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Santuário de Fátima mantém quase todo o programa oficial

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Foto: O MINHO / Arquivo

O Santuário de Fátima vai manter o programa oficial, com exceção de duas celebrações, assim como a transmissão diária ‘online’ de uma missa e da recitação do terço, no novo período de confinamento devido à pandemia de covid-19.

Segundo informação disponibilizada hoje no seu ‘site’, na sequência do recolhimento domiciliário anunciado pelo Governo, em vigor a partir das 00:00 de sexta-feira, o santuário anuncia que “manterá o seu programa oficial, suprimindo, de segunda a domingo, a missa das 16:30, na Basílica da Santíssima Trindade, e, ao domingo, a oração comunitária de Vésperas, às 17:30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”.

A bênção dos veículos, ao domingo à tarde, também não se realiza.

A mesma informação adianta que “as lojas físicas e livraria do Santuário de Fátima estarão encerradas, mantendo-se o atendimento através da loja ‘online’, em www.store.fatima.pt”.

“Durante o período de confinamento, os postos de informação, os espaços museológicos e o atendimento da reitoria estarão também encerrados, mantendo-se o atendimento telefónico”, adianta o santuário, esclarecendo que, “com os mesmos horários, mantêm-se as capelas do Santíssimo Sacramento e a da Reconciliação”.

O santuário, no concelho de Ourém, refere ainda que, neste período, no qual a mobilidade será reduzida ao essencial, o templo mariano “estará próximo dos peregrinos através da transmissão em direto da missa das 11:00 e da recitação do Rosário, às 18:30, na Capelinha das Aparições”.

“Ambas as celebrações podem ser seguidas em www.fatima.pt/pt/pages/transmissoes-online e nas redes sociais, canais que o Santuário de Fátima irá privilegiar durante o confinamento”, acrescenta.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na quarta-feira que Portugal vai “regressar ao dever de recolhimento domiciliário”, tal como em março e em abril de 2020.

Entre as medidas para o novo período de confinamento foi anunciado que os funerais vão estar condicionados em número de pessoas e sem aglomerações, e que são permitidas outras cerimónias religiosas.

Já hoje, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu que ficam suspensas ou adiadas as celebrações de batismos, crismas e casamentos, face ao que classifica como “gravíssima situação de pandemia” que Portugal vive.

Tendo em conta as orientações governamentais, a CEP salienta que são mantidas as celebrações litúrgicas, nomeadamente a eucaristia e as exéquias (cerimónias fúnebres e funerais), segundo as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 08 de maio de 2020, emanadas em coordenação com a Direção-Geral da Saúde. Todas as restantes celebrações devem ser suspensas ou adiadas.

A Conferência Episcopal Portuguesa recomenda ainda que outras atividades pastorais se realizem de modo digital ou sejam adiadas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.979.596 mortos resultantes de mais de 92,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.384 pessoas dos 517.806 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O concelho de Ourém registava, em 08 de janeiro, 1.575 casos do novo coronavírus desde o início da pandemia, em março do ano passado, mantendo-se 581 ativos, de acordo com informação no ‘site’ do Município de Ourém, no distrito de Santarém.

No mesmo período, recuperaram da doença 975 pessoas, registando-se ainda 19 óbitos.

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Instituto de Medicina Legal reforça capacidade de frio para cadáveres em hospitais

Covid-19

Foto: DR

O Instituto de Medicina Legal indicou hoje que reforçou a “capacidade de frio” nos serviços médico-legais e hospitais para que, face ao aumento da mortalidade em contexto de pandemia, os cadáveres possam ser “conservados adequada e dignamente”.

Numa nota à comunicação social, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) refere que “procedeu ao reforço da capacidade de frio em 15 dos seus serviços médico-legais”, acrescentando que tal medida “tem permitido garantir que os corpos que neles dão entrada direta sejam conservados adequada e dignamente”.

O INMLCF adianta que “estendeu” o reforço da “capacidade” de frio aos hospitais, “permitindo a conservação, nos termos referidos”, dos “corpos das pessoas que neles vêm falecendo de covid-19”.

“Sempre que tal se revelar necessário, o INMLCF voltará a robustecer esta capacidade”, conclui a nota.

A nota do INMLCF surge depois de ser conhecido que a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu ao instituto soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso seja necessário e que solicitou aos hospitais que agilizem a transferência de informação para as funerárias.

Segundo a Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL), há “hospitais públicos em rutura generalizada, sem disponibilidade de equipamentos de frio para preservação dos cadáveres”.

Alguns hospitais do país recorreram a contentores refrigerados para reforçar a capacidade das suas morgues.

A ANEL reclama que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura.

Portugal registou hoje o maior número de mortes (234) por covid-19 desde o início da pandemia e 13.987 novos casos de infeção, de acordo com o balanço diário da DGS.

Já morreram em Portugal 9.920 pessoas dos 609.136 casos de infeção confirmados.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

O número de mortes em Portugal durante 2020 foi 10,6 % maior em relação à média dos anteriores cinco anos, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística, que registou 123.409 óbitos, mais 12.220 do que entre 2015 e 2019.

Em 31 de dezembro registavam-se 6.906 mortes atribuídas à covid-19, ou seja, 56% do excesso de mortalidade de 2020 em relação à média 2015-2019.

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Nova variante sul-africana já chegou a Portugal e é 50% mais contagiosa

Covid-19

A nova variante sul-africana já foi detetada em Portugal, com um novo caso a surgir na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

A informação é avançada pela TVI, que confirmou a mesma junto do Instituto Nacional de Saude.

Uma investigação sugere que a variante do SARS-CoV-2 detetada na África do Sul se espalha 50% mais rápido e que os anticorpos naturais são menos eficazes, segundo cientistas sul-africanos, que acrescentam que esta não provoca doenças mais graves.

“Há limitações sobre o que podemos ver num laboratório, por isso temos de esperar pelos dados dos ensaios clínicos para compreender a gravidade da resistência das novas variantes às vacinas”, disse a professora Penny More, do Instituto nacional de Doenças Transmissíveis (NICD, em ingês), numa reunião de especialistas liderada pelo ministro da Saúde sul-africano, Zweli Mkhize, citada pela agência noticiosa Efe.

Apesar de assinalarem que o vírus “se está a adaptar”, os cientistas assinalaram que isso “não significa que as vacinas não funcionem”, argumentando que estas são complexas e podem provocar múltiplos tipos de imunidade.

Os dados recolhidos até agora mostraram também que a nova variante sul-africana do novo coronavírus, nomeada 501Y.V2, não acompanha uma maior taxa de morbilidade, embora o aumento da pressão do sistema de saúde possa estar por detrás de mais mortes.

“As taxas de mortalidade mais elevadas refletem uma pressão crescente sobre o sistema de saúde. Mesmo que haja mais mortes na segunda vaga, não há diferença entre as taxas de mortalidade da primeira e da segunda vaga”, disse Waasila Jassat, também do NICD.

Os cientistas sublinharam a importância de estudar geneticamente o vírus, algo que o professor Tulio de Oliveira, diretor da plataforma científica da Universidade de KwaZulu-Natal, que coordena a análise genética do vírus a nível nacional, disse que isto permitiu “identificar esta variante assim que possível”.

No caso da imunidade face a segundas infeções, os investigadores afirmam é necessário ter mais dados.

Ainda assim, estes consideram que os estudos “estão a mostrar que os anticorpos naturais produzidos a partir de uma primeira infeção não são tão eficazes”.

A África do Sul tinha mantido as infeções sob controlo desde agosto, após meses em que não era apenas o país mais afetado em África pela covid-19, como a quinta nação mais atingida pela pandemia.

No entanto, nos últimos meses, o número de novos casos cresceu rapidamente.

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Os números do Euromilhões

Sorte

Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 22 de janeiro: 8, 16, 42, 44 e 47 (números) e 6 e 7 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 79 milhões de euros.

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