígenas, de que o Santuário de Panóias, na União das Freguesias de Constantim e Vale de Nogueiras, do concelho de Vila Real, é o mais conhecido testemunho”.

A portaria, datada de 5 de março e assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, destaca o “caráter matricial do bem”, o seu interesse como “testemunho simbólico ou religioso (…), como testemunho notável de vivências ou factos históricos”, bem como o seu valor estético, técnico e material intrínseco, a sua conceção arquitetónica e paisagística, a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.

A “sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica” é também referida.

O Santuário Rupestre de Garfe é descrito como estando “implantado num afloramento granítico de forma circular, sendo constituído por três tanques escavados no topo da rocha. O maior deles em forma de ‘T’ e os dois restantes retangulares, um dos quais dispondo-se paralelamente ao primeiro e o segundo perpendicular a ambos”.

Com aquela classificação, “toda a área classificada é considerada área de sensibilidade arqueológica (ASA)”, na qual “devem ser realizadas sondagens arqueológicas prévias e acompanhamento arqueológico sempre que esteja prevista qualquer ação que implique o revolvimento do solo”.

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Braga

Menino de cinco anos tenta disparar arma de fogo em Braga. GNR foi chamada

Perigo

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Foto: DR

Um menino de cinco anos tentou disparar uma arma de fogo quando brincava, no passado dia 02 de junho, em Crespos, concelho de Braga.


Segundo relata a GNR, aquela criança, e uma outra de sete anos, tinham acesso livre à arma, que não se encontrava acondicionada a um cofre e com cadeado no gatilho, conforme dita a lei.

Após uma denúncia, os militares foram à casa dos menores confirmando o relatado, acabando por exercer um mandado de busca domiciliária que culminou com a apreensão de uma arma de alarme e um carregador com cinco munições.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Braga e à Comissão Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Braga.

A GNR relembra que para possuir uma arma de fogo legalmente, é necessário respeitar algumas normas de segurança no domicílio.

O portador que se separe fisicamente da arma de fogo deve colocá-la no interior de um cofre ou armário de segurança não portáteis, sempre que exigido.

Nos casos não abrangidos pelo descrito anteriormente, deve o portador retirar à arma peça cuja falta impossibilite o seu disparo, que deve ser guardada separadamente, ou apor-lhe cadeado ou outro mecanismo que impossibilitem o seu uso, ou fixá-la a parede ou a outro objeto fixo por forma que não seja possível a sua utilização.

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Braga

José Manuel Fernandes faz balanço final da presidência da distrital de Braga do PSD

Eleições internas

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Foto: DR

A comissão política distrital de Braga do PSD vai a eleições no próximo dia 11 de julho.


O ato eleitoral marca a saída de José Manuel Fernandes do cargo de presidente, após três mandatos.

O social-democrata fez um balanço do “ciclo” de seis anos à frente da distrital do partido, assegurando que deu “o máximo na defesa dos interesses do distrito e do país, cumprindo a missão central do PSD: estar ao serviço das populações procurando reforçar o seu bem-estar e qualidade de vida”.

José Manuel Fernandes considera que “o trabalho feito permitiu afirmar o PSD no distrito, como um partido mais forte, aberto e inclusivo, com uma forte aposta no debate e na formação política”.

O também eurodeputado considera que “este trabalho deu um contributo importante para a afirmação do PSD e do distrito de Braga no contexto nacional”.

“O PSD é o partido no distrito de Braga com mais presidências de Câmara e autarcas nas Juntas de Freguesia e Assembleias. Em todas as eleições – Legislativas, Europeias, Presidenciais e Autárquicas – o PSD tem obtido no distrito resultados e votações claramente acima da média nacional”, sublinha no comunicado enviado às redações.

José Manuel Fernandes defende que o “o distrito de Braga tem dado um importante contributo para a afirmação do PSD como um partido agregador, reformista, ao serviço de todos os portugueses e o único capaz de garantir um país moderno e preparado para competir e vencer os desafios que temos pela frente, numa sociedade cada vez mais global e em aceleração constante”.

O social-democrata, natural de Vila Verde, termina o comunicado agradecendo a colaboração de quem o acompanhou nos órgãos distritais do partido e a todos os militantes e simpatizantes, estruturas locais do partido e autarcas nas freguesias e municípios.

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Braga

Futebol ‘retira’ polícias a julgamento por tráfico de droga em Braga

16 arguidos julgados à porta fechada

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Tribunal de Braga prosseguiu, hoje, à porta fechada, um julgamento com 18 arguidos, acusados de traficarem drogas em Braga, Vila Verde, Amares e noutros concelhos minhotos.


Ontem, e ao que o MINHO apurou, o coletivo de juízes, ouviu três arguidos, dois dos quais confessaram, genericamente, os factos de que estão acusados, mas um deles não assumiu o tráfico.

O julgamento decorre à porta fechada, sem público e sem jornalistas, dada a atual “escassez de efetivos” no Comando da PSP de Braga. Esse facto levou, ontem, o Tribunal Judicial local a “excluir a publicidade” da audiência, ou seja, a vedar o acesso ao pavilhão desportivo de Maximinos, ao público e a jornalistas. “A publicidade colocaria em causa a segurança dos trabalhos e o seu decurso normal, uma vez que não seria possível garantir o número de polícias necessários”, diz o despacho do coletivo de juízes.

Para a escassez de agentes contribui o facto de “alguns estarem de férias e de o campeonato de futebol ter recomeçado, ontem, o que implica o envio quase diário de destacamentos policiais para evitar a aglomeração de adeptos e claques”.

Ao que o MINHO soube, a exclusão de publicidade deve aplicar-se, também, no julgamento, que recomeça, segunda-feira, dos dez arguidos acusados de assaltarem o banco Santander e várias vivendas no Minho.

Neste caso, os advogados de defesa deverão opor-se, posto que, em documento enviado anteriormente aos juízes, em que diziam não aceitar as audiências por videoconferência, reclamaram a sua publicidade, enquanto princípio do direito constitucional que não pode ser violado.

Acusação

A acusação diz que vendiam canábis (resina), heroína, cocaína e MDMA, para consumo ou revenda.

O Procurador concluiu que Gonçalo Martins, um dos principais arguidos, vendeu drogas entre 2014 e 2018, fazendo-o a partir de telefonemas com consumidores e revendedores. Para tal, usava linguagem codificada, com expressões como “tomar café, beber um fino, traz tabaco, e arranja peixe”.

Para além dos telemóveis, recorriam às redes sociais, entre as quais o Messenger, o Instagram, o WhatsApp, o Snapchat e o Telegram.

Em Braga, vendiam ao lado da loja De Borla, na zona dos bares da Sé, no largo dos Bombeiros Voluntários, junto aos bares da zona da UMinho, perto da pastelaria Bracarum, numa área erma de Montariol e na Cividade. Por vezes, as vendas eram feitas em autocarros entre Braga e Vila Verde.

A investigação foi feita pelo NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR da Póvoa de Lanhoso que procedeu a dezenas de escutas telefónicas, e a vigilâncias, com captação de imagens.

A GNR apreendeu quatro carros, telemóveis, tablets, computadores, drogas, dinheiro, munições e artefactos ligados ao tráfico. O MP quer que sejam declarados como perdidos a favor do Estado.

O processo conta com 161 testemunhas: 31 gnr’s, e 130 consumidores.

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